Estatal conclui venda de ativos de E&P no Espírito Santo

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 29/01/2021, informa que finalizou em (2/8) a venda da totalidade de suas participações nos campos de produção de Peroá e Cangoá, e na concessão BM-ES-21 (Plano de Avaliação de Descoberta de Malombe) denominados conjuntamente de Polo Peroá, localizado na Bacia do Espírito Santo para a empresa 3R Petroleum Offshore S.A., anteriormente denominada OP Energia Ltda.

A operação foi concluída com o pagamento à vista de US$ 8,07 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato. O valor recebido ontem se soma ao montante de US$ 5 milhões pagos à Petrobras na assinatura do contrato de compra e venda. Além desse montante, é previsto o recebimento pela Petrobras de até US$ 42,5 milhões em pagamentos contingentes, a depender das cotações futuras do Brent e desenvolvimento dos ativos.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade. A Petrobras segue concentrando os seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Peroá

A Petrobras detém 100% de participação nos campos de Peroá e Cangoá, localizados em águas rasas, cuja produção média de janeiro a junho de 2022 foi de cerca de 572 mil m3/dia de gás não-associado, e 100% de participação no bloco exploratório BM-ES-21, localizado em águas profundas, em que se encontra a descoberta de Malombe.

Sobre a 3R Petroleum

A 3R Petroleum Óleo e Gás S.A., companhia listada no Novo Mercado da B3, é uma empresa com foco no redesenvolvimento de campos maduros e em produção, sendo o redesenvolvimento de campos offshore realizado pela 3R Petroleum Offshore S.A., anteriormente denominada OP Energia Ltda., a qual é resultado de uma parceria entre a DBO Energy S.A. e 3R Petroleum Óleo e Gás S.A.

Petrobras reduz preços de venda de diesel para as distribuidoras

A partir de hoje, 05/08, o preço médio de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 5,61 para R$ 5,41 por litro, uma redução de R$ 0,20 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 5,05, em média, para R$ 4,87 a cada litro vendido na bomba.

Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

Transparência é fundamental

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor.

Convidamos a visitar precos.petrobras.com.br

TIVIT fornece ambiente e infraestrutura do novo maior supercomputador da América Latina

A expectativa da multinacional brasileira de tecnologia é que o novo supercomputador apresente desempenho ainda melhor do que o atual líder, também operado pela TIVIT em seus ambientes

A TIVIT, multinacional brasileira e one stop shop de tecnologia, anuncia o início da operação do novo maior supercomputador da América Latina, que estará voltado para o atendimento das necessidades de processamento de dados geofísicos da principal empresa brasileira de petróleo e seus derivados. Outro objetivo da máquina será contribuir para programas estratégicos da petroleira, como o início da produção de um campo de extração.

A expectativa é que ele tenha desempenho superior em comparação com o atual maior supercomputador, que ganhou esse título no ranking Top500, sendo também operado pela TIVIT em seus ambientes. Essa confirmação só se dará depois que forem rodados os chamados “benchmarks de medição”, uma combinação de indicadores de referência do mercado que testam diversos atributos comprovadores do alto desempenho de um supercomputador.

“Nesse novo supercomputador, serão utilizados algoritmos desenvolvidos pelos geofísicos e analistas de sistemas do nosso cliente a fim de gerar imagens da subsuperfície com maior resolução em áreas de interesse para exploração de petróleo e gás natural, otimização da produção, redução do tempo de processamento de dados e ganho de assertividade na exploração do poço”, explica Valdinei Cornatione, Diretor-Executivo e Head de Technology Platforms da TIVIT. “O que se busca é permitir ao nosso cliente economia operacional e eficiência no dia a dia”, completa, observando que o contrato com a companhia, iniciado em 2019, tem duração de dez anos.

A TIVIT fornece a infraestrutura e conectividade desses supercomputadores que contribuem para a viabilização de projetos estratégicos da petroleira, como garantir 100% de precisão durante a escavação do poço para extração de petróleo, diminuindo assim os custos da operação e aumentando sua eficiência. Qualquer desvio ou erro na perfuração pode custar bilhões de dólares, motivo pelo qual é tão importante a análise de dados geológicos e geofísicos possibilitada pelos supercomputadores. A capacidade de processamento geofísico instalado na TIVIT tem, ainda, papel relevante no trabalho de extração do primeiro barril de petróleo dentro de mil dias após sua descoberta – a média é de três mil dias.

Para viabilizar o novo supercomputador, a TIVIT investiu fortemente na ampliação do ambiente, tendo como principais desafios o desenvolvimento de um projeto de refrigeração que pudesse atender à enorme dissipação de calor do novo equipamento e o prazo de entrega de 200 dias. A infraestrutura de datacenter (como espaço, energia, refrigeração, rede de dados, segurança física e redundância) é operada pela mão de obra especializada da TIVIT, que mantém um ambiente de missão crítica do porte e da complexidade demandados por uma companhia líder de mercado na extração de petróleo. “Para a importação dos equipamentos, enfrentamos uma série de desafios logísticos causados pela conjuntura geopolítica, marcada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, além da continuidade da Covid-19”, diz Valdinei.

Sobre a TIVIT | Seu futuro, nosso desafio

A TIVIT é uma multinacional brasileira e one stop shop de tecnologia, presente no mercado desde 1998 e com operações em dez países da América Latina. A companhia oferece serviços diversos como desenvolvimento de software ágil, nuvem híbrida e pública, cibersegurança, operações de alta complexidade, entre outros, que apoiam os clientes em sua jornada de transformação digital.

Por meio das unidades de negócios Digital Business, Cloud Solutions e Technology Platforms, a TIVIT responde aos desafios de um mundo cada vez mais complexo e dinâmico. Com um ecossistema repleto de soluções inovadoras e parcerias tecnológicas que apoiam os negócios de 7 das 10 maiores empresas do Brasil.

Nossos clientes, pessoas e parceiros podem contar também com o TIVIT Labs, hub de inovação, e com a TIVIT Ventures, braço de aquisições que atualmente integra as marcas CyberSec, Stone Age, tbankS, Privally, DevApi, Lambda3 e SENSR.IT, iniciativas que reforçam a cultura empreendedora da TIVIT.

Petrobras e Bunge celebram contrato para fornecimento de matéria-prima usada na produção de Diesel R5

Testes comerciais com o biocombustível são um importante passo para o desenvolvimento de produtos e negócios de menor intensidade de carbono e maior sustentabilidade da matriz energética brasileira

Petrobras e Bunge, respectivamente, maiores produtores nacionais de derivados de petróleo e de óleo de soja, celebraram contrato para aquisição de óleo de soja refinado destinado à produção de Diesel R5 na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. A matéria-prima começou a ser fornecida no final de julho e a produção ocorrerá em setembro de 2022. Cerca de 1,5 milhão de litros serão destinados aos primeiros testes comerciais do produto, que irão verificar a receptividade do mercado ao novo combustível.

O Diesel R5 é produzido a partir do coprocessamento de óleos vegetais, neste caso de óleo de soja refinado, com óleo diesel de petróleo. O combustível sai da refinaria com cerca de 95% de diesel mineral (derivado do petróleo) e 5 % de diesel renovável, também chamado de diesel verde. As distribuidoras farão a adição dos 10% de biodiesel éster, conforme estabelece a legislação atual.

O diesel verde ou renovável é um biocombustível avançado, quimicamente igual ao diesel mineral, só que produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais ou até mesmo óleo de cozinha usado. Ele pode ser produzido em unidades industriais concebidas especificamente para sua produção, ou por coprocessamento em unidades de hidrotratamento já existentes, nas quais a carga da unidade é feita com diesel mineral misturado aos óleos vegetais.

Nos testes comerciais a serem realizados, o produto será oferecido visando identificar segmentos interessados no uso desse combustível para redução das emissões de gases de efeito estufa.

Atualmente está em discussão no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a possibilidade do diesel renovável, produzido em unidades dedicadas ou por coprocessamento com óleos vegetais, também ser considerado no mandato de biocombustível presente no óleo diesel comercializado nos postos de combustíveis. Caso seja aceita, a introdução do novo combustível viabiliza a utilização de teores mais elevados de renováveis nos novos motores a diesel.

A Petrobras planeja expandir a produção do diesel com conteúdo renovável para mais duas refinarias no Sudeste e, futuramente, ter uma unidade dedicada ao processamento da matéria-prima renovável. Até 2026, serão investidos US$ 600 milhões com esse objetivo, por meio do Programa Biorrefino.