AET reforça posição no Brasil após nomear primeiro de três navios-tanque para afretamento da Petrobras

AET, uma unidade de logística de petróleo com sede em Cingapura do grupo de logística de energia da Malásia MISC Berhad, nomeou o primeiro de três navios-tanque Suezmax de posicionamento dinâmico de segunda geração (DP2), que são construídos especificamente para um fretamento de longo prazo com a Petrobras para operações no Brasil.

A AET informou na sexta-feira que seu mais novo navio – o primeiro de outros três navios-tanque Suezmax DP2 construídos para afretamento da Petrobras com base no contrato assinado em fevereiro de 2020 – foi nomeado esta semana.

De acordo com a AET, o novo navio-tanque DP2 ecoeficiente e altamente especializado – Eagle Colatina – foi apresentado em uma cerimônia de nomeação virtual realizada no estaleiro Samsung Heavy Industries (SHI) em Geoje, Coréia do Sul.

O capitão Amit Pal , diretor global da AET, DPST, comentou na cerimônia de nomeação: “A nomeação e a próxima entrega do Eagle Colatina são mais um marco em nossa crescente parceria com a Petrobras, ao mesmo tempo em que reforça a posição de líder de transporte e o compromisso da AET com a ecoeficiência e alta -operações de qualidade no Brasil.”

A empresa espera receber o navio em breve para que possa ser entregue à Petrobras para iniciar as operações na Bacia brasileira em algumas semanas. Uma vez entregue, a embarcação se juntará a outros seis DPSTs que a AET já opera para a Petrobras.

“Além disso, estou muito orgulhoso de que este último navio-tanque DP2 altamente especializado e suas duas irmãs sejam outra conquista na criação de resultados impactantes por meio de uma estreita colaboração com nossos parceiros para reduzir a pegada de carbono da indústria e contribuir para uma indústria mais sustentável ”, acrescentou Pal.

A AET explicou que os dois navios irmãos da Eagle Colatina estão atualmente em construção no estaleiro SHI na Coreia do Sul e serão entregues ainda este ano . A empresa explicou que está trabalhando com a equipe do local da Eaglestar e a equipe da SHI para garantir a construção segura e oportuna e a subsequente entrega das embarcações durante a pandemia em andamento.

A AET descreveu a mais nova adição à sua frota como um navio-tanque ecologicamente correto de 155.000 DWT DP2, que foi construído de acordo com os requisitos técnicos da Petrobras no Brasil em colaboração com SHI, DNV e Eaglestar. Espera-se que a embarcação opere com os mais altos padrões ambientais operacionais, incluindo total conformidade com os requisitos de emissão de NOx Tier 3 e SOx da IMO .

Com base na declaração da empresa, o navio-tanque Eagle Colatina é classificado com DNV e equipado com bombas de carga com acionamento elétrico de frequência variável e propulsores de alta potência para maior eficiência de combustível e é totalmente capaz de operar nas condições climáticas esperadas para sua classe. Além disso, a embarcação também é equipada com dispositivos de economia de energia , como Saver Fins e Savor Stator para melhorar a eficiência de propulsão e é aproximadamente 6% mais eficiente do que os requisitos da Fase 2 do EEDI.

A AET também confirmou que tem outros três navios-tanque DP2 em construção , que também devem ser entregues em 2022. Dois deles serão entregues à Petrobras. Após a entrega, esses três navios trarão a frota global de DPST da AET para 17 , incluindo 13 operando offshore no Brasil .

O compromisso da empresa em movimentar a energia de forma cada vez mais responsável e ecologicamente correta levou ao  acordo com a Shell em dezembro de 2019  para operar mais três navios-tanque Suezmax DP2 na Bacia internacional e brasileira em um fretamento de longo prazo.

Em janeiro de 2022, a empresa recebeu o primeiro de três navios-tanque Suezmax DP2 , que foi construído especificamente para este fretamento com a Shell.

A entrega do segundo navio-tanque ocorreu em março de 2022, enquanto o terceiro ainda está em construção na Hyundai Heavy Industries em Ulsan, Coreia do Sul, e deve ser entregue ainda este ano.

ANP divulga dados consolidados da produção nacional de petróleo e gás em fevereiro

AANP divulgou o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, com os dados consolidados referentes à produção nacional de petróleo e gás natural no mês de fevereiro. No total, foram produzidos 3,754 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,917 MMbbl/d (milhões de barris diários) de petróleo e 133 MMm3/d (milhões de metros cúbicos diários) de gás natural.

A produção de petróleo diminuiu 3,8% se comparada com a do mês anterior e aumentou 3,5% frente a fevereiro de 2021. No gás natural, houve redução de 3,1% em relação a janeiro e aumento de 1,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os principais motivos para a queda na produção em relação ao mês anterior foram as paradas para manutenção das plataformas P-70 (campos de Atapu e Oeste de Atapu, na Bacia de Santos), P-51 e P-56 (campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos) e do FPSO Cidade de Anchieta (campo de Baleia Azul, na Bacia de Campos).

Os dados também estão disponíveis, de forma interativa, nos Painéis Dinâmicos de Produção de Petróleo e Gás Natural.

Pré-sal

A produção no Pré-sal em fevereiro registrou um volume de 2,841 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,235 MMbbl/d de petróleo e 96,4 MMm3/d de gás natural, o que correspondeu a 75,7% da produção nacional. Houve redução de 2,4% em relação ao mês anterior e aumento de 9,4% em relação a fevereiro de 2021. A produção teve origem em 127 poços.

Aproveitamento do gás natural

Em fevereiro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,7 %. Foram disponibilizados ao mercado 49,9 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3 MMm³/d, uma redução de 6% se comparada ao mês anterior e de 12,6% se comparada ao mesmo mês em 2021.

Origem da produção

Neste mês de fevereiro, os campos marítimos produziram 97,1% do petróleo e 87,5% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 94,1% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

Destaques

Em fevereiro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 901 MMbbl/d de petróleo e 42,8 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 77, produzindo no campo de Búzios por meio de cinco poços a ela interligados, produziu 165,598 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação FPSO Cidade de Itaguaí, produzindo no campo de Tupi, por meio de 7 poços a ela interligados, produziu 7,894 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 962.

Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 62.

Campos de acumulações marginais 

Esses campos produziram 293,7 boe/d, sendo 110,3 bbl/d de petróleo e 29,2 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 213,4 boe/d.

Outras informações

No mês de fevereiro de 2022, 267 áreas concedidas, cinco áreas de cessão onerosa e seis de partilha, operadas por 41 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 62 são marítimas e 216 terrestres, sendo 11 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.149 poços, sendo 468 marítimos e 5.681 terrestres.

O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28,2, sendo 2,4% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 92,6% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 5% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 92,834 Mboe/d, sendo 72,056 Mbbl/d de petróleo e 3,303 MMm³/d de gás natural. Desse total, 50,1 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 42,7 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 20.403 boe/d no Rio Grande do Norte, 17.003 boe/d na Bahia, 3.817 boe/d em Alagoas, 1.318 boe/d no Espírito Santo e 169 boe/d em Sergipe.

Petrobras informa sobre candidatos indicados por acionistas minoritários para o Conselho de Administração

A Petrobras, nos termos do Ofício-Circular/Anual-2022-CVM/SEP, informa que recebeu indicação de acionistas para candidatos às vagas destinadas aos acionistas detentores de ações preferenciais e aos acionistas minoritários (não controladores) detentores de ações ordinárias ao Conselho de Administração (CA), cuja eleição ocorrerá na Assembleia Geral Ordinária de 13 de abril de 2022.

Os acionistas FIA Dinâmica Energia e Banclass FIA, ambos administrados pelo Banco Clássico S.A., indicaram os seguintes candidatos:

Abaixo, os currículos dos candidatos indicados:

Daniel Alves Ferreira. O Sr. Daniel Alves Ferreira é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Paulista – UNIP de São Paulo, com grau colado em 1995, e possui Curso de Especialização em “Mercados de Capitais – Aspectos Jurídicos” pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (2009). Atuou como Advogado Associado Sênior do Escritório Mesquita Pereira, Almeida e Esteves Advogados, com atuação nas áreas cível, família e relações consumeristas, entre 1996 e 2002. Posteriormente, foi advogado sócio do Escritório Mesquita Pereira, Almeida Esteves Advogados, com atuação nas áreas de processos contenciosos de massa e societária (mercado de capitais). Atuava como represente de acionistas em diversas Assembleias de Companhias Abertas e/ou Fechadas e como gestor da área de Proxy Voting-2002 a 2018. É sócio do Alves Ferreira & Mesquita Sociedade de Advogados desde 2018, responsável pelas Áreas Societária e Mercado de Capitais. Participou dos seguintes Conselhos de Administração: CEMIG, CEMIG Distribuidora e CEMIG Geração e Transmissão (2016/2018); Renova Energia (2018/2020); Santo Antonio Energia e Madeira Energia (2018/2020); Renova Energia S/A (2020/2021 – Presidente do CA); e Centrais Elétricas Brasileira S/A – Eletrobras, desde 2019. Atuou como Conselheiro Fiscal da Petrobras (2018/2021) e é Membro do Comitê de Auditoria Estatutário da Eletrobras desde 2019. (excerto de currículo recebido pela Petrobras)

Rodrigo de Mesquita Pereira. O Sr. Rodrigo de Mesquita Pereira é brasileiro, advogado, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da universidade de São Paulo (1988); Pós-graduado em “Interesses Difusos e Coletivos” pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo (1991-2001); Membro do Grupo Especial de Recursos Hídricos do Ministério Público do Estado de São Paulo (1997/2001); Advogado sócio do escritório Alves Ferreira & Mesquita Sociedade de Advogados. Conselheiro Fiscal na Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG – de 2016 a 2020; Membro suplente do Conselho Fiscal da Petrobras de 2018 a 2019. É atual membro do Conselho de Administração da Petrobras. (currículo disponível no atual Formulário de Referência da Petrobras).