A solução de defesa de perímetro aprimorada da Emerson simplifica a segurança de rede para sistemas de controle distribuído

O Emerson NextGen Smart Firewall oferece maior largura de banda, interface atualizada e fácil de usar, além de funções granulares para segurança de perímetro robusta e fácil de configurar

A Emerson, uma líder global em software e engenharia, está aprimorando a segurança de perímetro para o sistema de controle distribuído (DCS) DeltaV™ com seu novo Emerson NextGen Smart Firewall, um firewall de sistema de controle integrado específico, projetado para oferecer a todos os setores segurança de perímetro fácil de instalar e de manter. Construção mais resistente, largura de banda aumentada e acesso baseado em funções trazem aos usuários um maior desempenho e controle de acesso mais granular.

Os fabricantes precisam proteger suas redes sem a complexidade que, de outra forma, acrescentaria gastos administrativos às equipes de operação já saturadas de trabalho. O Emerson NextGen Smart Firewall apresenta uma interface de usuário fácil de usar e baseada na web, com tecnologia HTML5, além de menus de configuração fáceis de entender e regras de aplicação predefinidas para o DeltaV. A facilidade de uso ajuda os administradores e engenheiros de controle do DeltaV sem experiência em segurança ou em tecnologia da informação (TI) a criar conexões seguras para aplicações com DeltaV.

“Um elemento crucial na visão da Emerson quanto à arquitetura de automação sem limites é a conectividade segura entre sistemas na planta e em toda a empresa”, afirma Claudio Fayad, vice-presidente de tecnologia do negócio de soluções e sistemas de processo da Emerson. “O Emerson NextGen Smart Firewall apresenta configuração e interfaces intuitivas, a fim de dar às plantas acesso a uma gama muito maior de tecnologias: do controle à confiabilidade, à sustentabilidade e muito mais, sem precisar manter uma presença de TI dedicada.”

Conexões de Gigabit suportam desempenho aprimorado para aplicações que exigem maior banda larga. Construção resistente, adequada para ambientes de produção rigorosos. Os recursos avançados do Emerson NextGen Smart Firewall incluem:

  • Redes privadas virtuais: aumentam a flexibilidade e a segurança em redes geograficamente dispersas
  • Conversão de endereços de rede: protege os esquemas de IP de rede e conserva os endereços
  • Funções de usuários mais granulares: administradores possuem controle total, engenheiros podem adicionar ou modificar regras de aplicação e auditores possuem acesso do tipo apenas leitura para registros.

Para mais informações, acesse a página do DeltaV NextGen Smart Firewall.

Sobre a Emerson

Emerson é uma empresa global de tecnologia e software que fornece soluções inovadoras para os clientes dos mercados industrial, comercial e de consumo. Por meio de seu portfólio de automação que é líder de mercado, além da sua participação majoritária na AspenTech, a Emerson ajuda fabricantes híbridos, de processo e discretos na otimização de suas operações, na proteção de seus funcionários, na redução de emissões e na realização de metas de sustentabilidade. Para mais informações, visite Emerson.com.

Quatro gigantes de petróleo e gás fecham acordo para bloco de exploração no Brasil

Quatro players de petróleo e gás – a brasileira Petrobras, a QatarEnergy do Catar, a francesa TotalEnergies e a malaia Petronas – assinaram um contrato de partilha de produção (PSC) para um bloco de exploração offshore, que foi concedido durante o primeiro ciclo de área aberta do Brasil sob um regime de partilha de produção licitação realizada no Rio de Janeiro no ano passado.

QatarEnergy, TotalEnergies e Petronas conquistaram o contrato de partilha de produção, no primeiro ciclo da rodada de oferta permanente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em dezembro de 2022. A Petrobras é a operadora desse bloco.

Em atualização na quarta-feira, 31 de maio de 2023, a Petrobras divulgou que assinou o PSC para o bloco em parceria com a TotalEnergies (30%), QatarEnergy (20%) e Petronas (20%).

Além disso, a Petrobras também assinou os contratos de partilha de produção do primeiro ciclo da rodada de ofertas permanentes, realizada por meio de sessão pública em 16 de dezembro de 2022, para os blocos Norte de Brava, onde a brasileira adquiriu o bloco na íntegra, e Sudoeste de Sagitário , bloco que foi adquirido com 60 por cento de participação em consórcio com a Shell (40 por cento).

Segundo a Petrobras, a assinatura desses contratos reafirma seu foco na exploração e produção de ativos rentáveis ​​e fortalece seu perfil como principal operadora de campos de petróleo localizados em águas profundas e ultraprofundas, potencializando a recomposição de reservas para o futuro.

Em comunicado separado, a TotalEnergies confirmou a assinatura do PSC para o bloco com seus co-empreendedores Petrobras, QatarEnergy e Petronas. Cobrindo uma área de 1.300 quilômetros quadrados, o bloco Água Marinha está localizado em lâmina d’água de cerca de 2.000 metros ao largo da costa do Rio de Janeiro, na prolífica Bacia de Campos ao sul do campo de Marlim Sul e a cerca de 140 km da costa. O programa de trabalho inclui a perfuração de um poço de exploração firme durante o período de exploração.

Kevin McLachlan , vice-presidente sênior de Exploração da TotalEnergies, comentou: “A assinatura do PSC expande nossa presença nesta área promissora do pré-sal da Bacia de Campos, ao lado de nossos três parceiros estratégicos, e estamos ansiosos para explorando o bloco e perfurando o prospecto Touro.

“O offshore brasileiro, com seus recursos materiais de baixo custo e baixa emissão, é uma área central para a empresa. Este bloco, juntamente com as duas concessões da bacia do sul de Santos obtidas em 2022, reforça ainda mais nosso portfólio de exploração nesta área de alto potencial.”

O portfólio brasileiro de exploração e produção da petrolífera francesa abrange dez ativos, dos quais quatro são operados. Em dezembro de 2021, a TotalEnergies, licitante na rodada da cessão onerosa, conquistou duas novas UAs não operadas nas unidades Atapu Surplus (22,5%) e Sépia Surplus (28%), que foram assinadas no final de abril de 2022.

Ao confirmar a assinatura do PSC, Mohd Redhani Abdul Rahman, vice-presidente de Exploração da Petronas, afirmou: “Este marco reforça o firme compromisso da Petronas em desenvolver e monetizar ativos na Bacia de Campos, para garantir maior alinhamento com nossa agenda de crescimento em um mercado em constante evolução paisagem energética.

“Continuaremos a colaborar estreitamente com a autoridade anfitriã e nossos parceiros para liberar o potencial de hidrocarbonetos do bloco.”

3R Petroleum é uma das três melhores empresas de óleo e gás do Brasil

Ranking inédito feito apenas com companhias do setor destaca a 3R, que conquistou pela segunda vez em dois anos o selo Great Place to Work

A 3R Petroleum foi reconhecida como uma das três melhores empresas de óleo e gás do Brasil pelo Ranking Melhores Empresas Para Trabalhar – GPTW. A companhia independente produtora de óleo e gás conquistou o prêmio na categoria “Cadeia de Valor, extração e distribuição”, sendo reconhecida pela segunda vez em dois anos pela Great Place To Work.

“Nesses dois anos, saltamos de um índice de adesão à nossa Pesquisa de Clima de 71% para 79%. Além disso, na área de Recursos Humanos da 3R Petroleum o trabalho tem como pilares a contratação de pessoas para serem desenvolvidas e o equilíbrio entre a oferta de benefícios e a qualidade de vida dos colaboradores”, acredita Camila Prista, Gerente de RH da 3R. Outros pontos que podem ser destacados são a diversidade e a multiculturalidade. Dos mais de 600 funcionários, 29% são mulheres e 7% são estrangeiros.

Qualidade de vida
Para se estar entre as melhores empresas para se trabalhar é preciso oferecer o melhor para que os funcionários se sintam bem. Assim, a área de Recursos Humanos da 3R Petroleum propõe iniciativas dedicadas à saúde física e mental dos colaboradores, assim como disponibiliza benefícios fixos e flexíveis, em que cada um escolhe onde e como usar o recurso. Uma das ações é o programa de saúde e bem-estar VIV3R, que foi lançado em 2022 para incentivá-los a adotar uma vida mais saudável e equilibrada a partir da prática de atividades físicas, apoio nutricional e psicológico. Além de aulas online e presenciais na sede da Companhia e nas bases operacionais, o programa abrange eventos externos, como atividades na praia e circuitos de corrida.

A série de benefícios e iniciativas dedicados à melhoria contínua da qualidade de vida não está restrita aos trabalhadores, mas também ao núcleo familiar. Um dos exemplos é o programa Auster, que disponibiliza orientação psicológica, nutricional e fisoterápica por telefone para o funcionário e seus dependentes.

WEG fornece tintas para embarcação BGL 2 da Internacional Marítima

A companhia forneceu mais de 11 mil litros de tintas garantindo resistência e durabilidade à embarcação.

A empresa Internacional Marítima é uma empresa brasileira líder em serviços de apoio marítimo e portuário, com mais de 35 anos no mercado e a mais de cinco anos utiliza as tintas WEG em sua frota.

A embarcação BLG 2, originalmente destinada ao lançamento de jaquetas de até 8000 t sendo reclassificada ao apoio de trabalhos em navegação oceânica, estará recebendo uma nova pintura de restauração e proteção em uma área de 9mil m² de costado, fundo e convés.

A WEG Tintas está fornecendo mais de 11mil litros de tintas para pintura da embarcação. São tintas de alta performance, que oferecem resistência e durabilidade.

Entre os produtos fornecidos à Internacional Marítima, contamos com o Shop primer da linha WEGZINC 401, o primer de acabamento epóxi WEGPOXI WET SURFACE 89 PW, tintas da linha WEG TIE COAT e a tinta anti-incrustante W-ECOLOFLEX SPC 200. Soluções ideais para aplicações marítimas.

“A WEG já tem uma longa parceria com a Internacional Marítima e os estaleiros do grupo foram um dos fatores determinantes para escolher as tintas WEG para esse grande projeto.” Richard Ferraz – Gestor Unidade INC (Indústria Naval Catarinense) de Navegantes.

Wilson Sons bate recorde de movimentação no Tecon Santa Clara

Terminal fluvial localizado em Triunfo, no Rio Grande do Sul, teve seu maior volume de carga transportado desde que começou a operar, em 2016

A Wilson Sons vem obtendo cada vez mais ótimos resultados com o Tecon Santa Clara, terminal de contêineres de navegação interior, localizado em Triunfo (RS). Em março, o Tecon Santa Clara registrou o maior volume movimentado desde o início de suas operações: 4.765 TEU (unidade correspondente a um contêiner de 20 pés), o equivalente a 2.539 contêineres. Percentualmente, representa um aumento de 5% em contêineres e de 15% em toneladas, em relação ao recorde anterior.

Este é o maior índice transportado de cargas no terminal desde outubro de 2016, quando a parceria entre Wilson Sons e Braskem reativou o Píer IV e retomou o transporte de carga pelo Rio Jacuí entre Triunfo e o Porto do Rio Grande. Até então, o maior volume havia sido em outubro de 2018 (4.510 TEU, 2418 contêineres ou 27.044 toneladas), 5,6% inferior ao novo recorde.

Localizado estrategicamente no Polo Petroquímico de Triunfo, o Tecon Santa Clara realiza o transporte multimodal de cargas de importação, exportação e cabotagem. Conta com duas barcaças e quatro escalas semanais no Tecon Rio Grande, levando a carga gaúcha para o mundo. Recentemente, a Wilson Sons ampliou em 33% a sua capacidade operacional com a inclusão da barcaça Guaíba de 160 TEU, em substituição da antiga de 120 TEU. “Além de gerar mais oportunidades comerciais para o mercado gaúcho, o incremento da navegação interior é um importante aliado no desenvolvimento de projetos logísticos mais sustentáveis, já que o uso do modal contribui para a redução na emissão de gases de efeito estufa”, comenta a diretora de Sustentabilidade da Wilson Sons, Monica Jaén.

Os bons resultados do Tecon Santa Clara ao longo de seus quase sete anos de operação se devem aos investimentos da Wilson Sons, que aposta na eficiência do modal hidroviário e valoriza sua pegada sustentável. Estudo realizado pela Wilson Sons mostrou que o transporte de contêineres via Tecon Santa Clara pode reduzir em mais de 80% a emissão de gases do efeito estufa se comparado com o transporte rodoviário. Em 2022, o Tecon Santa Clara foi destacado como um dos melhores do Brasil pelo Ministério da Infraestrutura no Prêmio Portos + Brasil, na categoria Movimentação de Contêineres em Terminais Privados.

Para Paulo Bertinetti, Diretor-Presidente do Tecon Rio Grande, o Tecon Santa Clara tem somado estes bons resultados devido à eficiência do terminal, que oferece serviços capazes de otimizar custos logísticos e gerar menor risco de acidentes e avarias para as cargas, além de promover uma logística sustentável. “Este resultado se deve a um dedicado trabalho da área comercial junto aos clientes do Rio Grande do Sul, enaltecendo todos os benefícios que o modal hidroviário oferece, como segurança, sustentabilidade, regularidade, por meio de quatro escalas semanais e competitividade. Desde 2016, quando retomamos a operação, desenvolvemos diversas estratégias para demonstrar ao mercado as vantagens da navegação interior e hoje temos muitos clientes satisfeitos com essa operação. Além disso, a eficácia do projeto é uma realidade, o foco dos clientes na redução de emissões de gases de efeito estufa cresce constantemente, nos permitindo almejar uma evolução sustentável da operação”, ressalta.

Ternium Brasil e Gás Verde anunciam novo contrato de fornecimento de biometano

A Ternium Brasil, uma das líderes na produção de aços planos na América Latina, e a Gás Verde, maior produtora de biometano na região, anunciam um novo acordo de fornecimento do biocombustível para utilização no processo produtivo. Com o contrato divulgado pelas companhias, em reunião no centro industrial de Santa Cruz, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O biometano é uma fonte de energia 100% renovável e reduz em 99,9% as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Produzido a partir de biogás de resíduos de aterros sanitários, o biometano pode ser utilizado no processo produtivo de indústrias e para abastecer veículos, em substituição a todo tipo de combustível fóssil, como o diesel, GLP, óleo combustível, gás natural e gasolina, por exemplo.

“A Ternium acredita que a sustentabilidade é o motor para o desenvolvimento e inovação. Em 2019, fomos a primeira empresa a utilizar o biometano na produção do aço. Agora, com o novo acordo, reforçamos o compromisso de usar o gás do lixo que beneficia empresas, sociedade, meio ambiente e a comunidade no entorno”, comenta o presidente da Ternium Brasil, Marcelo Chara.

O biometano fornecido pela Gás Verde à Ternium Brasil é produzido no Aterro Sanitário de Seropédica (RJ), considerado o maior da América Latina e é utilizado com eficácia no processo produtivo da siderúrgica. A Ternium é a primeira companhia do setor na América Latina a utilizar o biometano no processo produtivo.

“Nossa missão é ajudar as empresas a avançarem em suas jornadas NetZero. Temos um compromisso com a transição energética e temos a certeza de que o biometano é a opção mais eficiente, que elimina a necessidade de compensação, uma vez que reduz, de fato, as emissões das empresas”, avalia o CEO da Gás Verde, Marcel Jorand.

Sobre a Ternium Brasil
A Ternium Brasil é uma das líderes na produção de aços planos da América Latina. A usina, no distrito Industrial de Santa Cruz, operada pela Ternium desde 2017, tem capacidade de produção de cinco milhões de toneladas de placas de aço por ano, com alto nível de sofisticação que atende indústrias nos EUA, México, Brasil e Europa. A empresa possui cerca de 8 mil funcionários, sendo que mais de 60% são moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Ternium investe mais de R$ 10 milhões por ano no desenvolvimento socioeconômico de Santa Cruz e região, por meio de projetos sociais, com foco em educação, que atendem a mais de 9 mil pessoas diretamente.

Sobre a Gás Verde
Maior produtora da América Latina, a Gás Verde produz e comercializa o biometano proveniente do biogás de aterros sanitários e, a partir de 2024 irá produzir o CO2 verde. Além disso, emite o CBIO, o crédito de descarbonização de acordo com as especificações da ANP e o BIORec, o certificado de rastreabilidade do biometano adquirido. A Gás Verde oferece soluções para um mundo sustentável ao apoiar o tratamento de resíduos e a transição efetiva das empresas para uma matriz energética mais limpa. A companhia faz parte do Grupo Urca Energia é uma holding de investimentos em energia inteligente e sustentável, formado também pelas empresas Eva Energia, Urca Trading e Urca Gás.

Legenda: Sentados ao centro, CEOs da Ternium Brasil (esquerda), Marcelo Chara, e da Gás Verde (direita), Marcel Jorand, reuniram os times para formalização do novo contrato (crédito: Divulgação Ternium/ Marco Antônio Teixeira)

 

CBO divulga Relatório de Sustentabilidade com destaque na redução de emissões

Agenda ESG também incluiu avanço em ações de diversidade e inclusão

Em um ano em que se consolidou como uma das maiores empresas do mundo no setor de apoio marítimo com o número de 44 embarcações, o Grupo CBO publicou o Relatório de Sustentabilidade de 2022 apontando avanços também na agenda ESG. Na área ambiental, a companhia contribuiu com uma redução nas emissões de Gases Efeito Estuda (GEE) de 746 tCO2e em 2022, o que foi obtido pela redução de consumo do diesel marítimo (674,6 tCO2e) e pela aquisição de 37 mil créditos de carbono certificados para compensar o consumo de combustível das embarcações.

A CBO desenvolveu iniciativas para diminuir o seu impacto relacionado às mudanças climáticas, com pesquisas de digitalização, hibridização e combustíveis marítimos alternativos e conversão de embarcações do tipo PSV (Platform Supply Vessel) para o modelo híbrido, com o uso de baterias. Um dos destaques é o programa Visão Verde CBO, que incentiva gestão sustentável de recursos e redução da geração de resíduos, o grupo passou a disseminar melhores práticas ambientais, com monitoramento mensal e divulgação dos resultados individuais para as embarcações.

“Atuamos pela implementação de projetos de eficiência ambiental e a conquista do Selo Ouro no Programa GHG Protocol confirma que estamos no caminho certo. Assumimos o compromisso público de compensar anualmente as emissões atmosféricas geradas pela queima de combustível das embarcações em contratos assinados a partir de setembro de 2021 por meio da compra de créditos de carbono. Até 2025, todas as embarcações terão suas emissões compensadas”, explica Marcos Tinti, CEO do Grupo CBO.

Pelo quarto ano consecutivo, o grupo recebeu a certificação do GPTW, com o aumento progressivo da pontuação ano a ano. Em 2022, a CBO avançou com o Comitê for all em uma série de iniciativas para promover a diversidade no ambiente de trabalho. O comitê, criado em 2020, é composto por um grupo de voluntários que debatem as ações necessárias para gerar avanços na diversidade e na inclusão.

Do Comitê, surgiram ações como a publicação do Glossário e o Censo da Diversidade, para maior entendimento da demografia da empresa e melhor direcionamento das ações. Outro destaque foi o lançamento da primeira turma do Projeto Pescar, voltado a pessoas com deficiência (PcDs). O projeto visa a inclusão de pessoas de baixa renda no mercado de trabalho e tem uma trajetória de sucesso na empresa.

“Queremos ser um Grupo capaz de gerar impacto positivo em tudo que realizamos, preservando e buscando alternativas para reduzir impactos ao meio ambiente, participando da construção de um mundo melhor e mais sustentável. Agradecemos a todos que participam dessa jornada conosco. Conheça mais sobre o nosso desempenho em 2022 em nosso Relatório de Sustentabilidade”, conclui Tinti. Confira aqui o novo relatório de sustentabilidade do Grupo CBO na íntegra.

Entenda o que é a Margem Equatorial Brasileira e do que se trata o licenciamento solicitado ao Ibama

O que é a Margem Equatorial?
A Margem Equatorial é a provável nova fronteira energética do Brasil, que abrange cinco bacias em alto-mar, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Essa região é uma extensão de bacias na costa da Guiana e do Suriname, na qual já atuam 24 empresas e onde ocorreram 60 descobertas com volume estimado de 11 bilhões de barris.

Qual o objetivo do licenciamento?
A atividade sob licenciamento no bloco FZA-M-59 refere-se à verificação de presença de petróleo em alto mar (cerca de 175 Km da costa do Amapá), mediante realização de perfuração de um único poço, durante apenas cinco meses. Somente após a perfuração desse poço, se confirmará o potencial do ativo, a existência e o perfil de eventual jazida.

Se confirmada a viabilidade comercial do petróleo eventualmente existente no bloco exploratório, será necessária a obtenção de um novo processo de licenciamento ambiental junto ao Ibama para permitir que o Bloco FZA-M-59 se torne um campo produtor com a consequente instalação das atividades necessárias para a produção de petróleo.

O poço está localizado na Amazônia ou na Foz do Rio Amazonas?
A bacia onde o bloco foi licitado foi chamada pela ANP de Bacia do Foz do Amazonas. A atividade de perfuração exploratória em alto mar pretendida será realizada a mais de 500 Km da Foz do Rio Amazonas (distância semelhante a que separa as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro), em uma profundidade de oceano acima de 2.800 metros. Nesta área, não há nenhum registro de existência de unidades de conservação próximas, terras indígenas, nem está localizada em local próximo a rios, lagos, várzeas ou sistema de recifes.

A Petrobras pretende perfurar na foz do rio Amazonas?
Não. O bloco está localizado em águas profundas no mar do Amapá, a 160 km da costa do estado e a mais de 500 Km a noroeste da foz do Rio Amazonas (distância semelhante a que separa as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro), em uma profundidade de oceano acima de 2.800 metros

Por que desenvolver a Margem Equatorial brasileira?
A exploração de petróleo na Margem Equatorial abrirá uma importante fronteira energética para o país, que se desenvolverá de forma integrada com outras fontes de energia e contribuirá para que o processo de transição energética ocorra de forma justa, segura e sustentável.

Novas fronteiras, a exemplo da Margem Equatorial, são essenciais para a garantia da segurança e soberania energética nacional, visto que, apesar de decrescente, a demanda global de petróleo se mantém essencial em todos os cenários alinhados ao Acordo de Paris. Mesmo em cenários de transição energética acelerada, a demanda de petróleo para o Brasil e região é crescente, passando por um pico em 2030, mas maior em 2050 do que em 2021.

Neste sentido, se torna essencial investir nas atividades de produção de petróleo que são mais eficientes e com menos emissões, como as desenvolvidas pela Petrobras por meio de suas tecnologias de descarbonização que colocam a empresa entre as mais eficientes do mundo.
Além disso, a responsabilidade socioambiental da Petrobras nas regiões onde atua vai assegurar o avanço do conhecimento da região e a adoção de medidas apropriadas de conservação e gestão ambiental.

Em caso vazamento, há risco de o petróleo chegar à costa?
Comprometida com o rigor das análises, a Petrobras utilizou as técnicas e sistemas mais modernos para modelar e projetar eventual dispersão de óleo no mar, seguindo os requisitos do Termo de Referência emitido pelo Ibama. Foram realizadas duas modelagens (2015 e 2022), ambas aprovadas pelo Instituto, e os resultados indicam que não há probabilidade de toque na costa.

Além disso, o Ibama afirmou, em parecer técnico, que o plano da Petrobras para resposta à emergência é robusto. Em 15/02/23, a equipe técnica do Instituto afirmou que “o plano de emergência conceitual para a atividade de perfuração do Bloco FZA-M-59 apresenta-se alinhado com as solicitações da equipe técnica. Demonstra ter opções de ferramentas, comunicação/ articulação prévia com países potencialmente afetados e opções de técnicas de resposta adequadas aos cenários acidentais previstos.

Os estudos que a Petrobras fez sobre a direção do óleo em caso de vazamento estão defasados?
Não. A companhia atualizou a modelagem de óleo (modelo matemático empregado para estudar o movimento das correntes marinhas e ventos) no final de 2022, incorporando os avanços computacionais ocorridos nos últimos anos, tais como a atualização de programas de simulação e novos dados de correntes marinhas e ventos não disponíveis à época da elaboração da modelagem até então presente no processo de licenciamento. O estudo atualizado comprovou os resultados anteriores, confirmando as premissas adotadas para condução do processo, e foi aprovado pelo Ibama.

Quanto tempo levaria o socorro da Petrobras á fauna local em caso de vazamento?
Todas as modelagens realizadas para o bloco FZA-M-59 não indicam a probabilidade de toque de óleo no litoral brasileiro e, mesmo assim, a estrutura proposta pela Petrobras prevê ações de resposta costeira à fauna, incluindo monitoramento e atendimento veterinário.

O tempo de socorro via navegação até a base do Oiapoque é de 12 horas e de 24 horas até Belém. Se necessário, podem ser usadas também aeronaves que reduzem o tempo entre 4 e 6 horas até Belém. Em todos os casos, o tempo de socorro é inferior às 24 horas balizadas pelo Manual de Boas Práticas.

Serão mais de 100 profissionais dedicados à proteção animal, incluindo médico veterinário. Também foram disponibilizadas embarcações velozes para atendimento de fauna equipadas com contêiners climatizados e equipamentos para estabilização de animais, todas permanentemente dedicadas à operação. Além das embarcações, a Petrobras já comprometeu outros recursos, tais como aeronaves de monitoramento e resgate aéreo, além de unidades de recepção de fauna.

Qual o impacto das atividades na Bacia do Foz do Amazonas para as comunidades indígenas?
Não há  impactos diretos. Mesmo assim, atendendo a pedido do Ibama, a Petrobras alterou as rotas de voos e altitude das aeronaves no Aeroporto que já opera na região homologado pela ANAC. As rotas hoje passam a uma distância mínima de 13 km da aldeia indígena mais próxima. Em média, serão realizados 2 voos diários.

Em maio de 2023, foi reconhecido em Audiência Pública pelo representante do Conselho de Caciques do Oiapoque (CCPIO) que os ruídos dos voos foram sanados, através de conversa com a Petrobras para mudança da rota das aeronaves.

O que é a AAAS? É necessária a realização de AAAS para este licenciamento?
AAAS é a Avaliação Ambiental em Área Sedimentar, isto é, a Avaliação Ambiental Estratégica do Setor de Óleo e Gás. É um estudo de planejamento setorial, cuja responsabilidade é compartilhada entre MME e MMA. Não cabe à Petrobras realizar esse tipo de avaliação.

Em parecer técnico, o Ibama já reconheceu que não há embasamento legal para cobrar a realização da AAAS como condição para emissão da licença de operação para perfuração. O órgão informou que “não há instrumentos jurídicos para justificar a recomendação de não emissão de licenças ambientais de perfuração exploratória até que seja realizada uma avaliação ambiental estratégica – como a AAAS.”

Além disso. o STF já reconheceu que “a viabilidade ambiental de certo empreendimento é atestada não pela apresentação de estudos ambientais e da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS), mas pelo procedimento de licenciamento ambiental, no qual se aferem, de forma específica, aprofundada e minuciosa, a partir da Lei n. 6.938/1981, os impactos e riscos ambientais da atividade a ser desenvolvida”.

A Petrobras está disposta a colaborar com os órgãos responsáveis na elaboração da AAAS ou estudos regionais para a etapa de produção.

Por que a Petrobras protocolou pedido ao Ibama de reconsideração da decisão de indeferimento da licença ambiental para perfuração de um poço no bloco FZA-M-059?
Por meio do pedido de reconsideração, a Petrobras solicita posicionamento do Ibama quanto às melhorias apresentadas pela companhia e, com a sua validação, espera seja que designada data para realização da Avaliação Pré-Operacional – APO (simulado de emergência in loco), a fim de comprovar em campo sua capacidade de resposta a uma situação emergencial que porventura venha a ocorrer na atividade de perfuração exploratória.

A Petrobras segue comprometida com o desenvolvimento da Margem Equatorial. Neste sentido, a companhia vem empenhando todos os esforços na obtenção desta licença de perfuração no bloco FZA-M-059, onde se compromete a atuar com segurança e total respeito e cuidado com o meio ambiente e com a população da região.

Qual a estrutura montada pela Petrobras para o processo de perfuração de um poço?
Petrobras dispõe de estrutura de resposta única no Brasil para este projeto:

12 embarcações:
– 6 embarcações para contenção de óleo com capacidade total de recolhimento de óleo de 8.900 m3/dia, bem acima do que é exigido pelo CONAMA 398 que é de 6.400 m3/dia;
– Dentre as 6 embarcações, 2 embarcações de prontidão ao lado da sonda para recolhimento de imediato de óleo;
– 2 embarcações equipadas com profissionais, contêiner climatizado e equipamentos para estabilização da fauna;
– 4 embarcações para monitoramento costeiro e resgate de fauna

5 aeronaves para monitoramento, transporte e resgate aéreo;

100 profissionais especializados;

Estrutura nacional para proteção da costa;

Articulação com países da região;

Sistemas avançados de contenção de óleo;

Sistema de bloqueio de vazamentos de poços (Capping);

Estrutura dedicada de coordenação e resposta a emergências;

Reabilitação de animais em caso de vazamento.

A Petrobras se comprometeu a disponibilizar duas bases de atendimento à fauna: uma em Belém que já está pronta e outra no Oiapoque, que será ampliada. A empresa já conta com mais de 100 profissionais dedicados à proteção animal.

Quais são os compromissos socioambientais assumidos pela Petrobras no projeto?
Para Margem Equatorial, o compromisso com a Responsabilidade Social e projetos ambientais é refletido nos mais de R$ 60 milhões que serão investidos em Projetos Socioambientais até 2027.

A Petrobras está implementando desde junho de 2022, por exemplo, projeto de monitoramento de desova de tartarugas em praias dos estados do Amapá e Pará, monitoramento de aves costeiras e migratórias da região, ações de proteção da biodiversidade e ações de educação ambiental, projetos de monitoramento e atendimento à fauna local, gerenciamento de resíduos, controle e monitoramento de efluentes e diversas outras ações de proteção da biodiversidade.

Além disso, a companhia realizou um amplo mapeamento de áreas sensíveis da região, e será  disponibilizado todos os dados de monitoramento ambiental em sites para a comunidade científica, além de planejar ações para: (i) Caracterização ambientais de ecossistemas na Margem Equatorial; (ii) Projeto de Caracterização Regional das Bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas; (iii) Estudo socioambiental das comunidades tradicionais extrativistas marinhas das regiões de manguezal da costa, contendo a caraterização da população, do uso e do aproveitamento dos recursos pesqueiros; (iv) Mapeamento dos manguezais e; (v) Quantificação da capacidade de estoque de carbono nos manguezais.