O Desafio da Diversidade – Ações para alavancar diversidade de gênero na indústria de O&G no Brasil, Eduarda Maria Zanetti – engenheira de petróleo e mestranda nessa área na COPPE-UFRJ. Engenheira de Integridade e Gerente de projetos na Wood

Há diversos estudos e pesquisas que demonstram o impacto positivo da Diversidade e Inclusão (D&I) na inovação e no desenvolvimento da indústria de Energia. Mais ainda: na criação de valor quando se tem um time diverso, em que há diferentes experiências, perspectivas e ideias para contribuir no ambiente de trabalho. Essas mesmas pesquisas apontam a
sub-representatividade das mulheres e os obstáculos que elas enfrentam na maioria das indústrias.

D&I é um assunto que é divulgado e debatido de forma intensiva nas plataformas virtuais – a informação está disponível nas redes para quem quiser. A ideia desse artigo é mostrar como podemos aumentar o engajamento em D&I e deixar uma reflexão: o que cada um de nós está fazendo para mudar esse cenário de não equidade de gênero na indústria? Entendemos o porquê desses números tão baixos? Como podemos ajudar no processo de mudança?

WIN Energy

Dando meus primeiros passos na indústria de petróleo e gás, tanto na graduação quanto mercado de trabalho, observei que, como jovem profissional mulher, estava em minoria em uma indústria ainda majoritariamente masculina. E que residindo em Santa Catarina, a localidade não me favorecia para ingressar no mercado de trabalho na área. Apesar dos obstáculos, estimulada pelo desafio e a oportunidade de fazer a diferença, queria participar da consolidação de uma indústria de energia que contribuísse para o desenvolvimento do país. Mas, para isso se tornar realidade, sabia que não só precisaria ser ‘competente ao cubo’ e provar isso a cada segundo, sem maiores reconhecimentos e oportunidades, como também teria que usar minhas habilidades e energia para promover a mudança que eu gostaria de ver na indústria que escolhi para seguir carreira.

Mudar as percepções e cultura da sociedade e da indústria não é uma tarefa fácil e rápida. As mulheres já trabalham para a
equidade de gênero há décadas – vide o direito de voto feminino concedido no Brasil em 1932, por exemplo -, mas ajudar nesse processo é um bom começo.

Então, em 2018, eu e um grupo de mulheres nos unimos e cofundamos uma força-tarefa especial denominada Women in
Energy (WIN) Brazil para promover a Diversidade, Equidade e Inclusão na sociedade e indústria de Energia através da SPE Seção Brazil.

O WIN Brazil tem como principais objetivos promover a liderança feminina e o aprimoramento técnico profissional, trazer mais representatividade do gênero para a indústria e visibilidade às mulheres que contribuem para a ciência, estimular e disseminar o conhecimento para as meninas e mulheres em todo o ciclo da vida profissional, da escola à empresa, para que sigam seus estudos e carreiras em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática). Através do WIN Brazil venho contribuindo da melhor forma possível para avançar na equidade de gênero na indústria de O&G.

Como eu falo para todos que me conhecem: não poderia ser mais feliz e orgulhosa de um projeto que ajudei a criar e
desenvolver e que dá suporte a tantas pessoas. Tenho enorme satisfação em liderar o WIN Brazil porque acredito na missão

e valores que eu e meu time fomentamos nessa iniciativa e no impacto positivo na sociedade que cada um de nós pode proporcionar. O trabalho que faço em D&I é em prol da educação e equidade de gênero, utilizando a informação e o conhecimento como ferramentas; proatividade, coragem, compaixão e sororidade como guias.

Crise gera oportunidades

Mal havíamos iniciado nossas atividades quando a pandemia de Covid-19 se espalhou, impactando o mundo inteiro. O time WIN Brazil ‘colocou a mente e o coração no turbo’ para garantir que nossa força de trabalho voluntário amenizasse o caos e as dificuldades, convertendo tudo em momentos de aprendizado, contribuindo para que meninas e mulheres continuassem tendo acesso ao conhecimento e à indústria de forma gratuita e de qualidade.

Utilizamos o ambiente virtual para expandir o nosso alcance. Foi o boom do WIN Brazil: ativamos o modo “super” e com isso alcançamos mais de 15 mil pessoas em mais de 100 eventos. Ultrapassamos fronteiras, trabalhando em conjunto ou estando presentes virtualmente em mais de 80 instituições diferentes no Brasil e ao redor do mundo!

Durante esse período, conforme íamos crescendo, também observamos o surgimento de Comitês dentro das empresas, programas de recrutamento voltados às minorias e uma maior preocupação e participação da indústria com a questão da D&I. Desenvolvemos muitas parcerias com empresas do setor em nossos projetos e essa relação com a indústria se mostrou importantíssima para formar aliados para a promoção da diversidade de gênero dentro das companhias. As dificuldades e obstáculos durante os quase quatro anos à frente do WIN Brazil foram tão grandes quanto as conquistas do meu time e a satisfação de ver o esse trabalho social mudando a indústria Ainda existem muitas barreiras de gênero e estereótipos a serem quebrados para que a indústria avance e alcance todo o seu potencial, incluindo mais esforços para introduzir oportunidades no setor para estudantes e encorajar mulheres jovens a entrar no campo. Para que tenhamos mais mulheres para assumir a
liderança técnica ou de gestão, elas precisam primeiro ser estimuladas e terem acesso aos cursos STEM, por exemplo, e
durante o percurso conseguir manter seus estudos na graduação e após a universidade ter oportunidades profissionais relevantes e na área para se desenvolver e assumir funções cada vez mais altas nas empresas.

Por isso é tão importante empenhar esforços em D&I nos diversos momentos da vida das meninas e mulheres. Através do WIN
Brazil eu me comprometi nesses anos com o avanço da Diversidade, Equidade E Inclusão em diversas etapas do ciclo de vida das meninas e mulheres – desde o ensino fundamental, médio, graduação, pós-graduação, profissional júnior até a
senioridade e liderança.

WIN Brazil em ação

No ensino fundamental e médio

O Energy4me é uma iniciativa que conecta profissionais da indústria com alunos de ensino médio e fundamental com o objetivo de mostrar as carreiras nas áreas STEM, por meio de palestras. De 2020 para cá foram realizados mais de onze eventos em diferentes escolas e cidades do país, de Norte a Sul, atingindo um público total de mais de 600 pessoas, entre estudantes e professores. A representatividade das Mulheres na liderança e nas áreas STEM é um dos pilares do WIN Brasil e um passo muito importante no D&I. Oferecemos a oportunidade de os alunos conversarem com esses profissionais de alta qualificação, que tem a chance de compartilhar suas experiências, servindo de modelo para esses alunos.

Parafraseando o que disse uma Secretária Regional de Educação que participou do Energy4me realizado na Escola EJSA de Brejinho (PE), “estamos aqui para superar as dificuldades das adversidades, mostrando o quão competentes podemos ser. Nossa inspiração é ver as nossas meninas aprendendo e crescendo.”

Na universidade

Para propagar as ações WIN Brazil dentro da comunidade acadêmica nos diversos Estados brasileiros e atuar mais próxima às meninas na graduação, desenvolvi junto com Horrara Diógenes, Carla Corina, Juliana Sacramento e Ingrid Fonseca os núcleos WIN Brasil.

Eles são braços do WIN Brasil nas universidades brasileiras, com o objetivo de criar e fortalecer as conexões com a indústria e a universidade; democratizar o acesso às atividades desenvolvidas, impactando um maior número de meninas e mulheres de forma a integrá-las aos diferentes cursos; desenvolver atividades que estimulem e deem visibilidade às alunas das áreas STEM.

Temos mais de 10 núcleos ativos que trabalham com essas metas e que além de gerarem frutos positivos para a comunidade acadêmica, também oportunizam para o time do Nucleo WIN Brasil o desenvolvimento de habilidades importantes para a
carreira, como a liderança de projetos e equipes, comunicação, gestão de tempo e de tarefas ainda durante a graduação.

O Programa de Palestras “Ambassador Lecture Program” (ALP) também atingiu seu auge: é uma iniciativa que conecta
profissionais da indústria com a universidade, compartilhando conhecimento técnico e de soft skills através de palestras e
minicursos. Por meio do WIN Brasil foram organizadas mais de 45 apresentações desde meados de 2020, que alcançaram mais de 4.000 pessoas diretamente. Participei de mais de 20 ALPs como palestrante ou colaboradora e essa vivência próxima à
academia, compartilhando conhecimento e experiências práticas com as universitárias, têm um valor inestimável, tanto para quem ouve quanto para quem apresenta.

É uma oportunidade ímpar de estimular os jovens talentos e engajar com as atividades da universidade.

Na vida profissional

Para ajudar as jovens profissionais a desenvolverem as habilidades necessárias para crescer em sua função atual e se preparar para a próxima etapa de sua carreira, desenvolvi em parceria com Rafaela Rezende o Programa de Mentoria WIN Brazil. O objetivo é conectar jovens profissionais a líderes seniores do setor de Energia para promover intercâmbio de experiências, compartilhamento de conhecimento e orientação de carreira para as jovens mulheres.

O programa, com duração de sete meses, tem tema principal “Mulheres como protagonistas de sua própria carreira”. Em 2022 está acontecendo a terceira edição: até o momento o programa já contemplou mais de 50 profissionais e fez parte da mudança na vida de mais de 25 jovens mulheres.

Além disso, para fomentar o contínuo desenvolvimento técnico, promovemos capacitação técnica através de cursos com experts da indústria, trazendo temas relevantes, práticos e inéditos. É uma iniciativa de apoio ao desenvolvimento de carreira de meninas e mulheres com foco no compartilhamento de conhecimento técnico por meio de sessões de treinamento com profissionais experientes na indústria de O&G. Em três treinamentos, mais de 80 pessoas foram beneficiadas com esse conteúdo exclusivo, elaborado especialmente para essa capacitação promovida pelo WIN Brasil, e 10 diferentes profissionais foram protagonistas, compartilhando as suas experiências e conhecimentos.

Amplificando vozes para a mudança

Com esse lema, criei junto com a Isabelly dos Santos, Jhordana Vencato e Jennifer Martins projetos como as mesas redondas e debates técnicos, “Solta voz!”, “Empresas em foco”, “Elas inspiram”, dentre outros. Utilizamos as plataformas digitais do WIN Brazil, LinkedIn e Instagram para trazer profissionais diversos da indústria para compartilhar suas experiências técnicas, contribuições para a ciência e dicas especiais de carreira. Esses quadros têm como objetivo também o protagonismo e representatividade feminina, fornecendo o espaço WIN Brazil para que as profissionais possam ecoar suas vozes e conhecimento para mais pessoas.

Esse voluntariado em D&I é um trabalho extenuante, parte da tripla jornada da vida dos voluntários, poucas vezes reconhecida pela indústria e as empresas, mas é realizado com muita garra, dedicação e carinho por todos do WIN Brazil. Não seria possível inserir nesse breve artigo todas as conquistas e avanços, e nem todos os nomes que ajudaram a construir o legado do WIN Brazil, mas reitero profundamente o meu agradecimento, reconhecimento e admiração pelo trabalho de cada um nessa jornada. Iremos fazer parte de uma sociedade em que todos são valorizados e incluídos em todos os aspectos da sua experiência se diversidade e inclusão efetivamente se tornarem parte de nossa cultura. E a jornada é longa, cada um de nós tem muitos vieses (in)conscientes para desconstruir e muito a aprender, mas é preciso dar o primeiro passo. Como diria Raul Seixas, “prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

Acredito na educação e na conscientização como grandes agentes da mudança e fortes aliados para o avanço da diversidade de gênero na nossa indústria. Isso começa tanto no topo, com as lideranças sendo instrumento para que essa cultura permeie por toda a organização e sociedade, como também em todos os níveis e em cada local.

Embora as lideranças e indivíduos com poder de decisão tenham uma responsabilidade direta de fomentar essa transformação,
todos compartilhamos dessa responsabilidade e temos a oportunidade de causar impacto.

E você, já tomou uma posição pela mudança?

Nota: Caso você, leitor, tenha interesse em ajudar em alguma das iniciativas mencionadas nesse artigo, fique à vontade para se
juntar a nós em nossas redes sociais (e-mail, LinkedIn ou Instagram) e entrar em contato.

 

 

 

 

 

 

 

Eduarda Maria Zanetti é engenheira de petróleo e mestranda nessa área na COPPE-UFRJ. Engenheira de Integridade e Gerente de projetos na Wood, tem experiência na área de integridade de dutos, equipamentos submarinos, poço, e embarques Offshore. Ama engenharia e pessoas: trabalha na área técnica, mas há alguns anos se dedica também à liderança e gerenciamento de pessoas.

Petrobras teve robô interativo que simulou operações em águas profundas na Rio2C

Companhia apresentou experiências imersivas e palestras sobre inovação e transição energética no evento

A Petrobras patrocinou a Rio 2C, maior evento de criatividade e inovação da América Latina, que ocorreu na última semana, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.  Esta foi a primeira edição presencial após a pandemia, com uma programação mais ampla e dez palcos temáticos, que abordarão temas como tecnologia, ciência, audiovisual, música, games, novas mídias, marcas, sustentabilidade e futuro do trabalho, entre outros. “A Petrobras é a maior produtora de tecnologia do país e usa a inovação como alavanca de negócio. Como somos movidos pelo conhecimento, consideramos a Rio 2C um ambiente propício para a troca de experiências inovadoras, além de vitrine para as tendências tecnológicas mais disruptivas”, disse a gerente executiva de Comunicação e Marcas da Petrobras, Fernanda Bianchini.

A Petrobras apresentou a instalação “Uma Missão em Águas Ultraprofundas”, com operação simulada de um robô offshore – o chamado ROV (Veículo de operação remota, sigla em inglês Remotely Operated Vehicle), no espaço térreo da Rio2C. Quem passou pelo local pode operar o robô numa experiência imersiva em 4D com a tecnologia conhecida como hand tracking (captura do movimento das mãos) e uso de óculos de realidade virtual. Os ROVs são veículos de inspeção utilizados pela Petrobras em atividades de exploração e produção em águas profundas.

Petrobras Sinfônica Experience

Outra atração da companhia será o simulador “Petrobras Sinfônica Experience”, que permitirá uma experiência imersiva na Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES). O usuário poderá desvendar o som de cada instrumento e atuar como um verdadeiro maestro. Caixas de som serão posicionadas da mesma forma que os músicos durante uma apresentação, com iluminação com luzes de led – ocupando uma área de 200m2 também localizada no espaço térreo da Rio2C. QR Codes espalhados explicarão o funcionamento da orquestra. Ambas as experiências têm capacidade para receber cadeirantes e poderão ser visitadas durante todos os dias do evento.

A Orquestra Petrobras Sinfônica fez apresentação em comemoração aos 35 anos de patrocínio da Petrobras. O repertório do show incluirá arranjos de músicas de filmes como Homem Aranha, Jurassic Park, Harry Potter, Star Wars, Batman entre outros. O concerto “Música de Cinema”.

Palestras sobre inovação e transição energética

A gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Rafaela Guedes, participou do painel “Petrobras apresenta: Energia Para Transformar – a transição energética”. A palestra no Espaço de Conferência (Palco Biodom), trouxe uma reflexão sobre a transição energética em curso e a importância do óleo e gás na matriz energética brasileira e mundial ao longo das próximas décadas.

“Destacamos que estamos vivenciando uma transição energética que precisa ser justa, congregando acesso à energia a preços competitivos e redução da pegada de carbono. Assim, a Petrobras trabalha para entregar à sociedade um petróleo com baixo custo e baixa emissão de carbono, enquanto amplia sua produção de bioprodutos”, afirmou Rafaela Guedes.

Os gerentes do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras (Cenpes) Alex Dal Pont e Vinicius Maia falaram, sobre o Programa Petrobras Conexões para Inovação – que tem como objetivo estreitar os laços da empresa com o ecossistema da inovação, abrangendo desde instituições de ciência e tecnologia, universidades, até startups e empresas inovadoras.

Shell assina contrato de partilha para o campo de Atapu

A Shell pagou R$ 5,26 bilhões (aprox. US$ 1,1 bilhão) à Petrobras pela participação adicional no campo e,  com o contrato assinado, passará a receber sua parcela de óleo da produção.

A Shell Brasil Petróleo Ltda. assinou em Brasília o contrato referente à aquisição de 25% do contrato de partilha de produção do campo de Atapu, na Bacia de Santos. A Shell pagou R$ 5,26 bilhões (aprox. US$ 1,1 bilhão) à Petrobras pela participação adicional no campo.  Com o contrato assinado, a Shell passará a receber sua parcela de óleo da produção.

“Essa é mais uma prova do nosso compromisso com o fortalecimento da nossa sólida presença em Águas profundas no Brasil”, disse Zoe Yujnovich, diretora global de Upstream da Shell. “Com um portfólio de liderança neste segmento, nossa participação em Atapu apoia a estratégia da Shell de impulsionar o progresso – entregando os recursos energéticos que o mundo precisa, enquanto investimos na energia do futuro”.

A estratégia da Shell, intitulada “Impulsionando o Progresso”, inclui o aumento progressivo de investimentos em soluções energéticas de baixo carbono ao mesmo tempo em que a companhia segue buscando retornos competitivos e resilientes em Upstream; sustentando o fluxo financeiro necessário para o pagamento de dividendos e os investimentos na transição energética. Nosso negócio de Águas Profundas tem posição relevante dentro da linha global de Upstream, incluindo nossos ativos em produção nos Estados Unidos e Brasil, além de blocos em exploração no México, Suriname, Argentina e África.

Reduc bate recordes mensais de comercialização de parafinas e lubrificantes

A Refinaria Duque de Caxias (Reduc) alcançou, em março, a melhor marca mensal dos últimos 16 anos na venda de parafinas, e dos últimos 13 anos na venda de óleos lubrificantes básicos do grupo I. A Reduc é a única refinaria da Petrobras com capacidade para produzir estes tipos de derivados.

No mês passado, foram comercializadas 3.570 toneladas (t) de parafinas, melhor marca desde 2006. Isso foi possível pelo aumento da disponibilidade operacional das unidades de produção, bem como por uma melhora na logística de transferência, estocagem e expedição do produto. “Este resultado aponta uma recuperação do mercado de parafinas e reflete a confiança dos clientes na qualidade do produto Petrobras. O recorde representa ainda um ganho de eficiência da Reduc na produção de parafinas, um produto de alto valor agregado”, analisa o gerente geral da Reduc, Alexandre Coelho.

Já na venda de lubrificantes, em março foram entregues pela Reduc 54.300 m³ ao mercado, maior volume destes produtos desde julho de 2009. Esse resultado foi alcançado graças à adoção de uma estratégia mais competitiva de comercialização, possibilitando a retomada de fatia do mercado. Com uma logística privilegiada, interligada a diversos terminais e localização próxima a importantes mercados consumidores, a refinaria é responsável por cerca de 80% da produção nacional de lubrificantes.

“Os resultados obtidos pela Reduc no período não são pontuais e colaboram para a consolidação da Petrobras como uma empresa em excelentes condições de competitividade nos mercados de lubrificantes e parafinas no Brasil”, conclui Alexandre Coelho.

Novos investimentos

De acordo com o Plano Estratégico 2022-2026 da Petrobras, está em avaliação a integração dos ativos da Polo GasLub Itaboraí com a Reduc, para produção de óleos lubrificantes mais avançados (do grupo II) e combustíveis com baixo teor de enxofre, com investimento previsto de US$ 1,5 bilhão, o que trará uma capacidade adicional de 12 mil barris por dia de lubrificante e 93 mil barris por dia de diesel S-10 e querosene de aviação.

Projetos patrocinados pela Petrobras atuam na recuperação da caatinga

Iniciativas também contribuem para melhoria de vida das comunidades. Dia da Caatinga foi celebrado no último dia 28  

Para quem é caatingueiro, que vive na caatinga e trabalha pela conservação do bioma, o  28 de abril é dia de celebrar a vegetação verde e a rica biodiversidade, comum na temporada de chuva e bem diferente do imaginário popular que associa a caatinga à seca e a terra rachada. Três iniciativas patrocinadas pela Petrobras atuam na recuperação do bioma exclusivo do semiárido brasileiro, que já perdeu  metade de sua área original. Os projetos Recupera Caatinga, No Clima da Caatinga e Florestando o Semiárido também contribuem para a geração de renda e inclusão social das comunidades.

Realizado em 11 municípios no estado da Paraíba, o projeto Florestando o Semiárido promove conservação e manejo sustentável da biodiversidade, da água e do solo da caatinga. Com isso, mitiga os efeitos das mudanças climáticas e melhora as condições de vida das famílias agricultoras. A iniciativa também apoia a agricultura familiar camponesa, com prioridade para ações com mulheres agricultoras, crianças e adolescentes de escolas da região.

O projeto Recupera Caatinga, por sua vez, atua na recuperação e conservação da vegetação trabalhando em parceria com três comunidades quilombolas nos municípios de Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó, no sertão de Pernambuco. Com isso, mitiga a desertificação e os efeitos das mudanças climáticas.  No ano passado, o projeto iniciou plantio na caatinga, com cerca de 5 mil mudas. Neste ano, outras 80 mil deverão ser plantadas até maio para recuperação de áreas degradadas, áreas de reserva legal e de mata ciliar, além da implantação de bosques.

Com atuação na Reserva Natural Serra das Almas e parte dos estados do Ceará e Piauí, o projeto No Clima da Caatinga busca atrelar a conservação à geração de oportunidades para as pessoas do semiárido. A iniciativa se estrutura em sete linhas de ação: conservação, restauração florestal, disseminação de tecnologias sociais, educação ambiental, fomento à pesquisa, incentivo a políticas públicas e comunicação. No começo do ano, o projeto fez plantio de 5 mil mudas de espécies nativas da caatinga. Com patrocínio da Petrobras desde 2011, a iniciativa está em sua quarta fase, cujo foco são ações de mitigação do aquecimento global.

O apoio da Petrobras a projetos que visam à recuperação da caatinga reflete o compromisso da companhia com projetos socioambientais de impacto transformador e de potencial de grande alcance em número de pessoas atendidas e biomas protegidos.

Presidente da Petrobras visita Reduc e participa de doação de GLP em escola de Duque de Caxias

O presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, esteve em Duque de Caxias (RJ) na manhã da última quinta-feira (28/04) para visitar as instalações da Refinaria Duque de Caxias – Reduc e conhecer iniciativas socioambientais apoiadas pela Petrobras no município.

José Mauro foi à Escola Municipal Campos Elíseos, onde participou da entrega de vouchers para aquisição de gás de cozinha e cartões alimentação para famílias de comunidades próximas à Reduc. Esta ação faz parte do programa social de acesso ao gás de cozinha, através do qual a Petrobras destinará um total de R$ 300 milhões em doações a famílias das diversas regiões do país. Até o final de 2022, serão entregues, em média, cerca de 195 mil botijões, 58 mil cestas básicas e 150 mil refeições por mês.

“A Petrobras está ao lado da sociedade e somos muito mais que os negócios ou os resultados que entregamos. Nossa responsabilidade é proporcional ao nosso tamanho e, quanto mais recursos a Petrobras gera, mais ela devolve aos brasileiros, por meio de programas como este, de acesso ao gás de cozinha, na forma de dividendos e tributos ou no apoio a projetos que promovam a educação e a geração de renda para a população”, ressaltou José Mauro.

Na ocasião, o presidente também assistiu a uma apresentação circense do Unicirco, projeto apoiado pelo Programa Petrobras Socioambiental que desenvolve suas atividades em uma lona instalada no interior do colégio, e conheceu a nova sala de computação da escola, equipada com computadores doados pela Petrobras através do programa de inclusão digital Janelas para o Amanhã.

Antes, na Reduc, José Mauro visitou a área industrial e recebeu informações sobre as características do ativo, que transforma petróleo em 55 tipos de derivados diferentes, como gasolina, diesel, gás de cozinha, querosene de aviação, além de lubrificantes, parafinas e petroquímicos. A unidade é a mais complexa do parque de refino da Petrobras.

Para os próximos cinco anos, a companhia prevê investimentos de aproximadamente US$ 2 bilhões na Reduc com o objetivo de torná-la ainda mais competitiva. Desse valor, US$ 1,6 bilhão será destinado à integração da refinaria com o Polo GasLub Itaboraí (RJ), para produção de óleos lubrificantes mais avançados e combustíveis com baixo teor de enxofre. Outro destaque são as obras de adequação da unidade de hidrotratamento (HDT), que ampliarão a capacidade de produção de diesel S-10 da Reduc dos atuais 5.000 m³/dia para 9.500 m³/dia em 2023.