Petrobras estende contrato com a CGG

A  Petrobras concedeu à CGG uma extensão de contrato de quatro anos para seu centro de serviços de reservatórios.

Sob o contrato, a CGG continuará fornecendo seus fluxos de trabalho de caracterização de reservatórios, como geoestatística, 4D e inversão azimutal, além de trazer novas tecnologias para o Brasil para aprimorar ainda mais a compreensão do reservatório.

Isso inclui sua inversão petrofísica baseada em conjuntos EBPetro e EBMatch e correspondência de histórico, fluxos de trabalho de física de rochas com aprendizado de máquina, inversão PP-PS e inversão azimutal conjunta de amplitudes e velocidades.

A equipe interna de especialistas em caracterização de reservatórios da CGG trabalhou com a Petrobras nos últimos 15 anos, apoiando suas equipes de ativos na otimização do valor de seus dados sísmicos e na resolução de desafios geofísicos presentes nos campos do pré-sal e pós-sal do Brasil.

Peter Whiting , EVP, Geoscience, CGG, disse: “ Ao longo de nossa parceria de longa data com a Petrobras, nosso centro de serviços de reservatórios dedicado estabeleceu uma forte reputação de excelência técnica. Esperamos continuar a fornecer o mais alto padrão de serviço e demonstrar a elevação que nossas mais recentes capacidades proprietárias de caracterização de reservatórios podem trazer para o entendimento de reservatórios no Brasil .”

As duas empresas também assinaram recentemente um acordo de licenciamento expandido de cinco anos para o software de imagem sísmica Geovation da CGG.

A gigante brasileira de petróleo e gás usa a plataforma de imagens sísmicas há mais de uma década e o novo acordo deve dar a seus geocientistas acesso a inovações, incluindo inversão de forma de onda completa (FWI), e aprimorar seus recursos de imagem.

No início deste ano, a CGG ganhou um  contrato de imagem sísmica de nó fundo oceânico (OBN) em duas partes  para o Reservatório Compartilhado Sapinhoa ​​na Bacia de Santos, no Brasil. A Petrobras é a operadora da concessão onde está localizado o campo de Sapinhoa ​​com 45% de participação.

Petrobras reabre processo de venda de três refinarias

No dia em que o Conselho de Administração da Petrobras aprovou o nome de Caio Paes de Andrade para comandar a companhia, a estatal reiniciou na segunda-feira os processos de venda da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, bem como os ativos logísticos integrados a essas refinarias.

O processo de venda dessas unidades estava parado desde o ano passado após o baixo interesse das empresas pelos ativos. O plano de desinvestimento em refino da Petrobras representa, aproximadamente, 50% da capacidade de refino nacional, totalizando 1,1 milhão de barris por dia de petróleo processado.

Das oito unidades colocadas à venda, metade ainda não saiu do papel. A refinaria da Bahia, que responde por cerca de 10% da capacidade de refino do país, foi a maior já vendida para o fundo árabe Mubadala. Porém, o negócio, que acabou de completar seis meses é alvo de discussões entre a estatal e os árabes.

Para as três refinarias, a Petrobras contratou o Citigroup Global Markets Assessoria. A estatal informa que interessados precisam se manifestar até o dia 15 de julho.

No caso da Rnest, segundo o “teaser”, a venda inclui uma unidade de refino, oleodutos e um terminal. A empresa diz ainda que “há geração de valor significativa a ser capturada por meio de melhorias operacionais e início da operação do 2º trem (unidade) da Rnest.
Com a segunda unidade, a Rnest “representará cerca de 10% da capacidade total de refino de petróleo do Brasil”. A empresa não detalhou como será o processo de construção da sua unidades na Rnest.

Em novembro do ano passado , a Petrobras decidiu concluir as obras para ampliar a capacidade da refinaria que foi alvo da Lava-Jato e, com isso, conseguir vender a refinaria.

A Refap, que inclui uma refinaria e sua infraestrutura logística associada, representa 9% da capacidade de refino do Brasil. A Repar (com uma refinaria, um oleoduto e cinco terminais) também responde po 9% do mercado.

O prazo original acordado com o Cade, que regula a concorrência, para vender as unidades acabou no fim do ano passado, mas foi renegociado, mas o calendário foi mantido em segredo.