OTC 2022: Petrobras investirá US$ 16 bilhões em plano de renovação da Bacia de Campos

Companhia prevê instalar três novas plataformas e mais de 100 poços nos próximos cinco anos

A Petrobras investirá US$ 16 bilhões no plano de renovação da Bacia de Campos, com previsão de instalar três novas plataformas e interligar mais de 100 poços na área, nos próximos cinco anos. Com mais de 40 anos de história e dois prêmios recebidos pela Offshore Technology Conference (OTC) pelos avanços tecnológicos nos campos Marlim (1992) e Roncador (2001), a Bacia de Campos mantém posição de destaque como polo de inovação e aponta para o futuro: hoje é palco do maior projeto de revitalização da indústria offshore mundial. A afirmação é do gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Eduardo Bordieri, que apresentou, nesta terça-feira (3/05), os principais investimentos da companhia para a área, durante a Offshore Technology Conference (OTC).

Nos próximos anos, a Petrobras vai adotar novas tecnologias para revitalização de ativos maduros na área e descomissionamento de suas plataformas de petróleo – que é o processo de desativação das unidades quando encerram seu ciclo de vida. “Em 2021, a Bacia de Campos respondeu por cerca de 25% da produção total da Petrobras. A companhia projeta alcançar, em 2026, um volume de 900 mil barris de óleo equivalente (boe) naquela bacia, com a entrada em produção de três novos sistemas. Esse volume representa cerca de três vezes a produção que atingiríamos se não tivéssemos investido nas novas plataformas. Ou seja: sem os novos projetos, nossa produção futura na bacia seria de 300 mil boe”, explicou Bordieri

Três novas plataformas previstas até 2026

A Petrobras prevê instalar três novas plataformas do tipo FPSO (sistemas flutuantes de produção, armazenagem e transferência de petróleo) na região nos próximos anos. Os FPSOs Anita Gabribaldi e Anna Neri serão instaladas no campo de Marlim e terão capacidade de  produzir juntas até 150 mil barris por dia (bpd). A terceira unidade prevista é a Maria Quitéria, em Jubarte, no complexo do Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos, com capacidade de 100 mil bpd.

A bacia acumula uma série de resultados expressivos. Para se ter ideia, a Petrobras bateu, ali, recorde nacional no tempo de construção de um poço em águas profundas, alcançando a marca de 35 dias, no campo de Marlim, na Bacia de Campos. Para efeito de comparação, o recorde anterior no país foi de 44 dias, batido em 2021 no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo. Já em Marlim, a média histórica nos últimos 20 anos na construção de poços era de 93 dias, indicando uma redução de 63% nesse prazo. “Esse desempenho demonstra nossa resiliência econômica em projetos de poços, além de nosso avanço tecnológico em novos modelos de poços, mais rápidos e otimizados que os convencionais”, disse Bordieri.

De acordo com seu Plano Estratégico 2022-2026, a Petrobras tem a ambição de acrescentar um volume de 20 bilhões de boe às suas reservas, até 2030, sendo 5 bilhões de boe oriundos dos ativos operados pela Petrobras na Bacia de Campos. Essa projeção é foco do programa estratégico chamado RES-20, totalmente voltado para ampliação das reservas da companhia.

OTC 2022: Petrobras reduziu a intensidade das emissões de CO2 por barril produzido em cerca de 50% entre 2009 e 2021

Companhia investe em plataformas offshore totalmente eletrificadas e desenvolve tecnologia inédita para reduzir emissões

A Petrobras conseguiu reduzir em cerca de 50% a intensidade de emissões de gases de efeito estufa por barril de petróleo produzido no período de 2009 a 2021 – como efeito da aplicação de  tecnologias inovadoras de baixo carbono. Para intensificar esse movimento, além das soluções já incorporadas aos novos projetos de unidades offshore, a companhia está desenvolvendo um novo modelo de plataformas eletrificadas – conhecidas como All Eletric – equipadas para utilizar menos combustível na geração de energia a bordo da unidade. O novo sistema reduz em até 20% o volume de emissões de gases de efeito estufa em comparação à plataforma tradicional.  A empresa está testando também uma tecnologia inédita  – o chamado HISEP® – que reduzirá emissões em campos do pré-sal, ampliando sua eficiência.

Esses foram alguns dos destaques das palestras dos diretores da Petrobras João Henrique Rittershaussen (Desenvolvimento da Produção) e Rafael Chaves (Relacionamento Institucional e Sustentabilidade) apresentadas, em 3/05, na Offshore Technology Conference (OTC) 2022, principal congresso da indústria mundial de petróleo e gás offshore, em Houston (EUA). Ambos reforçaram o compromisso da Petrobras com a transição global para uma economia de baixo carbono – com ênfase sobre os resultados obtidos até o momento, a aplicação de tecnologias para redução de emissões, além dos projetos futuros nesse segmento.

Projetos com resiliência ambiental e econômica

No painel “Shifting to a low carbon offshore industry”, que contou com a moderação da gerente executiva de Mudança Climática da companhia, Viviana Coelho, o diretor Rittershaussen destacou os pilares da estratégia de baixo carbono da Petrobras. “Priorizamos projetos com dupla resiliência, econômica e ambiental, buscando uma operação com baixo custo e baixo carbono para manter nossa competitividade. Este pilar é a base atual do nosso negócio” explicou.

O diretor apresentou também um conjunto de soluções já incorporadas aos novos projetos de plataforma que contribui para a redução das emissões, além de ressaltar o desenvolvimento de uma nova geração de plataformas: “A utilização do conceito all electric vai trazer maior eficiência operacional, além de simplificação da configuração da plataforma e redução de emissões. Nossa expectativa é desenvolver uma nova geração de unidades marítimas com produção mais sustentável. A trajetória de descarbonização envolve trabalhar com soluções desafiadoras, tanto do ponto de vista econômico quanto tecnológico”, destacou Rittershaussen.

Outro destaque foram os resultados expressivos do Programa de Captura, Uso e Armazenamento geológico de CO2 (Carbon Capture, Utilization and Storage – CCUS) para campos do pré-sal. “Pioneiro em águas ultraprofundas, o programa se tornou o maior do mundo em volume reinjetado em 2020. Em 2021 houve a reinjeção de 8,7 milhões de toneladas de CO2”, concluiu.

Nova tecnologia para reduzir emissões

O diretor Chaves participou do painel “Accelerating the Energy Transition: Highlighting Developments in Brazil and Argentina”, em que ressaltou a relevância do petróleo e gás de baixo carbono para a redução de emissões, no contexto brasileiro de alta presença de renováveis na matriz energética.

“Atualmente estamos trabalhando no desenvolvimento de novas soluções de captura de CO2  e a tecnologia conhecida como HISEP® é um caso exemplar: com ela, o gás rico em CO2 que sai do reservatório é separado do óleo e parte dele é reinjetado, por meio de um sistema instalado no fundo do mar. Dessa forma, evitamos que esse gás seja processado a bordo da plataforma, reduzindo a emissão de CO2”, disse ele. “Essa inovação é patente nossa e representa um passo importante no avanço tecnológico em baixo carbono”, complementou.

O diretor ressaltou ainda a ambição da Petrobras de atingir a neutralidade de emissões nas atividades sob seu controle, em prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris. “Seguimos comprometidos com a transição para uma economia global de baixo carbono como imperativo ético e de competitividade. Avançar na descarbonização exige identificar as opções de menor custo para a sociedade e buscar tornar a energia mais acessível – elemento fundamental para a competitividade e o bem-estar social.”, concluiu ele.

Ocyan abre inscrições para programa de aceleração de cleantechs

O Ocyan Waves Booster visa impulsionar startups em estágio de validação

A Ocyan, está com inscrições abertas para seu novo programa de aceleração de startups, o Booster, que faz parte da plataforma de inovação Ocyan Waves. O objetivo é impulsionar startups ainda em estágio de validação. O foco neste primeiro ano será em cleantechs que tenham soluções conectadas a temas como o ar e meio ambiente, eficiência energética, armazenamento de energia e energia limpa. O programa busca ampliar o olhar da Ocyan para a diversificação da matriz energética e alavancar o ecossistema de startups voltadas a energia limpa no país.

“Vamos dar prioridade em 2022 à aceleração de startups que tragam soluções ligadas a oportunidades de novos negócios. Isso difere das edições do Ocyan Waves Challenge, em que trouxemos desafios das diversas áreas da companhia para serem solucionados por startups maduras. O foco em cleantechs é um movimento importante dentro da nossa estratégia de longo prazo de ESG, cuja uma das metas é dedicar 25% do nosso negócio para energia limpa até 2040”, explica Patricia Grabowsky, gerente de inovação da Ocyan.

O Booster trará um forte diferencial que é o de oferecer mentoria aos empreendedores, ampliando a jornada da Ocyan no relacionamento com o ecossistema de startups.  “A partir de agora passaremos a explorar um outro modelo de conexão, a aceleração, que impacta diretamente o desenvolvimento e o crescimento da startup e, consequentemente, todo o ecossistema, principalmente quando ampliamos o relacionamento delas com o nosso mercado de óleo e gás, setor altamente tecnológico e globalizado”, pontua a executiva.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 10 de junho no site www.ocyanwaves.com.  As startups selecionadas receberão um capital semente de R$ 30 mil reais, a serem utilizados no período em que o programa estiver em curso. Os mentores serão integrantes da Ocyan, divididos em mentores executivos, ligados diretamente às startups selecionadas, e um time de mentores especialistas, para apoiar durante a aceleração, além de parceiros que vão apoiá-las ao longo do programa.

Ambiente fala mais alto

A Ocyan também está olhando para o futuro do seu negócio ao buscar um mercado mais neutro em emissões de carbono por meio da inovação. A empresa tem explorado ativamente novas oportunidades de mercado para reduzir gradativamente as atividades voltadas exclusivamente a combustíveis fósseis.

O mercado de cleantechs no Brasil ainda é tímido e, assim, o novo programa servirá como ferramenta para alavancá-lo em uma relação de ganha-ganha. A previsão é que a aceleração aconteça entre julho e dezembro deste ano.

Ocyan Waves Challenge

A plataforma Ocyan Waves foi lançada há três anos e o Ocyan Waves Challenge se tornou um programa consolidado e reconhecido no ecossistema de startups. Em 2021, a Ocyan esteve na lista de empresas que melhor se relacionam com startups – figurou no ranking das 100 Open Corps e ficou entre o top 3 da categoria Petróleo & Gás.

Os dois programas (Challenge e Booster) têm objetivos diferentes e serão duas vertentes da plataforma Ocyan Waves.  O Booster não deverá contratar as startups selecionadas, mas oferecer um programa que as auxilie a maturar sua proposta de valor. Ao final do programa, poderão ser estabelecidas parcerias para a co-desenvolvimento e comercialização das soluções. Já o Ocyan Waves Challenge, que foca em pilotos para resolução de desafios internos, continuará em curso em 2022.

Hoje, a Ocyan já trabalha com startups em diferentes frentes, sendo que muitas delas foram selecionadas pelo Ocyan Waves Challenge. “Temos mais de 13 soluções criadas no âmbito do Ocyan Waves Challenge. A percepção dos clientes da Ocyan sobre essa inovação tem sido muito positiva”, completa Patrícia.

Petróleo do pré-sal é competitivo no cenário de transição energética

Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Rafael Chaves, destacou a importância do pré-sal para o futuro da indústria de óleo e gás, em evento realizado na Offshore Technology Conference  (OTC 2022), em Houston

No primeiro dia da Offshore Technology Conference (OTC), realizada em Houston, Texas, o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Rafael Chaves, destacou o potencial competitivo dos campos do pré-sal, que estão entre os que produzem com menor emissão por barril no mundo. O diretor participou de uma coletiva organizada pela ApexBrasil, Agência Brasileira de Promoção do Comércio e Investimento, em parceria com a Petrobras, a Agência Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), o Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), para destacar as oportunidades de investimentos e a crescente liderança do país no setor de óleo e gás.

“O futuro da indústria de óleo e gás já começou com os investimentos no pré-sal caracterizados pela menor emissão de carbono por volume produzido. Se não entregarmos um barril com óleo produzido no pré-sal, com baixa emissão, outro barril será entregue com emissão, em média, 70% maior”, afirmou. De acordo com Rafael, o mundo vai continuar demandando óleo e gás no futuro e a produção do pré-sal poderá atender mesmo no longo prazo, com um a produção de baixo custo e baixa emissão de carbono, ressaltou.

O diretor também reforçou que o Brasil tem potencial para investir na capacidade de ofertar gás e energia para viabilizar a elevada participação de renováveis na matriz elétrica brasileira. “A energia renovável corresponde a 85% de participação em nossa matriz de eletricidade. O gás é uma forma de tornar a geração de eletricidade com elevada participação de renováveis e ao mesmo tempo confiável, sem intermitência”, afirmou.

Em relação à matriz de transporte brasileira, o diretor destacou que os biocombustíveis têm 25% de participação no segmento, reforçando que tanto o óleo quanto o combustível renovável são aliados numa transição gradual para uma economia de baixo carbono. “Temos várias oportunidades e estamos abertos a investidores que têm visão e acreditam que Brasil pode conduzir a transição energética com segurança atuando junto ao mercado de energia”, concluiu Rafael.

Ontem, terça-feira (3/05), o gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Eduardo Bordieri, fez a apresentação “The Campos Basin case: unlocking value from mature offshore Brazilian assets”, com foco sobre os investimentos programados pela companhia para a Bacia de Campos, um dos maiores complexos petrolíferos em águas profundas do mundo. Em seguida, foi a vez do Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Rafael Chaves, participar do painel “Accelerating the Energy Transition: Highlighting Developments in Brazil and Argentina” em que destacará a relevância do petróleo e gás de baixo carbono para a redução de emissões.

Também às 14h (hora local), os desafios para reduzir emissões operacionais de CO2 foram o tema do painel “Shifting to a low carbon offshore industry”, com participação do Diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen, além de executivos BP, Equinor, Schlumberger e IHSMarkit.

Hoje, 4/05, às 9h (hora local), Bordieri participará da Bratecc Offshore Breakfast 2021, evento paralelo à OTC, com a palestra “Petrobras Perspectives on O&G Double Resilience”, em que destacará a estratégia da empresa de focar em ativos localizados em águas profundas e ultraprofundas com dupla resiliência: tanto ambiental quanto econômica.

Shell conclui venda de divisão de Lubrificantes no Brasil para a Raízen

A Shell Brasil Petróleo Ltda, subsidiária da Shell plc, informa que concluiu a venda da sua divisão de lubrificantes no Brasil à Raízen S.A., após a aprovação dos órgãos regulatórios.

A partir de 1º de maio de 2022, a planta de lubrificantes na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, a base de óleos em Campos Elíseos, em Duque de Caxias (RJ), a divisão de lubrificantes para navios Shell Marine e os negócios de oferta e distribuição de lubrificantes no país passam para a Raízen.

A parceria de longa data entre a Shell e a Raízen inclui os portfólios de varejo, aviação e distribuição de combustíveis. A integração da divisão de lubrificantes à joint venture gerará sinergias entre as duas companhias e garantirá uma oferta de lubrificantes e combustíveis com mais oportunidades de descarbonização.

Enauta aprova dois novos conselheiros de administração independentes

A Enauta aprovou, através da assembleia de acionistas realizada no último dia (26/04), o aumento do número de conselheiros de administração independentes da Companhia. Dois novos profissionais foram indicados: Pedro Rodrigues Galvão de Medeiros e José Alberto de Paula Torres Lima, que substituirão José Augusto Fernandes Filho e José Luiz Alquéres. Com os indicados aprovados, dos nossos sete conselheiros, três serão independentes.

“A Enauta está aprimorando sua estrutura de governança corporativa, aumentando a diversidade de experiências e reforçando o compromisso com a transparência, em linha com as melhores práticas do mercado”, afirmou nosso CEO, Décio Oddone.

Pedro Medeiros é formado em Engenharia de Produção e tem mais de 18 anos de experiência no mercado de capitais. Sócio cofundador da gestora de recursos Atalaya Capital, passou pelo Citigroup e os bancos UBS e Pactual. Atua com a indústria de energia e de commodities há 15 anos.

Já José Alberto de Paula Torres Lima é engenheiro civil e, ao longo de sua carreira, trabalhou nas empresas do Grupo Shell, desempenhando funções no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos, em diferentes cargos.

 

Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras inicia reintegração ao ambiente natural de dois peixes-boi resgatados

O Projeto de Monitoramento de Praias do Litoral dos estados do Rio Grande no Norte e Ceará (PMP-BP), estruturado pela Petrobras, realizou, na madrugada de (30/04), em parceria com o Projeto Cetáceos da Costa branca da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (PCCB-UERN) e a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte – FUNCITERN, uma operação para a translocação de dois peixes-boi para a praia de Diogo Lopes, em Macau (RN), onde está localizado o Recinto de Aclimatação.

O transporte dos animais foi realizado em caminhão e contou com apoio das Polícias Militar e Ambiental do estado, da Guarda Municipal de Areia Branca e do Corpo de Bombeiros. A viagem com um trajeto de aproximadamente 120 km é cuidadosa e o caminhão precisou manter baixa velocidade para garantir a estabilidade e o conforto dos animais e por isso foi realizada de madrugada. Os preparativos começaram no dia 29 e a chegada em Diogo Lopes aconteceu na madrugada do dia 30, por volta de 5:30h. Os animais foram estabilizados e transferidos para o recinto. Toda a ação foi realizada por equipe especializada e acompanhada presencialmente por técnicos do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O biólogo Flávio Lima, professor da UERN e coordenador geral do PCCB-UERN, responsável pela ação, explica que o local tem capacidade para até quatro animais simultaneamente, com área total de 690 m², incluindo estrutura de acesso, área de manejo e cercado dos animais, todos em madeira tratada e legalmente licenciada. A estrutura foi construída em um canal localizado na

Comunidade de Diogo Lopes, mediante autorizações, licenças e anuências de todos os órgãos públicos competentes, incluindo o Conselho Gestor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão (RDSEPT). O IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente) tem propiciado espaço para alojamento e reuniões da equipe no Ecoposto, sede da RDSEPT. A Prefeitura Municipal de Macau também ofereceu todo o apoio necessário à implantação do recinto.

Carinhosamente chamados pelos veterinários de Zé e Gabriel, os animais medem aproximadamente 2,55 metros e pesam 310Kg e 342 Kg, respectivamente. Zé (com 4 anos e 3 meses) e Gabriel (com 4 anos e 8 meses), foram encontrados encalhados e resgatados quando ainda eram neonatos e estavam em recuperação no Centro e Reabilitação da Fauna Marinha do PCCB-UERN, em Areia Branca (CRF-AB), sob a supervisão de uma equipe multidisciplinar. Agora, passam a habitar o Recinto de Aclimatação até completarem o processo de reabilitação e posterior soltura em vida livre.

O veterinário Augusto Bôaviagem, responsável pelos cuidados dos peixes-boi, explica que é comum os animais encalharem nos primeiros dias de vida, sendo necessário cuidados e tratamento especializado. “Durante a reabilitação, os animais passam por periódicas avaliações de saúde e de comportamento. E após o período de desmame (20 a 24 meses) ou alcançando as condições clínicas e físicas necessárias, os animais estão aptos para serem translocados para o recinto de aclimatação”.

Durante aproximadamente seis meses eles permanecerão neste espaço, projetado para que possam se adaptar ao ambiente natural, antes do retorno definitivo para natureza. Estes são os primeiros peixes-boi transportados para o local de aclimatação, construído no início deste ano. “Esta é uma etapa importante pois, antes de serem soltos, os animais necessitam se adaptar aos movimentos e oscilações das marés, correntes marinhas e temperatura das águas, por exemplo”, diz o biólogo Daniel Solon, gerente técnico operacional do PCCB-UERN.

Atualmente, 28 peixes-boi estão em reabilitação nas bases do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia Potiguar. Desde 2009 as equipes estão trabalhando na conscientização da população local para a preservação dos peixes-boi, uma das espécies de mamíferos aquáticos com maior risco de extinção no Brasil, sendo a região da Costa Branca no Rio Grande do Norte um dos principais locais de encalhes de filhotes.

“Após a reabilitação e readaptação, esses animais serão soltos para o seu ambiente natural e, antes da soltura, recebem um número de identificação e um equipamento que permite localizá-los. Este rastreador muitas vezes chama a atenção da população e dos pescadores que, em alguns momentos, podem tentar retirá-lo do animal. Por isso, a importância do trabalho educativo com as comunidades locais, para explicar a funcionalidade e importância deste rastreador, já que serve para acompanharmos a adaptação, saúde e desenvolvimento do animal”, confirma Andressa Costa, profissional Petrobras que acompanha o PMP-BP.

Com o novo centro de aclimatação para peixe-boi marinho do Estado do Rio Grande do Norte, a Petrobras cumpre às exigências dos órgãos ambientais, além de entregar um equipamento de excelência para a preservação das espécies marinhas. Este é o terceiro recinto de aclimatação construído com o apoio financeiro da Petrobras, estando os outros dois localizados na Praia de Picos, em Icapuí (CE), e na Barra do Rio Mamanguape, em Rio Tinto (PB).

A Petrobras, por meio de empresas e instituições contratadas, vem atuando no resgate de neonatos de peixes-boi desde 2010. Atualmente, 28 peixes-boi estão em reabilitação nas bases do PMP-RNCE.

Estruturado e executado pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA, o PMP é o maior programa de monitoramento de praias do mundo. Atualmente, a Petrobras mantém quatro PMPs, que juntos, atuam em 10 estados litorâneos, acompanhando mais de três mil quilômetros de praias em regiões onde a companhia atua, trabalhando em parceria com diversas organizações científicas e comunidades locais. No Rio Grande do Norte, o trabalho é realizado em conjunto com o Projeto Cetáceos da Costa Branca da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – PCCB-UERN por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte – FUNCITERN, instituições contratadas pela Petrobras.

O monitoramento é fiscalizado pelo IBAMA e compreende o registro, resgate, necropsia, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, contribuindo para a gestão de políticas públicas para a conservação da biodiversidade marinha.

A sociedade também pode participar, acionando imediatamente as equipes ao avistar um animal marinho vivo ou morto, pelos telefones:

PMP-RNCE (RN) – (84) 98843 4621 e 99943 0058

PMP-RNCE (CE) – (85) 99800 0109 e 99188 2137