A Petrobras, em continuidade aos fatos relevantes divulgados hoje, informa que em decorrência da vacância na Presidência da companhia, o Presidente do Conselho de Administração nomeou como Presidente interino da companhia o Diretor Executivo de Exploração e Produção, Fernando Borges, com base do §4º do art. 27 de seu Estatuto Social, até a eleição e posse de novo Presidente nos termos do art. 20 do Estatuto Social.
Navio sustentável Eagle Colatina chega ao Brasil para reforçar frota Eco Type da Petrobras
Chegou ao Brasil o navio aliviador Suezmax DP2 Eagle Colatina, o primeiro de três navios Eco Type construídos para reforçar a frota de navios mais sustentáveis para alívio das plataformas de petróleo operadas pela Petrobras. Com porte bruto de 155 mil toneladas de deadweight, o Eagle Colatina, que atracou no Porto do Rio de Janeiro no final de maio, é construído com tecnologias ecoeficientes e contribuirá para a redução da emissão de carbono no transporte marítimo, além de reforçar a frota de navios aliviadores em momento estratégico para a companhia, agregando segurança operacional, confiabilidade e valor às operações de offloading da Petrobras.
Além do Eagle Colatina, a Petrobras receberá mais duas embarcações sustentáveis para sua frota de navios aliviadores – o Eagle Cambe e o Eagle Crato, que serão entregues até o final deste ano.
A Petrobras vem investindo na contratação de navios sustentáveis, conhecidos como Eco Type, que hoje já representam cerca de 37% da frota de navios contratados pela companhia. São embarcações construídas a partir de 2015, com projeto de construção aperfeiçoado para se adequarem às medidas de melhoria de eficiência energética estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (OMI/IMO), que visam reduzir o gasto de combustível e as emissões de gases na atmosfera. Com isto, a empresa reafirma seu compromisso de reduzir em 25% as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e alcançar a neutralidade dessas emissões nas operações sob seu controle.
A diferença está nas tecnologias aplicadas na construção destes navios, com equipamentos e motores desenvolvidos para auxiliarem na economia de energia e no design aprimorado, que permite reduzir o peso da embarcação e a resistência na água. Conforme estudo realizado para a classe de navios MR2, capazes de transportar em média 50 mil toneladas de derivados de petróleo, verificou-se uma redução de consumo médio de cerca de 24% de combustível por tonelada x milha, quando comparadas às embarcações convencionais da mesma classe. Estes navios atuam nas operações de cabotagem, importação, exportação e alívio de plataformas em águas profundas e ultra profundas na costa brasileira, realizando o transporte de petróleo e derivados como o diesel, gasolina e óleo combustível.
“Os navios Eco Type são utilizados cada vez mais frequentemente em nossa frota e nossas equipes têm buscado novas opções de redução de emissões, além de estruturar modelos de afretamento que estimulem a eficiência das embarcações, como parte da estratégia de descarbonização da Companhia”, afirma Rafael Noac, gerente executivo de Logística da Petrobras.
“Esta é uma tendência mundial e outras empresas devem se adequar nos próximos anos. Com a implementação das novas regulamentações para a descarbonização do transporte marítimo pela OMI/IMO, previstas para ocorrerem a partir de 2023, todas as embarcações convencionais deverão efetuar algum tipo de modificação técnica para se tornarem mais sustentáveis”, complementa Rafael Noac.

Estatal informa sobre venda da LUBNOR
A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 25/05/2022, informa que a empresa Grepar Participações Ltda. (Grepar), que celebrou com a Petrobras contrato para a venda da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) e seus ativos logísticos associados, enviou notificação informando alteração em sua composição societária.
A Grepar é um veículo societário de propriedade conjunta das empresas Grecor Investimentos em Participações Societárias Ltda., Greca Distribuidora de Asfaltos Ltda. e Holding GV Participações S.A. A alteração societária ocorrerá mediante a cessão definitiva da totalidade das quotas do capital da Grepar detidas pela Holding GV Participações S.A. para a sociedade Greca Distribuidora de Asfaltos Ltda., que passará a assumir todos os direitos e obrigações da Holding GV Participações S.A. estabelecidas no contrato para a venda da LUBNOR celebrado com a Petrobras.
Com a alteração comunicada, a Grecor Investimentos em Participações Societárias Ltda. manterá a sua participação de 50% e a Greca Distribuidora de Asfaltos Ltda. passará a deter os outros 50% do capital social da Grepar.
Clovis Fernando Greca, sócio administrador da Grepar, afirmou que “a Grepar permanece coesa e fortalecida, comprometida em concluir a transação, e seguirá atuando para promover um ciclo de oportunidades e crescimento na LUBNOR, através de novos investimentos e buscando uma relação positiva entre a refinaria e o seu entorno, beneficiando a comunidade local como um todo.”
Rodrigo Costa Lima e Silva, Diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, destaca que “a Petrobras reforça seu compromisso com a abertura do mercado de refino, expressa no Termo de Cessação de Prática celebrado com o CADE”.
Petrobras esclarece sobre a sua rentabilidade e a comparação com empresas internacionais de petróleo
Em resposta à notícia publicada pelo UOL, a Petrobras esclarece que a rentabilidade da companhia está em linha com os seus pares da indústria mundial do petróleo.
Os resultados econômicos recentes da Petrobras têm sido influenciados, principalmente, por sua estratégia de maior eficiência, redução de custos e investimentos responsáveis, como na produção de petróleo e gás natural no pré-sal. Cerca de 80% dos ganhos da companhia nos últimos anos foram provenientes das atividades de Exploração e Produção (E&P). Não são, portanto, resultados da comercialização de combustíveis no mercado interno.
Lucro líquido e margem líquida são informações insuficientes para comparar negócios diferentes
Embora as empresas citadas na matéria sejam todas do setor de petróleo e gás natural, elas possuem portfólios de negócio distintos. Algumas são focadas em E&P, como a Petrobras, enquanto outras possuem participação relevante em distribuição e trading de combustíveis.
O negócio de E&P do pré-sal possui margens de lucro muito maiores do que a atividade de distribuição e trading, que opera com margens menores. Mas isso tem uma contrapartida: o E&P demanda investimentos bilionários e de alto risco, que são realizados anos antes do início da produção de petróleo e geração de receita do projeto. Esses investimentos realizados não aparecem nos números de lucro líquido e margem líquida da companhia.
A análise comparativa de lucratividade é, portanto, insuficiente quando se compara diferentes portfólios de negócio. É preciso comparar o lucro gerado com o capital investido, indicando a rentabilidade real do negócio. Isso fornece uma visão mais completa e permite comparar empresas de diferentes indústrias ou aquelas com atuação distinta dentro de um mesmo setor.
Em 2021, a rentabilidade da Petrobras, medida pelo Retorno sobre o Capital Empregado (ROCE), foi de 7,8%, sendo compatível com a média obtida pelas maiores petrolíferas no mesmo período, de 13,1%. No primeiro trimestre de 2022, o ROCE da Petrobras foi de 9,9%.
Além disso, deve-se ter cautela com a observação da lucratividade reportada pelas empresas, uma vez que pode estar sujeita a efeitos de receitas e despesas não recorrentes. Neste ponto, cabe destacar que empresas citadas na matéria reconheceram perdas substanciais não recorrentes em seus demonstrativos financeiros do primeiro trimestre de 2022, em função sobretudo da retirada de seus negócios da Rússia, impactando negativamente a lucratividade.
Maior beneficiária dos resultados da Petrobras é a sociedade brasileira
A maior beneficiária dos resultados da Petrobras é a sociedade brasileira, especialmente por meio dos recursos destinados à União, estados e municípios, que podem ser utilizados em políticas públicas para os mais diversos fins.
Somente no primeiro trimestre de 2022, a Petrobras pagou R$ 70 bilhões aos cofres públicos entre tributos e participações governamentais, praticamente o dobro do valor recolhido no mesmo período de 2021. No ano passado, a empresa recolheu R$ 203 bilhões em tributos próprios e retidos, maior valor anual já pago pela companhia, um aumento de 70% em relação a 2020. Adicionalmente, o montante destinado pela Petrobras neste ano em dividendos para a União soma cerca de R$ 32 bilhões até julho.
Esses valores expressivos demonstram que as atividades da Petrobras retornam muito mais para a sociedade brasileira por meio de arrecadação e dividendos do que em lucro para a própria empresa.



























































