FPSO Carioca, no pré-sal da Bacia de Santos, se aproxima de sua capacidade total de produção

Plataforma alcança produção de 175 mil barris de petróleo por dia (bpd)

A Petrobras informa que entrou em operação o quarto poço produtor interligado ao FPSO Carioca, no campo de Sépia, no pré-sal da Bacia de Santos. A abertura do último poço produtor acrescentou 41 mil barris de petróleo por dia (bpd) à unidade – que já produzia 134 mil bpd. Com isso, tornou-se a plataforma de maior produção da Petrobras, no momento, com 175 mil bpd.

O FPSO Carioca, unidade afretada junto à Modec, entrou em operação em agosto de 2021 e possui capacidade para processar diariamente até 180 mil bpd e comprimir até 6 milhões de m³/dia de gás natural.

Na mesma data da abertura do último poço produtor do FPSO Carioca, a Petrobras e os novos parceiros da jazida compartilhada de Sépia assinaram os contratos de Partilha de Produção, juntamente com a Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), gestora do contrato, bem como o Acordo de Coparticipação. A jazida compartilhada é composta pelos campos de Sépia (regida pelos contratos de Cessão Onerosa e Partilha da Produção) e Sépia Leste – regida pelo contrato de Concessão (BM-S-24). Assim, a Petrobras, operadora, passou a deter 55,3% de participação na jazida; a TotalEnergies EP, 16,91%; a Petronas, 12,69%; a QP Brasil, 12,69%; e a Petrogal Brasil S.A., 2,41%.

Estatal informa sobre a Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi

A Petrobras cancelou o processo do Consórcio AIP de Tupi (Acordo de Individualização de Produção) para contratação de serviços de Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI) de dutos rígidos submarinos (SURF) da Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi devido a empresa McDermott, vencedora do processo competitivo, ter recusado celebrar o contrato após terceira convocação da Petrobras.

A Petrobras está avaliando internamente os impactos financeiros do cancelamento da contratação assim como o início de processo administrativo para eventuais sanções e indenizações cabíveis.

A Petrobras informa, ainda, que a Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi permanece na carteira de portfólio de oportunidades e projetos de investimentos vigentes e estuda nova estratégia de contratação para retorno ao mercado.

Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi

A Iniciativa do WAG Full Field do Campo de Tupi tem por objetivo o aumento do fator de recuperação de óleo do campo através da injeção alternada de água e gás e consiste na conversão de 15 poços injetores de água (IA) em poços injetores de água e gás (IWAG) por meio de aquisição e instalação de dutos de injeção de gás (IG), conectados em 5 UEPs (Unidades Estacionárias de Produção) do campo de Tupi.

O Consórcio AIP de Tupi é formado pela Petrobras, como Líder e Operadora, com participação de 67,216%, e os demais parceiros: Shell (23,024%), Petrogal (9,209%) e União (0,551%), representada pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).”

Petrobras investirá US$ 5,5 bilhões em atividades exploratórias nos próximos cinco anos

Executivo da Petrobras destacou novas descobertas de petróleo e gás durante encontro da Bratecc, evento paralelo à Offshore Technology Conference (OTC), em Houston (EUA)

As recentes descobertas de petróleo no pré-sal, nas áreas de Alto de Cabo Frio Central e Aram, abrem um horizonte de novas oportunidades exploratórias para o Brasil. As descobertas são fruto da intensificação do esforço exploratório da Petrobras, que programou investir US$ 5,5 bilhões nesse segmento nos próximos cinco anos. A afirmação é do gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Eduardo Bordieri, que apresentou o painel “Petrobras perspectives on O&G double resilience” durante o Annual Breakfast Offshore da Brazil-Texas Chamber of Commerce (Bratecc), em 4/05, evento paralelo à Offshore Technology Conference (OTC), em Houston (EUA).

Do total de investimentos programados pelo Plano Estratégico da Petrobras em novas fronteiras exploratórias, as Bacias de Sudeste (incluindo os prospectos do pré-sal) receberão 58% dos recursos; a Margem Equatorial, 38%, e as demais áreas, 2%. “Todos os investimentos da Petrobras buscam a dupla resiliência: tanto econômica (considerando projetos viáveis do ponto de vista financeiro com o preço do Brent a US$ 35 no longo prazo) quanto ambiental (projetos com baixa emissão de carbono)”, sintetizou Bordieri.

Redução do tempo de construção de poços

Outro destaque da palestra foi a redução expressiva no tempo construção de poços no pré-sal, com a manutenção de segurança operacional. Entre 2018 e 2021, a companhia reduziu esse prazo de 100 dias para menos de 70 dias, em média. A projeção da Petrobras é intensificar esses esforços e alcançar, até 2024, redução de 14% nesse prazo – com a contribuição de seu programa de eficiência em perfuração e completação, além da utilização de novos modelos de configuração de poços, mais rápidos e otimizados.

“Toda redução de tempo de construção de poços é sinônimo de preservação de segurança operacional, redução de custos associada à geração de valor. Para se ter ideia, a atividade de poços responde por cerca de 30% dos investimentos na área de Exploração e Produção. Por isso, perseguimos os melhores resultados nessa atividade, preservando a segurança e otimizando a configuração de poços, da forma mais rápida e eficiente possível, sempre de acordo com as melhores práticas de segurança da indústria”, afirmou Bordieri.

Visão de futuro

A Petrobras colocará em produção 15 navios-plataforma, do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenagem e transferência de petróleo, na sigla em inglês), nos próximos cinco anos. Desse total, dez serão instalados no pré-sal e cinco no pós-sal. Segundo Bordieri, a companhia já colocou em operação um total de 32 FPSOs ao longo de sua história mais recente, um recorde na indústria do petróleo. “Hoje a Petrobras é líder na operação de FPSOs no mundo e é a empresa que instalará o maior número de plataformas desse tipo nos próximos cinco anos, gerando valor para os nossos públicos de interesse ”, concluiu ele.

Wilson Sons divulga primeiro Relatório de Sustentabilidade, com destaques de ações ligadas a práticas de ESG em 2021

Divulgação acontece seis meses após a chegada da empresa ao Novo Mercado da B3. Entre as iniciativas está a redução de emissões de CO2 com a construção de novos rebocadores

A Wilson Sons, maior operador integrado de logística portuária e marítima do Brasil, divulgou seu primeiro relatório integralmente dedicado às ações de sustentabilidade da companhia, que tem mais de 180 anos de atuação no mercado. A divulgação acontece seis meses após as ações da Wilson Sons começarem a ser negociadas no Novo Mercado da B3 (PORT3), o que demonstra o compromisso da companhia em garantir transparência às suas atividades ligadas a práticas sociais, ambientais e de governança.

“A divulgação deste relatório voltado especificamente para o tema de Sustentabilidade demonstra o amadurecimento da Wilson Sons em relação à agenda ESG, que ganha cada dia mais relevância no cenário mundial. Esta é uma evolução da nossa jornada, que certamente terá novos passos ao longo deste ano, gerando ainda mais valor para nossos investidores e demais stakeholders”, afirma Fernando Salek, CEO da Wilson Sons.

Transporte marítimo: menos intensivo em carbono

O Relatório de Sustentabilidade apresenta ações desenvolvidas ao longo de 2021 e números que demonstram a resiliência da companhia, em um ano bastante impactado pela pandemia. Em relação a 2020, a receita líquida cresceu aproximadamente 18% em reais, com demanda sólida pelos serviços da empresa essenciais para a economia do país. Responsável por 90% do fluxo de comércio global, o transporte marítimo é menos intensivo na emissão de dióxido de carbono (CO2), quando comparado aos modais rodoviário e ferroviário, além de se destacar pela alta capacidade e custos variáveis mais baixos, permitindo conexões, alta eficiência energética e economia de escala.

Políticas e práticas ambientais

A Wilson Sons relacionou quatro temas ambientais como mais relevantes para a companhia: Emissões e Mudanças Climáticas; Energia; Recursos Hídricos e Resíduos Sólidos; e Impacto nos Ecossistemas Marinhos. Como forma de reduzir o impacto de suas atividades no meio ambiente, a companhia vem identificando oportunidades de descarbonização de sua matriz energética.

Desde 2014, a companhia publica voluntariamente seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Em 2021, a Wilson Sons foi certificada no selo ouro do GHG Protocol, programa brasileiro que tem o objetivo de estimular e apoiar corporações na elaboração e publicação de inventários de emissões de gases do efeito estufa (GEE).

Na busca por fomentar a economia de baixo carbono, a Wilson Sons deu início a uma série de medidas e adotou tecnologias para reduzir o consumo de combustível e as emissões de sua frota de rebocadores, principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa na companhia. Entre estas ações, estão as atividades da única Central de Operações de Rebocadores (COR) do Brasil, o desenvolvimento de algoritmos de otimização de despacho, os programas de incentivo para tripulações que superem as metas de eficiência operacional, e a construção de seis novos rebocadores com novo design do casco, que permite maior eficiência operacional com menor consumo de combustível.

Os novos rebocadores trarão pela primeira vez ao Brasil um conceito inovador para o casco das embarcações, que permite uma redução estimada de até 14% nas emissões de gases de efeito estufa, na comparação com a tecnologia anterior, em função da maior eficiência hidrodinâmica. Já a COR, desde a sua criação há mais de uma década, sempre contribuiu para o controle e eficiência da movimentação dos 80 rebocadores da frota. Os deslocamentos são realizados somente quando necessário, com o equipamento ideal, e em velocidade ótima, maximizando eficiência energética e consequente controle de emissões. Com o desenvolvimento de um módulo usando tecnologia de Inteligência Artificial, a COR contribuirá ainda mais para uma operação com um menor consumo de combustível.

Em outra demonstração de comprometimento com a redução de emissões, a companhia também passou a incluir em sua matriz de riscos a identificação e gestão de ameaças e oportunidades relacionadas às mudanças climáticas. A Wilson Sons iniciou a avaliação dos riscos e das oportunidades ligadas à economia de baixo carbono, avaliando cenários, práticas atuais e projeções futuras para os negócios da companhia, seguindo a metodologia TCFD (Task Force on Climate-Related Financial Disclosures).

Em colaboração com fornecedores, startups, instituições de conhecimento e demais parceiros, a Wilson Sons busca desenvolver experiências e tecnologias que contribuam para reduções significativas da emissão de carbono. Além disso, a companhia planeja e estabelece diferentes estratégias de aquisição e consumo de energia, buscando identificar, promover e replicar projetos que permitam ganhos de eficiência operacional a partir do uso de energia economizada. Um exemplo recente é o estabelecimento de uma parceria com a SINAI Technologies para desenvolver uma curva de custo marginal de abatimento  de carbono.

A gestão de resíduos sólidos também tem sua importância na Wilson Sons, promovendo a reciclagem e reutilização para mitigar a poluição. Foram implementadas iniciativas de conscientização de colaboradores, como por exemplo a reciclagem de uniformes, transformados em cobertores para moradores de rua e animais de estimação. Em 2021, o projeto produziu 510 cobertores reciclados.

A gestão de recursos hídricos é outra importante frente de atuação da Wilson Sons. A companhia desenvolve iniciativas de reúso e captação de água da chuva. Em 2021, foram reaproveitados mais de quatro mil metros cúbicos de água nos terminais de contêineres, bases de apoio offshore e centro logístico.

No Tecon Salvador, desde 2015 um programa reutiliza toda a água residual de lavagem de equipamentos. Em 2021, a unidade reaproveitou mais de 2.000 metros cúbicos de água. Além disso, para gerenciar a água com eficiência, o terminal conta com um sistema de monitoramento remoto que permite controlar o volume de consumo e possíveis vazamentos.

Já no Tecon Rio Grande, a companhia coleta e trata a água gerada pelo do uso de equipamentos de ar-condicionado, além de contar com sistemas de captação de águas pluviais. O terminal também possui ainda um sistema que retira e trata o óleo da água gerada na lavagem de equipamentos para futura reutilização.

Responsabilidade socioambiental

No último ano, a companhia apoiou mais de uma dezena de projetos de responsabilidade socioambiental, representando um investimento de quase R$ 4 milhões, considerando patrocínios via leis de incentivos e verba direta.Ao todo, foram beneficiadas mais de 250 mil pessoas, em diferentes regiões do Brasil. Além disso, desempenhou importante papel na geração de emprego e renda, em um ano especialmente sensível para o mercado de trabalho. A companhia, que desenvolve uma série de práticas de incentivo à educação continuada entre outras ações voltadas para seus colaboradores, também conquistou a certificação Great Place to Work, como uma das melhores empresas para se trabalhar.

Premiação em Segurança e Saúde Ocupacional

Os temas relacionados à Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SMS) são gerenciados estrategicamente pela empresa, pois são vistos como elementos-chave para o desenvolvimento sustentável do negócio. Como consequência da importância desse tema em sua estratégia, a Wilson Sons foi premiada nas últimas cinco edições do Prêmio DuPont de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional no Brasil. Com forte atuação na prevenção de acidentes de trabalho, a companhia registrou queda de 87% no índice de lesões com afastamento entre 2011 e 2021, atestando a evolução da cultura de segurança entre os colaboradores. A Wilson Sons monitora continuamente esse desempenho para aprimorar ainda mais seus processos e prevenir futuros acidentes.

Mecanismos de compliance fortalecidos

A ética é fundamental em todo relacionamento estabelecido pela Wilson Sons com seus diversos stakeholders. Como signatária do Pacto Global das Nações Unidas, que menciona no 10º princípio que as empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, a Wilson Sons está empenhada em fortalecer seus mecanismos de compliance e investir em iniciativas que promovam a conscientização do público interno sobre a importância do combate à corrupção. Como parte desses mecanismos, a companhia mantém um canal de ética independente, no qual todos os públicos de interesse podem informar sobre situações e condutas antiéticas. O relatório deste ano destaca os registros feitos no canal no período, bem como o resultado das avaliações e as eventuais tratativas adotadas.

A inovação como diferencial

A Wilson Sons vem se preparando para a transformação que será vivenciada pelo setor portuário marítimo nos próximos anos, aliando os avanços tecnológicos em portos e embarcações à crescente demanda do setor para tornar-se mais sustentável. De acordo com as projeções para o setor, as receitas das shiptechs (empresas de tecnologia marítima) devem triplicar nos próximos dez anos, aumentando também a participação das startups nesse mercado.

Empresa que conta com a inovação em seu DNA, a Wilson Sons foi incluída no último ano no Ranking 100 Open Startups 2021, que destaca o trabalho de colaboração em inovação entre corporações e startups. A companhia ficou em segundo lugar na categoria Transporte e Logística.

“As iniciativas e conquistas da Wilson Sons, ao lado da nossa cultura de inovação, nos preparam para o crescimento contínuo. Diante dos desafios que se impõem aos negócios e à sociedade, continuaremos a executar a nossa estratégia, rumo a um futuro cada vez mais sustentável”, concluiu Fernando Salek, CEO da Wilson Sons.

Sobre a Wilson Sons 

A Wilson Sons é o maior operador integrado de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, com mais de 180 anos de experiência. A companhia tem abrangência nacional e oferece soluções completas para mais de 2 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de óleo e gás, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de outros participantes em diversos segmentos da economia. Saiba mais em: https://www.wilsonsons.com.br/pt-br / https://www.wilsonsons.com.br/en/

Confira o Relatório de Sustentabilidade da Wilson Sons em: https://ri.wilsonsons.com.br/publicacoes/relatorios-anuais/