Novo navio-tanque da AET pronto para trabalhar para a Petrobras

Após uma cerimônia de nomeação, o terceiro e último navio-tanque Suezmax de segunda geração de posicionamento dinâmico (DP2) construído para um fretamento de longo prazo com a Petrobras deve iniciar as operações no Brasil em algumas semanas, de acordo com a AET, uma empresa de logística de petróleo com sede em Cingapura. unidade do MISC Berhad da Malásia.

Depois que a AET  assinou um contrato de afretamento com a Petrobras  para três navios-tanque Suezmax DP2 em fevereiro de 2020, o primeiro desses navios, o Eagle Colatina , construído para o afretamento da Petrobras foi  nomeado em março de 2022 . A Samsung Heavy Industries (SHI) entregou o segundo, Eagle Cambe , em 31 de maio de 2022.

Em uma atualização na semana passada, a AET revelou que nomeou seu mais novo navio – Eagle Crato – o final de três navios-tanque Suezmax DP2 construídos especificamente para o afretamento com a Petrobras.

O capitão Rajalingam Subramaniam , presidente e CEO da AET e COO do MISC Group, comentou: “A nomeação de hoje da Eagle Crato marca outro marco significativo em nossa crescente parceria com a Petrobras. Este evento memorável reforça o compromisso da AET com operações ecoeficientes e de alta qualidade no Brasil. Obrigado à Petrobras, Samsung Heavy Industries, ABS e colegas da Eaglestar e membros da equipe AET por garantir a construção segura e oportuna, bem como a entrega de nossa mais recente embarcação.”

A empresa explicou que este navio-tanque DP2 “ecoeficiente e altamente especializado” foi apresentado em uma cerimônia de nomeação realizada no estaleiro Samsung Heavy Industries (SHI) em Geoje, Coréia do Sul. Esperava-se que o navio fosse entregue à AET em 29 de julho de 2022.

Comentando na cerimônia de nomeação,  Rafael Noac Feldman , Gerente Executivo de Logística da Petrobras , declarou: desafios futuros”.

O navio-tanque Eagle Crato está previsto para iniciar as operações na Bacia Brasileira para a Petrobras em algumas semanas, juntando-se a seus navios irmãos, Eagle Colatina e Eagle Cambe, além de outros seis DPSTs que a AET já opera para a Petrobras.

Além disso, as equipes da AET e da Eaglestar têm trabalhado em estreita colaboração com a equipe da SHI para garantir a construção segura e oportuna e a entrega subsequente da Eagle Crato e suas duas embarcações irmãs durante a pandemia em andamento. Além disso, Eaglestar também é o gerente de navio nomeado da Eagle Crato .

Este navio-tanque DP2 de 155.000 DWT foi construído de acordo com os requisitos técnicos da Petrobras no Brasil e operará de acordo com os “mais altos padrões operacionais e ambientais”, incluindo total conformidade com os requisitos de emissão de NOx Tier 3 e SOx da IMO. A embarcação é classificada com ABS e equipada com bombas de carga com acionamento elétrico de frequência variável e propulsores de alta potência para maior eficiência de combustível.

Além disso, o Eagle Crato também é totalmente capaz de operar nas condições climáticas esperadas para sua classe, segundo a AET. Além disso, a embarcação é equipada com dispositivos de economia de energia, como aletas Saver e Savor Stator para melhorar a eficiência de propulsão e é aproximadamente 6% mais eficiente do que os requisitos da Fase 2 do EEDI.

“O Eagle Crato é outro navio-tanque DP2 altamente especializado que significa mais um passo em nossa contribuição para a construção de um ecossistema marítimo mais sustentável. Por meio de nossa estreita colaboração com nossos parceiros, investiremos continuamente em inovação para reduzir a pegada de carbono do setor. Tudo faz parte do compromisso da AET em cumprir a ambição de redução de intensidade de GEE 2030 da IMO e nosso compromisso em todo o Grupo MISC de emissões líquidas zero de GEE até 2050”, acrescentou o Cap. Subramaniam.

Com base na declaração da empresa, o Eagle Crato é o oitavo navio e o sexto DPST que a AET receberá em 2022. Com este mais novo DPST, a AET está aumentando sua frota global de DPST para 17.

Datuk Yee Yang Chien , presidente e diretor executivo do grupo, MISC e presidente da AET, comentou: “A notável jornada de crescimento da AET em um dos maiores players de navios-tanque do mundo em um período relativamente curto certamente não aconteceu por acaso.

“Hoje, celebramos outro marco de crescimento e progresso contínuo para a AET e o MISC Group na construção de um futuro sustentável para a indústria marítima.”

Graças à entrega mais recente, a AET agora operará nove DPSTs para a Petrobras e 13 no total offshore do Brasil, com outros quatro operando no Mar do Norte, incluindo dois DPSTs de combustível duplo.

ABESPetro: Indústria de óleo e gás vai investir mais de R$ 100 bilhões por ano e gerar cerca de 500 mil empregos até 2025

ABESPetro: Indústria de óleo e gás vai investir mais de R$ 100 bi por ano e gerar cerca de 500 mil empregos até 2025

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro) lançou na quarta-feira (02) o Caderno ABESPetro 2022. A publicação é o maior levantamento feito sobre o primeiro elo da cadeia produtiva do petróleo, na qual estão situadas as empresas que fornecem bens e serviços diretamente para as petroleiras. As maiores empresas do mundo neste segmento estão hoje presentes no Brasil, atraídas pela relevância do país na indústria petrolífera, sobretudo no ambiente offshore.

O raio-x, elaborado com apoio da consultoria Deloitte, analisa todo o sistema de fornecedores da indústria brasileira de óleo e gás, descreve sua dinâmica, traz indicadores econômicos inéditos e apresenta agenda propositiva para o desenvolvimento nos próximos anos.

Rodrigo Ribeiro, presidente da ABESPetro, afirma que a publicação demonstra como o setor será fundamental para o sucesso da transição energética, a mudança estrutural da matriz de energia que precisa ser realizada de forma progressiva e socialmente responsável.

“A mola propulsora da transição energética não deve ser a restrição na oferta de hidrocarbonetos, mas sim a redução da demanda decorrente do aumento da disponibilidade de energia renovável e de tecnologias disruptivas, algumas delas ainda indisponíveis. Qualquer tentativa de inverter essa lógica resultará em retrocesso no processo de transição e no acesso da população à energia”, afirma Ribeiro, em mensagem no Caderno.

O Caderno ABESPetro 2022 mostra que a indústria de petróleo e gás no Brasil já anunciou investimentos que somam, em média, R$ 102 bilhões ao ano em exploração e produção até o ano de 2025. Com este capital, a expectativa é gerar cerca de 500 mil novos empregos na atividade de exploração e produção de petróleo e gás, o chamado upstream, nos próximos três anos. Hoje, são cerca de 340 mil postos de trabalho nesse segmento do setor.

De acordo com a publicação, além da geração de emprego e de renda, o setor contribuiu com arrecadação de R$ 104 bilhões apenas no ano de 2021, segundo cálculo realizado pela Deloitte. Este valor considera a soma de bônus de contratações de blocos exploratórios, royalties, participações especiais, tributos, dividendos distribuídos pela Petrobras e a parcela da União proveniente do regime de partilha do pré-sal.

O mapeamento realizado pelo Caderno ABESPetro 2022 confirma o Brasil como candidato a continuar sendo um centro relevante produtor de óleo e gás em esfera global por razões sociais, econômicas e ambientais. Segundo o presidente da associação, a qualidade dos reservatórios existentes faz do Brasil um dos países com mais baixo nível de emissão de gases do efeito estufa por barril de petróleo produzido.

Ghiorzi destaca que “a disponibilidade de recursos naturais só se transforma em benefício econômico se eles forem, além de extraídos, utilizados para alavancar o desenvolvimento tecnológico e o crescimento da atividade industrial do país”.

Desafios e propostas

O primeiro Caderno ABESPetro foi publicado em 2017 e contribuiu para a superação dos desafios que, então, se apresentavam. A nova publicação traz as atuais tendências e os novos desafios a serem superados pelo setor, incluindo questões relacionadas à pandemia de Covid-19, à guerra na Ucrânia e à necessidade de acelerar o processo de transformação digital do setor.

Além disso, o Caderno ABESPetro 2022 propõe como meta o uso pleno dos recursos produtivos do setor, ou seja, de suas unidades fabris, de seus centros de tecnologia e dos profissionais formados ao longo de décadas de desenvolvimento da atividade no Brasil. O objetivo da associação é fomentar empregos e investimentos no setor, formando, assim, um círculo virtuoso de desenvolvimento sustentável.

A publicação apresenta sugestões de instrumentos para o uso pleno desses recursos produtivos, como o fomento à transição energética por meio de incentivos à produção de gás; a aceleração da produção, com a agilização de leilões de blocos exploratórios; estabilidade e ampliação do Repetro; e aprimoramentos dos instrumentos de incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) e de Conteúdo Local (CL). Sobre PDI e CL, Ghiorzi aponta que “aprimoramentos nestes instrumentos serão os grandes indutores de conteúdo local por mérito, não por imposição regulatória”.

De acordo com o Caderno ABESPetro 2022, a estabilidade operacional do setor e a geração de empregos e riqueza nos próximos anos passam pela definição de um calendário plurianual de leilões, incluindo blocos atraentes em regiões desenvolvidas e a desenvolver, como a Margem Equatorial. O regime tributário especial também é fundamental para viabilidade econômica dos investimentos em exploração para a promoção do desenvolvimento econômico e social.

“O Caderno ABESPetro 2022 traz uma agenda propositiva para o segmento de exploração e produção que consideramos importante ser levada em consideração pelos candidatos nas eleições de outubro”, afirma Rodrigo Ribeiro.

Sobre a ABESPetro

Fundada em 2004, a ABESPetro congrega empresas que atuam no primeiro elo da cadeia produtiva da indústria brasileira de exploração e produção de petróleo e gás natural. Os bens e serviços produzidos por suas associadas são utilizados por petroleiras em identificação e quantificação de reservas; construção, operação e manutenção da infraestrutura de produção; e desativação dos campos de petróleo. No Brasil, o segmento gera hoje mais de 340 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. A ABESPetro busca contribuir para o contínuo aprimoramento das regras e crescimento da atividade econômica do setor de petróleo e gás natural.

Baixe o caderno: Caderno AbesPetro 2022-VFinal  

AVEVA e IBP lançam Guia de Convergência OT-IT para fomentar indústria 4.0

Tarcisio Romero e Claudio Muller, da AVEVA, participaram desde a concepção do Guia de Convergência OT-IT do Instituto Brasileiro de Óleo e Gás

Um projeto colaborativo do IBP – Instituto Brasileiro de Óleo e Gás, realizado com a participação de mais de 100 experts do mercado de tecnologia, resultou no desenvolvimento do guia mais moderno e atualizado disponível hoje no mercado brasileiro sobre a convergência entre as Tecnologias Operacionais (OT) e as Tecnologias da Informação (IT), um tema que ganha relevância cada vez maior neste segmento, e que está no centro do processo de digitalização e implantação da Indústria 4.0.

A AVEVA, líder global em software industrial, e que vem impulsionando a transformação digital e a sustentabilidade, teve um importante papel na elaboração do Guia de Convergência OT-IT do IBP, com a participação de dois de seus especialistas na área, Tarcísio Romero de Oliveira, Consultor em Valor Empresarial da AVEVA na América Latina, e Cláudio Muller, Gerente de Vendas da AVEVA no Brasil.

Setor que está bastante avançado no processo de convergência digital, a indústria de Óleo & Gás lidera os investimentos em tecnologia, e vem sendo um modelo de implantação da Industria 4.0. Mas muitas empresas de outros setores ainda precisam iniciar esse processo, embora existam exemplos muito bem encaminhados nas indústrias de processo e nos segmentos petroquímico, farmacêutico e automotivo. O guia é uma importante ferramenta de apoio, por estruturar normas e boas práticas que auxiliarão na jornada da digitalização e por apresentar uma visão detalhada de quais pilares e diretrizes que as empresas devem orientar a jornada de transformação digital.

“O Brasil é carente de informações e dados sobre como a digitalização deve ser conduzida. Este guia busca ampliar o entendimento de como a convergência OT-IT deve se processar”, observa Tarcísio Romero, ao ressaltar que, embora o guia seja voltado ao setor de O&G, ele traz diretrizes que se aplicam a outras indústrias que ainda não implantaram processos tão bem estruturados nessa direção. Ele destaca que mesmo aqueles setores que já contam com avanços em transformação digital, precisam de uma estratégia estruturada para extrair mais valor dos sistemas já instalados.

A contribuição dos especialistas da AVEVA ao Guia foi bastante relevante, tendo sido convidada a participar desde as primeiras discussões no Grupo de Trabalho do IBP, tanto pelo seu grande conhecimento da cadeia de valor do setor de O&G como por seu portfólio completo de soluções. A companhia tem ajudado empresas de todos os setores a implantarem a digitalização desde sua fase inicial até a integração total de todos os processos, em um ponto de maturidade que tem permitido aos seus clientes realizarem o roll-out dessa implantação para diversas unidades de operação.

A fusão com a Schneider Electric, realizada em 2017, e a aquisição da OSIsoft, dois anos atrás, impulsionaram o portfólio de soluções e serviços da AVEVA, gerando valor aos clientes e possibilitando a eles ganhos em eficiência, redução de custos, de perdas e de paradas não programadas, cumprimento de metas, transparência e sustentabilidade, ao criar oportunidades de inovação usando novas tecnologias emergentes. A escala e o escopo mais amplo e profundo são fundamentais para que a AVEVA continue a liderar a transformação digital do setor industrial, e podem gerar mais eficiência sustentável para diversos setores essenciais, incluindo bens de consumo embalados (CPG), farmacêutico, saneamento e serviços públicos.

“Participar da elaboração deste guia foi um grande reconhecimento da nossa expertise técnica, e de que temos capital humano, conhecimento in house e soluções de ponta a ponta para promover a transformação digital e a sustentabilidade em todos os segmentos industriais”, destaca Cláudio Muller. Em sua avaliação, acrescentar inteligência aos dados e eliminar os silos de informações têm permitido às organizações determinarem, com mais eficácia, a causa de problemas operacionais e visualizar o que está acontecendo em diferentes locais, departamentos e sistemas. “Dessa forma, nossos clientes vêm, efetivamente, sendo capazes de melhorar seus processos de negócios e eliminar ineficiências, que levam à redução de custos.”

As soluções da AVEVA, disponíveis no modelo SaaS (Software as a Service) e na nuvem, atendem os requisitos para a transformação digital de ponta a ponta, incluindo a coleta e tratamentos dos dados para transformá-los em informações que possam ser utilizadas, com apoio de Inteligência Artificial, em alertas e notificações, para a tomada de decisões estratégicas que vão do chão de fábrica aos mais altos níveis das organizações.

Segundo o próprio Guia do IBP destaca, a estratégia de transformação digital numa organização de base industrial começa pela integração de dados de sistemas operacionais (OT) isolados existentes aos sistemas corporativos (IT). “A convergência OT-IT busca integrar esses dados que estão dispersos pela organização, mas não basta investir somente em tecnologia para executar a transformação digital, é preciso atuar em três pilares fundamentais, que são pessoas, processos e tecnologia, nesta ordem”, completa o Consultor de Valor de Negócios da AVEVA na América Latina, Tarcísio Romero.

O Guia de Convergências OI-IT pode ser baixado, gratuitamente, no site do IBP, neste link.

Sobre o Guia de Convergência OT-IT

Liderada pelo IBP – Instituto Brasileiro de Óleo e Gás, a elaboração do Guia foi resultado de um esforço de cocriação de mais de 100 profissionais atuantes na área industrial e corporativa, representando mais de 70 empresas provedoras de soluções OT e IT, consultorias, instituições de pesquisa, academia, indústrias, entre outras, sendo parte dos direcionadores estratégicos do conselho de transformação digital para o setor.

 Sobre a AVEVA

A AVEVA é líder global em software industrial, que utiliza a criatividade para impulsionar o uso responsável dos recursos do mundo. A plataforma e os aplicativos de nuvem industrial seguros da AVEVA permitem que as empresas aproveitem o poder de suas informações e melhorem a colaboração com clientes, fornecedores e parceiros.

Mais de 20.000 empresas em mais de 100 países confiam na AVEVA para ajudá-los a fornecer o essencial da vida: energia segura e confiável, alimentos, medicamentos, infraestrutura e muito mais. Ao conectar pessoas a informações confiáveis e insights enriquecidos com IA, a AVEVA permite que as equipes projetem com eficiência e otimizem as operações, impulsionando o crescimento e a sustentabilidade.

Nomeada como uma das empresas mais inovadoras do mundo, a AVEVA oferece suporte aos clientes com soluções abertas e a experiência de mais de 6.400 funcionários, 5.000 parceiros e 5.700 desenvolvedores certificados. Com operações em todo o mundo, a AVEVA tem sede em Cambridge, Reino Unido e é listada no FTSE 100 da Bolsa de Valores de Londres. Para mais detalhes, visite o site da AVEVA.