OneSubsea assina contrato com a Petrobras para o fornecimento de 15 árvores de natal molhadas (ANMs) no Campo de Búzios

Os equipamentos serão construídos no centro de excelência de equipamentos submarinos da OneSubsea em Taubaté (SP), e a previsão é que começarão a ser entregues no segundo trimestre de 2025.


Carlos Tadeu (à esquerda), diretor da OneSubsea, e Mads Hjelmeland, presidente global da empresa.

A OneSubsea, empresa multinacional do grupo SLB especializada no mercado submarino, celebrou um contrato com a Petrobras para o campo de Búzios fase 11. Este contrato envolve a instalação de 15 árvores de natal molhadas (ANMs) e unidades de distribuição eletro-hidráulica, com um valor estimado entre US$ 100 e US$ 200 milhões. Além disso, a OneSubsea será responsável pelos serviços de instalação, comissionamento e manutenção associados.

O escopo dos serviços inclui o sistema de Drill Pipe Riser, ferramentas de instalação e frentes de serviços offshore especializadas que serão responsáveis pela instalação dos equipamentos no campo.

Os equipamentos serão construídos no centro de excelência de equipamentos submarinos da OneSubsea em Taubaté (SP), e a previsão é que começarão a ser entregues no segundo trimestre de 2025. A integração de componentes e a instalação dos equipamentos offshore serão realizadas pelo time de especialistas offshore da OneSubsea em Macaé (RJ).

Com isso, a OneSubsea se consolida como a principal fornecedora de ANMs para o pré-sal brasileiro, pois a empresa foi vencedora das licitações das fases de Búzios 6 a 9 e Búzios 10. A empresa também informou que os primeiras equipamentos da fase de Búzios 6-9 já estão sendo entregues pelo time da OneSubsea em Taubaté. Além dos contratos de Búzios, a empresa também celebrou contratos de ANMs em duas fases seguidas de Mero, assim como o contrato global de ANMs para campos da Petrobras assinado no final do ano passado.

Para o diretor geral da OneSubsea, Carlos Tadeu, o mercado vive um momento de crescimento sustentável e a OneSubsea está pronta para atender e suportar o plano de negócios da Petrobras de forma eficiente com elevados níveis de performance operacionais e de sustentabilidade. “Hoje, a OneSubsea se consolida como líder no mercado submarino no Brasil e continuaremos nos preparando para outras oportunidades já existentes e também que chegarão ao mercado”, afirmou.

Durante sua visita ao Brasil, Mads Hjelmeland, presidente global da OneSubsea, reafirmou o compromisso da empresa com os negócios no país, considerando a região como a mais promissora na próxima década. Com a Petrobras como seu principal cliente em equipamentos submarinos e novas tecnologias, ele também destacou o empenho e dedicação da OneSubsea Brasil em superar as expectativas da Petrobras e fortalecer ainda mais a parceria entre as empresas.

Petrobras aprova direcionadores do Plano Estratégico 2024-28

A Petrobras informa que o seu Conselho de Administração aprovou, a revisão dos elementos estratégicos para o Plano Estratégico 2024-2028 (PE 2024-28), bem como o direcionador de investimentos (CAPEX) em projetos de baixo carbono para a faixa entre 6% e 15% do CAPEX total para os cinco primeiros anos do novo Plano. Esta indicação está alinhada às práticas de governança vigentes, ao compromisso com a geração de valor e à sustentabilidade financeira de longo prazo da Companhia.

“Esta aprovação é mais um passo importante na trajetória de transformação da Petrobras. Estamos preparando a companhia para o futuro, para ser uma empresa com atuação nacional e diversificada em energia. Vamos fazer isso preservando a rentabilidade e a sustentabilidade financeira, com segurança, respeito ao meio ambiente e atenção total às pessoas. Já reorganizamos a estrutura da empresa, criamos a Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade e agora vamos nos debruçar no detalhamento do novo Plano Estratégico”, destacou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

“Estamos promovendo mudanças com todo o diálogo necessário, seguindo todas as etapas previstas na governança da companhia, e aprofundando nosso diálogo com a sociedade e investidores. Estamos escrevendo o início desse novo capítulo a muitas mãos, como tem de ser”, completou o executivo.

Os elementos estratégicos do PE 2024-28 visam preparar a Petrobras para um futuro mais sustentável, na busca por uma transição energética justa e segura no país, conciliando o foco atual em óleo e gás com a busca pela diversificação de portfólio em negócios de baixo carbono, conforme abaixo:

· Visão: “Ser a melhor empresa diversificada e integrada de energia na geração de valor, construindo um mundo mais sustentável, conciliando o foco em óleo e gás com a diversificação em negócios de baixo carbono (inclusive produtos petroquímicos e fertilizantes), sustentabilidade, segurança, respeito ao meio ambiente e atenção total às pessoas”.

· Propósito: “Prover energia que assegure prosperidade de forma ética, justa, segura e competitiva”.

· Valores: (i) Respeito à vida, às pessoas e ao meio ambiente; (ii) Ética e transparência; (iii) Superação e confiança; e (iv) Foco em resultados.

· Estratégias que visam uma contribuição efetiva da Petrobras para um futuro próspero e sustentável:

Exploração e Produção: Maximizar o valor do portfólio com foco em ativos rentáveis, repor as reservas de petróleo e gás inclusive com a exploração de novas fronteiras, aumentar a oferta de gás natural e promover a descarbonização das operações.

Refino Transporte e Comercialização: Atuar de forma competitiva e segura, maximizar a captura de valor pela adequação e aprimoramento do nosso parque industrial e da cadeia de abastecimento e logística, buscar a autossuficiência em derivados, com integração vertical, processos mais eficientes, aprimoramento de produtos existentes e desenvolvimento de novos produtos em direção a um mercado de baixo carbono.

Gás & Energia e Renováveis: Atuar de forma competitiva e integrada na operação e comercialização de gás e energia, otimizando o portfólio e atuando na inserção de fontes renováveis.

Sustentabilidade: (i) Atuar em negócios de baixo carbono, diversificando o portfólio de forma rentável e promovendo a perenização da Petrobras. (ii) Atuar nos nossos negócios de forma íntegra e sustentável com segurança, buscando emissões decrescentes, promovendo a diversidade e o desenvolvimento social, contribuindo para uma transição energética justa e para a formação de especialistas em sustentabilidade. (iii) Inovar para gerar valor para o negócio, suportando a excelência operacional e viabilizando soluções em novas energias e descarbonização.

A proposta de revisão dos elementos estratégicos teve como norteador o comunicado ao mercado de 31/03/2023, onde foram divulgadas seis propostas aprovadas pela Diretoria Executiva a serem consideradas no Planejamento Estratégico. Essas propostas foram incorporadas ao conjunto de elementos estratégicos com a denominação de direcionadores.

Investimentos de baixo carbono

Alinhado aos novos elementos estratégicos, a Petrobras tem como direcionador a destinação entre 6% e 15% do CAPEX total para baixo carbono (ante 6% no PE 2023-27) a ser confirmado no detalhamento da carteira de projetos que será levada à aprovação final juntamente o novo Plano em novembro de 2023.

O CAPEX de baixo carbono considera projetos em energias renováveis e em descarbonização das operações, que deverão seguir a governança estabelecida na companhia, passando pelos processos de planejamento e aprovação previstos nas sistemáticas aplicáveis, com viabilidade técnica e econômica demonstrada.

A Petrobras reforça que os investimentos devem ser financiados pelo fluxo de caixa operacional da companhia, em níveis equivalentes às suas congêneres, e preferencialmente por meio de parcerias que permitam compartilhar riscos e expertise. Tais projetos deverão buscar o retorno do investimento, redução do custo de capital, fortalecimento da Petrobras como uma empresa de energia integrada, maximizando o valor da companhia.

FPSO Almirante Barroso começa a produzir no campo de Búzios

Plataforma será a quinta a produzir no ativo, para o qual contribuirá com até 150 mil barris diários.

A Petrobras iniciou a produção da plataforma, do tipo FPSO, Almirante Barroso, no campo de Búzios. O FPSO é uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (da sigla em inglês), com capacidade de produzir diariamente até 150 mil barris de petróleo (bpd) e 6 milhões de m³ de gás. O Almirante Barroso contribuirá para a produção de óleo do campo de Búzios, cuja média atual é de 560 mil barris por dia, o equivalente a cerca de 17% da produção nacional.

“Búzios sintetiza o quanto o pré-sal é representativo para a produção da Petrobras, além de ser importante para a segurança energética do país. Até 2025 teremos a entrada de outras unidades e a produção do campo deve chegar próximo da marca de 700 mil barris por dia”, declarou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O FPSO Almirante Barroso, unidade afretada junto à Modec, está localizado a 180 km da costa do Rio de Janeiro e opera sua produção em uma profundidade de água de 1900 metros. É a quinta plataforma a entrar em operação no campo de Búzios, onde já estavam em produção as unidades P-74, P-75, P-76 e P-77.

Búzios é o maior campo em águas profundas do mundo e o conceito atual de desenvolvimento contempla 11 plataformas. Atualmente, seis unidades estão em processo de construção (FPSO Almirante Tamandaré, P-78, P-79, P-80, P-82 e P-83). A Petrobras é a operadora do campo com 88,99% de participação na jazida compartilhada de Búzios, tendo como parceiras a CNOOC com 7,34% e a CNODC com 3,67%.

“Precisamos induzir investimentos para a indústria nacional”, disse Prates em evento no IBP

Presidente da Petrobras discute soluções para alavancar indústria brasileira com representantes do setor.

A Petrobras está comprometida em alavancar e recuperar a indústria nacional, ampliando investimentos em pesquisa, inovação e transição energética, em parceria com os demais agentes do setor de petróleo e gás.  O objetivo é impulsionar a economia brasileira, aumentando a geração de empregos e de renda, com o alicerce de uma política de Estado. Esses foram alguns dos destaques da fala do presidente da Petrobras Jean Paul Prates durante a abertura do seminário “Oportunidades para a Indústria Nacional”, promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás Natural), no último dia (1/06), na sede da entidade no Rio de Janeiro, que reuniu representantes do setor.

“Estamos saindo de duas fases diametralmente opostas que traumatizaram o setor de petróleo e gás. Aprendidas as lições, precisamos levantar a cabeça e seguir adiante, reabilitar empresas brasileiras experientes, reestruturar nossos estaleiros e voltar a induzir investimentos na indústria nacional”, disse Prates. A companhia está fazendo um amplo mapeamento da situação atual da cadeia produtiva brasileira e das oportunidades que se apresentam. “A Petrobras está gradualmente reabilitando as empresas que cumpriram seus períodos de quarentena punitiva e têm apresentado condições de voltar ao mercado”, complementou ele.

Para se ter ideia, a Petrobras vai investir US$ 78 bilhões no horizonte do seu Plano Estratégico 2023-2027, com previsão de colocar em operação 14 novas plataformas nos próximos cinco anos, multiplicando as oportunidades para a indústria nacional. Nesse movimento, Prates lembrou do desafio da transição energética para o setor. “Transição energética em empresa de petróleo e gás significa se transmutar completamente em pleno movimento. O desafio é multidimensional. Daqui a 30 anos, por exemplo, quantos fornecedores estarão habilitadas para essa transição?”, disse o presidente.

Em sua fala, Prates enfatizou a interdependência entre a Petrobras e a indústria e a necessidade de caminharem juntas para garantir o futuro do setor. “Para onde essas empresas vão e como a gente sinaliza demanda programada, já que somos mutuamente dependentes? Ao diagnosticar e propor a situação da indústria atual, já vamos tentar vaticinar como a gente deve atuar e projetar 40 anos para a frente. Dada a nossa interdependência, se a gente não tiver fornecedor daqui a 30, 40 anos, a gente simplesmente para de produzir”, complementou.

Descomissionamento e destinação verde de plataformas

Também participaram do evento o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci. Travassos apresentou um panorama sobre as oportunidades geradas pelo processo de descomissionamento de plataformas operadas pela Petrobras, associadas à política de destinação verde dessas unidades.

“O descomissionamento gera oportunidades para alocação de mão de obra nos estaleiros nacionais e é uma atividade que pode convergir com a construção naval. É muito trabalho que temos pela frente: serão 26 unidades descomissionadas até 2027. E de 2028 a 2029, a previsão é descomissionar outros 27 sistemas. Em paralelo, serão mais de 650 mil toneladas de aço destinadas à reciclagem, reforçando o conceito de economia circular”, disse Travassos.

Além dos executivos da Petrobras e Transpetro, participaram do evento o secretário de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, Hugo Leal (PSD-RJ); o deputado Federal Alexandre Lindenmeyer (PT-RS); os presidentes do IBP, Roberto Ardenghy; da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa; e da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo ), Rodrigo Ribeiro. Também estiveram presentes representantes de estaleiros nacionais e outras entidades do setor como a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo).

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) foi representado por seu presidente, Ariovaldo Rocha, e vice-presidente, Maurício Almeida, que enfatizou a necessidade de uma política de estado para alavancar a indústria. “Nenhum estaleiro quer onerar a Petrobras indevidamente. Mas precisaremos de uma política de Estado para voltar a ser atrativos. Precisamos aprimorar nossas condições tributárias, logísticas, trabalhistas e de acesso a financiamento. Com isso teremos condições de competir com qualquer país”, afirmou Maurício Almeida.

A Abespetro defendeu que a retomada da indústria nacional precisa estar associada à exportação. Para Jean Paul Prates e Roberto Ardenghy, o evento abriu um canal de diálogo para a construção da retomada da indústria nacional.