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  • INOVAÇÃO: CSB Engenharia inova com Laser Scanner 3D e no setor Offshore;
  • MATÉRIA DE CAPA: Campos maduros: em compasso de espera por Julia Vaz;
  • ARTIGO: Abandono permante: o desafio do descomissionamento de poço, por Flávia Vaz;
  • ENTREVISTA EXCLUSIVA: Com muito ´gás` para empreender – Renata Isfer, sócia-fundadora da Interalli Gás e Energia por Julia Vaz;
  • Fornecedores_Produtos_Serviços_Revista digital Oil & Gas Brasil (página 40);
  • Construção de FPSO com destino ao Brasil começa em estaleiro chinês;
  • Parque Tecnológico da UFRJ faz 20 anos em 2023;
  • Novo CEO liderará o Grupo Weiler Abrasivos ao próximo capítulo de crescimento;
  • ExxonMobil adota tecnologia de captura de carbono da Honeywell;
  • Petrobras inicia contratação de duas plataformas destinadas ao projeto Sergipe Águas Profundas;
  • SBM Offshore obtém financiamento de 13 bancos para o maior FPSO com destino ao Brasil;
  • Halliburton é escolhida pela Petrobras;
  • WEG lança robô móvel autônomo para otimizar operações de manufatura e intralogística na indústria;
  • ABPIP elege novo presidente;
  • Petrobras é reconhecida por engajar fornecedores em práticas sustentáveis;
  • Brasil pode se tornar o quarto maior produtor de petróleo do mundo com novo programa de exploração de hidrocarbonetos;
  • Primeiro teste do Projeto #WellRobot® em escala real!;
  • Petrobras assina contrato para conclusão das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural do Gaslub;
  • PRIO conclui junto a TotalEnergies aquisição de 100% da concessão de campo no país;
  • Petrobras dá início à operação do supercomputador Tatu;
  • Petrobras obtém certificação internacional para produção do Diesel R;
  • Mais trabalho para PXGEO com a Petrobras;
  • Indústria 4.0 integra equipamentos “invisíveis” ao sistema de produção;
  • BW Energy se prepara para duas aquisições no Brasil;
  • Karoon informa primeira produção do campo de Patola;

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Capa

Petrobras destaca tecnologias de última geração na Rio 2C, maior evento de criatividade e inovação da América Latina

Programação da empresa em estande e palestras inclui temas como inovação aberta, inteligência artificial, mercado de carbono, sustentabilidade, cultura, atletas e projetos patrocinados pela companhia

O que atletas qualificados para o Pan 2023, músicos da Orquestra Sinfônica Petrobras (OPES), tecnologias industriais inovadoras e experiências imersivas de última geração têm em comum? Essas são algumas das atrações da Petrobras na Rio 2C, maior evento de inovação e tecnologia da América Latina, em cartaz na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, de 11 a 16/04. Parceira desde 2018 do evento, a companhia terá um estande de 100 m2 no local, equipado com experiências imersivas em realidade aumentada, refletindo a visão de futuro da empresa em energias renováveis, robótica e responsabilidade ambiental.

Em um dos espaços da Petrobras no evento, um braço robótico vai registrar a experiência dos visitantes, materializando lembranças do evento com diversão e inovação, e uma série de workshops com cases sobre temas ligados à inovação e indústria criativa. A participação nessas dinâmicas se dará mediante inscrição no próprio estande da Petrobras, que estará localizado no térreo da Cidade das Artes.

Em uma experiência com Realidade Aumentada, o público, ao cruzar portais no estande, “entrará”  no centro de pesquisas da Petrobras, o Cenpes, e conhecerá iniciativas e tecnologias já implantadas ou em desenvolvimento na empresa de uma forma inovadora e imersiva. Dentro desse ambiente virtual, o usuário pode explorar três painéis holográficos que representam os temas Inovação, Responsabilidade Ambiental e Energias Renováveis.

Na programação do evento, representantes da empresa participarão de conferências sobre temas como inovação aberta e sustentabilidade – e atletas patrocinados do “Time Petrobras” falarão sobre suas experiências, assim como protagonistas dos projetos Manual do Mundo e da Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES). Ao todo, serão mais de 1000 palestrantes na Rio2C, sendo que o evento conta com 11 palcos de programação e espaços dedicados para negócios, networking e entretenimento.

A programação da Rio2C está dividida em três eixos: Summits (11/4), Conferências (12 a 14/4) e Festivália (15 e 16/4).

11/4

DIA 11 DE ABRIL – SUMMIT DE CRYPTO & CARBON – 15h às 15h45
A gerente executiva de Clima da Petrobras, Viviana Coelho, participa do painel “O potencial brasileiro na oferta de carbono e o soft power verde”. A Petrobras reúne todas as condições para ser o polo irradiador da transição energética no Brasil. A empresa é líder mundial em captura, uso e armazenamento geológico de CO2 (o chamado Carbon Capture, Utilization and Storage – CCUS) com o recorde obtido no ano passado de 10,6 milhões de toneladas reinjetadas, equivalente a cerca de 25% do total de CO2 injetado pela indústria global no mesmo período. E, de acordo com a Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil), o Brasil tem potencial para ser líder mundial na oferta de créditos de carbono, com capacidade para suprir até 48,7% da demanda global do mercado voluntário e até 28% do mercado regulado nos parâmetros das Nações Unidas.

DIA 11 DE ABRIL – SUMMIT SPORTS INNOVATION

Tuany Barbosa, atleta paralímpica do arremesso de peso, patrocinada pela Petrobras, que estará Jogos Parapan-Americanos 2023, bate um papo com outros atletas e diretores de iniciativas para promover a diversidade no esporte sobre acessibilidade e como a inclusão e representatividade transformam a dinâmica e os valores do esporte e sua prática. Painel Diversidade no esporte: A quebra de padrões no espaço esportivo, 15h às 15h45

Toquinha, outra atleta do Time Petrobras, praticante do breaking, esporte que estreia na próxima olimpíada, conversa com representantes de marcas e outros atletas sobre como os esportes de rua incentivam à atividade física e o desenvolvimento social e pessoal dos jovens. Ela representará o país do Pan Americano deste ano, no Chile. Painel Esportes de Rua e a Cultura Jovem, 17h15 às 18h15.

CONFERÊNCIAS – De 12 a 14 de abril

12/04
Meio Ambiente
Gregório Araújo – Gerente de Reflorestamento e Projetos Ambientais da Petrobras, discutirá como é possível equilibrar a proteção ao meio ambiente, o desenvolvimento econômico e a promoção da justiça social. Em pauta questões como igualdade de gênero, direitos humanos, desenvolvimento comunitário e responsabilidade social corporativa. Palco Palco Biodom – Painel Muito Além do Ambiental – 12 de abril às 10h30.

Inovação Aberta
Vinícius Maia – Gerente de Modelos de Negócio e Tecnologia da Petrobras debate com executivos a evolução, desafios e futuro da inovação aberta para grandes empresas no Brasil. A Petrobras é uma das empresas do setor de petróleo e gás que mais interage com o ecossistema de inovação aberta no Brasil. A companhia tem uma carteira contratada de mais de R$ 3 bilhões, com mais de 150 parceiros tecnológicos, nas diversas modalidades de contratação e acordos de cooperação tecnológica. O investimento previsto no plano estratégico da companhia para a área de tecnologia digital e de Inovação para o período 2023-27 é de US$ 2,1 bilhões. Palco Mercado – Painel Open Innovation – a estratégia para destaque no mercado- 12 de abril às 12h15.

13/4
Comunicação
Paula Almada, coordenadora de Gestão de Comunicação de Crise da Petrobras discute com representantes de outras grandes empresas como se preparar e para gerir e definir estratégias para lidar com o tema Comunicação de Crise. Palco Casa das Marcas – Gestão de crise – Como transformar desafios em oportunidades – 13 de abril, às 17h30

O maestro Isaac Karabtchevsky participa e do painel “autobiográfico: A Jornada de Isaac Karabtchevsky: História e Legado do Maestro Brasileiro. Das 17h30 às 18h30

14/4
Mudança Climática
Fernanda Diniz, gerente de Desempenho em Emissões e Eficiência Energética participa do painel sobre oportunidades e desafios na construção da nova matriz energética para as metas de redução de emissões para 2030. A empresa divulgou, recentemente, o seu Caderno do Clima com indicadores que refletem os avanços nos compromissos relacionados às mudanças climáticas. A Petrobras reduziu em 39% suas emissões absolutas operacionais de gases de efeito estufa (GEE) entre 2015 e 2022, resultado apoiado pela redução de 67% das emissões de metano nesse período, além de ganhos de eficiência nas operações. Palco Newfrontier – 14 de abril, 10h

FESTIVÁLIA – 14 DE ABRIL
Apresentação da Orquestra Petrobras Sinfônica com a peça Bohemia Rapsody – das 18h30 às 19h30

15 DE ABRIL
Felipe Prazeres, spalla (primeiro violino) e maestro da OPES, debate como criadores, produtores e agentes atuam para manter viva a cultura chamada erudita, engajando crianças e jovens e democratizando o acesso e a Orquestra Petrobras Sinfônica encerra o evento em grande estilo. Palco Storyvillage – 15 de abril, às 15h30

16 DE ABRIL
Inteligência Artificial
Ferramentas como chatGPT e Dall-E, baseadas em inteligência artificial, com capacidade de criar textos e imagens personalizados, são a pauta do momento. Iberê Thenório, criador do canal de YouTube Manual do Mundo, fala sobre o uso da inteligência artificial como uma oportunidade para melhorar a produção de vídeos. Palco Storyvillage, às 15h30.

Estatal investe no uso de nuvem para agilizar a implantação de tecnologias

Valor previsto para este ano é de R$ 172 milhões e deve aumentar em 2023

A Petrobras segue uma tendência mundial e investe no uso de computação em nuvem para acelerar a implantação de tecnologias como terminais virtuais, plataformas de dados e recursos de machine learning. O valor previsto para 2023 é de R$240 milhões, superando os R$172 milhões investidos no ano passado. A empresa criou, há um ano, um Centro de Competência de Computação em Nuvem (CCC), que já entregou mais de 80 soluções e viabilizou a atualização do sistema de gestão que interliga milhares de processos da empresa. O centro contribui para habilitar tecnologias para a transformação digital dos negócios e, assim, ampliar a eficiência operacional e a competividade da Petrobras.

Especialistas preveem um crescimento do uso de nuvem. De acordo com a consultoria Gartner, até 2025, pelo menos 95% das novas cargas de trabalho digitais serão implantadas em plataformas nativas de nuvem. Em 2021, esse índice era de 30% e o crescimento deve-se às vantagens oferecidas pela plataforma como flexibilidade, agilidade e economia na implantação de tecnologias. Nessa jornada, a Petrobras tem como parceiros a Microsoft e a Amazon Web Services (AWS).

Para a Petrobras, o uso de nuvem tem diversas vantagens:

– Agilidade: a nuvem oferece acesso fácil a inúmeras tecnologias e recursos conforme a necessidade de serviços como computação, armazenamento e bancos de dados até Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), machine learning e análises de dados, entre outras.

– Velocidade: a nuvem permite a rápida implantação de infraestrutura, em escala global. Ou seja, as empresas podem expandir atividades para novas áreas. Ao mesmo tempo, aproximar os aplicativos dos usuários finais diminui o tempo para a troca de dados entre dispositivos (latência), melhorando a experiência de quem utiliza.

– Economia: Nos processos em que o uso de nuvem é viável, há economia de custos porque, ao proporcionar recursos computacionais sob demanda, a empresa paga apenas pela capacidade consumida.

– Elasticidade e economicidade: com a computação em nuvem, não é preciso provisionar capacidade adicional para atender possíveis picos de demandas no futuro. É possível dimensionar a quantidade de recursos realmente necessária, e então aumentar ou diminuir, instantaneamente, a escala dos recursos de acordo com a demanda.

A elasticidade da nuvem também permite a adequação a diferentes projetos: “Quanto mais uma solução depende de tecnologias de ponta, como inteligência artificial e machine learning, mais vantagens ela terá pelo desenvolvimento em nuvem, uma vez que esse é o ambiente onde as novas tecnologias são implementadas primeiro e evoluem com maior agilidade”, explica o gerente executivo de TIC da companhia, Marcelo Carreras.

Nuvem & CPDs

A proporção de uso de nuvem e dos Centros de Processamento de Dados (CPDs) próprios pode variar de acordo com as características de cada negócio e estratégia das empresas. As fortemente baseadas em tecnologia, como bancos digitais, marketplaces de comércio eletrônico, streaming de filmes e músicas, dentre outras, normalmente já nascem na nuvem e têm ali 100% de sua capacidade computacional. Por outro lado, empresas, como a Petrobras, que já possuíam datacenters próprios antes da oferta de nuvens públicas, realizam jornadas de migração, mantendo workloads (cargas de trabalho) específicas, normalmente com aplicações características do seu negócio, para os quais a nuvem não ofereça as melhores soluções, e com custos adequados.

“A Petrobras já começou o uso da nuvem para soluções de TIC corporativas, aplicações contábeis, de RH etc., com o objetivo de manter nos datacenters próprios as aplicações científicas, como é o caso da Computação de Alto Desempenho (High Performance Computing – HPC), que processa dados para as atividades de exploração e produção, revela Carreras.

Para ele, a atualização do novo sistema de gestão SAP, concluída pela Petrobras em 2022, é um exemplo das potencialidades da nuvem. “Depois de dois anos de muito trabalho, com uma pandemia no meio, realizamos a migração do nosso sistema integrado de gestão, o SAP, para uma versão mais moderna, totalmente na nuvem. Esse sistema envolve grande parte das aplicações que fazem parte do nosso dia a dia e foi a maior migração do gênero feita na América Latina e uma das maiores no mundo. O projeto seguiu as previsões de prazo e custo, com ganhos de agilidade e eficiência”, analisa.

Desde sua implantação o SAP S/4HANA vem processando pagamentos nacionais e internacionais da ordem de R$ 5 bilhões/dia, recebeu mais de 72 mil propostas de fornecedores nos seus processos de contratação e tem emitido cerca de 5 mil notas fiscais por dia. A previsão é que essas mudanças de sistema tragam ganhos de produtividade para companhia, com um retorno esperado de mais de US$ 190 milhões até 2025.

Provedores

Para ter acesso à nuvem, a Petrobras, utiliza uma abordagem multi-cloud, ou seja, mais de um provedor: a Microsoft e AWS. Essa é uma prática comum utilizada por empresas que permite complementar funcionalidades atendidas por um provedor específico. Além disso, a disponibilidade de dois fornecedores funciona como uma redundância, uma garantia, caso haja algum problema com um dos provedores. Ou seja, além dos benefícios técnicos, o uso de uma plataforma multi-cloud, é também uma questão estratégica de negócio.

O modelo de uso da nuvem é definido a partir de rigorosos critérios técnicos e avaliações financeiras, assim como a entrega de demandas para os diferentes provedores. Essa política fornece aos times usuários da nuvem um fluxo de decisão que orienta a escolha do ambiente de nuvem para determinado trabalho. A padronização confere à área de TIC maior agilidade na oferta de soluções de nuvem, eliminando a necessidade de avaliação e escolha do provedor a cada nova solicitação.

“A Petrobras adota as melhores práticas do mercado e das tecnologias para inovação e modernização do ambiente na empresa. A nuvem soma, amplia as possibilidades e ajuda a priorizar o melhor retorno. Trata-se de um movimento estruturado, aderente à nossa estratégia de TIC”, afirma Carreras.

Ele lembra que a trajetória da empresa é marcada por investimento constante em tecnologia e inovação. “É assim que a Petrobras supera a barreira do conhecimento, viabiliza novos negócios e contribui positivamente para a sociedade”, conclui.