Resultado trimestral da Petrobras reflete eficiência operacional

Bom desempenho decorre do aumento da produção de petróleo e gás natural e trajetória de maior eficiência na alocação de recursos: investimentos responsáveis e menor endividamento

A Petrobras apresentou resultados positivos no primeiro trimestre de 2022 graças à sua estratégia de maior eficiência, redução de custos e foco em negócios mais rentáveis, como a produção de petróleo e gás natural no pré-sal. Cerca de 80% dos ganhos do período foram provenientes das atividades de Exploração e Produção (E&P) e 20% decorrem de ganhos provenientes dos demais segmentos, como refino.

A geração de caixa operacional no primeiro trimestre de 2022 medida pelo EBITDA ajustado recorrente foi de R$ 78,2 bilhões e o fluxo de caixa livre foi de R$ 40,5 bilhões. Estes indicadores estão em linha com a média do resultado dos pares da indústria de petróleo e gás natural.

O lucro líquido recorrente no trimestre foi de R$ 43,3 bilhões, refletindo principalmente a melhor eficiência operacional, maior produção e exportação de petróleo, menores custos com importação de Gás Natural Liquefeito (GNL), ganhos cambiais devido à valorização do Real frente ao Dólar e os preços do petróleo no período.

“Este resultado financeiro deve-se ao fato de termos agora uma Petrobras saneada, que reduziu os encargos com pagamento de dívida, investe com responsabilidade e opera com eficiência. Por isso, é possível gerar esse retorno importante para o acionista, em especial a sociedade brasileira, representada pela União. Tudo isso gera desenvolvimento econômico em toda a cadeia produtiva, gerando emprego, renda e arrecadação de tributos para o país. Neste trimestre, pagamos para União, estados e municípios em tributos uma vez e meia o valor do nosso lucro líquido. A Petrobras está distribuindo os frutos de sua geração de valor para a população brasileira”, destaca o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho.

Mesmo patamar de Brent com performance superior

A média do preço do barril de petróleo (Brent) no trimestre foi de US$ 101, patamar que não ocorria desde o primeiro trimestre de 2014, quando a média do preço do barril de petróleo foi de US$ 108. Apesar do mesmo nível de preço, o desempenho da Petrobras é bastante superior neste trimestre em comparação ao período anterior de preço equivalente de Brent.

Atualmente, a Petrobras convive com um nível saudável de endividamento bruto, que atingiu US$ 58,6 bilhões neste primeiro trimestre de 2022, valor 74%* menor que a dívida no mesmo período de 2014. Além disso, os juros pagos de financiamentos caíram 65% neste período.

Neste mesmo intervalo de tempo, a produção de petróleo e gás natural cresceu 10%, fortemente alavancada pelos investimentos responsáveis e focados nos campos do pré-sal, que hoje respondem por mais de 70% da produção da empresa.

Comparada ao trimestre passado, a produção média de petróleo e gás natural cresceu 3,4%, atingindo a marca de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no primeiro trimestre de 2022.

Destaca-se também que a produção cresceu ao mesmo tempo em que houve uma expressiva redução de despesas gerais e administrativas, com queda de mais de 60% desde o início de 2014 (valores atualizados pela inflação). Neste período, houve ainda queda de mais da metade dos custos de extração de petróleo e de quase 30% nos custos de refino.

Esses avanços resultam da gestão profissional dos últimos anos que perseguiu eficiência e performance operacional de excelência.

A Petrobras destaca que não controla, mas apenas busca seguir os preços de mercado de petróleo e derivados, que se elevaram recentemente no mundo todo, sendo sensível aos efeitos dessa volatilidade. Entretanto, não pode praticar preços artificialmente baixos e desalinhados ao mercado, em cumprimento à legislação vigente. Essa prática permite que o mercado brasileiro seja adequadamente abastecido por dezenas de fornecedores de combustíveis.

Retorno para a sociedade

No primeiro trimestre de 2022, foram recolhidos quase R$ 70 bilhões em impostos, royalties e participações governamentais para União, estados e municípios. São recursos que podem ser revertidos em políticas públicas como educação, saúde, saneamento entre outros. A arrecadação deste trimestre representa crescimento de 30% em relação ao primeiro trimestre de 2014 (valores atualizados pela inflação).

A criação valor para a sociedade é ainda maior considerando o potencial de geração de empregos a partir dos investimentos da Petrobras. Para ser ter uma ideia, cada R$ 1 bilhão investido em negócios de Exploração e Produção gera cerca de 10 mil empregos.

As perspectivas são de continuidade de resultados sustentáveis: “Nosso objetivo é produzir resultados cada vez melhores e para isso seguiremos executando as estratégias definidas em nosso plano estratégico. Com nosso portfólio, resiliente a baixos preços de petróleo, as perspectivas de crescimento de produção e a continuidade da gestão de ativos, estamos convictos de que entregaremos cada vez mais resultados para a sociedade, seja sob a ótica de dividendos e tributos para os cofres públicos, seja sob a ótica de geração de empregos e renda via nossos investimentos. Uma Petrobras sólida e rentável beneficia a todos”, reforça José Mauro Coelho.

* Percentual comparativo apenas da dívida financeira entre os períodos, sem considerar os afretamentos.

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Nossos planos anuais de sustentabilidade são elaborados com base nas diretrizes de sustentabilidade do Grupo Repsol, na Agenda Global 2030 da ONU e no Acordo de Paris, e a cada ano, atualiamos nossas metas de curto, médio e longo prazo.

A cada ano, contribuímos para o cumprimento das metas locais e globais da companhia através dos nossos planos de sustentabilidade sempre pautados em valores como ética e respeito às pessoas e ao meio ambiente, tornando o nosso negócio cada vez mais sustentável.

Agora, chegamos em uma nova etapa com o lançamento do Plano de Sustentabilidade 2022, que reúne 19 ações que fortalecem a nossa cultura segurança e promovem avanços na nossa estratégia de gestão de emissões, e impulsionam novas frentes de pesquisa em tecnologia, entre outros objetivos.

Nossos planos são elaborados com base nas seis diretrizes de sustentabilidade do Grupo Repsol, com ações que suportam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Como resultado dos nossos esforços até aqui, já implementamos mais de 150 ações voltadas a uma gestão sustentável integrada e consistente com o processo de transformação da companhia a nível global.

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Sociedade brasileira é a principal beneficiária dos resultados da Petrobras

O bom desempenho operacional e a manutenção do endividamento em nível saudável permitiram a aprovação do pagamento de dividendos proposto à União e aos seus mais de 700 mil acionistas brasileiros.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (5/5), o pagamento de remuneração aos acionistas de cerca de R$ 3,72 por ação ordinária e preferencial em circulação. Os valores serão pagos em parcelas iguais nos meses de junho e julho.

O pagamento de dividendos é obrigatório em caso de lucro para qualquer empresa de capital aberto, conforme prevê a lei 6.404/76, das Sociedades Anônimas. Trata-se de um recurso que pertence aos acionistas e, no caso da Petrobras, a maior parte sempre retorna à sociedade brasileira, incluindo os mais de 700 mil acionistas brasileiros.

A política de remuneração aos acionistas da Petrobras busca o alinhamento com a prática dos pares da indústria de petróleo e gás natural.

Além dos dividendos, os resultados alcançados pela Petrobras também retornam à sociedade por meio do pagamento de tributos. No primeiro trimestre de 2022, foram pagos quase R$ 70 bilhões em impostos, royalties e participações governamentais.

“Por anos, a Petrobras deixou de pagar dividendos para União e qualquer acionista e praticou investimentos que não geraram resultados, o que levou ao alto endividamento da companhia, chegando a ser o maior entre as empresas no mundo. Agora vivemos uma nova realidade, com foco em eficiência. Os recursos gerados pela Petrobras são revertidos em investimentos realizados com responsabilidade e que geram maior desenvolvimento econômico e geração de empregos e renda para os brasileiros”, destaca o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho.

Engenheiros da Petrobras recebem reconhecimento internacional por contribuições à indústria offshore

OTC, maior congresso do setor, destaca atuação de Gabriel Serrão e Ana Margarida Oliveira no segmento de águas profundas

Os engenheiros da Petrobras Gabriel Serrão e Ana Margarida de Oliveira receberam reconhecimento por sua atuação no setor de petróleo e gás marítimo – concedido pela Offshore Technology Conference 2022 (OTC), maior congresso da indústria mundial offshore, em Houston (EUA), que se encerra na quinta-feira (5/05). Em comum, ambos vêm se dedicando a trabalhos pioneiros no segmento de exploração e produção em águas profundas, com foco em aumento de eficiência e inovação.

Serrão, que atua como engenheiro de reservatórios, obteve o prêmio “OTC Emerging Leaders” – concedido pela primeira vez a um brasileiro – por sua capacidade de liderar e propor soluções inovadoras para a área de upstream da Petrobras.  A intenção da OTC é reconhecer jovens profissionais, com até 10 anos de experiência, que tenham se destacado em superar desafios mais urgentes do setor. Com 32 anos de idade e 10 anos de carreira na companhia, Serrão trabalha atualmente no programa estratégico CÉOS, com foco na construção dos melhores modelos de reservatórios da indústria.

Por meio de tecnologias disruptivas como inteligência artificial, realidade aumentada e outras, o CÉOS contribui para o atingimento dos objetivos do RES20, programa estratégico por meio do qual a Petrobras ambiciona incorporar 20 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) aos campos em que é operadora, até 2030. Nesse sentido, a companhia já colhe os primeiros frutos: em 2021, adicionou o maior volume de reservas provadas em um único ano, em toda sua história.

Destaque em inovação submarina

Ana Margarida de Oliveira teve seu artigo “Challenges And Opportunities For Subsea Electrical Power Systems For High Power Subsea Processing And Boosting Applications: Hisep™ Study Case’” – em parceria com cinco coautores, todos profissionais da Petrobras – reconhecido entre os dez melhores trabalhos sobre engenharia mecânica apresentados na OTC neste ano. Selecionado pela American Society of Mechanical Engineers (ASME) – uma das entidades que promove a OTC -, o paper obteve a segunda colocação na categoria “Arthur Lubinski Best Paper Award”, cujo objetivo é reconhecer e encorajar a publicação na OTC de artigos de engenharia mecânica com alto padrão de qualidade.

Com 17 anos de experiência na Petrobras, Ana Margarida é engenheira eletricista, com mestrado e doutorado em Eletromagnetismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) – com parte do doutorado realizada na Universidade de Liege, na Bélgica. Seu artigo aborda uma visão inovadora de sistema submarino para águas ultraprofundas, avaliando riscos e apontando mitigações necessárias. “Pela abordagem pioneira, acreditamos que o trabalho vai contribuir como um guia para a comunidade técnica a ser utilizado em projetos de sistemas de processamento e bombeamento submarinos”, disse Ana. Os coautores envolvidos no projeto são André Athayde Gonçalves; William Albuquerque da Silva; Lilson Terra Costa e Fabio Menezes Passarelli.

Histórico de reconhecimento à Petrobras

Há três décadas, a OTC reconhece o pioneirismo tecnológico da Petrobras. O principal prêmio da entidade – o Distinguished Achievement Award for Companies – já foi entregue quatro vezes à companhia, alavancando a empresa à posição de liderança em tecnologia para exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.

O primeiro prêmio foi obtido em 1992, pelas inovações desenvolvidas para o campo de Marlim, na Bacia de Campos e o segundo, em 2001, pelas soluções empregadas em Roncador, na mesma bacia. Em 2015, a Petrobras foi reconhecida pelo conjunto de dez tecnologias especialmente criadas para desenvolver Tupi, no pré-sal – e, em 2021, pelas inovações adotadas no campo de Búzios, maior ativo em águas profundas da indústria mundial.

Em 2019, a edição brasileira da Conferência (OTC Brasil) também concedeu à Petrobras o Distinguished Achieviement Award, pelo pioneirismo tecnológico do Teste de Longa Duração (TLD) de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

Prêmios individuais

Além desse histórico de premiações, outros dois profissionais da Petrobras receberam reconhecimentos individuais por suas contribuições à indústria mundial. Em 2019, o engenheiro Carlos Mastrangelo recebeu o Distinguiched Achievement Award for Individuals da OTC – principal categoria de premiação individual da entidade – pelo trabalho de regulamentação e disseminação do uso de plataformas do tipo FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga). Em 2007, foi a vez de o engenheiro Marcos Assayag ser reconhecido por importantes contribuições no desenvolvimento de novas tecnologias para desenvolvimento da produção em águas profundas.