Petrobras informa sobre descoberta de gás na Colômbia

A Petrobras confirma a descoberta de acumulação de gás natural no poço exploratório Uchuva-1, perfurado em águas profundas da Colômbia, a 32 quilômetros da costa e a 76 quilômetros da cidade de Santa Marta, em uma lâmina d’água de aproximadamente 830 metros.

O poço Uchuva-1 foi perfurado no Bloco Tayrona, tendo a Petrobras como operadora (participação de 44,44%), em parceria com a Ecopetrol, com a participação de 55,56%.

Esta descoberta é fruto das ações do consórcio para potencializar a utilização dos dados por meio da aplicação de novas soluções tecnológicas de geologia e geofísica, somadas à expertise em operações em águas profundas.

O Bloco Tayrona consta na carteira da Petrobras para gestão ativa do portfólio e a abertura dessa nova fronteira está alinhada com o pilar estratégico da companhia em maximizar o seu valor com foco em exploração de ativos de águas profundas e ultraprofundas. O resultado alcançado aumenta as perspectivas de desenvolvimento de nova fronteira de exploração e produção na Colômbia.

O consórcio dará continuidade às atividades no Bloco Tayrona, visando avaliar as dimensões da nova acumulação de gás.

Petrobras mantém trajetória de solidez e sustentabilidade financeira com distribuição dos resultados gerados

Forte geração de caixa, refletindo o desempenho operacional da companhia e o aumento do preço de mercado do petróleo, permitiu ampliar a distribuição dos resultados gerados e o pagamento dos tributos e participações governamentais à sociedade.

A Petrobras alcançou mais uma vez sólidos resultados trimestrais. Segundo o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Rodrigo Araujo Alves, “os resultados do segundo trimestre de 2022 mostram a resiliência e a solidez da companhia, que é capaz de gerar resultados sustentáveis, seguindo com sua trajetória de criação de valor. Em linha com nosso compromisso de distribuir nossos resultados, aprovamos remuneração aos acionistas de R$ 6,73 por ação ordinária e preferencial. Adicionalmente, recolhemos o total de R$ 77,3 bilhões em tributos e participações governamentais no segundo trimestre. No ano foram cerca de R$ 147 bilhões, um aumento de 92% na comparação com primeiro semestre do ano passado”.

O lucro líquido no trimestre foi de R$ 54,3 bilhões refletindo principalmente a valorização do preço do petróleo (Brent) no período. Adicionalmente, o resultado foi impactado positivamente pelo ganho de capital de R$ 14,2 bilhões referente ao acordo de coparticipação em Sépia e Atapu. Desconsiderados os itens especiais, o lucro líquido recorrente no trimestre foi de R$ 45 bilhões. Esses fatores explicam também o crescimento do EBITDA recorrente para R$ 99,3 bilhões (+27% vs 1T22) e do fluxo de caixa livre para R$ 63,4 bilhões (+57% vs 1T22).

O avanço da produção do petróleo do pré-sal, aumentando a participação do segmento de exploração e produção de petróleo e gás (E&P) nos resultados da companhia, juntamente com a gestão de portfólio e os esforços para melhoria de eficiência, faz com que seus resultados estejam mais expostos, positivamente, a cenários favoráveis de preços de petróleo. A melhora percebida nos resultados, medidos pelo retorno sobre o capital, estão aderentes aos riscos envolvidos nesse segmento de negócio (E&P) e aproxima a rentabilidade da Petrobras – historicamente inferior – da média de seus pares.

Contribuições para Sociedade

As atividades da Petrobras geraram retorno significativo para a sociedade brasileira por meio de dividendos e do pagamento de tributos. Somente no primeiro semestre de 2022, a Petrobras já pagou R$ 179 bilhões aos cofres públicos, sendo R$ 147 bilhões entre tributos e participações governamentais e cerca de R$ 32 bilhões* de dividendos para a União (pagos até julho). Portanto, os pagamentos de dividendos e de tributos para a administração pública, quando somados, superam o valor do lucro reportado no período.

Com a aprovação de nova parcela de dividendos anunciada hoje (28/7), o valor da remuneração do seu acionista majoritário – a União – somará R$ 64,1 bilhões* este ano.

O dividendo proposto está alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 65 bilhões, a Petrobras poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e as aquisições de ativos imobilizados e intangíveis (investimentos). Além disso, a Política também prevê a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, desde que a sustentabilidade financeira da companhia seja preservada.

Além do pagamento de tributos e dividendos, destacam-se também os investimentos de US$ 3,1 bilhões no segundo trimestre, 74% acima do 1T22, devido principalmente ao impacto do bônus de assinatura relativo aos campos de Sépia e Atapu. São recursos para investimentos realizados com responsabilidade e que geram maior desenvolvimento econômico e geração de empregos e renda para os brasileiros.

* Valor considera todos os pagamentos realizados esse ano ao grupo de controle (União, BNDES e BNDESPar), incluindo o pagamento de maio, referente aos resultados de 2021.

Confira a íntegra do Relatório de Desempenho Financeiro do 2º Trimestre de 2022 aqui

Estatal assina convênio com projeto voltado a pescadores de sistemas lagunares no entorno da Bacia de Campos

Iniciativa prevê criação de certificação social do pescado e desenvolvimento de turismo de base comunitária

A Petrobras assinou convênio com o Instituto Onda Azul para a execução do projeto Uso Sustentável dos Sistemas Lagunares (USSL). A iniciativa traz, entre seus diferenciais, o apoio a comunidades pesqueiras que atuam em lagoas e lagunas, que possuem especificidades se comparadas às comunidades marítimas, tradicionalmente beneficiadas pelos projetos apoiados pela companhia.

O projeto, selecionado pelo Programa Petrobras Socioambiental, vai atuar com quase 800 participantes diretos de comunidades pesqueiras tradicionais dos municípios de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Maricá até 2024, totalizando 24 meses de duração.

Considerada pelos ambientalistas como a maior lagoa hipersalina em estado permanente do mundo, com 220 km², a Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, será uma das áreas atendidas pela iniciativa, que tem como público prioritário, além dos pescadores e seus familiares, mulheres, negros, pessoas com deficiência e lideranças locais.

Já na Lagoa de Maricá está localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) de Maricá, criada em 1984, que abriga um remanescente de Mata Atlântica, com 496 hectares de vegetação de restinga. Essa região abriga um grande número de pescadores artesanais e tem atraído o turismo voltado à natureza.

Um dos objetivos do projeto é promover o uso sustentável dos sistemas lagunares para o fortalecimento do desenvolvimento econômico integrado das comunidades locais, a partir do monitoramento participativo da produção pesqueira e da valoração da cadeia produtiva. Nesse sentido, vai atuar no desenvolvimento do turismo de base comunitária, em ações de educação ambiental e em capacitações no manejo do pescado e comercialização, com foco em geração de renda para as comunidades.

O destaque fica por conta da criação da certificação social do pescado, que, em última instância, vai promover a aproximação comercial entre consumidores e pescadores e a valorização dos produtos, melhorando a remuneração desses trabalhadores.

Petroleira informa sobre remuneração aos acionistas

A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião aprovou o pagamento de distribuição de dividendos no valor de R$ 6,732003 por ação preferencial e ordinária em circulação.

O dividendo proposto está alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 65 bilhões, a Companhia poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e as aquisições de ativos imobilizados e intangíveis (investimentos). Além disso, a Política também prevê a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, desde que sua sustentabilidade financeira seja preservada.

A aprovação do dividendo proposto é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazo e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas, assim como às melhores práticas da indústria mundial de petróleo e gás natural.

Vale destacar que no Plano Estratégico 2022-26 os projetos de investimentos solicitados pelas áreas de negócio foram atendidos por apresentar boa resiliência e por serem suportados pela geração de caixa operacional e o fluxo de desinvestimentos, sem efeitos adversos na alavancagem. Portanto, não existem investimentos represados por restrição financeira ou orçamentária e a decisão de uso dos recursos excedentes para remunerar os acionistas se apresenta como a de maior eficiência para otimização da alocação do caixa.

Os dividendos serão pagos em duas parcelas iguais nos meses de agosto e setembro, da seguinte forma:

Valor a ser pago: R$ 6,732003 por ação preferencial e ordinária em circulação, sendo que:
(i) primeira parcela, no valor de R$ 3,366002 por ação preferencial e ordinária em circulação, será paga em 31 de agosto de 2022.
(ii) segunda parcela, no valor de R$ 3,366001 por ação preferencial e ordinária, será paga em 20 de setembro de 2022.

Data de corte: dia 11 de agosto de 2022 para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 e o record date será dia 15 de agosto de 2022 para os detentores de ADRs negociadas na New York Stock Exchange (NYSE). As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos na B3 e na NYSE a partir de 12 de agosto de 2022.

Data de pagamento: para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3 o pagamento da primeira parcela será realizado no dia 31 de agosto de 2022 e o da segunda parcela no dia 20 de setembro de 2022. Os detentores de ADRs receberão os pagamentos a partir de 08 de setembro de 2022 e 27 de setembro de 2022, respectivamente.

Forma de distribuição: A primeira parcela de pagamento será realizada da seguinte forma: (a) dividendos, de R$ 2,938861 por ação preferencial e ordinária em circulação; e (b) juros sobre capital próprio de R$ 0,427141 por ação preferencial e ordinária em circulação. Já a segunda parcela será integralmente paga sob a forma de dividendos.

Importante ressaltar que esses proventos serão abatidos dos dividendos a serem aprovados na Assembleia Geral Ordinária de 2023 relativos ao exercício de 2022, sendo seus valores reajustados pela taxa Selic desde a data do pagamento de cada parcela até o encerramento do exercício social corrente para fins de cálculo do abatimento.

A Política de Remuneração aos Acionistas pode ser acessada pela internet no site da companhia (http://www.petrobras.com.br/ri)