Petróleo do pré-sal representa 73% da produção total da Petrobras no 3º trimestre de 2022

Companhia mantém sólida performance operacional: produção média foi de 2,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia e fator de utilização das refinarias ficou em 88%

A Petrobras manteve uma sólida performance operacional no 3º trimestre de 2022, com uma produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras de 2,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), em linha com o 2T22. A produção total operada pela companhia atingiu 3,65 MMboed no período, 2,6% acima do 2º trimestre de 2022. O fator de utilização total (FUT) do parque de refino foi de 88% no 3º trimestre, mesmo patamar dos resultados do período anterior. Os dados são destaques do Relatório de Produção e Vendas, divulgado na última segunda-feira (24/10) pela companhia.

A produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras alcançou 2,64 MMboed, em linha com o 2T22. A manutenção desse patamar é positiva, tendo em vista que os resultados do 3º trimestre de 2022 já contemplam os impactos de redução da produção provenientes da parada para descomissionamento e desmobilização do FPSO Capixaba e da efetividade dos Contratos de Partilha de Produção dos Volumes do Excedente da Cessão Onerosa de Atapu e Sépia.

O impacto desses eventos, já previstos, foi compensado positivamente pelo bom desempenho da P-68 e o aumento de produção (ramp-up) do FPSO Guanabara. A P-68, que opera nos campos de Berbigão e Sururu (Bacia de Santos), atingiu a capacidade plena de produção em 21 de junho, o que permitiu à unidade alcançar neste trimestre a sua maior média de produção, de 148 mil barris de petróleo por dia (bpd), confirmando o bom desempenho dos poços e da plataforma. Além disso, em 8 de outubro, a plataforma atingiu o recorde de produção diária de 161 mil barris, acima da capacidade nominal por conta das otimizações alcançadas na planta de produção.

Assim como a P-68, às unidades próprias P-70, do Campo de Atapu, e unidades P-74, P-75, P-76 e P-77, do Campo de Búzios, têm conseguido, em função das condições operacionais, produzir acima da sua capacidade nominal e têm sido importantes para a performance de produção do ano de 2022. No FPSO Guanabara (Campo de Mero), que está em ramp-up de produção, a Petrobras realizou a interligação e início de operação de dois novos poços de produção de óleo e gás natural, e dois novos poços de injeção de gás no 3T22. Com isso, a plataforma atingiu produção média de 65 mil bpd no trimestre.

A produção total no pré-sal foi de 1,94 milhão de barris de óleo equivalente, em linha com o 2T22, representando 73% da produção total da Petrobras. A companhia seguiu o trabalho de desenvolvimento de mercado para os petróleos do pré sal, com foco em Atapu e Sépia, que foram os últimos óleos adicionados à cesta de exportação da Petrobras. Neste trimestre, foram incluídos quatro novos clientes distribuídos entre Ásia, Europa e América do Sul.

No refino, o fator de utilização total (88%) e o rendimento de diesel, gasolina e QAV (66%) se mantiveram em patamares elevados, em linha com o 2º trimestre de 2022. Os resultados deste trimestre aconteceram mesmo com as paradas programadas de 43 dias de destilação e coque da REPLAN, em Paulínia, São Paulo, maior refinaria do país, e de 33 dias nas unidades de hidrotratamento da REGAP, em Betim, Minas Gerais. Destaca-se ainda que oito refinarias da companhia possuem disponibilidade operacional acumulada nos nove primeiros meses de 2022 no patamar dos melhores refinadores americanos.

Com demanda ainda aquecida, no 3º trimestre de 2022, a Petrobras vendeu 700,7 mil toneladas de asfaltos no mercado interno, maior volume em um trimestre desde 2014. Também obteve recorde trimestral na produção de asfalto desde 2014, com o total de 697,5 mil toneladas.

Em setembro foi concluída a primeira venda de Diesel R5 composto de 95% de diesel derivado do petróleo e 5% de diesel renovável com tecnologia desenvolvida pela Centro de Pesquisa da Petrobras, que consiste no coprocessamento em unidades de hidrotratamento. A produção foi realizada na REPAR, no Paraná, onde o Diesel R5 já havia sido produzido para testes na frota de ônibus urbano de Curitiba.

A Intensidade de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IGEE) das refinarias seguiu em queda no 3T22, com um resultado de 37,8 kgCO2e/CWT, contra um realizado de 38,9 kgCO2e/CWT no 3T21.

Confira aqui o Relatório de Produção e Vendas do 3T22 na íntegra

Petrobras inicia fase não vinculante para venda da rede de fibra óptica onshore

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 30/09/2022, informa o início da fase não vinculante referente à venda de sua rede de fibra óptica onshore.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase, com início na data de hoje, receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre o ativo em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre o Ativo

O ativo consiste na rede de fibra óptica onshore que possui a extensão de aproximadamente 8.000 km, abrangendo todas as regiões do país, conectando diversas capitais e regiões metropolitanas. A rede de fibra ótica é composta por cabos enterrados que possuem, em sua grande maioria, capacidade de 36 fibras ópticas cada, acondicionados em tubos de polietileno de alta densidade PEAD (bi tubo) para maior proteção e versatilidade de manutenção.

Projeto patrocinado pela Petrobras recupera 600 mil m² da vegetação em torno da Lagoa do Piató

Reflorestamento ao redor do maior reservatório de água do Rio Grande do Norte busca reverter impactos negativos do desmatamento à caatinga

O projeto Vale Sustentável, patrocinado pela Petrobras, recuperou cerca de 60 hectares (600 mil m²) de vegetação em torno da Lagoa do Piató, no Rio Grande do Norte. A ação busca reverter impactos negativos à caatinga decorrentes do desmatamento da área. Durante o reflorestamento, agentes ambientais descobriram um sítio arqueológico, de modo que a lagoa e seu entorno passam a ter agora maior potencial turístico e econômico.

Maior reservatório de água doce do Rio Grande do Norte, a Lagoa do Piató é margeada pela reserva legal da comunidade rural Professor Maurício de Oliveira. A área de proteção não impediu, no entanto, o desmatamento da vegetação do entorno, principalmente nas décadas de 1970 e 1980, para uso como lenha e pastagem.

Ao perder a proteção da cobertura vegetal, o bioma caatinga passou a sofrer erosão, degradação de mananciais e mesmo desertificação, com consequentes prejuízos à fauna e flora. A natureza não é capaz por si só de restaurar a vegetação.  “Sem intervenção humana o ambiente não consegue se regenerar e a desertificação é um caminho sem volta”, diz o coordenador do projeto Vale Sustentável, Elisângelo Fernandes. Daí a importância do reflorestamento realizado pelo projeto.

De 2021 a 2022, agricultores familiares da comunidade Maurício Oliveira, sob orientação do projeto, plantaram 47 mil mudas nativas da caatinga. Dentre elas, aroeira, umburana e outras espécies ameaçadas de extinção. Toda a área sob plantio foi isolada com cercas, para evitar que animais de grande e médio porte causassem danos às mudas. As plantas devem atingir a maturação entre 15 e 20 anos.

A empreitada foi desafiadora. Devido à seca, o projeto Vale Sustentável teve que buscar novas tecnologias sociais e adaptar outras. Os agricultores utilizaram, por exemplo, esterco como adubo orgânico. Também aplicaram hidrogel, um polímero que absorve entre 400 e 700 litros de água e é utilizado para irrigar a plantas. Para evitar desertificação e proteger o solo, os agricultores usaram palha de carnaúba como cobertura para ajudar a reter a umidade.

Uma vez plantadas, as mudas passaram a ser monitoradas por agentes ambientais. Ao primeiro sinal de falta d´água ou praga, uma equipe de recuperação faz o tratamento adequado e irriga manualmente as plantas com água de carros-pipas. Não é preciso irrigação regular, já que as mudas nativas da caatinga resistem ao clima semiárido.

O reflorestamento da vegetação em torno da Lagoa do Piató pelo projeto Vale Sustentável é um dos exemplos de iniciativas voltadas para a conservação e recuperação de florestas em áreas naturais. Atualmente, o Programa Petrobras Socioambiental apoia quatro projetos de florestas no bioma da caatinga, um investimento de R$ 11, 5 milhões entre 2020 e 2023. “O projeto Vale Sustentável é um bom exemplo que nos mostra como nossos investimentos voluntários impactam positivamente a qualidade de vida das pessoas e tem um ganho ambiental de médio e longo prazos”, avalia Gregório Maciel, gerente de Reflorestamento e Projetos Ambientais da Petrobras.

O projeto Vale Sustentável envolveu as comunidades no reflorestamento, por meio de cursos de conservação de recursos naturais e práticas agrícolas sustentáveis junto a cinco assentamentos.

Durante o reflorestamento, os agricultores descobriram um sítio arqueológico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O local se destaca pela vegetação paisagística e por grutas e cavernas que podem ser usadas para trilhas.  O sítio reforça o potencial de ecoturismo da região. “Em geral Município e Estado organizam atividades do tipo”, diz Elisângelo Fernandes. “Mas a comunidade, tendo interesse, pode implantar ecoturismo.”