Petrobras estende licença para software de imagem sísmica CGG

A empresa de serviços geofísicos CGG assinou um contrato de licenciamento expandido de cinco anos com a Petrobras para seu software de imagem sísmica Geovation.

A gigante brasileira de petróleo e gás usa a plataforma de imagens sísmicas há mais de uma década e o novo acordo deve dar a seus geocientistas acesso a inovações, incluindo inversão de forma de onda completa (FWI), e aprimorar seus recursos de imagem.

De acordo com a CGG, o novo acordo também inclui treinamento especializado da equipe de GeoTraining da CGG para apoiar o aumento no número de licenças da Petrobras Geovation, permitindo que novos usuários aproveitem rapidamente os recursos avançados de imagem sísmica do software para seus projetos.

“Durante nossos 60 anos de história operacional no Brasil, desenvolvemos uma estreita parceria de tecnologia e negócios com a Petrobras, que viu a CGG ser reconhecida como um fornecedor-chave. Esta última expansão do nosso contrato de licenciamento Geovation reflete a força desse relacionamento e a vantagem significativa que nossa tecnologia de imagem de subsuperfície de última geração oferece”, disse Peter Whiting , EVP, Geoscience da CGG.

“Como a potência por trás do sucesso dos próprios serviços de imagem sísmica de ponta da CGG, é a plataforma de software mais eficiente e confiável para geofísicos que trabalham com conjuntos de dados cada vez maiores e enfrentam desafios de imagem cada vez mais complexos, como iluminação do pré-sal.”

A CGG ganhou recentemente um contrato de imagem sísmica de nó fundo oceânico (OBN) em duas partes para o Reservatório Compartilhado Sapinhoa ​​na Bacia de Santos, no Brasil.

A Petrobras é a operadora da concessão onde está localizado o campo de Sapinhoa ​​com 45% de participação.

A CGG está aplicando inversão de forma de onda completa com atraso de tempo, atenuação múltipla interna e migração de mínimos quadrados, para resolver incertezas estruturais desafiadoras no pré-sal e obter uma melhor visão do comportamento geomecânico do reservatório.

Petroleira investirá mais de US$ 500 milhões na Replan até 2025

Recursos incluem construção de nova unidade de hidrotratamento de diesel e projetos do RefTOP

A Petrobras investirá na Refinaria de Paulínia (Replan) mais de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões de reais) até 2025, com o objetivo de atender à demanda por produtos com menores emissões e aumentar a eficiência energética e desempenho operacional da unidade. Maior refinaria da companhia em capacidade de processamento de petróleo, a Replan completa 50 anos nesta quinta-feira, 12 de maio.

“A história da Replan ilustra a evolução tecnológica, a integração dos negócios e as conquistas da Petrobras nessas últimas cinco décadas. Em 1972, a refinaria processava apenas petróleo importado, com instrumentação analógica, casas locais de controle, coletas manuais de dados em formulários e inúmeras atividades e manobras realizadas fisicamente por operadores no campo. Hoje, temos a Replan refinando principalmente óleo produzido no pré-sal, em um cenário tecnológico completamente diferente, automatizado, com uso intensivo de simuladores e intervenções remotas na operação”, afirma o presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho.

De acordo com o Plano Estratégico 2022-2026 da Petrobras, será construída uma nova unidade de hidrotratamento de diesel (HDT) na Replan, que terá capacidade de produção de 10 milhões de litros de Diesel S-10 por dia. O contrato para a construção da nova unidade foi assinado na última segunda-feira (9/5) com o Consórcio Toyo Setal HDT Paulínia, formado pelas empresas TSE e TOYO.

A entrada em operação está prevista para ocorrer em 2025 e os investimentos chegam a US$ 458 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões). “Com esse projeto, todo o óleo diesel produzido na Replan será de baixo teor de enxofre (S-10) e permitirá o aumento de produção de querosene de aviação (QAV)”, destaca Rogério Daisson, gerente geral da Replan, que estima cerca de 3 mil novos empregos e outros 3 mil indiretos na região, durante o período da obra.

Além da nova HDT, estão previstos investimentos na Replan relacionados ao programa RefTOP, que busca posicionar a Petrobras entre os melhores refinadores do mundo. Dos US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) alocados pela companhia ao RefTOP, US$ 90 milhões (cerca de R$ 450 milhões) serão destinados a projetos da Refinaria de Paulínia voltados à maior geração de valor, melhoria da eficiência energética e aumento de disponibilidade operacional, incluindo o uso intensivo de tecnologias digitais.

Contribuição à sociedade

Atualmente, a Replan conta com cerca de 960 empregados próprios e 65 empresas prestadoras de serviços de rotina, somando aproximadamente 3.300 colaboradores, atende 30% do território brasileiro e 55% do estado de São Paulo. Entre os principais produtos estão diesel, gasolina, querosene de aviação, asfaltos, GLP e propeno, dentre outros derivados de petróleo. Para entender a relevância da refinaria para o país, ela foi responsável em 2021 por 0,81% do PIB brasileiro, 3,2% do PIB do estado de São Paulo.
Inaugurada em maio de 1972, a Replan possui capacidade de processar 69 milhões de litros (434 mil barris) de petróleo por dia, equivalente a cerca de 20% de tudo o que a Petrobras processa em suas refinarias. Do total de petróleo processado na Refinaria de Paulínia, mais de 70% são provenientes dos campos do pré-sal.

Outra forma pela qual a companhia mostra cuidado com a comunidade próxima à refinaria é por meio dos projetos socioambientais e das ações de doação de itens, como gás de cozinha e cestas básicas, para famílias em situação de vulnerabilidade social. Na linha de biodiversidade e clima do Programa Petrobras Socioambiental, três projetos são da área de abrangência da Replan. O Projeto Semeando Água, patrocinado pela companhia desde 2013, restaurou 30 hectares e plantou mais de 50 mil mudas nativas da Mata Atlântica; o Corredor Caipira atua na implantação de florestas e agroflorestas em uma área de 45 hectares de cinco municípios da região, com o plantio de 1.500 mudas programado para o segundo semestre deste ano; já o projeto De Olho nos Rios, contemplado na Seleção Pública de 2021, contribuirá para a preservação e proteção dos recursos hídricos das bacias dos Rios Atibaia, Jaguari e afluentes, com a previsão de recuperar mais de 72 hectares, sequestrando cerca de 34,5 mil toneladas de CO2.

Em relação aos projetos voltados à Educação, o Janelas para o Amanhã, que investe na formação em tecnologia de alunos e professores da rede pública de ensino, permitiu a doação de computadores para oito escolas de Paulínia e sete de Cosmópolis; o Paulínia Educação e Cidadania, contemplado na Seleção Pública de 2021 do Programa Petrobras Socioambiental, vai utilizar o bicicross como ferramenta para a promoção do desenvolvimento pessoal, social e emocional de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social. A mesma instituição que promove esse projeto, a Paulínia Racing Bicicross, foi patrocinada em três edições anteriores, beneficiando 480 crianças; o Canarinhos da Terra, patrocinado desde 2009, atendeu a 3.900 pessoas de Campinas e Paulínia com programas educacionais e culturais nas áreas de música e artes integradas, priorizando alunos das escolas públicas na faixa etária de 4 a 18 anos.

Enauta registra EBTIDAX de R$ 432,9 milhões no 1T22

Valor foi 250% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Companhia possui 95% do caixa indexado ao dólar e tem o melhor desempenho na bolsa entre as independentes brasileiras de petróleo e gás

A Enauta atingiu EBITDAX de R$ 432,9 milhões no primeiro trimestre de 2022. O resultado representa um crescimento de mais de 250% em relação ao mesmo período no ano passado e foi impulsionado pelo reajuste de 17% no valor do gás de Manati, a partir de janeiro, e pelo preço médio de venda de Atlanta, de US$ 112,5/barril.

Em resultado divulgado nesta quinta-feira (12), a petroleira destacou ainda o retorno total aos acionistas de 74,9% de sua ação (ENAT3) – com expressivo dividend yeld e o melhor desempenho entre as petroleiras independentes brasileiras no ano, além da geração de caixa operacional – aproximadamente R$ 200 milhões – que vão ajudar a fazer frente aos investimentos futuros e oportunidades de negócios.

“Começamos 2022 com alta do EBITDAX na comparação anual, reflexo do forte desempenho operacional, ganhos de eficiência logística e momento favorável para o setor petrolífero. Nossa posição de caixa segue robusta, acima dos R$ 2 bilhões, o que confere proteção à capacidade de investimento da empresa para executar sua estratégia de crescimento e expansão do portfólio”, afirma o CEO da companhia, Décio Oddone.

Também no primeiro trimestre, a empresa teve a aprovação do Sistema Definitivo (SD) de Atlanta, que já está com mais de 90% dos contratos firmados, o início das obras de conversão do novo FPSO Atlanta e a possibilidade de prolongar o Sistema de Produção Antecipada (SPA) do Campo, peças fundamentais na estratégia de crescimento.

O CAPEX realizado no primeiro trimestre de 2022 totalizou US$ 146,2 milhões, sendo destinado em grande parte ao Campo de Atlanta, cerca de US$ 130 milhões. Este valor inclui a aquisição do FPSO Atlanta, que atuará no Sistema Definitivo do Campo e o início da adaptação da unidade. Para proteger sua capacidade de investimento, a Enauta aumentou de 60% para 95% o montante do seu caixa em dólares.

Produção

A produção da Enauta em Atlanta aumentou 292,3% no 1T22 em comparação ao 1T21, resultado, principalmente, do aumento de participação da Companhia no Campo a partir do final de junho de 2021.

Já a produção média diária do Campo de Manati foi de 3,0 milhões de m³ no 1T22, redução de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 3,2% na comparação com o 4T21. Manati apresentou uma contribuição importante para o resultado do trimestre.

Certificação de reservas

A certificação de reservas da GaffneyCline para o Campo de Atlanta, atualizada em 31 de dezembro de 2021, indicou que as reservas 2P de 100% totalizavam 105,7 milhões de bbl, um aumento de 7% em relação à última certificação, excluindo a produção de 2021.

No Campo de Manati, as reservas 2P de 100% totalizavam 4,2 bilhões de m³ de gás natural e 0,33 milhões de barris de condensado, que correspondem a cerca de 26,7 milhões de barris de óleo equivalente, em 31 de dezembro de 2021. Houve um aumento de 54% na reserva 2P, mesmo excluindo o volume produzido no ano.

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