CNOOC paga mais de US$ 2 bilhões à Petrobras por mais participação adicional no campo de Búzios

A CNOOC fechou um acordo com a Petrobras, que lhe permitirá adquirir uma participação adicional no campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.

Em setembro de 2021, a Petrobras informou que a CNOOC havia demonstrado interesse em comprar uma participação adicional em seu campo operado de Búzios.

A CNOOC manifestou esse interesse após o prazo de até 30 dias que tinha para manifestar seu interesse em exercer a opção de compra de parcela adicional de 5% no Contrato de Partilha de Produção (PSC) para Cessão de Excedente de Direitos.

Essa opção foi ativada após a Petrobras emitir o certificado de conformidade ao regulador do país, ANP, logo após um pagamento em dinheiro de US$ 2,9 bilhões, que foi recebido no final de agosto de 2021 pelas obrigações de seus parceiros CNODC Brasil Petróleo e Gás (CNODC) e CNOOC no Acordo de Co-participação de Búzios.

Em atualização na semana passada, a Petrobras informou que assinou um contrato com a CNOOC para ceder uma participação adicional de 5% à gigante chinesa, permitindo aumentar com sucesso sua participação no campo de Búzios, como resultado da opção de compra de um ação adicional, exercida pela CNOOC em 29 de setembro de 2021.

A Petrobras explicou ainda que o valor que receberia em dinheiro no fechamento da transação seria de US$ 2,12 bilhões pela ação da CNOOC. O valor foi calculado com data base de 1º de setembro de 2021 e com taxa de câmbio de R$ 5,07/US$. A empresa brasileira elaborou que este valor se refere à compensação e reembolso do bônus de assinatura da participação adicional da CNOOC.

Além disso, esse valor ainda estará sujeito aos ajustes usuais desse tipo de contrato entre a data-base e a data de fechamento enquanto a efetivação da operação estiver sujeita às aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Ministério de Minas e Energia (MME).

Uma vez efetivada a operação, a Petrobras passará a deter 85 por cento do Contrato de Partilha de Produção do Excedente de Cessão de Direitos do campo de Búzios, enquanto a CNOOC deterá 10 por cento e a CNODC os 5 por cento restantes.

Além disso, as participações no Depósito Compartilhado de Búzios, incluindo as parcelas do Contrato de Cessão de Direitos e do Contrato de Concessão BS-500 – 100% Petrobras – serão compartilhadas entre os três sócios, com a Petrobras mantendo a maior participação de 88,99 por cento e CNOOC e CNODC com os restantes 7,34 por cento e 3,67 por cento, respectivamente.

Recentemente, a Petrobras vem entregando contratos para atividades no campo de Búzios. Em dezembro de 2021, a gigante de petróleo e gás do Brasil concedeu um terceiro contrato de sonda à Seadrill para este campo.

Este acordo ocorreu menos de um mês depois que a Petrobras assinou dois outros  contratos com a Seadrill para trabalhar no campo de Búzios. Graças a esses três contratos, as sondas West Jupiter , West Carina e  West Tellus  da Seadrill realizarão operações no campo.

Produção no Pré-sal corresponde a cerca de 75% do total nacional

A produção no Pré-sal em janeiro registrou recorde tanto em volume quanto em percentual sobre a produção total. Foram produzidos de 2,912 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,292 MMbbl/d (milhões de barris diários) de petróleo e 98,6 MMm3/d (milhões de metros cúbicos diários) de gás natural, o que correspondeu a 74,7% da produção nacional. Houve aumento de 7,5% em relação ao mês anterior e de 10,7% em relação a janeiro de 2021. A produção teve origem em 134 poços.

O principal motivo para o aumento na produção no Pré-sal foi a entrada de poços em produção, principalmente nos campos de Sépia e Sépia Leste.

Os dados sobre a produção nacional em janeiro de 2022 estão disponíveis no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, que traz dados detalhados da produção nacional. Também estão disponíveis, de forma interativa, nos Painéis Dinâmicos de Produção de Petróleo e Gás Natural.   

Produção nacional 

A produção nacional de petróleo e gás natural em janeiro de 2022 foi de 3,897 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 3,032 MMbbl/d de petróleo e 137 MMm3/d de gás natural. A produção de petróleo aumentou 6,8% se comparada com a do mês anterior e 5,6% frente a janeiro de 2021. No gás natural, houve aumento de 3,9% em relação a dezembro e de 0,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Aproveitamento do gás natural   

Em janeiro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,6 %. Foram disponibilizados ao mercado 50,6 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,2 MMm³/d, uma redução de 2,9 % se comparada ao mês anterior e um aumento de 11,4% se comparada ao mesmo mês em 2021.

Origem da produção

Neste mês de janeiro, os campos marítimos produziram 97,2% do petróleo e 87,3% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 94,1% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

Destaques

Em janeiro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 893 MMbbl/d de petróleo e 42,5 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 77, produzindo no campo de Búzios por meio de cinco poços a ela interligados, produziu 161,953 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação FPSO Cidade de Itaguaí, produzindo no campo de Tupi, por meio de 7 poços a ela interligados, produziu 7,729 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 953.

Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 61.

Campos de acumulações marginais 

Esses campos produziram 370,5 boe/d, sendo 142,1 bbl/d de petróleo e 36,3 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 213,4 boe/d.

Outras informações

No mês de janeiro de 2022, 272 áreas concedidas, quatro áreas de cessão onerosa e seis de partilha, operadas por 41 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 63 são marítimas e 219 terrestres, sendo 12 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.177 poços, sendo 491 marítimos e 5.686 terrestres.

O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28,2, sendo 2,3% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 92,2% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 5,5% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 91,183 Mboe/d, sendo 70,878 Mbbl/d de petróleo e 3,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 50,9 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 40,2 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 19.165 boe/d no Rio Grande do Norte, 16.167 boe/d na Bahia, 3.598 boe/d em Alagoas, 1.132 boe/d no Espírito Santo e 166 boe/d em Sergipe.

Dia do Consumidor: ANP terá programação ao longo do mês em homenagem à data

Ao longo do mês de março, a ANP terá uma programação especial em homenagem ao Dia do Consumidor, comemorado em 15/3. O objetivo é reforçar à sociedade informações sobre os direitos dos consumidores relacionados ao mercado de combustíveis e intensificar ações de fiscalização.

A ANP divulgará, durante todo o mês, conteúdos de interesse dos consumidores, tais como: dicas ao abastecer ou adquirir botijões de gás; o que observar nos estabelecimentos e nos rótulos dos produtos; como denunciar irregularidades; como funciona a fiscalização; entre outros. Também serão respondidas dúvidas enviadas por usuários nas redes sociais da Agência.

Será publicado ainda o novo Boletim Fiscalização do Abastecimento em Notícias, que trará os dados anuais da fiscalização da ANP em 2021. Na publicação, será possível verificar a distribuição das ações de fiscalização por região geográfica e por unidade da federação, o quantitativo de infrações, de interdições e de apreensões, além das principais infrações identificadas.

Em 21/3, também será realizado o Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis – Ano Base 2021. O evento apresentará o desempenho do mercado de combustíveis em 2021, bem como a atuação da ANP com relação à garantia do abastecimento, à qualidade dos produtos e à fiscalização.