Estaleiro norueguês reformará dois PSVs para águas profundas no Brasil

A Oceanica concedeu à Green Yard Kleven, na Noruega, um contrato para modernizar duas embarcações de abastecimento de plataforma (PSVs) para operações com um veículo operado remotamente (ROV) e guindaste offshore.

A Oceanica adquiriu recentemente as embarcações que possuem o design MT6009 da Marin Teknikk. Um já está no Green Yard Kleven e o outro chegará ao estaleiro nestes dias.

Após a conversão, as embarcações irão operar em águas profundas no offshore brasileiro.

O contrato foi elaborado em estreita colaboração com Marin Teknikk, que trabalhará com design e engenharia no projeto de retrofit.

De acordo com Green Yard Kleven, os equipamentos serão reaproveitados no projeto, os guindastes offshore serão utilizados e serão reconstruídos de acordo com a especificação atual e no prazo de entrega correto.

“Há muitas vantagens em reconstruir as embarcações existentes, usando material reciclado e reutilizando equipamentos para as conversões. Isso economizará recursos e reduzirá custos, emissões e a quantidade de resíduos. Sem comprometer a qualidade”, disse Karl Johan Barstad , gerente de vendas Retrofit da Green Yard Kleven.

As obras começarão imediatamente e devem ser concluídas até o final do ano.

“Esta foi uma boa notícia para nós. A atribuição aumenta nossa reserva de pedidos, embora ainda tenhamos capacidade para assumir mais projetos. Somos gratos pela confiança e pela atribuição e esperamos a colaboração de todos os parceiros envolvidos”, disse Hans Jørgen Fedog , CEO da Green Yard Kleven.

A Oceanica recebeu recentemente dois ROVs de classe de trabalho da Forum Energy Technologies (FET) para apoiar as atividades de inspeção, reparo e manutenção (IRM) nos campos de petróleo da Petrobras.

Os veículos compactos de 200 HP com classificação de 3.000 metros foram fornecidos com sistemas de lançamento e recuperação Dynacon compensados ​​por levantamento ativo, bem como instalações de controle e energia de superfície associadas.

Dados de junho do Boletim Mensal da Comercialização do Gás Natural da ANP estão disponíveis

A ANP divulgou, na sexta-feira (12/8), a última edição do Boletim Mensal da Comercialização do Gás Natural, referente a junho de 2022. A publicação divulga as informações relativas aos preços médios do gás natural e os volumes comercializados no Brasil.

Desde a divulgação de março deste ano, o Boletim conta com uma nova seção, chamada “Venda aos comercializadores”. Ela foi criada devido ao processo de abertura do mercado de gás natural, com a entrada de novos agentes vendedores comprando e vendendo gás nas bordas da malha integrada do sistema de transporte.

Estão disponíveis também os dados atualizados das seções já existentes anteriormente: Vendas às distribuidoras de gás natural e consumidores livres e as Vendas entre produtores. A página traz ainda a metodologia utilizada na classificação dos mercados atendidos, agregação das regiões atendidas e obtenção dos preços médios divulgados.

O Boletim é sempre publicado até o décimo dia útil do segundo mês subsequente à comercialização, atendendo à Resolução ANP nº 52/2011.

ABPIP questiona no Cade falta de transparência e sucessivos adiamentos na venda das refinarias da Petrobras

Manifestação protocolada esta semana pede a implementação do TCC do refino e adoção de critérios objetivos para cálculo da remuneração para acesso a dutos de escoamento

A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), acaba de protocolar uma manifestação junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), questionando os sucessivos adiamentos, sendo o mais recente de março deste ano, na venda das refinarias que fazem parte do Termo de Compromisso de Cessação de Conduta Relacionado ao Mercado de Refino de Petróleo (TCC), firmado entre a Petrobras e Cade, em 2019. Desde então, não foram divulgados novos prazos.

A assinatura do TCC encerrou as investigações por possível posição dominante da petroleira no mercado de refino, com a indicação de novas diretrizes de gestão de portfólios dos ativos da empresa, que incluíam a venda de oito refinarias e da respectiva infraestrutura logística associada. A partir do TCC, a Petrobras se comprometeu a alienar integralmente os seguintes ativos: Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Unidade de Industrialização de Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Gabriel Passos (REGAP), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), Refinaria Isaac Sabbá (REMAN); Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) e seus respectivos Ativos de Transporte.

A data limite para a assinatura dos contratos de compra e venda era, originalmente, 31 de dezembro de 2020, e a data limite para o fechamento das operações era 31 de dezembro de 2021. Até que o desinvestimento fosse concluído, a Petrobras deveria publicar em seu site os preços de venda vigentes de diesel e gasolina por ela comercializados, por polo, como forma de demonstrar a isonomia competitiva aos demais participantes do mercado destes produtos. Contudo, desde a sua celebração até o presente momento, foram aprovados quatro termos aditivos ao TCC, com a prorrogação dos prazos para cumprimento das obrigações assumidas pela Petrobras.

No documento protocolado no Cade, a Associação pede a adoção de medidas provisórias visando a proteção do mercado, diante das sucessivas prorrogações do cronograma original e a total falta de publicidade e transparência da Petrobras no processo. “A preocupação é quanto ao monopólio da Petrobras na comercialização do principal insumo do refino, em especial na coleta, tratamento e escoamento do petróleo, o que pode se configurar em barreira à criação de um mercado diversificado e competitivo na atividade de Exploração e Produção de Petróleo terrestre e de águas rasas”, explicou Anabal Santos Jr, Secretário Executivo da ABPIP.

Para a Associação, enquanto as medidas determinadas no TCC não são definitivamente implementadas, é imprescindível que também sejam adotadas medidas para viabilizar o acesso não discriminatório dos produtores independentes aos gasodutos de escoamento da produção, às instalações de tratamento ou processamento de gás natural e aos terminais de GNL, serviços prestados pela Transpetro. “É essencial que a empresa dê publicidade e transparência aos critérios e à metodologia de cálculo utilizados para a cobrança dos referidos serviços e abstenha de cobrar por serviços não realizados ou que não foram solicitados por seus clientes independentes”, disse Santos Jr.. Segundo ele, a Transpetro tem imposto aumentos significativos, de 30% a 250%, a depender da instalação, na tarifa cobrada pelo uso de dutos e terminais de escoamento da produção, estruturas essenciais para a operação. “Tais aumentos podem chegar a inviabilizar economicamente a operação de alguns campos, trazendo prejuízos para toda a cadeia do setor”, completou.