Petrobras recebe pesquisadores residentes para acelerar soluções inovadoras

Iniciativa busca acelerar tecnologias conectadas às demandas urgentes do setor de petróleo e gás – como transformação digital e descarbonização

A Petrobras está recebendo pesquisadores residentes de universidades e instituições científicas (incluindo mestrandos e doutorandos) para desenvolver projetos tecnológicos inovadores conectados às demandas mais urgentes do setor de petróleo e gás – como transformação digital, descarbonização, aumento de eficiência em águas profundas, entre outras. Batizada de “Residentes”, a iniciativa é um dos oito módulos que integram o programa Petrobras Conexões para Inovação, que nasceu do interesse da companhia de estreitar o relacionamento com o ecossistema de inovação – formado por universidades, instituições de pesquisa, startups, entre outros agentes. O objetivo é acelerar as entregas tecnológicas e diminuir o tempo de absorção dessas inovações.

A seleção dos projetos de pesquisa atende a critérios técnicos, associados às demandas tecnológicas do setor. O Módulo Residentes é composto por duas frentes: a parceria com o Programa de Formação de Recursos Humanos (PRH) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por meio da qual serão selecionados bolsistas desse programa para integrar as equipes de residentes – e a parceria concretizada por Termos de Cooperação Tecnológica (TC) com as universidades, por meio da qual serão selecionados os membros das equipes da pesquisa.

A frente PRH-ANP busca otimizar soluções de última geração para atender aos principais desafios da indústria, bem como desenvolver produção científica com potencial de aplicação imediata no setor, contribuindo para a transferência mútua de conhecimento e a qualificação de profissionais para o mercado de óleo e gás. Os pesquisadores terão acesso às instalações do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras (Cenpes), incluindo a  infraestrutura de laboratórios e equipamentos.

Os projetos científicos abordam desde o desenvolvimento de algoritmos de rochas digitais, passando pelo estudo de modelos geológicos de bacias brasileiras, novos materiais asfálticos, garantia de elevação e escoamento offshore, entre outros. “Cada pesquisador será orientado por um tutor da Petrobras, que acompanhará o dia a dia das atividades. Nosso propósito é antecipar as entregas de valor e oxigenar o ambiente de trabalho, além de contribuir para capacitar esses alunos para o setor e impulsionar todo o ecossistema de inovação”, afirmou a gerente executiva do Cenpes, Maíza Goulart. A duração das pesquisas vai acompanhar o ciclo do mestrado ou do doutorado do pesquisador.

Soluções reais para problemas reais

“A Petrobras já conta com mais de 9 mil pesquisadores engajados no programa Petrobras Conexões para Inovação. Com a nova modalidade dos pesquisadores residentes, iremos ampliar ainda mais a sinergia com as universidades, trazendo novas soluções para o setor de petróleo e gás.  Dessa forma, os pesquisadores vão se dedicar a problemas reais do mercado, com potencial de gerar um salto em produtividade e eficiência. A chance de transformar o futuro da indústria depende da habilidade em selecionar hoje os projetos tecnológicos e a produção científica que farão a diferença”, afirmou o Diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Juliano Dantas.

“Com essa iniciativa, vamos elevar a integração da Petrobras com universidades e instituições científicas a um novo patamar. Vamos fortalecer a pesquisa acadêmica diretamente associada às necessidades da indústria e acelerar a inovação, trazendo os residentes para atuar em nosso Centro de Pesquisas (Cenpes) junto com nossos empregados. Para além da indústria e da academia, os benefícios serão estendidos a toda sociedade. Porque uma empresa inovadora e mais eficiente gera mais tributos, impostos e empregos para a população”, disse o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho.

Programa Petrobras Conexões para Inovação

Desde o seu lançamento, o Programa Petrobras Conexões para Inovação está em constante evolução. Atualmente, abrange os módulos “Parcerias Tecnológicas”, “Transferência de Tecnologias”, “Aquisição de Soluções”, “Ignição”, “Encomendas Tecnológicas”, “Startups”, “Open Labs” e “Residentes”, que acaba de se juntar às iniciativas de inovação da empresa. Todos os módulos têm o objetivo de estabelecer modelos de conexão entre a Petrobras e os diversos atores do ecossistema, desde empresas, instituições científicas, universidades até startups, que acelerem os resultados em cada contexto de inovação.

Anglo American e Porto do Açu anunciam um dos maiores projetos de reaproveitamento de água do país

Reúso de água industrial do maior mineroduto do mundo servirá às empresas instaladas e a projetos de renováveis no empreendimento portuário

Na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Anglo American e o Porto do Açu anunciam, na Casa Firjan, uma parceria para estudar, em unidades industriais, o reúso da água que é utilizada na operação do maior mineroduto do mundo, que, com 529 km de extensão, transporta minério de ferro de Conceição do Mato Dentro (MG) ao empreendimento portuário, em São João da Barra, no norte fluminense. Potencialmente, esse deve ser um dos maiores projetos de reaproveitamento de água do Brasil, com um volume que pode chegar a 0,3 m³/s de água reutilizada.

“O projeto representa a capacidade da indústria do nosso estado em ser inovadora nas suas soluções e em conciliar questões que são estratégicas para o desenvolvimento sustentável, apresentando uma iniciativa que representa um verdadeiro marco nos esforços de economia circular como elemento de planejamento para fontes alternativas de abastecimento”, analisou Luiz Césio Caetano, presidente em exercício da Firjan, durante a solenidade de assinatura do documento de parceria entre as empresas.

O minério sai da planta da Anglo American e atravessa 29 municípios até o Porto do Açu, onde passa por um processo de filtragem, com a separação da água e do minério. Depois é armazenado para exportação. Atualmente, o efluente gerado pelo sistema de filtragem da água é tratado e majoritariamente descartado ao mar, seguindo estritamente todos os padrões legais.

A parceria vai estudar o tratamento e a utilização de parte desse efluente nas plantas industriais do complexo (atuais e futuras), para que, gradativamente, o efluente deixe de ser descartado no mar e passe a ser reutilizado.

“Esta é mais uma parceria que vai ao encontro do nosso propósito de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas. Ela está alinhada com as metas e os objetivos do nosso Plano de Mineração Sustentável. A ideia é elevar o reúso ao máximo possível em nossas operações”, explica Tiago Alves, gerente de meio ambiente da Anglo American. “A empresa continua trabalhando para incentivar e construir um ambiente cada vez mais sustentável, que traga soluções em prol da sustentabilidade e da sociedade em geral. Temos metas consistentes em nosso Plano de Mineração Sustentável e trabalhamos de maneira sólida para atingi-las”, afirma Wilfred Buijn, CEO da Anglo American.

Em operação desde 2014, o Porto do Açu possui o terceiro maior terminal de movimentação de minério de ferro do Brasil, ergue o maior parque de geração de energia a partir de gás natural da América Latina, com um terminal de GNL e uma termoelétrica de 1,3 GW já em operação, e uma segunda termoelétrica de 1,7 GW em início de construção. Abriga também a maior base de apoio logístico offshore e duas das maiores fábricas de dutos flexíveis para escoamento de petróleo e gás do mundo. Com foco em crescimento sustentável, prevê a industrialização com projetos de energia renováveis e baixo carbono, tais como energia solar, hidrogênio verde e eólica offshore.

“As empresas instaladas no Porto do Açu necessitam de água para diferentes atividades e representam relevante demanda para água de reuso. A iniciativa estimula as práticas de economia circular da água, em linha com as estratégias de sustentabilidade do Grupo Prumo. O efluente também poderá ser reutilizado por empresas que implantarão novos projetos industriais e renováveis no porto, como usinas termelétricas, planta de fertilizantes, produção de pellets, petroquímicas, hidrogênio verde e aço verde”, afirma José Firmo, CEO do Porto do Açu.

Mais sustentabilidade

No âmbito do seu Plano de Mineração Sustentável, a Anglo American busca uma gestão energética inovadora no Brasil, e, nesse sentido, tornou-se autoprodutora de energia renovável, em parceria com a Casa dos Ventos. De dezembro de 2019 até julho de 2020, fechou a aquisição de 235 MW médios de energia elétrica renovável (eólica e solar). Hoje, a matriz de energia elétrica da companhia no Brasil é 100% renovável. A parceria é responsável por uma redução de 30% nas emissões de carbono relacionadas ao consumo de energia elétrica pela companhia no país.

A Anglo American também atua na recuperação e conservação de nascentes, conta com mais de 22 mil hectares em áreas protegidas e investe no desenvolvimento regional sustentável das comunidades anfitriãs de seus empreendimentos com o objetivo de contribuir para a biodiversidade local. Em parceria com o Instituto Espinhaço, está investindo R$ 2 milhões em um projeto que vai recuperar 23 nascentes degradadas das bacias do rio Santo Antônio, que nasce no município de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, além de cerca de 8 mil metros lineares de áreas de preservação permanente da região.

Além disso, está direcionando R$ 7 milhões ao programa Juntos pelo Araguaia, lançado pelo Governo Federal em parceria com os governos do Mato Grosso e Goiás. Trata-se da maior iniciativa de revitalização de bacias hidrográficas do Brasil. O objetivo é promover ações de recomposição de áreas florestais, preservação de nascentes e conservação do solo e da água na Bacia do Rio Araguaia, além de implantar ações de saneamento em cidades da região.

A companhia possui dois negócios no país: produção de minério de ferro, em Minas Gerais, e níquel, em Goiás. O Minas-Rio conta com logística integrada. A mina e o beneficiamento estão instalados em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, e se ligam ao Porto de Açu, no Rio de Janeiro. A expectativa de produção este ano é de 22 a 24 milhões de toneladas de minério de ferro.

A empresa produz um minério premium, com alto teor de ferro (cerca de 67%) e baixo índice de contaminantes, muito demandado pelas siderúrgicas asiáticas por diminuir o nível de poluentes da produção de aço.

Petrobras sobre ofício do Ministério das Minas e Energia

A Petrobras informa que recebeu ofício do Ministério das Minas e Energia na última quinta-feira (9/6), às 20h04, em referência à Assembleia Geral Extraordinária da Petrobras, indicando dez candidatos do acionista controlador para as oito vagas a serem preenchidas para o Conselho de Administração (CA) da Petrobras, caso seja aprovada a destituição do Sr. José Mauro Ferreira Coelho.

O acionista controlador indicou os seguintes candidatos:

Currículos:

Gileno Gurjão Barreto
Caio Mario Paes de Andrade
Edison Antonio Costa Britto Garcia

Iêda Aparecida de Moura Cagni
Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro
José João Abdalla Filho
Marcelo Gasparino da Silva
Márcio Andrade Weber
Ricardo Soriano de AlencarRuy Flaks Schneider

O ofício indica ainda o Sr. Caio Mario Paes de Andrade para o cargo de Presidente da Petrobras, o que deverá ser deliberado posteriormente pelo Conselho de Administração da companhia.

As indicações serão submetidas ao processo de governança interna, observada a Política de Indicação de Membros da Alta Administração, para a análise dos requisitos legais e de gestão e integridade e posterior manifestação do Comitê de Pessoas, nos termos do artigo 21, §4º, do Decreto 8.945/2016, alterado pelo Decreto 11.048/2022.

A companhia esclarece ainda que todas as suas Assembleias Gerais estão sujeitas ao prazo mínimo de 30 dias entre a convocação e a realização, em razão de ser emissora de ações que servem de lastro para American Depositary Receipts (ADRs), conforme divulgado no item 12.2 do seu Formulário de Referência.

Fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado.