PETRONAS e BRASILCOM anunciam parceria com a expectativa de vender cerca de 3 milhões de litros de lubrificantes por ano

Iniciativa visa aumentar a distribuição de produtos em todo o Brasil

A PETRONAS Lubrificantes Brasil, marca referência em lubrificantes e fluidos para motores, acaba de anunciar parceria com a Associação das Distribuidoras de Combustíveis – BRASILCOM. A partir deste mês, as instituições se unem com o objetivo de capilarizar a distribuição dos produtos e marcar presença em todos os estados brasileiros.

Com 41 distribuidoras associadas, rede de cerca de três mil postos e 20% de market share do setor, a BRASILCOM é uma das grandes apostas da PETRONAS para expandir os negócios no país, com a previsão de alcançar 3 milhões de litros vendidos por ano.

“Essa parceria estratégica vem para difundir ainda mais a marca PETRONAS no mercado brasileiro e levar para todas as regiões produtos de qualidade, desempenho e tecnologia de última geração”, afirma Rogério Lüdorf, CEO da empresa no Brasil.

Na prática, as vendas de lubrificantes PETRONAS serão efetuadas por meio de sua rede nacional de distribuidores autorizados para as distribuidoras da BRASILCOM.

“Essa colaboração amplia os benefícios aos consumidores, estimula a competição sadia de mercado e agrega valor ao negócio das distribuidoras de combustíveis”, diz o presidente da BRASILCOM, Maurício Rejaile.

Para o vice-presidente executivo da BRASILCOM, Abel Leitão, o acordo permite às associadas ampliarem o leque de produtos oferecidos ao mercado com a força de uma marca oito vezes campeã de Fórmula 1. “Trata-se de um projeto inovador, que atenderá à demanda do mercado por lubrificantes de primeira linha.”

Sobre a BRASILCOM

A Associação das Distribuidoras de Combustíveis – BRASILCOM, fundada em 1994 como Sindicato das Distribuidoras Regionais Brasileiras de Combustíveis, reúne atualmente 41 distribuidoras regionais de combustíveis responsáveis por 20% de market share do mercado, instaladas em quase todos os estados.  Com sede no Rio de Janeiro, a associação tem forte atuação na defesa do setor de combustíveis.  Durante todos esses anos, a BRASILCOM esteve à frente de várias lutas para melhorias do mercado.  A história de êxito de grande parcela das distribuidoras regionais de combustíveis é possível pela sua união por meio da BRASILCOM.  A associação reúne, representa e fortalece o setor e contribui para a construção de um País melhor para todos.

Sobre a PETRONAS Lubrificantes Brasil

A PETRONAS Lubrificantes Brasil (PLB) é a divisão de fabricação e comercialização de lubrificantes da PETRONAS Lubricants International, responsável por atender às necessidades dos clientes na América Latina. A PLB tem uma das mais modernas fábricas, localizada em Contagem, Minas Gerais, com capacidade de produção de 220 milhões de litros por ano. Apoiada por uma ampla rede logística e centros de distribuição em Contagem, Curitiba, Recife e São Paulo, a PLB está comprometida em atender as demandas de lubrificantes industriais e automotivos na América Latina.

Sobre a PETRONAS Lubricants International (PLI)

A PETRONAS Lubricants International (PLI) é o braço global de fabricação e comercialização de lubrificantes da PETRONAS, a empresa nacional de petróleo da Malásia. Fundada em 2008, a PETRONAS Lubricants International fabrica uma gama completa de lubrificantes automotivos e industriais e comercializa em mais de 90 mercados globalmente. Com sede em Kuala Lumpur, a PLI tem mais de 30 escritórios de marketing em 27 países, administrados por escritórios regionais situados em Kuala Lumpur, Turim, Belo Horizonte, Chicago e Durban.

IBP explica como se dá a formação do preço do petróleo

O petróleo, como as demais commodities, é comercializado no mercado internacional e sua cotação é mostrada de forma transparente e em tempo real nas bolsas de mercadorias, refletindo as dinâmicas globais de oferta e demanda. Uma característica básica do mercado de commodities é que os seus preços não são controlados pelos produtores, mas dados por centenas de variáveis, derivadas, dentre outros, de fatores geopolíticos, logísticos, climáticos, e o mesmo critério se aplica ao mercado de petróleo.

Ainda que ao longo da década de 1970, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tenha exercido alguma influência nos preços, a realidade atual é marcada por um contexto internacional de complexidade muito maior, no qual diversos elementos entram em cena no sentido de afetar os preços.

O aumento no preço do petróleo observado ao longo da década de 2000, motivados pela elevação da demanda global, puxada, sobretudo, pela China, acarretou a busca de novas áreas produtoras com o auxílio de tecnologias cada vez mais sofisticadas que viabilizassem sua produção econômica. Em um mercado mais competitivo, com a entrada dos novos players, os preços passaram a se aproximar do seu custo marginal.

O caso mais notável é o do shale norte-americano, cuja produção supera em mais de duas vezes a produção total brasileira. O desenvolvimento da técnica do fracking ao longo dos anos 2000 levou a um boom na produção de petróleo norte americana. Nesse contexto, os EUA passam a ter um papel contundente na formação dos preços no cenário internacional; e ainda que países de relevância, como a Rússia, atuem como aliados da OPEP, no grupo chamado OPEP+, foram justamente desalinhamentos entre aliados, por conta de discordâncias sobre as cotas de produção por país, que contribuíram para o excesso de oferta causador da queda vertiginosa dos preços no início da pandemia da COVID-19. O cenário de volatilidade foi aguçado com o conflito entre Rússia e Ucrânia, mostrando que o contexto geopolítico desempenha um papel-chave na dinâmica dos preços das commodities.

Deste modo, é fundamental que os preços locais de derivados de petróleo sejam alinhados àqueles praticados no mercado internacional, de modo a dar as sinalizações adequadas aos agentes que trabalham diuturnamente para garantir o abastecimento nacional.

Assim, o IBP defende que os preços no Brasil não se desconectem dos preços de mercado, por ser este o caminho de menor custo para a sociedade no médio-longo prazos. A liberdade de importação e exportação de derivados e biocombustíveis, a competição, a atração de investimentos, a geração de novos empregos e, consequentemente, a garantia do abastecimento nacional são eventos indissociáveis.

Esclarecimento sobre preço da gasolina

Em relação às reportagens publicadas recentemente comparando preços da gasolina vendida ao consumidor final no Brasil e em outros países, a Petrobras esclarece que o preço da gasolina vendida no mercado brasileiro é o preço de mercado, de equilíbrio econômico e que assegura que a oferta seja suficiente para atender a demanda nacional.

De acordo com o ranking da GlobalPetrolPrices.com, o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está mais baixo do que preço praticado em mais de 50 países.

Importante destacar que os valores praticados pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo.

No caso da gasolina, até chegar ao consumidor são acrescidos tributos; custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro; além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores.

Do preço médio de R$ 7,22 por litro pagos em média pelo consumidor, segundo levantamento semanal de preços da ANP para a semana de 10 a 16/04/2022, a Petrobras recebe R$ 2,81. Esse valor de mercado, além de permitir que ocorram importações para atender a demanda local, serve para remunerar todo o investimento realizado pela Petrobras para exploração, produção de petróleo, refino do Petróleo, e transporte de petróleo e derivados.

Vale reforçar que os preços praticados pela Petrobras na venda de combustíveis às companhias distribuidoras buscam ao mesmo tempo (i) manter o equilíbrio estrutural com os preços praticados no mercado global de combustíveis e (ii) evitar repassar a volatilidade de preços internacionais e da taxa de câmbio, marcada por eventos conjunturais.

Essa prática responsável  é fundamental para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras.