3R Petroleum conclui a aquisição do Polo Potiguar

Maior ativo do portfólio da Companhia compreende um conjunto de 22 campos de óleo e gás, infraestrutura e sistemas de dutos que suportam a operação, UPGNs, refinaria e terminal aquaviário. 

A 3R Petroleum adquiriu hoje (07/06/23) integralmente a participação da Petrobras no Polo Potiguar, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, com a aprovação da transação pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a conclusão da negociação, a 3R assume as operações do Polo a partir de amanhã, 08 de junho.

A aquisição prevê a cessão dos contratos de concessão de um conjunto de 22 campos de óleo e gás e a transferência de toda a infraestrutura e sistemas de dutos que suportam a operação, além do Ativo Industrial de Guamaré (AIG), que engloba unidades de processamento de gás natural (UPGNs), a refinaria Clara Camarão e o Terminal Aquaviário de Guamaré (Terminal de Uso Privado), com ampla capacidade de estocagem e sistemas que permitem a exportação, importação e cabotagem de óleo e derivados.

O Ativo Industrial reúne toda a infraestrutura necessária para processamento, tratamento, refino, logística e armazenamento de óleo e gás oriunda de todos os campos onshore e offshore do Estado do Rio Grande do Norte, incluindo os adquiridos pela 3R na região (Polos Macau, Areia Branca e Pescada) e os campos operados por outras empresas do setor.

O Polo Potiguar compreende três subpolos de concessões: Canto do Amaro, formado por doze concessões de produção onshore; Alto do Rodrigues, composto por sete concessões de produção onshore; e Ubarana, com três concessões localizadas em águas rasas, entre 10 e 22 km da costa do município de Guamaré. A logística do polo é otimizada, uma vez que toda a produção de óleo e gás é transportada por meio de dutos até as instalações de processamento localizadas no AIG.

A transação foi concluída com o pagamento, na data de hoje, de US$ 1,098 bilhão (R$ 5,408 bilhões), já considerando todos os ajustes previstos em contrato, que se somam a parcela de US$ 110 milhões (R$ 591,95 milhões) pagos na assinatura do contrato, em 31 de janeiro de 2022. O acordo ainda prevê o pagamento de US$ 235 milhões divididos em quatro parcelas anuais de US 58,75 milhões, iniciando em março de 2024 (12 meses após o closing), com fim em março de 2027.

As concessões do Polo Potiguar registraram, em 2023, uma produção média de 16,5 mil barris de óleo por dia e 37,3 mil m³/dia de gás natural. Considerando a produção do Polo Potiguar, a produção proforma da Companhia alcançou 42,3 mil barris de óleo equivalente por dia em abril de 2023.

“O Polo Potiguar e toda a sua estrutura permitem uma operação otimizada devido à integração com os demais polos já operados pela Companhia na região. Com mais essa operação, temos aproveitamento de sinergias, ganho de escala junto aos fornecedores e prestadores de serviços, bem como redução de custos ao longo da cadeia produtiva. Esta aquisição representa um marco relevante para o portfólio da 3R, com a ampliação substancial da escala de produção e capacidade de reposição e incremento de reservas nos próximos anos. Temos consciência do nosso papel e relevância hoje para o Rio Grande do Norte, com a retomada de investimentos, renda, empregos, com enfoque no desenvolvimento do Estado, trazendo melhorias para as comunidades com as quais nos relacionamos”, afirma Matheus Dias, CEO da 3R Petroleum.

A 3R Petroleum possui ao todo nove ativos, em quatro bacias e cinco estados brasileiros. Na Bacia Potiguar estão os polos Macau, Pescada Arabaiana – ainda em transição operacional –, Areia Branca e Potiguar, no Rio Grande do Norte, e Fazenda Belém, no Ceará; na Bacia do Recôncavo, se encontram os polos Rio Ventura e Recôncavo, na Bahia; na Bacia do Espírito Santo está localizado o Polo Peroá, no estado do Espírito Santo; e na Bacia de Campos, em águas profundas, se situa o Polo Papa Terra, no Rio de Janeiro.

Sobre a 3R Petroleum

A 3R Petroleum é uma Companhia brasileira de capital aberto, listada no Novo Mercado da B3, focada na produção de óleo e gás em terra (onshore) e mar (offshore). O plano de negócios da 3R está baseado nos pilares Repensar, Redesenvolver e Revitalizar a operação de campos maduros, elevando as curvas de produção, com segurança, eficiência e responsabilidade social.

 

Strohm assina contrato com a PRIO

A Strohm assinou um contrato com a PRIO, anteriormente PetroRio, para fornecer suas soluções de tubos compostos para um campo offshore no Brasil.

No âmbito da adjudicação, a Strohm já entregou dois conjuntos de Jumpers TCP para serviço de gas lift, um de 1.300 metros de comprimento e outro de 900 metros de comprimento, para o campo de Frade.

Ambas as linhas foram instaladas pela PRIO no segundo trimestre deste ano a cerca de 1.200 metros de profundidade de água e o navio Normand Pioneer foi destacado para a campanha de instalação offshore.

De acordo com a empresa os TCP Jumpers, ambos entregues em bobinas de transporte e instalação, apresentam um revestimento de peso projetado para estabilidade sustentada no fundo, mantendo o máximo benefício de peso.

Diz-se que este contrato marca a primeira vez que o TCP é usado para operações submarinas permanentes na região.

Para lembrar, a empresa holandesa informou recentemente que garantiu seu maior pedido até agora, no qual entregará mais de 24 jumpers Jumper on Demand para a ExxonMobil.

Iuri Rossi, Subsea Manager da PRIO, disse: “A PRIO entende a Strohm como um parceiro estratégico para redesenvolvimento de campo por muitas razões, mas destacamos a flexibilidade com a possibilidade de jumper sob demanda, o curto prazo de entrega e a capacidade de adaptação ao mudanças rápidas de acordo com a forma como a PRIO trabalha.”

O desenvolvimento submarino de Frade está localizado em águas profundas ao norte da Bacia de Campos, com poços ligados a uma embarcação flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO).

Após a perfuração do primeiro poço, a PRIO revelou em julho de 2022 ter iniciado a produção no poço ODP4, no campo de Frade, no âmbito da campanha de revitalização do campo.

No início de agosto, a PRIO informou sobre o início da produção do segundo poço do plano de revitalização de Frade, que teve uma produção inicial média de aproximadamente 3.500 barris de óleo por dia na primeira semana.

Estaleiro Rio Grande vai gerar 700 empregos com reparo de navio de perfuração

Embarcação fará sua primeira docagem em dique seco para serviços que durarão cerca de 60 dias

O Estaleiro Rio Grande deu início, ao maior serviço de reparo desde a retomada das atividades navais, em 2021. O espaço, pertencente à Ecovix, recebeu o navio sonda ODN I, de propriedade da Ocyan, que fará sua primeira docagem em dique seco para revisão geral nos sistemas, pintura, manutenção, serviços de tubulação, entre outros.

A embarcação, que será utilizada em um contrato pela Petrobras, pode operar em uma lâmina de água de até 3.048 metros e é capaz de perfurar poços de até 12.195 metros de profundidade. Os trabalhos devem durar cerca de 60 dias e, no pico da mobilização, devem ser gerados 700 empregos para a realização dos reparos.

FIMI Drone Camera – Créditos: Matheus Vieira

“Estamos nos preparando há mais de três meses para a execução desse trabalho, uma vez que a ODN I nunca esteve em dique seco. O plano de picadeiros (berço que recebe o navio para docagem) foi preparado de maneira inédita”, destaca o diretor operacional da Ecovix, Ricardo Ávila. Os serviços estão sendo realizados em parceria com a DockBrasil, que vem atuando desde 2021 ao lado do Estaleiro nos reparos.

Os trabalhadores interessados podem se inscrever pelo site da Ecovix, acessando este link e clicando na opção “Cadastre seu currículo”.

De olho na retomada do Polo Naval

Cada vez mais consolidado no setor de reparos de embarcações, o Estaleiro Rio Grande também observa os movimentos de retomada do setor, especialmente as perspectivas de investimentos no Polo Naval da cidade. No dia 29, a Ecovix recebeu a visita dos presidentes da Petrobras, Jean Paul Prates, e da Transpetro, Sérgio Bacci, que participaram de encontros em Rio Grande (RS).

Nas reuniões, foram discutidas ações para retomar as contratações de embarcações em estaleiros no Sul do Estado. “Ambos foram categóricos em afirmar que tem que ser com responsabilidade para que não ocorra, mais uma vez, um ciclo de remobilização da indústria naval e, daqui algum tempo, uma desmobilização — além das óbvias questões técnicas e comerciais que envolvem contratos dessa magnitude”, avalia Ricardo Ávila.

FIMI Drone Camera – Créditos: Matheus Vieira

O diretor operacional da Ecovix destaca que a empresa acompanha as oportunidades de mercado — e que possui ampla expertise para diversas atividades no setor. “Temos profissionais altamente qualificados, capazes de atender demandas complexas — além de contribuir para gerar novos empregos e promover desenvolvimento para Rio Grande e toda a região”.