Schlumberger lança segunda edição do seu programa de inovação aberta com novo aporte de até R$ 2 milhões

Inscrições para o SLB Conecta abrem hoje (19/07). Projetos deverão ser exclusivamente digitais, e poderão ser desenvolvidos junto aos clientes da companhia

A Schlumberger, uma das maiores prestadoras de serviços em energia do mundo, abre novo chamado para startups e empreendedores interessados em desenvolver soluções digitais voltadas para o setor de energia e que atendam aos desafios de seus clientes. Interessados podem se inscrever, a partir de terça-feira (19/07), na segunda edição do SLB Conecta, programa de inovação aberta que visa buscar novos parceiros no ecossistema de inovação.

Assim como na primeira edição, o aporte será de até R$ 2 milhões, recurso que será usado para o desenvolvimento dos projetos selecionados. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de agosto na company page do programa no LinkedIn (https://www.linkedin.com/company/slb-conecta/).

Desta vez, os desafios para os quais as startups deverão apresentar suas soluções serão voltados, exclusivamente, para a transformação digital, com o objetivo de encontrar novas formas de extrair o máximo de valor dos recursos de inteligência artificial para os negócios e melhorar os processos de trabalho em colaboração com os clientes da empresa.

Dentro deste objetivo, foram definidos três pilares estratégicos: gerenciamento de dados, monitoramento da produção e garantia de tempo de atividade. A meta é encontrar soluções que apresentem uma mudança notável na produtividade dos negócios e nos desafios compartilhados do setor.

Outro diferencial desta segunda edição está no fato de que os projetos poderão atender a desafios demandados pelos clientes da Schlumberger, que podem participar de todo o processo de desenvolvimento. A empresa estará coordenando todo o projeto por meio do INNOVATION FACTORI, centro de inovação voltado para o desenvolvimento de soluções digitais junto aos clientes da empresa no Brasil.

“Fizemos uma apresentação do INNOVATION FACTORI e do SLB Conecta para os nossos clientes. Na primeira edição do programa, apresentamos desafios próprios da Schlumberger e o resultado foi muito bom. Selecionamos seis projetos que já estão em fase de desenvolvimento. Desta vez, vamos abrir também para os nossos clientes. As empresas poderão se beneficiar das soluções e atuarem junto na execução das propostas que forem escolhidas”, explicou Giovanna Carneiro, líder técnica do INNOVATION FACTORI Rio.

Seleção

O regulamento e cadastro para as inscrições, que devem ser feitas de 19 de julho a 31 de agosto, estão na company page do SLB Conecta no LinkedIn (https://www.linkedin.com/company/slb-conecta/). As startups selecionadas vão participar de um workshop preparatório para o pitch day, no qual serão apresentados, em linguagem simples e acessível, às plataformas Agora e DELFI, utilizados pela Schlumberger em seus projetos digitais. Nos dias 12, 13 e 14 de setembro serão realizados os pitch days, com uma temática por dia, que são: monitoramento da produção, garantia de tempo de atividade e gestão eficiente de dados.

Estão aptas a participar do programa startups que estejam em estágio de tração ou escala, assim como empresas ou instituições que possuam tecnologias estabelecidas no mercado, projetos bem encaminhados ou que estejam desenvolvendo inovações com potencial de solucionar os desafios propostos no programa.

Ao final, os escolhidos poderão ter a oportunidade de contratação e desenvolvimento em conjunto, entre outras possibilidades de investimento.

Além da parceria e chancela da Schlumberger, uma das empresas mais inovadoras do mundo, os grupos participantes terão acesso direto às lideranças e aos especialistas da empresa, a possibilidade de coworking no INNOVATION FACTORI, e de exportar sua solução para fora do Brasil, nos mais de 120 países onde a Schlumberger está presente.

Desafios

Cada um dos três temas definidos nesta segunda edição do SLB Conecta foi desdobrado em desafios específicos. Em monitoramento da produção, a busca é por soluções que possam prever riscos e evitar a paralisação da produção; melhorar e instrumentalizar a medição de produção; e limpar e filtrar dados de alta frequência.

O segundo tema, garantia de tempo de atividade, foi desenhado para receber projetos que possam prever falhas de equipamentos com manutenção preditiva, além de soluções para melhorar a eficiência e a segurança do processo de produção.

Por fim, em gestão de dados eficientes, a empresa espera por soluções que expandam bancos de dados rotulados para treinar modelos de machine learning; simplifiquem a troca de documentos e informações auditadas entre empresa e parceiros; e melhorem a importação estruturada e não estruturada de dados no software Schlumberger.

Mais detalhes sobre os temas e desafios podem ser consultados no regulamento do programa no LinkedIn.

INNOVATION FACTORI Rio

INNOVATION FACTORI é o programa internacional da Schlumberger criado para envolver os clientes em inovação digital e desenvolvimento de tecnologia digital. São seis centros locais em todo o mundo, e o Rio de Janeiro está entre eles. Inaugurado em novembro de 2021, durante a pandemia, teve uma inauguração oficial em julho deste ano.

O programa foi criado para apoiar os clientes da Schlumberger na adoção de transformações tecnológicas e inovações que ajudem a resolver seus desafios de negócios. Com isso, a empresa se aproxima de seus clientes em sua jornada digital, a fim de acelerar as soluções em inteligência artificial e inovação que vão impactar nos negócios.

SOBRE A SCHLUMBERGER

A Schlumberger está no Brasil Há 75 anos e é a maior empresa prestadora de serviços de energia do mundo. A companhia emprega aproximadamente 126 mil funcionários de mais de 140 nacionalidades que trabalham em mais de 85 países. Seus escritórios principais estão localizados na cidade de Houston, nos Estados Unidos, em Paris, na França e em Haia, na Holanda.

Fundos apostam em pequenas produtoras de petróleo no Brasil

Os fundos multimercado e outros investidores que buscam lucrar com a crescente produção de petróleo e gás do Brasil estão se voltando para uma nova geração de produtoras como uma alternativa à Petrobras, estatal que teve quatro presidentes desde o início de 2019.

A Gerval Investimentos, o family office do clã Gerdau Johannpeter, está entre as gestoras que têm participação no capital das chamadas produtoras juniores.

No mês passado, dobrou sua participação na 3R Petroleum Óleo e Gás SA – uma empresa que vale cerca de 1,5% do valor de mercado da Petrobras, para cerca de 12%.

Entre outras casas que apostam no setor estão Atalaya Capital, Vinland Capital, Mar Asset Management e XP Asset Management.

Com os preços do petróleo ainda perto de US$ 100 o barril, depois que a invasão da Ucrânia pela Rússia estimulou sanções e estrangulou a oferta global, empresas como a 3R Petroleum (RRRP3) oferecem uma nova maneira de apostar no aumento da produção do Brasil – um país que deve adicionar mais produção até 2026 do que qualquer outro fora dos EUA e da OPEP.

Desde 2019, quando intensificou seu programa de desinvestimentos, a Petrobras vendeu mais de 100 campos de petróleo e gás para cerca de uma dúzia de empresas juniores, algumas criadas especificamente para comprar esses ativos.

Embora a Petrobras ainda seja de longe a maior produtora do Brasil, seus presidentes foram criticados pelo presidente Jair Bolsonaro, que tenta conter a alta nos preços dos combustíveis.

As recentes mudanças na empresa e a ameaça de mais convulsões em um ano eleitoral levaram alguns investidores de petróleo a procurar alternativas.

Eles veem um enorme potencial de lucro nas produtoras menores, que prometem aumentar exponencialmente a produção de campos há muito negligenciados pela Petrobras.

A agência reguladora do setor de óleo e gás do Brasil, ANP, diz que a produção desses campos nas mãos das independentes aumentará 122% até 2025, após oito anos de declínio.

“As empresas brasileiras de petróleo são boas alternativas de investimento”, disse Marcos Peixoto, gestor da XP Asset Management em São Paulo. “Essas empresas vão aumentar produção de maneira relevante e as ações parecem atraentes mesmo assumindo um cenário de preços mais baixos do petróleo.”

Até 1997, quando terminou seu monopólio oficial, a Petrobras era a única produtora de petróleo e gás no Brasil. Ainda hoje, a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás tem apenas 19 membros, em comparação com cerca de 9.000 perfuradores independentes nos EUA.

Mas com o dinheiro fluindo de investidores, espera-se que as empresas menores representem 8,8% da produção brasileira até 2024, acima dos 7,2% atuais, segundo a consultoria Wood Mackenzie.

A Petrobras vendeu uma série de campos de petróleo e gás para se concentrar na chamada região offshore do pré-sal, que detém as maiores e mais lucrativas descobertas da empresa. Houve “casos notáveis” de aumento de eficiência de perfuração nos campos adquiridos por produtoras juniores, disse Pedro Medeiros, sócio-fundador da Atalaya Capital.

Os produtores independentes são uma jogada ainda mais convincente em ano eleitoral, dada a rotatividade de presidentes vertiginosa na Petrobras e a pressão política sobre a empresa para subsidiar os preços dos combustíveis. Seu atual presidente-executivo assumiu em junho, depois que Bolsonaro demitiu seu antecessor, que estava no cargo apenas por cerca de dois meses.

Mas as produtoras independentes têm seu risco. A petroleira OGX Petróleo & Gás Participações SA pediu recuperação judicial em 2013 e ajudou a acabar com a fortuna pessoal do seu presidente do conselho e fundador Eike Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil.

Mais tarde, ele foi condenado à prisão como parte da extensa investigação de corrupção do país, conhecida como Lava Jato.

Há também a volatilidade do próprio mercado de petróleo. Os preços atingiram um recorde de alta em 14 anos para perto de US$ 140 o barril em março, mas caíram cerca de 30% desde então.

Os projetos de petróleo offshore podem levar anos para serem concluídos, e o mercado pode estar muito mais fraco então, à medida que a transição para energia renovável se acelera.

Outro ponto de pressão para os investidores é o baixo volume de negociação das ações dessas empresas, que pode ampliar as oscilações de preços.

André Laport, sócio da gestora Vinland Capital, que diz que a 3R é “muito atraente a longo prazo”, limita o tamanho do seu investimento na empresa por controle de risco.

Ainda assim, a venda de ativos da Petrobras traz uma série de campos de alta qualidade ao mercado, atiçando o apetite dos investidores nas produtoras independentes.

O apoio do fundo Prisma Capital ajudou a Origem Energia SA a adquirir um campo de petróleo da Petrobras por US$ 300 milhões no início deste ano e se tornar a segunda maior produtora independente de gás do Brasil, segundo a Prisma.

Algumas produtoras independentes, como a PetroReconcavo SA, já têm planos ambiciosos de crescimento. A empresa, fundada por investidores como o banqueiro Daniel Dantas, planeja adquirir produtoras menores, disse seu presidente, Marcelo Magalhães.

“Há um grande potencial de crescimento” para a produção de petróleo das pequenas empresas em campos adquiridos da Petrobras, disse Amanda Bandeira, da equipe de pesquisa em exploração e produção da Wood Mackenzie na América Latina. “A Petrobras não vinha investindo nesses campos, então pequenos investimentos já trazem aumentos de produção consideráveis em curto espaço de tempo.”

Acordo entre BNDES e Sebrae cria fundo para pequenos negócios

Expectativa é que os financiamentos alavanquem inicialmente cerca de R$ 4,5 bilhões, podendo chegar a até R$ 15 bilhões

Crédito vai beneficiar microempreendedores e empresas de pequeno porte

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) firmam nesta terça-feira (12) um acordo de cooperação técnica para a criação de um fundo garantidor voltado exclusivamente para operações de crédito que envolvem microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Espera-se que diversas instituições financeiras atuem como parceiras da iniciativa. A expectativa é que os financiamentos alavanquem inicialmente cerca de R$ 4,5 bilhões, podendo chegar a até R$ 15 bilhões.

Os fundos garantidores são criados para reduzir o risco das operações de crédito das instituições financeiras. Nomeado de BNDES FGI Sebrae, o novo fundo deve estar disponível em todo o país a partir dezembro de 2022. Conforme o acordo, BNDES e Sebrae vão aportar, a princípio, R$ 150 milhões cada um. Esse valor pode ser ampliado para R$ 500 milhões.

Com dívidas, empreendedores estão cautelosos ao buscar crédito
O acordo prevê ainda outros serviços. Microempreendedores individuais e empresários de micro e pequenas empresas poderão receber orientação do Sebrae, por meio do programa Crédito Assistido. A iniciativa envolve acesso a diagnósticos, ferramentas digitais, conteúdos, capacitações e consultorias com o objetivo de reduzir os riscos de inadimplência e ampliar a sustentabilidade financeira dos negócios.

Já o BNDES disponibilizará sua plataforma de gestão para operacionalização do novo fundo. Trata-se de um sistema totalmente digital utilizado por dezenas de instituições financeiras parcerias, pelo qual já foram viabilizados mais de R$ 100 bilhões em operações de crédito.

ANP faz audiência pública sobre mudanças nas especificações do óleo diesel

A ANP concluiu na última sexta-feira (15/7) a Audiência Pública relativa à minuta de resolução que, entre outras providências, estabelece as novas especificações nacionais dos óleos diesel S10 e S500 de uso rodoviário e medidas de controle de qualidade. A audiência teve início no dia 6/7 e, devido ao grande número de expositores, foi continuada em 15/7.

A nova resolução revisará a Resolução ANP nº 50/2013, em consonância com o papel da ANP de promover a melhoria da qualidade regulatória. A minuta está alinhada à Resolução nº 16/2018, do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que, entre outras determinações, dispôs sobre o aprimoramento, pela ANP, das especificações da qualidade do biodiesel e dos óleos diesel A e B.

As principais propostas de alteração constantes da minuta são:

– Alteração de limites de parâmetros das especificações dos diesel S10 e S500, a exemplo da estabilidade à oxidação, do ponto de entupimento à frio, índice de acidez e do teor de água;

 – Inclusão de exigências de procedimentos de boas práticas de manuseio, transporte e armazenamento dos óleos diesel A e B;

 – Introdução do coprocessamento como alternativa de produção de óleo diesel, adicionando à matriz de combustíveis de transporte do país produto que encerra parcela renovável, o que contribuirá para a mitigação das emissões de dióxido de carbono;

– Alteração da definição de óleo diesel A, permitindo que qualquer matéria-prima não renovável seja utilizada na sua produção, desde que o produto final resulte em hidrocarboneto com características similares ao óleo diesel; e

– Descontinuidade do óleo diesel S500 de uso rodoviário e do S1800 de uso não rodoviário, com sua substituição pelo óleo diesel S10, de baixo teor de enxofre. Com esse propósito, a minuta traz dispositivo prevendo que a ANP, após ouvir produtores e importadores, definirá, no prazo de até quatro meses, plano e cronograma para execução da substituição do S500 e S1800 pelo S10.

A descontinuidade do óleo diesel S500 não só inova a matriz de combustíveis de transporte do país,  como aperfeiçoa a qualidade do óleo diesel B trazendo benefícios para a motorização veicular, para o meio ambiente, para a saúde humana e para a proteção de interesses do consumidor.

Para chegar à proposta, as equipes técnicas da ANP utilizaram a Matriz GUT (ferramenta de priorização baseada nos critérios gravidade, urgência e tendência) para os eixos da revisão analisados, relativos à qualidade do produto. A mais disso, foram avaliadas experiências internacionais e diversos estudos técnico-científicos e realizados debates técnicos preliminares com vários agentes econômicos da cadeia de abastecimento.

O tema também passou por consulta pública de 45 dias. As sugestões recebidas nessa etapa de participação social serão avaliadas pela área técnica, para alteração ou não da minuta original. O texto consolidado passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da Diretoria Colegiada da Agência, antes de sua publicação.

+ Veja a gravação da audiência:

Parte 1

Parte 2