Shell Brasil fechou contrato com a Maersk Supply Service

A Shell Brasil concedeu à Maersk Supply Service um contrato para a tarefa de manutenção de estações durante a remoção do Gas Lift Riser emergencial no FPSO Fluminense.

O escopo inclui a responsabilidade pela manutenção da estação, incluindo embarcações, procedimentos de controle de proa, rebocadores, equipamentos de pesquisa e tripulação de convés para o FPSO gerenciar as operações da torre.

Os rebocadores de manuseio de âncoras (AHTVs) da Maersk Supply Service, Maersk Launcher e Maersk Lancer, estão auxiliando no elemento offshore do contrato, iniciando seu afretamento no Rio de Janeiro.

“Este projeto é uma demonstração do relacionamento próximo e de confiança que foi construído entre a Maersk Supply Service e a Shell Brasil, e esperamos entregar este projeto com eficiência e segurança”, disse Rafael Thome , diretor administrativo para o Brasil da Maersk Supply Service. .

Esta não é a primeira vez que a Maersk Supply Service está auxiliando a Shell no trabalho no FPSO Fluminese. Ou seja, a empresa recebeu um contrato em 2019 para o fornecimento de uma solução integrada de extensão da vida útil das linhas de ancoragem para o FPSO, incluindo gerenciamento de projetos, engenharia e gerenciamento de interface.

Mais recentemente no Brasil, a empresa dinamarquesa ganhou um contrato  para o pré-lay do sistema de ancoragem para o novo FPSO Mero 2. A execução ocorrerá ao longo deste ano.

Petrobras inicia processo de desinvestimento de ativos do Golfo do México

A  Petrobras iniciou uma fase não vinculante para a venda de sua participação em uma empresa, que detém ativos de E&P no Golfo do México, em uma tentativa de otimizar ainda mais seu portfólio, buscar oportunidades de crescimento e aumentar a alocação de capital, enquanto foca em seus ativos brasileiros em águas profundas e ultraprofundas.

Em outubro de 2021, a Petrobras divulgou sua intenção de vender sua participação em uma empresa que detém participações em campos offshore no Golfo do México dos EUA.

Em sua última atualização desta quarta-feira, a Petrobras confirmou o início da fase não vinculante referente à venda da totalidade da participação de 20% de sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI) na empresa MP Golfo do México (MPGoM), localizada no Texas, que possui campos offshore no Golfo do México.

Além disso, a Petrobras explicou que os potenciais compradores habilitados para esta fase receberão uma carta de processo contendo informações detalhadas sobre a empresa, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a elaboração e apresentação de propostas não vinculantes.

Conforme relatado anteriormente, a MP Gulf of Mexico é uma joint venture (JV) com participação de 80% da Murphy Exploration & Production Company e 20% da PAI,  criada em outubro de 2018 , com a contribuição de todos os ativos de petróleo e gás natural em produção, localizada no Golfo do México, de ambas as empresas.

Segundo a Petrobras, a MPGoM detém participação como operadora ou não operadora em 14 campos offshore no Golfo do México. A participação da gigante brasileira na produção dos campos em 2021 foi de 11,4 bpd de óleo equivalente.

A Petrobras afirmou ainda que o desinvestimento de sua participação nesses ativos está alinhado à estratégia de gestão de portfólio da empresa e à melhor alocação do capital da empresa, visando maximizar valor e maior retorno para a sociedade.

Vale ressaltar que a Petrobras iniciou mais dois processos de desinvestimento em outubro de 2021. Poucos dias após anunciar seus planos de venda de sua participação nos ativos do Golfo do México, a empresa  iniciou o processo de venda  de toda a sua participação no campo de Catuá, localizada na Bacia de Campos offshore no Brasil. No final de outubro de 2021, a empresa também anunciou o início de uma fase de licitação para a venda dos campos de Uruguá e Tambaú, localizados na Bacia de Santos.

No que diz respeito às atividades recentes da Petrobras, a empresa recebeu no início deste mês o FPSO Guanabara , que chegou ao campo de Mero, localizado no Bloco Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, no litoral brasileiro.

3º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC): ANP divulga os setores

A ANP publicou, os setores que serão ofertados no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), cuja sessão pública está prevista para 13 de abril. A decisão foi tomada em (15/2) em reunião da Comissão Especial de Licitação (CEL). Veja abaixo os setores:

Blocos Exploratórios

Bacia

Setor

Espírito Santo

SES-T4

SES-T6

Pelotas

SP-AP4

Potiguar

SPOT-T2

SPOT-T3

SPOT-T4

SPOT-T5

Recôncavo

SREC-T1

SREC-T2

SREC-T3

Santos

SS-AP4

Sergipe-Alagoas

SSEAL-T2

SSEAL-T3

Tucano

STUC-S

Conforme estabelecem as regras da Oferta Permanente, os setores definidos para um ciclo são aqueles que receberam declarações de interesse de empresas previamente inscritas, acompanhadas de garantia de oferta e aprovadas pela CEL.

Conforme o cronograma, todas as licitantes inscritas tiveram até 3/2/2022 para apresentar declarações de interesse acompanhadas de garantia de oferta para quaisquer setores constantes do Anexo I do edital do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão. Os setores que comporão o Ciclo são aqueles cujas declarações de interesse foram aprovadas ontem pela CEL.

Agora, até o dia 14/3, as empresas podem apresentar novas declarações de interesse, acompanhadas de garantia de oferta, para os setores já definidos para o 3º Ciclo da OPC.

 Veja a publicação com os setores no Diário Oficial da União

 Veja a página com os setores no site das rodadas da ANP

 Veja a ata da reunião da CEL

Veja mais informações sobre o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC)

O que é a Oferta Permanente 

A Oferta Permanente é um formato de licitação para outorga de contratos de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais para exploração ou reabilitação e produção de petróleo e gás natural. Nesse formato, há a oferta contínua de campos devolvidos ou em processo de devolução, de blocos ofertados em licitações anteriores e não arrematados ou devolvidos à Agência, além de novos blocos exploratórios em bacias terrestres em estudo na ANP.

Há atualmente duas modalidades de Oferta Permanente: a Oferta Permanente de Concessão (OPC), já em seu 3º Ciclo; e a Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), atualmente em fase de elaboração dos seus instrumentos licitatórios.

Com a modalidade de licitação trazida pelos ciclos de Oferta Permanente, as empresas não precisam esperar uma rodada de licitações “tradicional” para ter oportunidade de arrematar um bloco ou área com acumulação marginal, que passam a estar permanentemente em oferta. Além disso, as companhias contam com o tempo que julgarem necessário para estudar os dados técnicos dessas áreas antes de fazer uma oferta, sem o prazo limitado do edital de uma rodada.

Uma vez tendo sua inscrição aprovada no processo, a empresa pode declarar interesse em qualquer setor ofertado no Edital. Essa declaração de interesse deve ser enviada à ANP, acompanhada de garantia de oferta, e deve identificar todos os setores em que a empresa tenha objetivo de apresentar ofertas na sessão pública a ser realizada.

Saiba mais sobre a Oferta Permanente

 

Esclarecimento sobre informações divulgadas pela imprensa

Em relação à nota de coluna publicada recentemente, a ANP esclarece que sua atuação como órgão regulador, assim como de todos os seus integrantes, é totalmente aderente à legislação e às políticas públicas para o setor de petróleo, gás e biocombustíveis, emanadas do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A Diretora da ANP Symone Araújo é uma profissional reconhecida e respeitada por suas posições e ações em favor do fortalecimento do gás natural no Brasil, tendo atuado ativamente na formulação e na implantação do Novo Mercado de Gás, bem como do novo marco regulatório do gás natural no Brasil. A conduta da diretora, como é do conhecimento daqueles que acompanham o mercado de petróleo, gás natural e biocombustíveis, tem sido notável nesse sentido. Como integrante da diretoria colegiada da ANP, sua participação tem sido decisiva no desenvolvimento e adoção de diversas medidas voltadas à abertura do mercado de gás natural no Brasil, trabalho que terá continuidade em 2022.

Veja aqui listadas ações recentes e as previstas para este ano.

Petrobras, em parceria com universidades, investe mais R$ 3 milhões em projeto ambiental no Brasil

Paraíso ecológico, o Arquipélago Alcatrazes, terá monitoramento da fauna marinha e de parâmetros oceanográficos

O arquipélago Alcatrazes, localizado aproximadamente 35 km ao sul de São Sebastião (SP), a partir de agora terá o ambiente marinho, a fauna marinha e parâmetros oceanográficos monitorados. O projeto Mar de Alcatrazes é uma iniciativa da Petrobras em convênio com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e a Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo (FapUNIFESP), o Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar/USP) e o Núcleo de Gestão Integrada ICMBio. A companhia irá investir nos próximos três anos cerca de R$ 3 milhões no projeto. “O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha local para subsidiar a adoção de medidas para minimizar os impactos das ações humanas sobre os ecossistemas existentes neste conjunto de ilhas”, explica o gerente setorial da Petrobras, Fernando Almeida.

O arquipélago atualmente é protegido por duas unidades de conservação marinhas de proteção integral: a Estação Ecológica (Esec) Tupinambás e o Refúgio de Vida Silvestre (ReVis) do Arquipélago de Alcatrazes. A região é abrigo para diversas espécies, inclusive, algumas ameaçadas de extinção. “Diante da relevância ambiental do local, os estudos científicos são fundamentais para ampliar o conhecimento sobre biodiversidade marinha do arquipélago e para compreender a estrutura e a dinâmica das comunidades biológicas e dos ecossistemas destas unidades”, confirma o engenheiro de meio ambiente da Petrobras, Thiago Otto.

O Mar de Alcatrazes iniciou as atividades este ano e irá implementar um programa de monitoramento e detecção precoce de espécies exóticas; irá avaliar as mudanças espaciais e temporais, quantitativas e qualitativas das comunidades bentônica (que vivem associadas aos costões rochosos, recifes de corais, fundos arenosos etc) e do conjunto de peixes que vivem na região. Além disso, irá avaliar e monitorar dados como a temperatura da água, salinidade e alcance da luz solar.

O monitoramento dos peixes será realizado por meio de censos visuais, técnica em que os pesquisadores mergulham com equipamento Scuba e fazem a identificação, contagem e estimativa do tamanho das espécies em uma área pré-estabelecida. Além disso, câmeras subaquáticas que serão instaladas para o levantamento de imagem de peixes, especialmente os predadores, que são atraídos por uma pluma de odor gerada como isca. As imagens serão examinadas em programas específicos, que permitem a contagem e a estimativa precisa do tamanho dos exemplares.

Adicionalmente, duas espécies serão estudadas detalhadamente: a raia-manteiga (Dasyatis hypostigma) e a garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus). Para essa pesquisa, será utilizada a tecnologia de telemetria acústica. Inicialmente, 30 animais de cada espécie serão marcados com os transmissores, que possuem sensores de pressão e temperatura, e que permitem o rastreamento de posições dos indivíduos ao longo do tempo.

O pesquisador Fabio Motta, do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da UNIFESP, explica que o raio de detecção dos receptores varia de acordo com as condições físicas da água, mas normalmente fica em torno de 700 metros. Os receptores podem ser utilizados a partir de uma plataforma móvel, como embarcações, ou por meio do uso de estações fixas, permanecendo estáticos para detectar animais que, eventualmente, passem dentro do raio de detecção. “O emprego de tecnologia de ponta poderá complementar os dados obtidos através dos estudos subaquáticos”. Assim, será possível avaliar o uso dos habitats por essas espécies, os períodos de atividade e a influência de variáveis ambientais, aprofundando o conhecimento sobre o papel das unidades de conservação na proteção dessas espécies, contribuindo com o mapeamento de áreas e períodos de maior vulnerabilidade dessas espécies e a influência de atividades antrópicas como pesca e turismo subaquático.

A iniciativa conta ainda com a participação do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar/USP), da Universidade Estadual Paulista (UNESP, Campus de Registro e São Vicente) e do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio-Alcatrazes. O projeto pode ser acompanhado no Instagram, pelo perfil @mardealcatrazes.

A Petrobras tem como valor o respeito ao meio ambiente e contribui para a conservação e recuperação da biodiversidade. A companhia é referência no país em projetos de monitoramento de fauna, pelos projetos que executa no âmbito do licenciamento ambiental e que apoia pelo Programa Petrobras Socioambiental.