Estatal informa sobre recebimento da compensação de Atapu

A Petrobras, em complemento ao comunicado de 13/04/2022, informa que, contratualmente, a TotalEnergies EP Brasil Ltda. – TotalEnergies pode efetuar o pagamento atualizado referente à sua parcela de 22,5% na compensação de Atapu até 28/04/2022.

O bloco de Atapu foi adquirido pelo consórcio composto pela Petrobras (52,5%), Shell Brasil Petróleo Ltda. – Shell (25%) e TotalEnergies (22,5%) na 2ª rodada de licitações do Excedente da Cessão Onerosa no regime de Partilha de Produção, em 17/12/2021.

As assinaturas do contrato de Partilha de Produção e do Acordo de Coparticipação estão previstas para ocorrerem até o dia 29/04/2022.

ANP publica relatório sobre segurança operacional em 2021

A ANP publicou, em 11/4, o Relatório Anual de Segurança Operacional das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural – 2021. O documento apresenta os indicadores de desempenho de segurança operacional da indústria de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural em 2021, além de informações sobre a regulação relacionada ao tema, cessão de direitos, descomissionamento (desativação) de instalações e sustentabilidade.

A publicação do relatório é uma das ferramentas regulatórias da ANP e tem como objetivo a divulgação de lições e conhecimentos, visando orientar mudanças nos sistemas de gestão dos agentes regulados e promover melhorias nos índices de segurança operacional da indústria de petróleo e gás natural do Brasil.

O relatório, assim como em 2020, também traz um capítulo dedicado à Covid-19, já que em 2021 a ANP manteve o acompanhamento das medidas tomadas pelos operadores para mitigação da situação de contingência provocada pela pandemia, de forma a garantir a segurança operacional das instalações.

Em relação à sustentabilidade, são apresentados os dados sobre as emissões de gases de efeito estufa (GEE) provenientes das atividades desenvolvidas no âmbito dos contratos de partilha de produção e as ações iniciais realizadas pela ANP para incentivar a mitigação e a redução das emissões por parte da indústria de E&P.

Foram apontados ainda os seguintes desafios para indústria, visando à melhoria do desempenho em segurança operacional e meio ambiente:

  • Desafio #1: Garantia da disponibilidade e integridade de sistemas e equipamentos críticos, com implementação de contingência na falha, capacitação em procedimentos críticos e controle de inspeções e manutenção.
  • Desafio #2: Aprimoramento das investigações de incidentes e incorporação das lições aprendidas no sistema de gestão de segurança operacional, de modo a evitar recorrência dos desvios.
  • Desafio #3: Comprometimento e proatividade objetiva da alta liderança, com o planejamento e disponibilização de recursos para a segurança das operações, primordialmente em processos de integridade estrutural, com o respectivo desenvolvimento de indicadores e métricas para acompanhamento e aprimoramento contínuo.
  • Desafio #4: Estabelecimento das diretrizes de projeto e aprimoramento dos processos corporativos de gerenciamento de projetos, para que o risco de carbono passe a ser considerado na tomada de decisão.

O ano de 2022 marcará a conclusão da revisão do arcabouço regulatório de segurança operacional, que visa adequar os dispositivos normativos ao novo cenário da indústria no Brasil. A continuidade das ações de fiscalização focadas nas principais deficiências identificadas, em conjunto com ações mais amplas junto a instituições nacionais e internacionais, robustecerá o papel da ANP nos próximos anos.

O relatório está disponível aqui.

Petrobras inicia fase vinculante de ativos de E&P no Golfo do México

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 16/02/22, informa que iniciou hoje a fase vinculante referente à venda da totalidade da participação de 20% detida pela sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI) na empresa MP Gulf of Mexico, LLC. (MPGoM), localizada no Texas, EUA, detentora de campos offshore no Golfo do México.

Os potenciais compradores classificados para essa fase receberão carta-convite (process letter) com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas e diretrizes para desinvestimentos da Petrobras.

Essa operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre a MPGoM

Trata-se de uma Joint Venture Company com participação de 80% da Murphy Exploration & Production Company e 20% da PAI, criada em outubro de 2018, com o aporte de certos ativos de petróleo e gás natural em produção, situados no Golfo do México, de ambas as empresas.

A MPGoM possui participação como operadora ou não-operadora em 14 campos offshore no Golfo do México. A parcela Petrobras da produção dos campos em 2021 foi de 10,4 mil bpd de óleo equivalente.

Petrobras publica resultados que reafirmam seus compromissos de sustentabilidade

Relatório de Sustentabilidade 2021 mostra que Companhia ampliou escopo de atuação social e aumentou investimentos

A Petrobras divulgou, o Relatório de Sustentabilidade 2021, com destaque para as contribuições da companhia para a sociedade. O relatório descreve as principais atividades, iniciativas, práticas de gestão, indicadores e compromissos relacionados às questões ambientais, sociais e de governança.

A empresa investiu R$ 138 milhões em patrocínios e convênios socioambientais, culturais, esportivos e de negócios, ciência e tecnologia. O valor é 15% maior que o destinado para a mesma finalidade no ano anterior.

Além de aumentar os recursos, a Petrobras ampliou o escopo de sua atuação em responsabilidade social, intensificando ações de doação e ajuda humanitária. Nesse movimento, lançou o programa social de acesso ao gás de cozinha, para o qual serão destinados R$ 300 milhões até o fim de 2022. A previsão é que mais de 4 milhões de pessoas sejam beneficiadas, direta e indiretamente, por essa iniciativa, em todos os estados brasileiros.

Destacam-se também os R$ 221 milhões destinados para programas e projetos de monitoramento ambientais nos processos de licenciamento ambiental no ano passado. Um exemplo é o Programa de Monitoramento de Praias (PMP), executado pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA, que se tornou o maior programa de monitoramento de praias do mundo. Atualmente, a Petrobras mantém quatro PMPs, que, juntos, atuam em 10 estados litorâneos, acompanhando a interferência das atividades de produção e escoamento de petróleo e a biodiversidade em mais de três mil quilômetros de praias.

Ao longo de 2021, a Petrobras também seguiu empenhando esforços para ajudar a população no combate à pandemia de Covid-19. Para isso, doou R$ 101 milhões, destinando cilindros de oxigênio e miniusinas produtoras de oxigênio ao abastecimento de hospitais públicos nos estados mais afetados pela pandemia. Além disso, esse recurso também foi aplicado na distribuição de milhares de cestas básicas, gás de cozinha e kits de medicamentos para intubação de pacientes. Esse valor foi quatro vezes maior que as doações realizadas em 2020.

A contribuição da Petrobras para a sociedade brasileira extrapola os investimentos voluntários em projetos de Responsabilidade Social. Somente em royalties, impostos e tributos, a empresa pagou R$ 203 bilhões para o Governo Federal, estados e municípios em 2021 – o que equivale ao pagamento de aproximadamente R$ 23 milhões por hora aos cofres públicos. Os resultados operacionais e financeiros em 2021 evidenciam que a Petrobras se tornou uma empresa forte e saudável, capaz de crescer, investir, gerar empregos, pagar tributos, retornar dividendos aos acionistas, incluindo a União, e contribuir efetivamente para o desenvolvimento do país.

A Petrobras responde por 4% do PIB do Brasil e, no ano passado, a companhia gerou postos de trabalho e pagou mais de R$ 100 bilhões a fornecedores e instituições financeiras no Brasil e no exterior. Esses volumes de recursos demonstram que quanto mais a companhia gera, mais devolve à sociedade.

“Os esforços da companhia em 2021 trouxeram o reconhecimento do mercado e o retorno ao Dow Jones Sustainability World Index, um dos mais importantes índices de sustentabilidade no mundo, que avalia as melhores práticas de gestão social, ambiental e econômica. A Petrobras havia deixado o índice em 2015 e temos orgulho de recolocar a empresa entre as companhias de referência em relação às práticas de sustentabilidade. Alcançamos nota máxima nos critérios de Materialidade, Riscos Relacionados à Água, Relatório Ambiental e Social. E fomos destacados nos critérios de Estratégia Climática, Ecoeficiência Operacional, Cidadania Corporativa e Filantropia, Práticas Trabalhistas, Impacto Social na Comunidade e Saúde Ocupacional e Segurança”, afirma o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Rafael Chaves.

Transição para uma economia de baixo carbono

O Relatório de Sustentabilidade também traz os avanços em relação à redução de emissões nas operações da empresa e os resultados das iniciativas associadas à transição para uma economia global de baixo carbono.

Um dos destaques é o Programa de Captura, Uso e Armazenamento geológico de CO2 (Carbon Capture, Utilization and Storage – CCUS), desenvolvido pela Petrobras nos campos do pré-sal. Pioneiro em águas ultraprofundas, o Programa se tornou o maior do mundo em operação em volume reinjetado anualmente. Em 2021, a Petrobras reinjetou cerca de 8,7 milhões de toneladas de CO2 separado do gás, alcançando um total acumulado de 30,1 milhões de toneladas de CO2 devolvidas aos reservatórios desde 2008.

Em 2021, a emissão totalizou absoluta de gases de efeito estufa foi de 62 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e), uma redução de 21% em relação à emissão de 2015, apesar do impacto adverso do despacho termelétrico atípico em um ano de crise hídrica.

Alem de perseguir continuamente a redução na intensidade de emissões de GEE nas suas operações, a Petrobras apoia voluntariamente projetos voltados à conservação e recuperação de florestas e áreas naturais.

Os projetos vigentes em 2021 contribuíram para recuperação ou conservação direta de mais de 175 mil hectares de florestas e áreas naturais da Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e Cerrado, com influência em 25 milhões de hectares, o que representa mais de 3% do território brasileiro.

O benefício estimado do trabalho realizado até o momento por estes projetos é de cerca de 1,3 milhão de tCO2e, dos quais 95,5 mil toneladas referem-se à remoção líquida por ações de recuperação e reconversão produtiva; e 1,2 milhão de toneladas às emissões evitadas por meio de ações que previnem o desmatamento e a degradação florestal. Recentemente, a Petrobras anunciou que irá ampliar em cerca de R$ 50 milhões os seus investimentos em projetos voltados à restauração florestal de espécies nativas nos biomas brasileiros.

Confira aqui a íntegra do relatório