Petrobras e Equinor avaliam viabilidade ambiental de projeto conjunto de energia eólica offshore

Empresas estudam instalação de parque eólico offshore na Bacia de Campos, em linha com a estratégia da Petrobras de reduzir suas emissões operacionais e desenvolver oportunidades em negócios de menor intensidade de carbono

A Petrobras e a Equinor estão avaliando, em conjunto, a viabilidade ambiental do projeto de desenvolvimento de um parque eólico offshore em Aracatu, na Bacia de Campos, a cerca de 20 km da costa. O objetivo é a geração de energia elétrica a partir dos ventos em alto-mar. A avaliação conjunta é fruto de uma parceria firmada entre as duas empresas, em 2018.

Alinhado ao Plano Estratégico da Petrobras (2022-2026), o estudo conta com o suporte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Centro de Pesquisas e Inovação da companhia (Cenpes), com foco em reduzir riscos e acelerar ganhos de maturidade tecnológica. “O potencial brasileiro para geração de energia eólica offshore traz oportunidades promissoras de diversificação da matriz energética do país“, disse o Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Rafael Chaves.

Assim como a geração eólica onshore, a tecnologia associada à geração eólica offshore usa a força dos ventos para a produção de energia renovável, mas opera com equipamentos de grandes dimensões e entrega grandes volumes de energia. O projeto em avaliação consiste em parque eólico offshore totalizando aproximadamente 4 GW.

A ficha de caracterização ambiental do Projeto Aracatu, necessária no processo de licenciamento ambiental foi protocolada em agosto de 2020.

Grupo DOF fecha acordos de AHTS e ROV com a Petrobras

A Petrobras concedeu novos contratos de afretamento e serviços de longo prazo para empresas pertencentes ao grupo norueguês DOF, Norskan Offshore e DOF Subsea Serviços Brasil.

Os contratos foram concedidos para quatro embarcações de rebocadores e suprimentos de manuseio de âncoras (AHTS) e veículos operados remotamente (ROVs).

As embarcações, Skandi Angra, Skandi Paraty, Skandi Urca e Skandi Fluminense, atualmente operando para a Petrobras e equipadas com ROVs classe de trabalho da DOF Subsea, foram contratadas por três anos firmes mais dois anos de opções com a Petrobras.

De acordo com a DOF Subsea, o valor bruto dos contratos, programados para começar no quarto trimestre de 2022, é de aproximadamente US$ 260 milhões.

Comentando sobre os prêmios, Mons S. Aase , CEO da DOF Subsea, disse: “ Estou muito satisfeito por esses prêmios garantirem a utilização de nosso pessoal e nossos ativos e adicionarem uma importante carteira de pedidos ao grupo. Isso fortalece ainda mais nossa posição de liderança no Brasil e confirma nosso longo relacionamento com a Petrobras. 

Petrobras bate recordes de processamento de petróleo do pré-sal em suas refinarias

Óleos têm grande rendimento de derivados de alto valor agregado e possuem baixo teor de enxofre, o que contribui para que a Petrobras seja mais competitiva em redução de emissões

A Petrobras bateu recordes de processamento de petróleo do pré-sal em suas refinarias. No 1º trimestre de 2022,  em média, 65% da carga de petróleo processada nas refinarias da companhia teve origem no pré-sal brasileiro, recorde trimestral. Em fevereiro de 2022, foi atingido o recorde mensal de volume processado do pré-sal, com 66%. Em 2016, por exemplo, somente 27% da carga processada nas refinarias da companhia tinha origem no pré-sal.

– A capacidade de processamento de óleos do pré-sal vem se expandindo por meio investimentos no parque de refino. Esses investimentos trazem maior flexibilidade operacional e logística para a Petrobras e possibilitam a companhia dar melhor aproveitamento a esses petróleos, inclusive no mercado nacional – destacou a gerente executiva de Refino da Petrobras, Elza Kallas.

Os petróleos do pré-sal possuem baixo teor de enxofre, o que favorece a produção de derivados com maior qualidade, como o Diesel S-10 e o Bunker, e contribui para que a Petrobras seja mais competitiva em redução de emissões. Esses petróleos também apresentam um alto rendimento de derivados médios, ou seja, a partir de um mesmo volume de petróleo do pré-sal, quando comparado a um petróleo do pós-sal, é possível produzir mais QAv (Querosene de Aviação) e Diesel, combustíveis de maior valor agregado.

O aumento da parcela destes petróleos entre os processados nas refinarias da Petrobras decorre do crescimento da produção do pré-sal da e a valorização dos derivados produzidos a partir dele. A decisão entre refinar mais petróleo ou exportar, e qual petróleo utilizar nas unidades da companhia, considera diversas variáveis, como disponibilidade dos ativos, as características de cada óleo, seu preço e o preço dos derivados no mercado nacional e internacional. A escolha é feita buscando conjugar o melhor resultado econômico com o atendimento aos clientes da Petrobras.

Petróleo do pré-sal está entre os mais descarbonizados do mundo

Presidente José Mauro Coelho destaca que Brasil é potência em energia de baixo carbono em abertura do congresso “Mercado Global de Carbono”, no Rio de Janeiro

O Brasil é uma potência em energia de baixo carbono e o petróleo do pré-sal está entre os mais descarbonizados do mundo, sendo produzido com 40% menos emissões por barril do que a média mundial.  É o que afirmou o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, na abertura do Congresso “Mercado Global de Carbono, Descarbonização e Investimentos Verdes”, que reúne as principais lideranças empresariais e ambientais do mundo, de 18 a 20/05, no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Em matéria de avanços em baixo carbono, Coelho destacou que o Brasil está em grande vantagem em relação a outros países, com destaque para participação de 48% de renováveis na matriz energética nacional: “O Brasil está, neste momento, em posição que o mundo almeja alcançar em duas ou três décadas”. Além disso, frisou que a emissão operacional total da Petrobras já reduziu em 21% desde 2015, colecionando avanços importantes nessa trajetória. “Caminhamos firmes rumo ao nosso compromisso de redução de 25% até 2030. Essa projeção está ancorada em um grande ganho de eficiência, a partir de um conjunto de tecnologias pioneiras em descarbonização”.

Maior programa mundial de captura e armazenamento de carbono

Entre essas tecnologias, o presidente destacou o Programa de Captura, Uso e Armazenamento de gás carbônico conduzido pela Petrobras, que foi reconhecido como o maior do mundo em operação e em volume de CO2  reinjetado. “E nas refinarias, prevemos chegar a 30% de redução de intensidade de carbono até 2030, com a implantação de dezenas de projetos de modernização, no âmbito do Programa de Refino de Classe Mundial, o Reftop”, destacou ele.

A Petrobras também caminha em direção à produção de biocombustíveis avançados, cuja forma comercial já está prevista no Plano Estratégico da companhia. “Será uma nova geração de combustíveis, mais modernos, sustentáveis e de alta qualidade, como o diesel com conteúdo renovável e o Bioquerosene de Aviação, aproveitando a capacidade de conversão e integração de nossas refinarias”, complementou.

Em matéria de investimentos futuros, Coelho ressaltou que o Plano Estratégico da Petrobras (2022-2026) prevê destinar US$ 2,8 bilhões em recursos para descarbonização. O plano integra ainda o Programa Carbono Neutro voltado para a aceleração de soluções tecnológicas em redução de emissões.

Estatal vai incentivar fornecedores a mapear e reduzir emissões de carbono

Por meio de parceria com o CDP serão engajados 500 fornecedores da companhia

A Petrobras e o CDP, organização internacional referência no mapeamento de emissões, celebraram parceria para incentivar os fornecedores da companhia a medir e reportar suas emissões de gases do efeito estufa (GEE). Desde abril passado, 500 empresas fornecedoras vêm sendo contactadas pelo CDP para responderem o questionário sobre o mapeamento e o monitoramento das suas emissões. A participação é voluntária, mas representa uma oportunidade para análise dos modelos de gestão, governança e indicadores associados à redução de emissões dessas empresas.

A adesão da Petrobras ao programa Supply Chain (Cadeia de Fornecedores) do CDP tem o objetivo de reforçar a atuação da companhia na redução das emissões em sua cadeia de valor. Ela busca mapear as emissões indiretas, ou seja, aquelas resultantes de atividades relacionadas à produção de bens e serviços necessários às atividades e operações (escopo 3).

“Acreditamos que a adesão a este programa do CDP reforça o compromisso da Petrobras com a redução de emissões de carbono, além de produzir um efeito mobilizador na cadeia de valor da companhia junto a centenas de fornecedores da companhia”, afirma a gerente executiva de Suprimentos, Bens e Serviços da Petrobras, Marina Quindere.

Em 2021, a Petrobras anunciou que tem a ambição de atingir neutralidade das suas emissões das operações em prazo compatível ao Acordo de Paris, firmado durante a COP. A empresa também possui seis metas para redução de emissões resultantes diretamente das suas operações (escopos 1 e 2), inclusive a meta de reduzir as suas emissões absolutas em 25% até 2030.

“Na Petrobras temos ações estruturantes através do Programa Carbono Neutro e investimentos previstos, que vão garantir a nossa trajetória de redução de emissões com melhor custo-efetividade”, explica a gerente executiva de Clima da Petrobras, Viviana Coelho.

A ação em parceria com o CDP está alinhada ao Programa Carbono Neutro da Petrobras, que visa acelerar a identificação e o desenvolvimento das soluções para descarbonização da empresa ao menor custo, com atuação nas emissões de toda a cadeia de valor.

“Enxergamos a parceria como uma grande oportunidade para ampliarmos ainda mais o impacto dos compromissos e ações corporativas. E com isso, construir modelos de gestão para que o setor privado consiga estruturar planos assertivos em combate às emergências climáticas em setores críticos”, afirma Rebeca Lima, diretora-executiva do CDP América Latina.

Os 500 fornecedores que serão consultados foram definidos a partir de critérios como representatividade financeira, categorização estratégica ou crítica para os negócios e operações da companhia, volume de emissões que podem gerar e riscos associados ao meio ambiente, entre outros.

As empresas selecionadas fornecem produtos e serviços para todas as áreas da companhia, tanto operacionais quanto corporativas.

Redução de emissões

O atual Plano Estratégico da Petrobras  prevê o investimento de US$ 2,8 bilhões no período entre 2022 e 2026 para redução e mitigação de emissões, incluindo investimentos em eficiência operacional incorporados nos projetos para mitigação das emissões (escopos 1 e 2), bioprodutos (diesel renovável e bioquerosene de aviação) e pesquisa e desenvolvimento.

Sobre o CDP: O CDP é uma organização global sem fins lucrativos que administra o sistema mundial de divulgação ambiental para empresas, cidades, estados e regiões. Fundado em 2000 e trabalhando com mais de 590 investidores com mais de US$ 110 trilhões em ativos, o CDP foi pioneiro no uso de mercados de capitais e compras corporativas para motivar as empresas a divulgar seus impactos ambientais e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, gerenciar os recursos hídricos e proteger as florestas. Mais de 14.000 organizações em todo o mundo divulgaram dados por meio do CDP em 2021, incluindo mais de 13.000 empresas que valem mais de 64% da capitalização de mercado global e mais de 1.200 cidades, estados e regiões. O CDP é membro fundador da iniciativa Science Based Targets, We Mean Business Coalition, The Investor Agenda e da iniciativa Net Zero Asset Managers. Visite la-pt.cdp.net ou siga-nos @CDPLatinAmerica para saber mais.