Subsea 7 ganha grande contrato EPCI com a Petrobras

A Subsea 7 ganhou um contrato “principal” de engenharia, aquisição, fabricação, instalação e pré-comissionamento (EPCI) da Petrobras para o desenvolvimento do campo de Búzios 8.

O escopo do contrato inclui engenharia, aquisição, fabricação, instalação e pré-comissionamento de aproximadamente 126 quilômetros de risers rígidos e linhas de fluxo, 98 quilômetros de linhas flexíveis e 88 quilômetros de umbilicais e infraestrutura associada, bem como instalação de linhas de ancoragem FPSO e ganchos acima.

O gerenciamento de projetos e engenharia começarão imediatamente nos escritórios da Subsea 7 no Rio de Janeiro e Paris. A fabricação dos dutos ocorrerá na base de carretéis da empresa em Ubu, Brasil.

As operações offshore estão programadas para serem executadas em 2024 e 2025 no campo localizado a aproximadamente 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro a 2.000 metros de lâmina d’água na bacia do pré-sal de Santos usando um dos navios da Subsea 7 de navios de enrolamento rígido .

A Subsea 7 define um contrato importante como sendo superior a US$ 750 milhões.

“Estamos muito satisfeitos por termos recebido este contrato pela Petrobras e esperamos reforçar nosso forte relacionamento colaborativo ao entregar Búzios 8”, disse Daniel Hiller, vice-presidente da Subsea 7 Brasil.

O campo de Búzios foi descoberto em 2010 e é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo.

A expectativa é chegar ao final da década com produção diária acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo da Petrobras com maior produção.

Ocyan conquista novo contrato de Manutenção e Serviços Offshore e se fortalece no mercado brasileiro deste segmento

A Ocyan, empresa brasileira de prestação de serviços na indústria de óleo e gás offshore, assinou novo contrato para a prestação de serviços de construção & montagem e manutenção dos FPSOs replicantes P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70, para Petrobras. O prazo contratual é de quatro anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois. Este novo projeto vai contribuir para que o negócio de manutenção e serviços offshore da companhia dobre de tamanho e se consolide novamente na posição de liderança deste segmento no mercado brasileiro.

“Alcançamos um patamar de expressão dentro da cadeia de manutenção e serviços offshore. A Ocyan vem evoluindo e os resultados aparecem com os três contratos assinados desde o começo do ano passado. Hoje temos uma representatividade relevante no que tange a market share no Brasil, com cerca de 15 a 20% em relação aos contratos globais de grande porte, principalmente, quando falamos de Bacia de Santos, onde teremos larga atuação”, destaca Vinicius Castilho, diretor responsável pelo negócio de Manutenção e Serviços Offshore da Ocyan.

Entre as principais atividades previstas neste contrato estão os serviços de manutenção e reparo das unidades, incluindo, mas não se limitando ao planejamento e execução de serviços de caldeiraria, soldagem, pintura, elétrica e instrumentação, manutenção de equipamentos, dentre outras.

Os cincos FPSOs replicantes operam nos campos de Tupi, Berbigão e Atapu. As unidades têm capacidade para produzir individualmente 150 mil bpd e comprimir 6 milhões de m³/dia de gás.

“A nossa carteira aumentou de forma significativa e com isso vamos gerar mais oportunidades de trabalho, com cerca de aproximadamente 2000 pessoas até dezembro de 2022.  As novas contratações continuam acontecendo, e estamos muito engajados para cumprir todos os prazos contratuais acordados, sempre com foco na excelência e segurança operacional aliada à nossa expertise”, celebra Castilho.

De acordo com Vinicius, a Ocyan trabalha para performar bem os contratos já existentes, dois deles obtidos no ano passado, e busca diversificação de clientes, com uma agenda comercial que inclui players internacionais e outras empresas nacionais e independentes.

Sobre a Ocyan

A Ocyan é uma empresa com atitude sustentável e conhecimento para prover soluções para a indústria de óleo e gás upstream offshore no Brasil e no exterior. Seus principais valores são a segurança dos integrantes e da operação, a parceria de confiança com os clientes, e o compromisso com a ética e a transparência. A companhia encoraja também a diversidade e inclusão dentro e fora da empresa. Fazem parte da frota da empresa atualmente cinco unidades de perfuração e duas embarcações FPSO (floating, production, storage and offloading). A Ocyan desenvolve também projetos SURF, fabricação e instalação de equipamentos submarinos, e presta serviços de manutenção offshore. Mais informações: www.ocyan-sa.com

ANP publica orientações para a submissão de programas de descomissionamento onshore

Estão disponíveis no site da ANP orientações para as empresas apresentarem programas de descomissionamento para campos produtores onshore (terrestres). O objetivo é alinhar o entendimento entre ANP e empresas contratadas em relação a questões que envolvem a apresentação do Programa de Descomissionamento de Instalações (PDI) de campos terrestres, atendendo à Resolução ANP nº 817/2020.

A medida visa ainda melhorar a qualidade da informação apresentada, atendendo de forma objetiva ao roteiro estabelecido no Anexo IV da RANP nº 817/2020, além de reduzir o tempo de análise dos documentos apresentados e a necessidade de revisões no documento, eliminando retrabalho e otimizando o processo de aprovação.

Também estão disponíveis as principais definições constantes na Resolução em questão, os prazos aplicáveis para os PDIs Terrestres, bem como o Roteiro do Programa de Descomissionamento de Instalações Terrestres que deve ser seguido.

O descomissionamento é o conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos, à recuperação ambiental da área e à preservação das condições de segurança de navegação local.

Consulte a apresentação sobre o tema e saiba mais sobre descomissionamento.

Petrobras esclarece sobre contrato de compra de gás natural

A Petrobras esclarece notícias veiculadas na mídia sobre o contrato de compra de gás natural celebrado entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Em 1996, a Petrobras celebrou com a YPFB contrato de compra e venda de gás natural de longo prazo, com volume contratado de 30 MM m³/dia.

Em 2019, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu diretrizes e aperfeiçoamentos de políticas energéticas voltadas à promoção da livre concorrência no mercado de gás natural, por meio da Resolução CNPE nº 16, de 24/06/2019, a qual foi substituída recentemente pela Resolução CNPE nº 3, de 07/04/2022. A resolução recomenda a criação de condições para facilitar a participação de empresas privadas na oferta de gás natural importado, em especial o gás boliviano.

Em consonância com essas diretrizes, a Petrobras celebrou Termo de Compromisso de Cessação de Prática (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em julho de 2019, com anuência da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), prevendo um conjunto de compromissos visando à abertura do mercado de gás natural.

Conforme divulgado ao mercado em 06/03/2020, em aderência com o seu compromisso de contribuir com o processo de abertura do mercado brasileiro de gás, estimulando sua concorrência ao incentivar a entrada de novos agentes, a Petrobras celebrou aditivo com a YPFB reduzindo os volumes contratados de 30 MM m³/dia para 20 MM m³/dia.

Em 2021 e no 1º trimestre de 2022, a Petrobras recebeu em média os 20 MM m³/dia de gás natural, objeto do contrato com a YPFB.

Em 10/04/2022, a YPFB divulgou compromisso de venda de volumes adicionais de gás natural para a Argentina durante o inverno, de cerca de 4 MM m³/dia, a um preço mais elevado. Ainda em abril de 2022, a YPFB informou para a Petrobras que a partir de maio reduziria unilateralmente em 4 MM m³/dia as entregas de gás natural no âmbito do contrato assinado.

Após tomar conhecimento da redução informada pela YPFB, a Petrobras deu ciência às instâncias governamentais cabíveis, bem como informou as medidas adotadas para assegurar o fornecimento aos seus clientes.

Desde 01/05/2022, a Petrobras recebeu, em média, cerca de 14 MM m³/dia da YPFB. O contrato prevê consequências ao fornecedor em caso de falha de fornecimento, as quais serão aplicadas pela Petrobras à YPFB. A companhia está tomando as providências cabíveis visando ao cumprimento do contrato.

Ressaltamos que os contratos de venda de gás natural celebrados pela Petrobras com os seus clientes possuem preço previamente estabelecido, cuja atualização é baseada em fórmulas paramétricas atreladas a indicadores de mercado e acordadas entre as partes, as quais não são afetadas por situações pontuais de falhas com fornecedores.

A Petrobras reafirma o seu compromisso com os seus clientes e com o cumprimento das condições estabelecidas contratualmente, assim como o seu comprometimento com o desenvolvimento de um mercado de gás aberto, competitivo e sustentável no país.