Petrobras investe R$ 450 milhões na maior parada de manutenção da história da Refap

Serviços na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), situada em Canoas (RS), começam na segunda quinzena de janeiro e devem gerar cerca de cinco mil postos de trabalhos

A maior parada de manutenção da Petrobras em 2023 já começa na segunda quinzena de janeiro, na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), situada em Canoas (RS). A companhia está investindo R$ 450 milhões para garantir a confiabilidade da refinaria, além da implantação de projetos que aumentam a eficiência energética e a segurança dos processos. Durante aproximadamente três meses, serão gerados cerca de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos na maior parada da história da Refap, fundada em 1968.

Os serviços serão realizados nas unidades de craqueamento catalítico, destilação, geração de hidrogênio e tratamento de diesel e gasolina, com manutenção, inspeção e substituição de peças e equipamentos. “Devido às características das unidades operacionais, as paradas de manutenção são realizadas de forma escalonada, executando um extenso escopo que garante a implantação de melhorias tecnológicas, tornando a produção mais eficiente, inclusive com ganhos ambientais”, destaca Gerson Cesar Souza, gerente geral da Refap.

Para execução das paradas foram contratadas empresas especializadas para trabalhar dia e noite em serviços de manutenção, apoio e infraestrutura, sem riscos de desabastecimento do mercado. “Nosso planejamento logístico sempre atua de forma a gerar estoques prévios às paradas e, durante o evento, atuamos fortemente em logística para atendimento aos clientes Petrobras. A companhia também está investindo na recuperação de tanques de petróleo, ampliando a capacidade de estocagem na refinaria”, conclui Gerson.

Produção

A produção da Refap está voltada principalmente para o diesel, gasolina, GLP, óleo combustível, querosene de aviação, asfalto, coque, enxofre e propeno. A refinaria atende o mercado do Rio Grande do Sul, parte de Santa Catarina e Paraná, além de outros estados por cabotagem.

Em 2022, a Refap obteve marcos importantes em produção, com destaque para o Diesel S-10. Foi o ano de maior produção deste combustível na refinaria, com recordes sucessivos, superando em 14% a produção do ano anterior.

Com demanda crescente de mercado, o Diesel S-10 é um combustível com baixo teor de enxofre, que atende às tecnologias mais modernas de motores em uso no Brasil. Também no ano passado, em outubro, a refinaria bateu recorde com a produção de asfalto, gerando 33,8 mil toneladas do produto.

Estatal informa sobre o Polo Bahia Terra

A Petrobras informa que o processo de desinvestimento do Polo Bahia Terra encontra-se na fase de negociação com o consórcio de empresas Petrorecôncavo e Eneva, não tendo sido suspenso, conforme comunicados divulgados em 13/12/2022 e 03/11/2022.

Petrobras adere à iniciativa da ONU com foco em redução de emissões de metano

Acordo com Oil & Gas Methane Partnership (OGMP) prevê reforço na gestão de emissões de metano

A Petrobras deu mais um passo importante para um futuro de baixo carbono: assinou acordo com a Oil & Gas Methane Partnership (OGMP) 2.0, iniciativa global coordenada pela ONU dedicada à quantificação e gestão de emissões de metano, com foco na mitigação das mudanças climáticas. Reconhecida como a mais relevante do setor em transparência e credibilidade no fornecimento de dados sobre emissões, a OGMP reúne mais de 80 empresas da indústria, com coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Climate and Clean Air Coalition (CCAC) – organização voluntária mundial em prol da redução de emissões de gases de efeito estufa.

“A mitigação das emissões de gases de efeito estufa metano é um compromisso Petrobras e tem grande relevância para agenda de combate às mudanças climáticas. É considerada uma prioridade de curto prazo pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).  A adesão à OGMP 2.0 é uma iniciativa que contribuirá para consolidar uma grande conquista: já reduzimos em 55% a intensidade de emissões de metano no upstream entre 2015 e 2022. Tão importante quanto atingir os resultados desafiadores é manter a performance nos próximos anos, com transparência e com aprimoramento da medição das emissões em nossas operações.”, ressalta Rafael Chaves, Diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade.

A atuação da Petrobras contribui também para o posicionamento do Brasil frente ao Global Methane Pledge, que prevê redução de 30% das emissões de metano até 2030 (com base em 2020). Em paralelo, a companhia coopera com o desenvolvimento do painel global de monitoramento de flaring, disponibilizado em plataforma na web pelo fundo GGFR (Global Gas Flaring Reduction Partnership).

“A adesão à OGMP reflete o valor da transparência e a importância que atribuímos à medição das emissões.  Esperamos que a parceria possa acelerar nossos esforços para continuar reduzindo as emissões de metano em nossas operações, em linha com a iniciativa Aiming for Zero Methane Emissions da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), da qual somos signatários”, destaca Viviana Coelho, gerente executiva de Mudanças Climáticas.

Resultados em emissões de gases de efeito estufa na Petrobras

Em linha com os compromissos com a transição energética, a Petrobras é atualmente uma das líderes mundiais na produção de petróleo com menor emissão de gases de efeito estufa. As emissões da companhia para cada barril produzido caíram praticamente à metade nos últimos 11 anos, alcançando um patamar de 15 kg CO2e/barril.

Em seu Plano Estratégico 2023-2027, a Petrobras ambiciona neutralizar as emissões até 2050 nas atividades sob seu controle e influenciar seus parceiros a atingir a mesma ambição em ativos não operados. Para isso, está investindo US$ 4,4 bilhões em soluções tecnológicas e projetos de descarbonização. Em paralelo, reforça seu compromisso com a mitigação da mudança climática e a transição energética, buscando acelerar a descarbonização das operações, alcançar maior eficiência em metano, assim como dobrar a reinjeção de CO2 em projetos de CCUS (Captura, Utilização e Armazenamento de carbono) até 2025.

Organizações internacionais que coordenam a OGMP

A PNUMA é uma organização associada às Nações Unidas (ONU), responsável por definir a agenda ambiental global e promover a implementação de iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável. Sua missão é liderar e incentivar parcerias na preservação do meio ambiente, inspirando, informando e permitindo que nações e povos melhorem sua qualidade de vida sem comprometer as gerações futuras.

O CCAC é uma parceria voluntária de governos, organizações intergovernamentais, empresas, instituições científicas e organizações da sociedade civil comprometidas com a melhoria da qualidade do ar e a proteção do clima por meio de ações para reduzir emissões de gases de efeito estufa.