Um horizonte promissor – Eduardo Gerk, diretor-presidente da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA)

Essa é a visão do diretor-presidente da Pré-Sal Petróleo (PPSA), José Eduardo Vinhaes Gerk, respaldado em três anos à frente da empresa que foi criada em 2010 (Lei nº 12.304/10) para fazer a gestão dos contratos de partilha da produção, como representante da União.

Gerk, que iniciou carreira no setor de petróleo na Petrobras e soma hoje mais de três décadas de experiência na área, em 2021 foi eleito um dos 100 Mais Influentes da Energia da Década, uma premiação organizada pela plataforma Full Energy, do Grupo Mídia.

Um reconhecimento à sua atuação na PPSA, que vem gerenciando um valioso “patrimônio” para a União. Ao assumir em abril de 2019, a produção acumulada dos contratos de partilha somava 17 milhões de barris de petróleo em dois anos. Em dezembro do ano passado esse volume acumulado alcançou 110 milhões de barris e 388 milhões de metros cúbicos de gás (70 milhões de bbl extraídos de Mero e o restante dos campos de Búzios, Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste).

Nesse período, a parcela de óleo da União pulou de 2 milhões para 12 milhões de bbl e a de gás natural, de 3 milhões para 102 milhões de metros cúbicos. A projeção da PPSA é de que em 2022 as receitas da União somarão US$6,22 bilhões – a maior parte, em tributos e royalties pagos pelos consórcios que operam esses contratos, ainda que seja significativo a receita de US$0,58 bi proveniente da parcela de petróleo para a União. Números que se agigantarão até o final da década, quando a parcela de petróleo alcançar 400 milhões de barris.

Oil & Gas Brasil: Os contratos em regime de partilha produziram quase quatro vezes mais em 2021, em relação ao ano anterior: foram 62 milhões de barris de petróleo, dos quais a União teve direito a parcela de 3,9 milhões de barris. O crescimento na produção de gás foi de 108% somando 187 milhões de m³ disponibilizados para comercialização pelos contratos de Entorno de Sapinhoá, Tartaruga Verde Sudoeste e Búzios. Vocês esperam esse crescimento exponencial pelos próximos cinco anos? Quando esse crescimento deverá ficar mais estável/ou menos acentuado?

Eduardo Gerk: O horizonte para os contratos em regime de partilha é, de fato, promissor. Em nosso estudo “Estimativas de Resultados nos Contratos de Partilha de Produção”, lançado em novembro de 2021 e revisado em janeiro deste ano,
constatamos uma tendência de crescimento notável até 2031. Nos próximos dez anos, a expectativa é de produção de 8,2 bilhões de barris de petróleo em regime de partilha de produção. Deste total, 1,62 bilhão de barris de petróleo serão destinados à União. Quando observamos a média diária projetada, vemos um primeiro salto da produção em 2025, praticamente dobrando os valores atuais. Há um segundo salto previsto para 2027, quando a produção dos contratos de partilha romperá a casa dos 2 milhões de barris diários. Na década, o pico está previsto para ocorrer em 2029, com 3,67 milhões de barris por dia. A curva praticamente vai se manter no mesmo patamar de 2029 até 2031.

Oil & Gas Brasil: Essa alta, a maior desde 2017, foi puxada por Búzios (que produziu mais da metade do volume registrado em 2021), Libra (Área de Desenvolvimento de Mero), Entorno de Sapinhoá e Tartaruga continue liderando? Ou, com a aprovação do plano de desenvolvimento de Mero (que deverá receber quatro plataformas, a primeira este ano, Libra poderá superar Búzios? Talvez em cinco anos?

Eduardo Gerk: Por questões contratuais, não divulgamos no nosso estudo o volume de produção projetado por contrato de partilha de produção. Búzios é o gigante do pré-sal, com previsão de 12 plataformas. Embora a produção de Mero seja crescente nos próximos anos, as projeções atuais demonstram que o volume estimado para Búzios não será superado por nenhum outro campo.

Oil & Gas Brasil: A parcela que a União vem recebendo aumenta ano a ano. OS 3,9 milhões de barris de petróleo foram 35% superior à de 2020, em óleo, e o de gás foi 55% a mais. A projeção é de que essa produção cresça com a implementação de novas rotas, propostas inclusive no Plano Indicativo de
Processamento e Escoamento de Gás Natural – PIPE, da EPE, ou esse ainda é uma cenário ainda em construção (o dos novas rotas de escoamento)? De que forma a PPSA pode contribuir para acelerar projetos como esses que tem impacto sobre a produção desses contratos que ela gerencia?

Eduardo Gerk: Instituímos um Comitê de Gás Natural para acompanhar a abertura do novo mercado de gás natural e
auxiliar o governo na elaboração de políticas públicas que ajudem a escoar a produção de gás natural do pré-sal nos
próximos anos, como consequência do desenvolvimento de novos campos que tiverem declarada a sua comercialidade. Como gestores, fazemos uma permanente avaliação econômica dos projetos e das alternativas de utilização do gás. Quando
economicamente viável, o investimento em novas rotas é fomentado, buscando sempre otimizar o resultado desses
projetos e o valor para a União.

Oil & Gas Brasil: A aprovação pela ANP de nova resolução consolidando as Resoluções ANP nº 25, de 08/07/2013, e nº 698, de 06/09/2017 regulando o procedimento de individualização da produção de petróleo e gás natural terá impacto direto nos contratos gerenciados por voces? Em que ativos?

Eduardo Gerk: A nova resolução apenas compila em um único instrumento normativo as regras relativas aos AIPs. Não haverá nenhum impacto nas atividades do dia a dia, uma vez que não há alteração de conteúdo. Desta forma, a única mudança perceptível é a alteração do número da Norma a ser referida.

Oil & Gas Brasil: O estudo ”Estimativas de Resultados nos Contratos de Partilha de Produção”, divulgado em janeiro, projeta que em dez anos deverão ser produzidos 8,2 bilhões de barris de petróleo em regime de partilha (17 contratos vigentes e Sépia e Atapu, cujos contratos ainda serão assinados). Em 2031, a média diária de produção de todos os contratos será de aproximadamente 3,5 milhões de barris por dia (bpd). Em 2022, primeiro ano do período analisado, a parcela diária de óleo da União será de 26 mil bpd, em média. Já em 2031, estima-se que a média diária da produção seja de 1,1 milhão de barris. Qual a previsão da parcela de petróleo da união em 2031?

Eduardo Gerk: Em 2031, a média diária é de 1,1 milhão de barris. Desta forma, a produção do ano de 2031 será de aproximadamente 400 milhões de barris. Criada em novembro de 2013, a Pré-Sal Petróleo atua em três grandes frentes: gestão dos Contratos de Partilha de Produção, gestão da comercialização de petróleo e gás natural e a representação da União nos Acordos de Unitização. Altamente qualificada, a equipe da empresa é formada por profissionais que têm grande experiência na
indústria de óleo e gás. Estes colaboradores são responsáveis por análises técnicas, que norteiam as tomadas de decisões e maximizam os resultados econômicos das atividades do pré-sal para a União.

A companhia conta com 58 empregados em cargos comissionados de livre provimento e terá até 150 empregados efetivos, que serão contratados por meio de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. A Pré-Sal Petróleo participa de eventos da indústria do petróleo e realiza palestras para mostrar o papel que desempenha para a sociedade. Desde agosto de 2014, a Pré-Sal Petróleo possui um Escritório Central no Edifício Centro Empresarial Internacional Rio – RB1, 4º andar, localizado na Praça Mauá, na região portuária da Cidade do Rio de Janeiro. Em 2015, o Escritório Sede de Brasília foi inaugurado.

Rio Oil & Gas 2022 está confirmada e será realizada na zona portuária do Rio

A Rio Oil & Gas 2022 já confirmou pelo menos 320 expositores, o mesmo número da última edição presencial em 2018, para o evento que começa no dia 26 de setembro, na zona portuária do Rio. A Conferência é uma das maiores da cidade. O evento vai até o dia 29 de setembro.

Serão utilizados Boulevard Olímpico, nos Armazéns 1,2,3 4 e 5 do Píer Mauá, Armazém Kobra e Armazém Utopia, no maior espaço já ocupado por um evento na zona portuária.

Relação dos expositores até o momento: https://www.riooilgas.com.br/exposicao/