Setor eólico avança na velocidade do vento – Elbia Gannoun, presidente da ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias

O Brasil está na 6ª posição do Ranking de Capacidade Total Instalada de Energia Eólica Onshore em 2021, tendo subido uma posição em relação ao ano anterior, segundo o Conselho do Global Wind Energy Council (GWEC), entidade mundial desse segmento de energias renováveis. Com cerca de 80% de um aerogerador sendo produzido localmente, tornando o país menos dependente de importação, o setor eólico continua a crescer, batendo recordes anuais consecutivos. “Chegamos na metade de 2022 com 22GW de capacidade instalada. Há outros 981,8 MW na fase de testes que devem entrar em operação nas próximas semanas”, afiança Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica(ABEEólica)…

Há mais de 10 anos à frente da entidade, principal voz do setor no país, a liderança de Elbia é reconhecida também no exterior: em agosto, foi reconduzida à vice-presidência do GWEC. “Se queremos atingir o zero líquido até 2050, as instalações eólicas precisam de quase quadruplicar. Cabe à indústria fazer com que isso aconteça, com a GWEC a desempenhar um papel fundamental neste processo”, declarou ao ser reconduzida ao cargo que conquistou pela primeira vez em 2020.

Embaixadora global pelo Brasil no Women in Wind Global Leadership Program, parceria do GWEC com a Rede Global de Mulheres para a Transição de Energia (GWET), Elbia Gannoum recebeu o primeiro Prêmio “C3E – Clean Energy Education & Empowerment – Woman of Distinction Award”, criado em 2019. Conferido pelo Clean Energy Ministerial (fórum global que reúne 25 países e a Comissão Europeia) e a Agência Internacional de Energia (EIA),o C3E é um reconhecimento às mulheres que se destacam na indústria de energias limpas no mundo.

Nada mais justo para quem se tornou a ‘cara’ desse setor que em agosto registrou o primeiro recorde de geração instantânea de 2022, quando produziu o correspondente à energia suficiente para atender durante um minuto todo o Nordeste. “Até 2026 teremos 37 GW instalados. E esses valores não se referem a projeções, mas sim a contratos já assinados”, diz Elbia Gannoum nessa entrevista à revista digital Oil & Gas Brasil.

Oil & Gas Brasil: O país tem 828 parques eólicos em operação, dos quais 725 estão no Nordeste. Como vem sendo a evolução dos parques eólicos no país, inclusive no período de pandemia? Quantos parques estão hoje em construção?

Elbia Gannoum: A pandemia afetou o crescimento do mercado de maneira global, mas a eólica no país vem batendo recordes anuais e deve continuar assim por algum tempo. Chegamos na metade de 2022 com 22GW de capacidade instalada e há outros 981,8 MW em operação de testes, que devem entrar em operação nas próximas semanas.

Oil & Gas Brasil: O Brasil tem, atualmente, capacidade de produzir 22.000 MW de energia eólica, a maior parte (20 mil) no Nordeste. Qual é a expectativa de expansão da capacidade eólica nessa região até o final da década? E no país como um todo?

Elbia Gannoum: As perspectivas para eólica são ótimas, principalmente por conta dos projetos que estão sendo fechados no Mercado Livre. Importante lembrar que, desde 2018, as eólicas vendem mais no mercado livre do que no regulado. Hoje estamos com 22 GW e até 2026 teremos 37 GW e esses valores não se referem a projeções, mas sim a contratos já assinados. Isso mostra a força do mercado brasileiro, que ainda deve crescer mais, apesar da pressão de custos deste período que estamos vivendo.

Também até o fim da década é possível que tenhamos parques de eólica offshore em funcionamento, estamos trabalhando no
momento na questão regulatória, mas até o fim da década o cenário brasileiro de eólica deve ser incrementado com as offshore. A EPE estima que o Brasil possua aproximadamente 700 GW de potencial para exploração da fonte eólica em locais com profundidade com até 50 metros. Alguns dos principais estados com potencial eólico para aproveitamento e produção de energia eólica são: Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Oil & Gas Brasil: Em agosto a energia eólica registrou primeiro recorde de geração instantânea de 2022. Segundo o governo, o total produzido corresponde ao suficiente para atender durante um minuto todo o Nordeste. Foi o maior recorde até hoje? Podemos esperar novos recordes este ano?

Elbia Gannoum: Sim, foi o maior recorde até hoje. Mas estamos num período que chamamos de safra dos ventos, época em que temos os melhores ventos do ano. Começa geralmente em meados de junho e vai mais ou menos até o começo de novembro. É possível que até lá tenhamos um novo recorde. A ONS é quem monitora e divulga esses recordes. Os mais recentes ocorreram em 12 e 13 de agosto.

Oil & Gas Brasil: O país tem 828 parques eólicos em operação dos quais 725 estão no Nordeste. Como vem sendo a evolução dos parques eólicos no país, inclusive no período de pandemia? Quantos parques estão hoje em construção?

Elbia Gannoum: A pandemia afetou o crescimento do mercado de maneira global, mas a eólica no país vem batendo recordes anuais e deve continuar assim por algum tempo. Chegamos na metade de 2022 com 22GW de capacidade instalada e há outros 981,8 MW em operação de testes, que devem entrar em operação nas próximas semanas.

Oil & Gas Brasil: O fator de capacidade médio verificado para as usinas eólicas do Nordeste no período de maio/2021 a abril/2022, foi de 39,8%, enquanto, no mesmo período, para as usinas eólicas da região Sul do país, foi de 33,8%. A Firjan e o Governo do Estado do Rio de Janeiro vem destacando o potencial na área de renováveis. Como vcs veem o cenário fluminense: pode ter uma expansão no setor eólico maior que o de outros estados do Sudeste ou Sul do Brasil? 

Elbia Gannoum: A área de renováveis vem crescendo bastante e o mundo está com o olhar focado na transição energética como parte fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Por sua competitividade e pelas características do Brasil, energia eólica e solar são os tipos de renováveis com maior potencial no país e deve crescer em diversos estados. Quanto a eólica, o Nordeste se destaca com um potencial muito grande e representa cerca de 90% desse mercado.

Atualmente,o Rio de Janeiro tem um parque, com 17 aerogeradores e potência de 28,5 MW. Mas é um dos estados com grande
potencial de eólica offshore, atualmente tem nove projetos de offshore com pedido de licenciamento ambiental no Ibama.

Oil & Gas Brasil: O governo afirma que é esperado o acréscimo de 2.900 MW de energia eólica na matriz energética nacional este ano, consolidando-a como a segunda maior fonte de energia do país. Vamos atingir essa meta ou até mesmo superá-la?

Elbia Gannoum: O setor cresce em média 3 a 4 MW por ano. Nós acreditamos que a meta do governo será atingida sim ou até superá-la um pouco.

Oil & Gas Brasil: A 59ª edição do Índice de Atratividade de Países em Energia Renovável (RECAI – Renewable Energy Country Attractiveness Index) da consultoria EY mostra que o Brasil, embora líder na América Latina, caiu quatro posições, estando agora em 13ª no ranking global de atratividade de investimentos em energia renovável. Isso se deve à dependência em hidrelétricas (que representa 58% de toda a energia gerada no país), deixando o Brasil vulnerável a secas, como aconteceu em 2021. O que impede uma expansão ainda mais rápida do setor eólico?

Elbia Gannoum: No caso do Brasil especificamente, o gargalo não é uma questão do setor eólico, mas da economia em geral, que precisa crescer para que haja mais contratação de energia. Outro ponto é que um arrefecimento das novas contratações de energia renovável é algo natural, após um volume intenso de negócios observado de 2018 para cá, além de ter relação com questões conjunturais não relacionadas ao setor, como as eleições. O mercado ainda está buscando um ponto de equilíbrio em um patamar de custos que será mais elevado. A ABEEólica prevê que o crescimento de instalações de turbinas fique próxima do recorde de 3,8 GW/ano visto em 2021, ante uma taxa de 2,4 GW em anos anteriores.

Oil & Gas Brasil: Como está o parque industrial local para atender essa demanda: somos muito dependentes de importação, como no caso da energia solar (placas importadas)?

Elbia Gannoum: Temos um bom quadro nacional em termos de produção local, as grandes empresas globais operam no país e produzem os materiais localmente. No caso das eólicas é que preciso lembrar que cerca de 80% de um aerogerador é produzido no Brasil, o que nos faz ser bem menos dependente de importação.

PRIO e Dommo Energia divulgam planos de fusão

A PRIO, anteriormente conhecida como PetroRio, assinou um acordo com a Dommo Energia.

A PRIO anunciou que celebrou um memorando de entendimento (MOU) com a Prisma Capital para a potencial combinação de negócios com a Dommo Energia.

Com base nos termos do MOU, esta incorporação será concretizada mediante a incorporação da totalidade das ações de emissão da Dommo, por controlada direta ou indireta da PRIO. Assim, para cada ação, os acionistas da Dommo receberão ações resgatáveis ​​da incorporadora na data da transação ou R$ 1,85 (cerca de US$ 0,35) a serem pagos em até 90 dias após a data da transação.

Além disso, o MOU sublinha que, por seis meses após a assinatura, a Prisma se compromete a conceder à PRIO direitos exclusivos de negociação e concluir a transação. Além disso, a PRIO explicou que a conclusão deste negócio está sujeita às condições precedentes usuais de transações dessa natureza, como a aprovação dos acionistas da Dommo e do CADE, entre outras.

O portfólio de petróleo e gás da Domo Energia abrange blocos nas bacias sedimentares brasileiras de Campos e Santos. A empresa obteve os direitos de exploração e produção – como operadora – dos blocos BM-C-39 e BM-C-40 em 2007, que passaram a fazer parte do campo de Tubarão Martelo após a exploração e desenvolvimento.

Este campo está localizado ao sul da Bacia de Campos, próximo ao campo de Polvo , a 86 km da cidade de Armação de Búzios, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Em agosto de 2020, a Domo Energia deixou de ser a operadora desta concessão, mas manteve uma participação de 20%.

Além disso, a PRIO destacou que a Dommo tem direito a 5% – após royalties – das receitas do cluster Polvo e Tubarão Martelo . Este cluster produz aproximadamente 17,5 mil barris de petróleo por dia. O jogador brasileiro revelou que o cluster será alvo de outra campanha de revitalização no futuro.

Vale lembrar que o primeiro cluster da PRIO surgiu após  o tieback  entre os campos de Polvo e Tubarão Martelo, em julho de 2021.

Atualmente, a empresa está trabalhando em um segundo cluster de produção por meio do tieback entre os   campos de  Wahoo  e  Frade para o qual a empresa apresentou um plano de desenvolvimento  à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em dezembro de 2021.

 

UBE participa da Rio Oi & Gas, maior evento do setor na América Latina

A multinacional japonesa apresentará inovações tecnológicas em membranas para separação de gases.

Com a previsão de investimentos da ordem de R$ 100 bilhões até 2025 (dados da Abespetro – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo), os mercados de óleo e gás continuam sendo bastante atrativos para os fornecedores que atuam na área.

Boa parte deste excelente desempenho é possível graças à alta tecnologia que vem sendo aplicada no setor. Entre estas tecnologias de ponta, destaque para as inovadoras membranas para a separação de gases que a UBE, um dos principais players globais deste setor, apresentará na Rio Oil & Gas 2022, entre os dias 26 e 29 de setembro, no Boulevard Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ).

Em seu portfólio, a empresa destaca as membranas para geração de nitrogênio, enriquecimento de gás natural, upgrade de biogás em biometano, recuperação de hidrogênio, desidratação de etanol, entre outras.

 A ideia, como pontua Paula Perfeito, Especialista em Desenvolvimento de Negócios da UBE, “é apresentar tecnologias de última geração que apoiem a indústria e os clientes brasileiros neste processo de separação de gases e, assim, atingir as metas definidas pelo Governo brasileiro no programa ‘Metano Zero’ encabeçado pelos Ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia.”.

“O biometano é considerado um combustível renovável obtido a partir da purificação do biogás e que pode ajudar na diversificação da matriz energética brasileira. Além de gerar novos negócios, investimentos e empregos para nosso país. E o programa ‘Metano Zero’ é uma iniciativa pioneira do Governo brasileiro para atuar de forma racional e equilibrada na proteção ambiental, a partir do tratamento de resíduos orgânicos para gerar biogás e biometano”, completa Paula Perfeito.

A contribuição da UBE está justamente na oferta de tecnologias inovadoras em membranas para a separação de gases que acelerem e otimizem a implantação do Programa. As membranas desenvolvidas pela empresa garantem eficiência e segurança no upgrade do biogás para o biometano, resultando em um combustível que atende às normas estabelecidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), mais versátil que os outros energéticos e que pode ser aplicado de forma complementar ao gás natural e ao diesel.

“Dentre as principais vantagens do uso da tecnologia de membranas frente a outras tecnologias para o processo de upgrade de biogás, pode-se destacar a não utilização de insumos químicos ou água para remoção do CO2. Devido à sua configuração modular, tanto a operação, manutenção e um possível scale-up da planta são muito simples”, explica a especialista da UBE.

Segundo o Panorama do Biogás no Brasil 2021, lançado pelo CIBiogás, houve um aumento de 16% no número de plantas em operação e 10% no volume de biogás produzido em 2021, em comparação a 2020. As plantas em operação produziram 2,3 bilhões de Nm³ de biogás em 2021; para 2022 espera-se um aumento acima de 22% com a entrada em operação das 56 plantas que estão em fase de implantação ou em reforma.

Unidades focadas na geração de biometano para autoconsumo ou comercialização totalizam 10 plantas, número que corresponde a 23% do volume total de biogás produzido em 2021. Estes números influenciam nas metas de descarbonização de países que têm grandes potenciais para gerar o biogás, como o Brasil.

Saiba mais sobre esta indústria e conheça todas as tecnologias que a UBE disponibiliza para o setor em seu estande na Rio Oil & Gas 2022, localizado na rua Y04 no Armazém Utopia. “Este evento produzido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) é, sem dúvida, o maior da América Latina e a UBE, por ser um importante player global, não poderia deixar de participar”, finaliza Paula Perfeito.

As tecnologias renováveis da Emerson apoiam os objetivos de redução de carbono chineses

Software de controle integrado e soluções para turbinas eólicas Taiyuan Heavy Industry para fornecer energia confiável e limpa para 35 milhões de pessoas

A Fintoil, com a Neste Engineering Solutions, selecionou o software e as tecnologias de automação da Emerson (NYSE: EMR) para maximizar o desempenho operacional de sua biorrefinaria que está sendo construída no porto de Hamina-Kotka, na Finlândia. A planta será a terceira maior biorrefinaria de tall-oil cru (CTO) do mundo e produzirá biocombustíveis avançados e matérias-primas bioquímicas que ajudam a reduzir as emissões e a dependência de combustíveis fósseis.

A planta refinará tall-oil cru, um subproduto do processo de polpação de madeira, para produzir uma matéria-prima sustentável para diesel renovável de segunda geração, bem como breu, resina de esterol e terebentina usados nas indústrias química, alimentícia e farmacêutica. Esses derivados de tall-oil cru têm uma pegada de carbono até 90% menor do que seus equivalentes baseados em fósseis.

“Esta instalação de última geração, que utiliza a tecnologia NEXPINUS™ da Neste Engineering Solutions, usa 40% menos energia do que uma refinaria de tall-oil convencional e é o exemplo perfeito de produção eficiente e sustentável que apoia a economia circular”, explicou o CEO da Fintoil, Jukka Ravaska. “Trabalhar com a Neste Engineering Solutions e a Emerson para implementar as mais recentes tecnologias de automação digital nos permitirá operar a planta com segurança e eficiência, minimizar custos de operação e fornecer produção em larga escala de biocombustíveis e bioquímicos como uma alternativa viável aos produtos baseados em fósseis.”

Para reduzir o risco do projeto e garantir que a programação e o orçamento sejam mantidos, a Emerson aplicará sua metodologia Project Certainty, que digitaliza a execução do projeto e usa práticas como testes remotos de equipamentos. E para melhorar o desempenho de segurança da planta, os serviços de consultoria da Emerson aconselharão sobre a implementação das melhores práticas de segurança cibernética.

“A experiência e as tecnologias da Emerson estão desempenhando um papel significativo em ajudar as empresas a atingir seus objetivos ambiciosos de descarbonização e sustentabilidade ambiental, incluindo a transição acelerada para combustíveis mais limpos”, disse Mark Bulanda, presidente executivo da Emerson Automation Solutions. “Nossa experiência em projetos e as mais recentes soluções digitais avançadas não estão apenas ajudando a Fintoil a desenvolver a capacidade de produção de um combustível sustentável, mas também otimizando a eficiência da planta para reduzir seu impacto ambiental geral. Estamos muito satisfeitos em ter a Neste Engineering Solutions como parceira neste projeto devido à sua vasta experiência nos negócios de tall-oil cru.”

Além de fornecer NEXPINUS, gestão de construção, compras e engenharia para o projeto, a Neste Engineering Solutions também será responsável por entregar todo o software aplicativo para a nova biorrefinaria de tall-oil cru.

A Fintoil, com a Neste Engineering Solutions, implementará o sistema de controle distribuído DeltaV™ da Emerson, o sistema instrumentado de segurança DeltaV e o software de interface do operador DeltaV Live para permitir uma produção eficiente, maior visibilidade do desempenho, processo operacional e desligamento de emergência para maior segurança da planta e do trabalhador. As tecnologias de medição avançadas que possuem requisitos mínimos de manutenção e diagnósticos disponibilizados por meio do software de gestão de ativos da Emerson aumentarão a confiabilidade e o desempenho do equipamento, contribuindo para maior disponibilidade e rendimento da planta e menor custo de propriedade.

A construção da instalação está prevista para ser concluída em 2022. A capacidade anual esperada de 200.000 toneladas criará uma redução de 400.000 toneladas nas emissões de dióxido de carbono, que é aproximadamente 1% das emissões totais da Finlândia.

Macaé atinge maior saldo de empregos criados na região

Macaé registrou em julho o maior saldo de empregos gerados no ano, acumulando mais de 5,1 mil postos formais de trabalho criados em 2022.

Os números refletem o empenho do governo municipal em construir, junto às instituições empresariais e as grandes operadoras que atuam na Bacia de Campos, uma pauta institucional que garante a Macaé a referência à consolidação de investimentos de mais de R$ 25 bilhões ao longo de cinco anos.

“A prioridade é gerar empregos. É criar oportunidades para a população. Esse é o resultado de uma série de ações realizadas com base no diálogo com as empresas que contribuem com o fortalecimento de Macaé como a principal referência para a indústria de óleo, gás e energia do país”, destacou o prefeito Welberth Rezende.

Apenas em julho, a “Capital da Energia” gerou 1.082 contratações formais, de acordo com os dados atualizados nesta semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este é o maior saldo mensal acumulado por Macaé no ano.

O município já supera também o número de postos de trabalho criados em 2021, ano que marcou a recuperação econômica da cidade diante dos impactos gerados pela pandemia da Covid-19.

De acordo com dados do Caged, os segmentos ligados à cadeia produtiva offshore impulsionam o desempenho do município na geração de empregos no Estado. Juntos, o setor de serviços e da indústria em geral foram responsáveis por contratar formalmente mais de 3,3 mil profissionais de janeiro a julho deste ano.

Petrobras reduz preços de venda de gasolina para as distribuidoras

A partir de hoje, 02/09, o preço médio de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro, uma redução de R$ 0,25 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,57, em média, para R$ 2,39 a cada litro vendido na bomba.

Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

Transparência é fundamental

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor.

Convidamos a visitar precos.petrobras.com.br

Evonik atende projeto da Bahiagás

Solução traz redução de tempo e de custos e mantém instalações seguras e sustentáveis

A Evonik, uma das líderes mundiais em especialidades químicas, teve a oportunidade de demonstrar na prática o alto grau de eficiência e as vantagens da poliamida 12 (PA 12) em mais uma obra de distribuição de gás natural.

Desta vez, a poliamida 12 VESTAMID® NRG atendeu um projeto da Bahiagás – Companhia de Gás da Bahia e foi utilizada em 310 metros de tubulação para a distribuição de gás natural a um posto de combustível situado na Avenida Paralela, em Salvador. O principal desafio foi atravessar a avenida e passar a tubulação por baixo de uma linha de metrô, com alta interferência eletromagnética.

Flávio Dias, Coordenador de Negócios da Evonik, destacou que o projeto com a Bahiagás é fruto de uma longa cooperação entre as partes envolvidas, desde a elaboração do projeto até a execução da obra, passando pelo treinamento do pessoal envolvido na instalação dos dutos. “Conseguimos demonstrar para o usuário final a nossa proposta de valor, que é reduzir o tempo e os custos envolvidos na obra, assim como os processos de manutenção ao longo da vida útil da instalação”, observa.

Isadora Bastos, Coordenadora de Projetos da Bahiagás, explica que a escolha da poliamida levou em consideração o local da obra, de alta interferência magnética e com pressão não atendida por outras soluções. “Por isso, estamos sempre procurando inovar, buscando soluções eficientes e que possam diminuir custos e prazos para atender nossos clientes”, diz Isadora.

O Engenheiro de Obras da Bahiagás, Ricardo Santos Sampaio, destaca que poliamida une a produtividade do polímero e os custos baixos de manutenção, com a resistência mecânica que tem o aço e, por isso, pode ser bastante aproveitada para estas aplicações.

Marcio Rocha, Coordenador de Qualidade da EBRIC, empresa responsável pela instalação dos dutos, reforça que a utilização da poliamida 12 garantiu mais agilidade na instalação do sistema e que por ser fornecida em bobinas de grande extensão, reduziu a necessidade de soldas e emendas, diminuindo também a necessidade de mão de obra.

Aplicações da poliamida
A Evonik é líder global na produção de PA 12 e desenvolve polímeros de alta performance customizados para aplicações exigentes e tecnicamente sofisticadas, substituindo com vantagens outros materiais. Os produtos ajudam a indústria petrolífera, por exemplo, a aumentar a produção offshore e reduzir seus custos, mantendo operações seguras e sustentáveis.

Os polímeros são indicados para aplicação na camada de barreira e na capa externa de tubos flexíveis; em mangueiras multicamadas para umbilicais; em tubos de grande diâmetro, para a distribuição de gás; e como “liner” polimérico em tubos metálicos para proteção anticorrosão.

Por reunir propriedades como alta estabilidade aliada à flexibilidade, resistência à temperatura e baixo peso, a poliamida 12 VESTAMID® da Evonik é empregada em diversos setores: em projetos automotivos e de redução de peso, tubulações de petróleo e gás, no setor médico e também na impressão 3D.

Dados da obra:
Projeto de distribuição de gás natural
Local: Avenida Paralela, Salvador (BA)
Empresas envolvidas: Bahiagás (usuária), Evonik (fornecedora da poliamida 12), Polierg (fabricante dos tubos) e EBRIC (responsável pela instalação do sistema).
Conclusão da obra: maio de 2022

ANP divulga o Oil, Natural Gas and Biofuels Statistical Yearbook 2022

A ANP publicou a versão em inglês das tabelas e gráficos do Anuário Estatístico, com uma síntese das principais informações da evolução do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil em 2021. Os dados em português já haviam sido divulgados pela Agência em junho.

No ano de 2021, as reservas provadas de petróleo atingiram 13,3 bilhões de barris, já as reservas de gás natural atingiram 381,2 bilhões de m3. Neste ano, a produção nacional de petróleo em 2021 atingiu 2,9 milhões de barris/dia, sendo que 74%, proveniente do pré-sal. Já a produção de gás natural atingiu 133,8 milhões de m3/dia, sendo que a produção de gás no pré-sal correspondeu a 67,5% do total. As exportações de petróleo em 2021 alcançaram o valor de 1,2 milhão de barris/dia, já as importações de petróleo alcançaram 163,2 mil barris/dia, com crescimento de 21,2%.

A produção nacional de derivados cresceu 3,4% em 2021 e atingiu 2 milhões de barris/dia, em torno de 79% da capacidade instalada de refino. Já as vendas de derivados pelas distribuidoras registraram crescimento de 9,1%, com destaque para as vendas de óleo combustível, que cresceram 67,9%.

No setor de biocombustíveis, em 2021, a produção de biodiesel foi de 6,8 bilhões de litros e a de etanol anidro e hidratado atingiu a marca de 30 bilhões de litros. Já as vendas de etanol hidratado atingiram 16,8 bilhões de litros.

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