Keppel Shipyard de Cingapura irá construir o FPSO P-80

A Petrobras fechou contrato com o Estaleiro Keppel para a construção de um FPSO, que será a nona unidade a operar no campo offshore de Búzios e uma das maiores unidades do Brasil.

A Petrobras iniciou o processo de licitação para a aquisição da nona unidade FPSO para o campo de Búzios, localizado na área do pré-sal da Bacia de Santos, em maio de 2021.

A empresa brasileira informou em atualização nesta segunda-feira que, como resultado do andamento do projeto de desenvolvimento do campo de Búzios, assinou um contrato com o Estaleiro Keppel para a construção da plataforma P-80 .

Em uma declaração separada na segunda-feira, a Keppel revelou que a concessão do contrato vale cerca de US$ 2,9 bilhões e a embarcação está programada para ser concluída no primeiro semestre de 2026.

Segundo a Petrobras, esta unidade será uma das maiores a operar no Brasil e uma das maiores da indústria mundial de óleo e gás, com capacidade para produzir até 225 mil barris de petróleo por dia, processar até 12 milhões de m3 /dia de gás, e armazenam mais de 1,6 milhão de barris. O projeto prevê a interligação de 14 poços, sendo 7 produtores de petróleo e 7 injetores.

A plataforma será própria, do tipo FPSO, com índice mínimo de conteúdo local de 25%. O início da produção está previsto para 2026 e a P-80 será o 28º sistema a operar no pré-sal.

A P-80 faz parte da nova geração de plataformas da Petrobras, caracterizada por sua alta capacidade de produção e por tecnologias de redução de emissões de CO2. A unidade incorporará a tecnologia de flare fechado, que aumenta o aproveitamento do gás e evita que ele seja queimado na atmosfera. Outra inovação será o sistema de detecção de gás metano , capaz de atuar para prevenir ou mitigar o risco de vazamentos, explicou a Petrobras.

O FPSO também será equipado com a tecnologia CO2 Capture, Use, and Geological Storage ( CCUS ).

Simultaneamente à construção do P-80, seu gêmeo digital será desenvolvido. Esta inovação consiste na reprodução digital através de uma unidade virtual idêntica à plataforma física, permitindo várias simulações remotas e testes operacionais virtuais, simulando diversos cenários de forma segura.

Conforme detalhado pela Keppel, o projeto e a engenharia serão realizados por meio de seus centros em Cingapura, Brasil, China e Índia. A fabricação dos módulos topside, que pesam cerca de 47.000 toneladas métricas (MT) no total, será distribuída em suas instalações em Cingapura, China e Brasil, com os trabalhos de integração e comissionamento a serem concluídos em Cingapura.

Além disso, a construção do casco e alojamento será realizada pela CIMC Raffles na China. A Keppel O&M também realizará a fase final dos trabalhos de comissionamento offshore quando o FPSO chegar ao campo.

A Petrobras destacou que, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração, o campo de Búzios deve chegar ao final desta década com produção diária de cerca de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo de maior produção da empresa. Atualmente, quatro plataformas estão operando no campo de Búzios (P-74, P-75, P-76 e P-77) e outras quatro unidades estão em processo de construção ( FPSO Almirante Barroso ; FPSO Almirante Tamandaré ; P-78 – também em construção pelo Estaleiro Keppel – e P-79 ).

A Petrobras é a operadora do campo com 92,6% de participação, tendo a CNOOC e a CNODC como sócias, com 3,7% cada.

Há duas semanas, a Keppel também garantiu contratos no valor de cerca de S$ 75 milhões para a reforma e conclusão de duas unidades de produção flutuantes, que operarão no Golfo do México e no Senegal.

Então, há uma semana, a empresa rescindiu contratos com três clientes diferentes relacionados a pedidos de uma plataforma de perfuração jack-up, uma plataforma de assistência e uma lancha.

Maersk Supply Service recebeu contrato da Shell Brasil

A Maersk Supply Service recebeu um contrato em nome da Shell Brasil para as remediações da linha de ancoragem do FPSO Fluminense na costa do Rio de Janeiro.

De acordo com a empresa, o contrato abrange obras de remediação em duas linhas de amarração do Fluminense.

Conforme divulgado, as atividades de engenharia onshore estão em andamento, enquanto as operações offshore devem começar no final de agosto e durar três semanas.

O trabalho offshore utilizará até três navios de manuseio de âncoras da Maersk Supply Service para manter o FPSO na estação e realizar operações submarinas.

Com o último contrato, esta será a terceira vez que a empresa dinamarquesa apoia a Shell Brasil nas linhas de atracação do FPSO Fluminense.

Para lembrar, a empresa concluiu uma tarefa de manutenção da estação durante a remoção de emergência de um Gas Lift Riser no início deste ano e forneceu soluções de extensão da vida útil das linhas de ancoragem em 2019.

Uma vez concluído o projeto, a Maersk Supply Service terá substituído ou mantido cada uma das linhas de atracação que mantém o FPSO Fluminense no local.

“Estamos muito satisfeitos que a Shell Brasil tenha mais uma vez demonstrado essa confiança na Maersk Supply Service e continuaremos trabalhando duro para entregar um serviço de alta qualidade e operações seguras para nosso cliente”, disse Rafael Thome , diretor administrativo para o Brasil da Maersk. Serviço de Abastecimento.

Estatal sobre ofício do Ministério da Economia

A Petrobras, em continuidade ao Fato Relevante divulgado em 20/07/2022, informa que recebeu ofício do Ministério da Economia (ME) na data de hoje, às 09h25min, ratificando a indicação pelo acionista controlador do Sr. Ricardo Soriano de Alencar para o Conselho de Administração (CA) da Companhia, a ser submetida à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada para 19/08/2022.

O Manual da AGE foi reapresentado nesta data para informar sobre o recebimento deste ofício (Anexo VII do Manual) e está disponível no site https://www.investidorpetrobras.com.br/acoes-dividendos-e-dividas/assembleias-e-reunioes/ e no site da CVM (http://www.cvm.gov.br).

Fatos julgados relevantes serão oportunamente comunicados ao mercado.

Petrobras informa sobre venda de direitos minerários de potássio

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de seus direitos minerários para pesquisa e lavra de sais de potássio situados na Bacia do Amazonas.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados‐e‐comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre o Ativo

O ativo é composto por 34 títulos minerários de sais de potássio localizados na Bacia do Amazonas e outorgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Destes 34 títulos, 8 são concessões de lavra, 4 são requerimentos de lavra e 22 estão em processo de autorização de pesquisa.