PRIO optar por vender sua participação para a Gas Bridge

Após a decisão de manter sua participação em um campo de gás operado pela Petrobras fora do Brasil, a PRIO, anteriormente conhecida como PetroRio, mudou de ideia mais uma vez, decidindo vender sua participação para a Gas Bridge, em uma tentativa de se concentrar em sua ativos operados.

Essa mudança de opinião ocorre vários meses depois que a PRIO decidiu manter sua participação no campo de gás de Manati , operado pela Petrobras , uma vez que as condições previamente estabelecidas para a venda à Gas Bridge não foram cumpridas.

Como lembrete, a PetroRio celebrou um  acordo em novembro de 2020 com a Gas Bridge  para vender sua participação de 10% neste campo por R$ 144,4 milhões (aproximadamente US$ 26,25 milhões). Por outro lado, a Gas Bridge também fechou acordos separados com a  Enauta  e a GeoPark para comprar suas participações no campo de Manati enquanto a Petrobras colocou sua participação  à venda  em maio de 2020.

Após a Enauta ter confirmado a sua intenção de  manter a sua participação no campo de Manati  em janeiro de 2022 – uma vez que as condições exigidas para a conclusão desta venda também não foram cumpridas – a PRIO destacou em abril de 2022 que  “continua confiante no futuro do campo, especialmente tendo em conta a perspectivas recentes do mercado de gás. No entanto, não exclui possíveis outras transações envolvendo Manati.”

Em atualização a PRIO divulgou que assinou um acordo com a Gas Bridge para a venda de sua participação de 10% no campo de Manati pelo valor total de R$ 124 milhões (cerca de US$ 23,43 milhões), dos quais 10% serão pago na assinatura e o restante na conclusão da transação. A empresa revelou que a data efetiva da venda é 1 de dezembro de 2022.

A participação da PRIO no campo de Manati, que foi adquirido em 2017 por R$ 140 milhões, gerou R$ 350 milhões (cerca de US$ 66,13 milhões) de caixa até o momento. Isso significa que terá devolvido 3,4 vezes o capital investido até a conclusão da venda. Esse movimento faz parte da estratégia da PRIO de “gerar valor por meio da gestão dinâmica de seu portfólio de ativos” e reforça o foco da empresa em seus ativos operados, que “compõem o núcleo de seus negócios”.

O jogador brasileiro explicou ainda que a conclusão deste negócio está sujeita às condições precedentes usuais, como aprovação pelo CADE e ANP. Entretanto, diferentemente do negócio anterior, que foi encerrado incompleto, este não depende de nenhuma transação da contraparte com os demais consorciados.

Localizado na Bacia de Camamu-Almada, no estado da Bahia, o  campo de Manati  é um dos maiores campos de gás natural não associado do Brasil. Além do gás, o campo também produz condensado. Os poços do campo são conectados por linhas submarinas à plataforma PMNT-1 e o gás flui por um gasoduto de 36 km até a Planta de Compressão (SCOMP), onde é comprimido e percorre outros 89 km até a Planta de Processamento (EVF).

A Petrobras opera o campo com 35% de participação, enquanto seus parceiros são a Enauta Energia com 45% de participação, GeoPark LTDA e Petro Rio Coral Exploração Petrolífera LTDA, que detêm 10% cada.

No que diz respeito às atividades mais recentes da PRIO, vale destacar que a empresa  celebrou um memorando de entendimento (MOU)  em setembro de 2022 com a Prisma Capital para a potencial combinação de negócios com a Dommo Energia.

A PRIO explicou que a conclusão deste negócio está sujeita às condições precedentes usuais de transações dessa natureza, como a aprovação dos acionistas da Dommo e do CADE, entre outras.

Petrobras conquista Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, por transparência na publicação de emissões de carbono

Programa é o principal do país para avaliar transparência dos inventários de emissões

A Petrobras conquistou, pelo quinto ano consecutivo, o “Selo Ouro” concedido pelo Programa Brasileiro GHG Protocol (principal fonte, no país, de instrumentos e ferramentas para quantificar as emissões de gases de efeito estufa), em reconhecimento à transparência na publicação do inventário de emissões de gases do efeito estufa da companhia. O “Selo Ouro” corresponde ao nível mais alto de qualificação concedido às empresas que demonstram o atendimento de todos os critérios de transparência na publicação de seu inventário de gases de efeito estufa.

O Programa Brasileiro GHG Protocol desenvolve ferramentas de cálculos para a estimativa de emissões de gases do efeito estufa e estimula a cultura corporativa de inventário de emissões no Brasil, proporcionando instrumentos e padrões de qualidade internacional para contabilização e publicação dos inventários.

Investimentos de US$ 2,8 bi em redução de emissões

O Indicador de atendimento às metas de gases de efeito estufa (IAGEE) é uma das métricas de topo da Petrobras e, para alcançar esse objetivo, o Plano Estratégico 2022-2026 da companhia prevê investimentos de US$ 2,8 bilhões para redução de emissões em seu horizonte.

A Petrobras participa do Programa Brasileiro GHG Protocol desde a sua primeira edição. “O selo ouro reconhece todo o empenho da Petrobras nos últimos anos. Temos o compromisso de reduzir em 25% as emissões absolutas operacionais GEE até 2030, e a ambição é neutralizá-las em prazo compatível com o estabelecido pelo Acordo de Paris”, afirma o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Rafael Chaves.

Um dos destaques do inventário publicado pela companhia em 2022 é que ela reduziu em 21% as emissões absolutas de gases de efeito estufa no período de 2015 a 2021.

Sobre o GHG Protocol

O GHG Protocol foi criado nos Estados Unidos, em 1998, para quantificar emissões de GEE. A edição brasileira do programa começou em 2008, pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) e o World Resources Institute (WRI), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) e 27 empresas fundadoras, dentre elas a Petrobras.