A Digitalização na Gestão de Vidas, Alvaro Antunes, CEO da Intcom Solutions

Sem alarde, mas com muita criatividade,foco na necessidade das empresas no que diz respeito à gestão de pessoas, a brasileira Intcom Solutions consolidou uma trajetória de sucesso em pouco mais de dez anos de atividades, nos quais estabeleceu parcerias com corporações globais como a alemã SAP. Com uma posição de destaque no segmento de tecnologia da informação, como desenvolvedora de softwares de gestão de pessoas, tendo o BlueOpex como carro-chefe, a Intcom tornou-se uma parceira estratégica de indústrias de maior complexidade operacional, que mobiliza um grande número de pessoas, como os setores de óleo e gás, offshore e marítimo. Nessa entrevista exclusiva, Alvaro Antunes, fundador e CEO da Intcom, recém-chegado de dois grandes eventos internacionais – OTC 2022, nos estados Unidos, e International SAP Conference for Energy 2022, na Holanda, conta como a empresa vem acelerando a transformação digital na gestão de pessoas, riscos e operações.

Oil & Gas Brasil: O que move a Intcom, que em pouco mais de dez anos se internacionalizou e conquistou parceiras globais?

Alvaro Antunes: A preocupação do time Intcom sempre foi a de criar soluções tecnológicas que tragam benefícios reais não somente às pessoas que precisam dela, que vivem diariamente aquela realidade, mas principalmente para aquelas que podem ser impactadas positivamente pelo ‘problema’ que a tecnologia resolve. Estamos falando de funcionários, de vidas. Gerenciar
vidas já é um desafio. Na indústria de petróleo esse desafio é ainda maior pela sua complexidade. Estamos falando de dezenas de plataformas/unidades de produção marítimas, centenas de embarcações de apoio de diversas categorias e bases e escritórios espalhados no Brasil e no mundo. Soma-se a isso uma série de requisitos de segurança, compliance das operadoras, que vão desde um visto de trabalho a conhecimentos específicos sobre determinadas atividades, histórico do funcionário, HSE (Health, Safety and Environment), conteúdo local, e ainda exigências da Marinha, dos órgãos de classe dos profissionais do setor, dentre outros.

Oil & Gas Brasil: O que demanda soluções flexíveis, passíveis de serem integradas a outras…

Alvaro Antunes: Criamos soluções independentes, porém complementares, que vão ao encontro de cada desafio. Um
exemplo é uma solução de conformidade e pagamento de verbas e gratificações de funções offshore, considerando diferentes
regras de sindicatos ou acordos coletivos. Essa solução permite à empresa visualizar antecipadamente todas as situações em que ocorrerão pagamentos de verbas extrafolha, o motivo delas e quais opções podem ser adotadas para evitar ou otimizar os custos. Com nossa solução, é possível atuar de forma preditiva, antecipando riscos, custos desnecessários e oferecendo às empresas uma visualização, no longo prazo, de suas operações de planejamento de equipes e logística offshore.

Oil & Gas Brasil: A Intcom está acelerando a transformação digital na gestão de pessoas no mundo offshore. O que muda com as soluções digitais como o Blue Opex e ferramentas que possibilitam inclusive a ‘rastreabilidade’ do colaborador da empresa?

Alvaro Antunes: A Intcom tem buscado levar uma melhor experiência para os colaboradores dos nossos clientes. Como falei, estamos preocupados em impactar estas vidas. Como resultado desta visão, temos o BlueDirect, que é uma ferramenta específica para o colaborador (o chamado end user), que é a pessoa que vai executar o trabalho. Esta ferramenta permite, por exemplo, que ele possa ver, com antecedência, o planejamento de seu trabalho, com informações atualizadas, além de conferir seus documentos, certificados, responder pesquisas de avaliação, consultar seus recebimentos, Ou seja, trata-se de um canal de comunicação entre empresa x colaborador e uma ferramenta de trabalho que otimiza e traz maior transparência aos processos.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Vocês já têm dois escritórios no exterior: nos Estados Unidos e em Portugal. A parceria com a SAP, iniciada em 2019, acelerou a internacionalização?

Alvaro Antunes: Nosso processo de internacionalização se deu alguns anos atrás, ao participar de grandes feiras e eventos
internacionais, como a OTC em Houston, constatamos que a capital mundial do Petróleo é Houston no Texas e a maioria das empresas do setor possuem escritórios lá. As decisões de adoções de tecnologia passam por Houston. A parceria com a SAP reforçou ainda mais esta ideia, uma vez que ela também possui um office dedicado ao setor de Energia em Houston, cidade na qual decidimos abrir nossa filial em 2019. Eu diria que a nossa postura de seguir investindo, criando novas tecnologias, mesmo durante crises, como a do petróleo e a gerada pela pandemia de Covid-19, nos permitiu avançar e conquistar novos mercados.

A parceria com a SAP veio para fomentar e acelerar nosso crescimento, uma vez que ela oferece uma oportunidade ímpar de escalabilidade de nossas soluções a nível mundial.

Oil & Gas Brasil: Na Europa, vocês abriram escritório em Portugal. Por que Portugal? Qual a importância dessa presença: o que já resultou em ermos de negócios ou parcerias?

Alvaro Antunes: Portugal possui um acordo de comercio muito positivo com o Brasil, principalmente para empresas de tecnologia, além da facilidade da língua. O escritório em Lisboa nos oferece uma base para suportar as operações na Europa, Ásia e África. Desde a abertura dessa filial, conseguimos avançar com parcerias estratégicas importantes como clusters de inovação e programas de aceleração.

Oil & Gas Brasil: Vocês pretendem abrir novos escritórios no exterior, seja na Europa ou em outros continentes, como Asia? Afinal, se o mundo é cada vez mais digital qual a importância de ter ainda presença física em alguns locais?

Alvaro Antunes: Nosso negócio é digital, mas com suporte local onde atuamos. Sabemos da importância de estar próximo aos clientes, ao mesmo tempo em que temos a flexibilidade de trabalhar de onde estivermos. A Intcom possui uma parceria com uma famosa rede de escritórios compartilhados mundial, o que nos permite dispor de toda a estrutura física no mundo inteiro, praticamente, quando necessário.

Oil & Gas Brasil: Vamos falar um pouco dos números da Intcom, que mostram a importância da gestão digital de pessoas. Quantas vidas as soluções Intcom gerenciam e quais as expectativas de aumentar esse número?

Alvaro Antunes: Atualmente já são mais de 15 mil vidas gerenciadas por nossas soluções. Elas abrangem, entre outros clientes, 40% da frota de apoio marítimo do Brasil, a maior parte atendendo ao setor de óleo e gás. A expectativa é de dobrar este número até o início de 2023.


(Fotot: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: O atendimento ao setor offshore, seja em barcos de apoio seja em plataformas de produção, é altamente complexo, pois não se trata apenas de gerenciar pessoas, como toda a logística. O que representa essa gestão digital em termos de segurança operacional, de redução de riscos, custos?

Alvaro Antunes: Tendo como exemplo uma situação de dia a dia de um departamento de logística de uma empresa offshore, na qua uma área precisa planejar, comprar e garantir a logística de viagens de diferentes colaboradores, outra tem de verificar se todos os documentos destes colaboradores estão prontos, uma terceira verifica o compliance dos treinamentos e certificados e outra verifica os custos e pagamentos. Percebe-se a complexidade e quantos custos e riscos estão envolvidos? Uma ferramenta como o BlueOpex, nosso carro chefe, permite não somente integrar todos estes processos, mas também atuar de forma preditiva e gerencial, mitigando eventuais falhas humanas e preocupada na otimização dos custos. Traz um impacto tão positivo que, em alguns casos, chega a 30% de redução dos custos atuais.

Oil & Gas Brasil: Que ações preditivas a gestão digital de pessoas possibilita ao cliente?

Alvaro Antunes: Estas tecnologias, como as mencionadas no BlueOpex, permitem aos gestores identificarem antecipadamente situações de risco, quebra do compliance, não atendimento ao conteúdo local, pagamentos duplicados ou desnecessários, riscos de downtime (paragem) das embarcações, multas das operadoras, dentre outros.

(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Quais as projeções para os próximos anos?

Alvaro Antunes: Seguimos firmes na digitalização e busca por inovações em People Management e People Logistics ou HR TECH. Já estamos atuando em novos mercados, como a agroindústria, a mineração e a siderurgia, e pretendemos ampliar ainda mais nossa atuação em nível global com a parceria SAP.

Eventos são canais de internacionalização

Estar presente em eventos internacionais nos setores em que atua é parte da estratégia da Intcom Solutions, que participa de missões, conferências e congressos no exterior, entre os quais:

ADIPEC 2021 – Selecionada como case de inovação pela APEX-Brasil, a Intcom esteve na Abu Dhabi International Petroleum
Exhibition and Conference (ADIPEC), na qual expôs seus produtos e serviços, com soluções direcionadas à gestão de embarcados (BlueOpex), gestão de processos de Joint Ventures (BlueJV) e gestão de iniciativas de ESG (BlueCarbon).

OTC 2022 – A Intcom participou mais uma vez do maior evento tecnológico offshore, divulgando a nova parceria com a gigante SAP e apresentando o BlueOpex, uma solução integrada diretamente ao SAP Industry Cloud® Solutions para Oil & Gas
e Energia, focada em planejamento de recursos, otimização de produtividade, funcionários terceirizados e medição de contratos.

SAP Conference for Energy 2022 – Em evento mundial de energia realizado em Amsterdã o ‘International SAP Conference for Energy’, evento promovido pela SAP e T|A|C Events, o BlueOpex, uma solução SAP Industry Cloud, é anunciado pela SAP como a solução de Gestão e Planejamento de Equipes para operações complexas do setor de Oil, Gas & Energy.

HYPERFAIR 2022 – Primeiro evento no formato Metaverso realizado pela SAP no Brasil. A Intcom foi única empresa de staff management dentro do Industry Cloud SAP na América Latina a ter um estande virtual, no qual promoveu o BlueOpex. Uma solução Industry Cloud capaz de elaborar o planejamento rápido e eficiente de suas equipes, eliminando os riscos de compliance, atrasos e problemas durante as operações.

Segurança operacional offshore – Um desafio Permanente (Por Flavia Vaz)

O acidente ocorrido em 20 de abril de 2010 com plataforma de perfuração Deepwater Horizon, da BP, no Golfo do México, nos Estados Unidos, que matou 11 pessoas e vazou cerca 4,9 milhões de barris milhões de barris de petróleo, reabriu o debate
– desta vez mais acirrado – quanto aos requisitos e regulações relacionadas à segurança operacional offshore.

Além da perda de vidas, foi enorme o impacto socioeconômico e ambiental desse acidente que espalhou petróleo pela costa do Texas, Louisiana, Mississipi, Alabama e o Norte da Flórida, devastando a vida marinha e costeira, bem como as
economias desses estados nos quais as principais atividades são a pesca e o turismo.

Apesar de todos os avanços tecnológicos implementados nas atividades-chaves da indústria de óleo e gás – a exploração e produção –, falhas técnicas e humanas podem gerar ocorrências sem precedentes, como a desse acidente, cujos custos totais chegaram a ordem de grandeza de cerca de US$ 100 bilhões à BP até os dias atuais. A discussão sobre segurança operacional ganhou outro contorno no Brasil, que extrai 97,4% do petróleo e 86,7% do gás natural de reservas no subsolo marítimo a partir de plataformas offshore. Afinal, o país se posiciona como o detentor da maior frota do mundo de FPSOs (floating, production, storage and offloading), as unidades flutuantes de produção, armazenamento e escoamento, que estão, na sua maioria, operando nas principais bacias marítimas produtoras, como a de Santos, Campos e Espírito Santo.

Marco Regulatório

A liderança tecnológica brasileira da Petrobras nas atividades de e exploração e produção offshore está embasada em um corpo
técnico qualificado, tanto na área operacional como no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) e nas 15 diretrizes de sua Política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Ela também segue todos os requisitos, normas e preceitos do marco regulatório que vem sendo construído pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos últimos 25 anos.

Seu ponto de partida é a Resolução ANP n° 43/2007, que instituiu o regime de segurança operacional e o regulamento técnico do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), aplicável às instalações marítimas de perfuração e produção de petróleo e gás natural. Ela estabelece os critérios de segurança para condução das atividades de E&P, provendo elementos que permitem à ANP exercer a fiscalização no sentido de educação e orientação dos agentes econômicos, bem como da prevenção e repressão das condutas violadoras.

O marco regulatório do Brasil é considerado um dos mais avançados do mundo, juntamente com a regulamentação da
Noruega, outra líder em tecnologia offshore, sendo a ANP integrante do International Regulators’ Forum (IRF). Criado em 1993, o Fórum Internacional das Agências Reguladoras de Petróleo é integrado por instituições de onze países – Austrália (NOPSEMA), Brasil (ANP), Canadá (CNSOPB e C-NLOPB), Dinamarca (WEA), Irlanda (CRU), Mexico (ASEA), Holanda (SSM), Nova Zelândia (WorkSafe), Noruega (PSA), Reino Unidos (HSE e OPRED, essa criada para regular o descomissionamento) e os Estados Unidos (BSEE).

Em 25 anos de atividades, a agência reguladora elaborou resoluções e outras regulamentações para ampliar e promover o aprimoramento contínuo desse marco regulatório (1). Ou seja, as ferramentas que possibilitam a ela realizar a fiscalização de
segurança operacional das atividades de E&P no Brasil.

“Essa fiscalização possui foco preventivo e é executada por meio de auditorias, que verificam a conformidade aos respectivos regulamentos técnicos afetos às instalações e ambientes nos quais se inserem”, pontua a ANP em seu Relatório Anual de Segurança Operacional das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural 2021 2, elaborado pela Superintendência de Segurança Operacional e Meio Ambiente (SSM).

Esse aprimoramento inclui novas regulações que se fazem necessárias frente ao cenário do setor, como, por exemplo, a atividade emergente de descomissionamento (que gerou a Resolução ANP n° 817/2020).

A pandemia de Covid-19 também demandou medidas emergenciais da ANP, que editou a Resolução ANP nº 816/2020, alterando temporariamente o arcabouço regulatório, estabelecendo procedimentos a serem adotados pelos agentes regulados durante o estado de emergência. Ela foi substituída pela Resolução ANP n° 820/2020, que teve vigência até 31/03/2021, e essa, pela Resolução ANP nº 836/2020, a qual estabeleceu novos procedimentos para os operadores de E&P.

De acordo com o Relatório Anual 2021, a SSM segue em frente no trabalho de revisão do arcabouço regulatório, com vistas à elaboração de “um único instrumento normativo, dos diversos regulamentos técnicos da estrutura regulatória
referente à segurança operacional do setor de E&P, como preconiza o Decreto nº 10.139/2019)”.

Esse trabalho já resultou, em 2021, na substituição da Resolução ANP nº 37/2015, pela Resolução ANP nº 851, de 20 de setembro de 2021, o qual regulamenta o procedimento de fiscalização de segurança operacional das atividades de E&P e estabelece os casos de concessão de prazo para as Operadoras de Contrato se adequarem aos regulamentos técnicos de gerenciamento de segurança operacional da Agência.

A nova resolução é fruto não apenas de estudos, como também dos resultados das ações de fiscalização realizadas no período de 2015 2019 (anteriores à pandemia da Covid-19). Sua minuta passou por consulta e audiência públicas (3), a última
realizada em 16 de junho de 2021, com grande participação dos agentes regulados, entidades de classe e membros da sociedade civil.

O Relatório Anual da SSM pontua que “a Resolução ANP nº 851/2021 incluiu definições dos conceitos de ação corretiva e ação preventiva, bem como de não conformidades leves, moderadas e graves, e estabeleceu a aplicabilidade do procedimento descrito na Resolução às não conformidades identificadas em investigação de incidentes, conferindo maior clareza e transparência ao processo de fiscalização. A norma destaca a responsabilidade do novo Operador perante a ANP por promover o saneamento das não conformidades previamente identificadas, caso ainda não tenham sido corrigidas, restaurando a condição de segurança da unidade, e ratifica a responsabilidade solidária entre cedente e cessionária nos casos de cessão de
direitos”.


(Foto: Divulgação)

O Debate Continua

O debate em torno do marco regulatório referente à da Segurança Operacional e Meio Ambiente, vem sendo ampliado por meio de eventos realizados pela ANP em conjunto com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis), Marinha do Brasil (DPC), operadoras, entidades ambientais, órgãos setoriais como IBP (Instituto
Brasileiro de Petróleo e Gás), ABESPetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo), ABPIP (Associação
Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás), e entidades técnicas como IADC (International Association of
Drilling Contractors), Abrisco (Associação Brasileira de Análise de Risco, Segurança de Processos e Confiabilidade), a SPE
(Society of Petroleum Engineers).

Os eventos técnicos realizados ou previstos para este ano, a maior parte presencial, refletem isso. Somente a SPE International, organização internacional com mais de 120 mil associados em 134 países, tem vários eventos nos quais a segurança operacional é tema central ou transversal. Foi o caso dos dois SPE Workshop realizados em junho, no Rio de Janeiro em um período de dez dias: Digital Transformation (21-22) e Water Integrity and Management, Holistic Understanding, Injection, wProduction and Disposal (28-30).

Em dois outros eventos que vão acontecer nesse segundo semestre, o debate vai fundo no tema. O primeiro, promovido pela SPE Seção Macaé, é o Workshop de Segurança Operacional de Poços (30 – 31), que será realizado na cidade do Norte fluminense (https://wsop.spemacae.org).

A programação do evento mostra a amplitude dessa questão e a necessidade de “atuar com foco no comportamento humano,
segurança de processo e tecnologias para superar os desafios e alcançar padrões de excelência, além fomentar soluções tecnológicas para contribuir com o aumento do nível de segurança operacional”.

No dia 29 acontecem três sessões, cada uma com um tema central: Fatores Humanos, Riscos e barreiras de segurança, Regulador e operadoras somando esforços para melhores resultados. Haverá ainda duas rodadas de debates com palestrantes da ANP e de Operadoras. No dia 30, as duas sessões programadas trazem como temas Engenharia de confiabilidade e gestão de ativos e Inovação: Soluções Tecnológicas em Segurança Está previsto para novembro um segundo evento, mais amplo, o II Seminário de Segurança Operacional Offshore, organizado pela SPE Seção Brasil e a SPE Seção Macaé (http://www.spebrasil.org/pt/evento/seminario-seguranca-operacional-offshore-desempenho-dos-sistemas-riscos-e-novas-tecnologias). Estão previstas a participação de entidades e dos principais especialistas na área de Segurança da cadeia produtiva de óleo e gás, órgãos reguladores, sociedades classificadoras, profissionais, consultores e docentes.

“O objetivo é suscitar um amplo debate, a troca de informações e propor soluções técnicas que levem a criação de um ambiente mais confiável e seguro ao Homem, ao Meio Ambiente e aos Ativos Empresariais, bem como gerar uma maior integração entre a comunidade envolvida com a segurança operacional em águas brasileiras”, pontuam os organizadores.

Em setembro acontecem mais três eventos presenciais no Rio de Janeiro, nos quais o assunto é mandatório: o SPE Workshop: Integrated Intelligent Well (21-23, https://www.spe.org/events/en/2022/workshop/20ari3/integrated-intelligent-well-completions), a Rio Oil & Gas 2022 (https://www.riooilgas.com.br), promovido pelo IBP ( 26 a 29) e o Brazil FPSO Symposium (http://spebrazilfpsosymposium.com.br), organizado pelas seções Brasil e Macaé da SPE (29-30).

E em novembro, o tema também permeará a discussão em outros dois eventos: Brazil Subsea Symposium (https://subsea-symposium.spebrasil.org), promovido pela SPE Seções Brasil e Macaé (29 – 30) e o SPE Brazil: Flow Assurance Technology Congress 2022 (https://spebrazilfatc.com.br), primeiro evento internacional sobe flow Assurance, termo cunhado pela Petrobras na década de 1990 (15 a 18). Ou seja, segurança operacional offshore está sempre na pauta prioritária da indústria de óleo e gás.

(Foto: Divulgação)

Referências e Fontes:

1. Marco regulatório de segurança operacional consolidado entre 2007 e 2017

Resolução ANP n° 43/2007, que institui o regime de segurança operacional e o regulamento técnico do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), aplicável às instalações marítimas de perfuração e produção de petróleo e gás natural;

Resolução ANP n° 02/2010, que amplia a aplicação do SGSO em atividades terrestres para empresas que possuem atividades
marítimas e estabelece o regulamento técnico do Sistema de Gerenciamento da Integridade (SGI) estrutural das instalações
terrestres de produção de petróleo e gás natural;

Resolução ANP n° 06/2011, que estabelece o Regulamento Técnico de Dutos Terrestres (RTDT) para a movimentação de petróleo, derivados e gás natural;

Resolução ANP n° 41/2015, que estabelece o regulamento técnico do sistema de gerenciamento da segurança operacional de sistemas submarinos (SGSS); e Resolução ANP n° 46/2016, que estabelece o regulamento técnico do sistema de gerenciamento da segurança operacional da integridade de poços (SGIP).

Disponível em: https://www.gov.br/anp/pt-br/servicos/legislacao-da-anp

2. Relatório Anual de Segurança Operacional das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural 2021.
Disponível em https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/exploracao-e-producao-de-oleo-e-gas/seguranca-operacional-e-meio-ambiente/arq/raso/v0_2021_relatorio-anual-de-seguranca-operacional.pdf

3. Informações e documentos sobre o processo de consulta
pública da minuta da atual Resolução ANP nº 851 disponíveis em: https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/consultas-e-audiencias-publicas/consulta-audiencia-publica/consulta-e-audiencia-publicas-no-4-2021