Petrobras informa sobre venda de ativos de refino e logística

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 27/06/2022, informa que estendeu os prazos para participação nos processos de venda da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná, e Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, bem como os ativos logísticos integrados a essas refinarias.

Os potenciais compradores terão até 29 de julho de 2022 para manifestar interesse em participar dos processos de venda, devendo assinar o Acordo de Confidencialidade e a Declaração de Conformidade até 12 de agosto de 2022.

Os teasers, que contêm as principais informações sobre os ativos e os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, com as novas datas estão disponíveis no website da Petrobras: http://www.petrobras.com.br/ri.

As principais etapas subsequentes dos processos de venda dessas três refinarias serão informadas oportunamente ao mercado.

Carbonext capta recursos da Shell para proteger, reflorestar e desenvolver bioeconomia na Amazônia

Com o aporte da Shell, companhia usará recursos para proteger e reflorestar Amazônia por meio de projetos de carbono e outras atividades de bioeconomia

Em sua segunda rodada de captação de recursos, a Carbonext, maior desenvolvedora de projetos de geração créditos de carbono REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) do Brasil, anunciou hoje um novo aporte de R$ 200 milhões em seu capital, através de uma parceria com a Shell Brasil, que passa a ser sócia minoritária da companhia. O recurso será utilizado para investimento em tecnologia embarcada nos projetos de preservação florestal e para o desenvolvimento de novas áreas de negócios, como bioeconomia e reflorestamento na Floresta Amazônica.

Toda a gestão da Carbonext, que já atua no segmento há 12 anos, permanecerá a cargo de seus sócios-fundadores, a engenheira florestal Janaína Dallan, que integra o quarteto brasileiro de especialistas da ONU para Mudanças Climáticas, preside a Aliança Brasil de Soluções Baseadas na Natureza e é a única brasileira a integrar o painel de experts para o Integrity Council for Voluntary Carbon Markets (IC-VCM), e o economista Luciano Corrêa da Fonseca, mestre em Ciências Políticas e ex-diretor do Pátria Investimentos.

A empresa usará os recursos para expandir sua atuação em novos segmentos da bioeconomia e ampliar seu time de especialistas florestais capazes de criar e gerenciar projetos de geração de créditos de carbono, cujo objetivo é trazer valor à floresta em pé – uma alternativa economicamente viável à pecuária e à agricultura. Desde 2021, o compromisso da Carbonext com a preservação da Floresta Amazônica fez com que a empresa aumentasse em 340% a área de vegetação preservada na região mais vulnerável da floresta, o Arco do Desmatamento (um corredor que vai do Acre ao sul do Pará, passando por Amazonas, Rondônia e Mato Grosso). Nos primeiros cinco meses de 2022, os projetos desenvolvidos pela Carbonext geraram aproximadamente R$ 150 milhões em créditos no mercado voluntário de carbono, comercializando créditos com empresas e entidades, como o BNDES, por exemplo.

A parceria com a Shell possibilitará o acesso a inovações e processos a serem disponibilizados pela nova sócia, inclusive nas áreas de biotecnologia e monitoramento. Essas sinergias devem incrementar os mecanismos de proteção dos mais de 2 milhões de hectares de Floresta Amazônica já protegidos por projetos de crédito de carbono desenvolvidos ou em desenvolvimento pela Carbonext e seus parceiros. O acordo estabelece uma série de ações conjuntas nos próximos 100 dias para que a parceria técnica comece a apresentar resultados.

“Nossos projetos, associados à ação de nossos parceiros, geraram em 2022 o maior volume de créditos de carbono florestais do país, com certificação e auditoria de organismos internacionais como a VERRA. Estamos contribuindo para frear o aquecimento global, a partir da preservação das florestas, e também para as discussões essenciais sobre a transição para a economia de baixo carbono, como o desenvolvimento da bioeconomia. Com a nova parceria, a empresa passará a atuar com o que há de mais moderno para o desenvolvimento e suporte à gestão das áreas florestais onde atuam, possibilitando atuação em escala inédita.” afirmam os co-CEOs da empresa Janaína e Luciano

Para a Shell – que buscou a Carbonext como parte de seu trabalho para alavancar sua estratégia de transição energética e descarbonização – a parceria demonstra a relevância do Brasil na jornada da companhia rumo ao objetivo de zerar suas emissões líquidas até 2050. O acordo com a Carbonext marca a entrada da Shell no negócio de Soluções Baseadas na Natureza no país.

“O Brasil, por sua localidade e biodiversidade, é fundamental para nossa estratégia Powering Progress, especialmente quando falamos em respeitar a natureza e impulsionar vidas, além de atingir emissões líquidas zero e gerar valor aos acionistas. Não é de hoje que a Shell defende a criação e regulação do mercado de carbono. Associar nossa companhia à Carbonext é um passo importante para nossa meta de compensar 120 milhões de toneladas de CO₂ ao ano até 2030 com soluções baseadas na natureza para o Escopo 3, que são emissões difíceis de se abater, em linha com a hierarquia de mitigação,” afirmou o presidente da Shell Brasil, André Araujo.

SOBRE A CARBONEXT

Até 2021, a Carbonext gerenciava a parte técnica de três projetos de crédito de carbono em áreas florestais nativas, sob risco de desmatamento, nos estados do Acre e do Amazonas. Neste ano, outros projetos foram viabilizados, totalizando os cerca de 2 milhões de hectares de vegetação protegidos pelos projetos da empresa e seus parceiros. Cada projeto é constituído por uma ou mais terras particulares que, após a atuação da Carbonext, passam a ter uma alternativa financeiramente muito atrativa e que vem revertendo o desmatamento de áreas para usos como a pecuária ou agricultura.

Os créditos de carbono gerados pela Carbonext e seus parceiros são de alta qualidade e integridade. Eles são negociados no mercado voluntário de carbono e certificados pela VERRA, órgão internacional especializado neste tipo de serviço. Cerca de 70% do valor arrecadado com a venda de créditos de carbono ficam na floresta, com os proprietários da área protegida e com as comunidades assistidas pelas ações socioeconômicas para promoção do desenvolvimento sustentável conduzidas pela empresa. A companhia apoia a descarbonização de empresas, entidades e pessoas físicas, por meio de sua plataforma digital, e recentemente passou a comercializar créditos inclusive para o BNDES, o que vai permitir a preservação de 20,5 mil hectares de floresta na região de Bujari, no Acre. Também são seus clientes TIM, C6 Bank, Uber e Raízen, Unidas, isaCteep, Banco Fibra, Liberty Seguros, Buser, entre outras companhias.

SOBRE A SHELL

Com 109 anos no país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, no Novo Mercado de Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen, que recentemente adquiriu também o negócio de lubrificantes da Shell Brasil.

A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Petrobras inicia a montagem do supercomputador Pégaso

A máquina supera em capacidade o Dragão e Atlas, os dois maiores supercomputadores da América Latina

A Petrobras iniciou a montagem de um novo supercomputador, o Pégaso, que supera em capacidade o Dragão e Atlas, os dois maiores supercomputadores da América Latina, que também pertencem à empresa. O Pégaso tem capacidade de processamento equivalente à soma de seis milhões de telefones celulares ou de 150 mil laptops modernos. O investimento em computação de alto desempenho, HPC, na sigla em inglês, permite a aplicação de técnicas no processamento de dados geofísicos e geológicos que reduzem riscos geológicos e operacionais, assim como o tempo entre a descoberta de um campo e início da sua produção.

Ampliar a capacidade de processamento de dados permite à Petrobras gerar imagens da subsuperfície cada vez mais nítidas das áreas mapeadas para exploração de petróleo e gás natural, e reduzir o tempo de processamento dessas informações. Isso contribui para otimizar a produção, aumentar o fator de recuperação das reservas atuais e maximizar a eficiência dos projetos exploratórios da companhia.

O investimento em máquinas que acelerem o processamento de dados geofísicos e as simulações de fluxos em reservatórios da companhia é essencial para viabilizar programas estratégicos como o EXP100, que visa alcançar 100% de uso dos dados e conhecimento nos projetos exploratórios, e o PROD1000, que tem por meta reduzir os prazos para início da produção de um campo.

O Pégaso aumentará a capacidade atual de processamento da companhia de 42 para 63 Petaflops. Esse potencial é importante para habilitar as iniciativas de tecnologia digital, em benefício da eficiência das operações, tornando a empresa mais resiliente às mudanças de cenários de negócio.

Quando se trata de HPC os números acompanham a performance. O Pégaso tem capacidade de processamento de 21 Petaflops, quase a soma do Dragão (14 Petaflops) e do Atlas (8,9 Petaflops) juntos. São 678 terabytes de memória RAM e rede de 400 gbps, além de 2016 GPUs – Grafic Process Units, na sigla em inglês.

Para transportar as 30 toneladas de componentes do Pégaso até a sua locação, em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, foram necessários 32 caminhões. Quando todas as estruturas (racks) que abrigam os componentes estiverem prontas, formarão uma fila com comprimento total de 35 metros. O processo de montagem poderá durar até três meses e, depois disso, a máquina ainda passará por ajustes finais, com instalação de sistema operacional e softwares, bem como um período em operação assistida. A previsão é de que esteja operando em plena capacidade em dezembro deste ano. O Pégaso foi projetado e será implantado considerando-se também o critério de eficiência energética.

Estatal informa sobre manifestação do Comitê de Elegibilidade

A Petrobras informa que o Comitê de Elegibilidade (CELEG) retomou hoje a reunião, iniciada em 07/07/2022,  para finalizar as análises dos candidatos para o Conselho de Administração indicados pelo acionista controlador: Sr. Gileno Gurjão Barreto (também indicado como Presidente do Conselho de Administração); Sr. Edison Antônio Costa Britto Garcia; Sra. Iêda Aparecida de Moura Cagni; Sr. Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro; Sr. Márcio Andrade Weber; Sr. Ricardo Soriano de Alencar; e Sr. Ruy Flaks Schneider e os candidatos indicados pelos acionistas minoritários: Sr. José João Abdalla Filho e Sr. Marcelo Gasparino da Silva, com base nas regras de governança da companhia e legislação aplicável.

A partir da manifestação do CELEG, as indicações serão apreciadas em reunião extraordinária do Conselho de Administração, que também irá deliberar sobre a convocação da Assembleia Geral Extraordinária.

Os detalhes da manifestação do Comitê de Elegibilidade poderão ser encontrados na íntegra da ata da reunião, que ficará disponível para consulta em até 7 (sete) dias úteis no site do Relações com Investidores da Petrobras (www.petrobras.com.br/ri).

Fatos julgados relevantes sobre o tema serão tempestivamente divulgados ao mercado.