SBM Offshore fecha financiamento de US$ 1,62 bilhão com 12 bancos para FPSO com destino ao Brasil

A SBM Offshore, concluiu o financiamento do projeto de uma embarcação flutuante de armazenamento e descarga (FPSO), destinada a trabalhar para a Petrobras no campo de Mero, na Bacia de Santos, por um total de quase US$ 1,62 bilhão, garantido por um consórcio de 12 bancos internacionais.

A SBM Offshore revelou que assinou o financiamento do projeto do FPSO Alexandre de Gusmão no valor total de US$ 1,615 bilhão com um consórcio de 12 bancos internacionais e cobertura de seguro de três agências internacionais de crédito à exportação (ECA).

De acordo com a empresa, o financiamento é composto por quatro linhas de crédito separadas com cerca de 6,6% do custo médio ponderado da dívida e um vencimento pós-conclusão de 14 anos, tanto para as linhas cobertas pela ECA quanto para a linha não coberta.

Com o projeto da embarcação incorporando o casco multiuso Fast4Wardnewbuild da SBM Offshore, o FPSO terá uma capacidade de processamento de 180.000 barris de petróleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Também terá uma intensidade estimada de emissão de gases de efeito estufa (GEE) na faixa de 8-12 kg CO2e/boe para os novos FPSOs construídos pela empresa, beneficiando-se de tecnologias proprietárias de redução de emissões.

O FPSO Alexandre de Gusmão será o quarto sistema definitivo a ser instalado no campo de Mero . Com base na declaração da empresa, a fabricação dos topsides e o casco Fast4Ward MPF para este FPSO estão progredindo com o primeiro óleo previsto para 2025.

Este FPSO pertence e é operado por empresas de propósito específico pertencentes a empresas afiliadas da SBM Offshore (55 por cento) e seus parceiros , a japonesa Mitsubishi Corporation (MC) e a Nippon Yusen Kabushiki Kaisha (NYK), que detêm 25 e 20 por cento de participação, respectivamente.

O FPSO será implantado no campo unitizado de Mero, localizado na Bacia de Santos, a aproximadamente 160 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, no Brasil, sob um contrato de arrendamento e operação de 22,5 anos com a Petrobras.

O campo é operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e Pré-sal Petróleo SA – PPSA (3,5 por cento), representando o governo na área não contratada.

Maersk será pioneira na primeira conversão de navio porta-contêineres para motor de metanol bicombustível

A.P. Moller – Maersk (Maersk) fará a adaptação de um navio para se tornar uma embarcação a motor bicombustível que pode ser movida a metanol e, portanto, capaz de navegar com metanol verde*, sendo a primeira na indústria naval a fazer essa conversão. O primeiro retrofit de motores deste tipo da indústria está programado para ocorrer em meados de 2024. A operação deve ser replicada em embarcações semelhantes, quando for realizada a inspeção programada, em 2027.

“Definimos uma meta ambiciosa para atingirmos zero emissões líquidas até 2040 em todas nossas atividades e assumimos um papel de liderança na descarbonização da logística. Adaptar motores para funcionar com metanol é uma parte importante de nossa estratégia. Com esta iniciativa, queremos abrir caminho para futuros programas de modernização escaláveis na indústria e, assim, acelerar a transição de combustíveis fósseis para combustíveis verdes. Por fim, queremos mostrar que os retrofits de motores a metanol podem ser uma alternativa viável à construção de novos navios”, disse Leonardo Sonzio, chefe de tecnologia e gerenciamento de frota da Maersk.

Maersk firmou um acordo com a MAN Energy Solutions (MAN ES) para realizar a conversão do motor da embarcação.

“Em 2021, encomendamos o primeiro navio porta-contêineres pronto para metanol do mundo, seguindo o compromisso com o princípio de encomendar apenas navios novos que possam navegar com combustíveis verdes. Ao mesmo tempo, exploramos o potencial de adaptar as embarcações existentes com motores bicombustíveis a metanol. Com a parceria da MAN ES, estamos agora prontos para demonstrar como pode ser feita a modernização de embarcações com motores bicombustíveis com capacidade para o uso de metanol”, afirma Leonardo Sonzio.

Além de almejar alcançar emissões líquidas zero até 2040, a Maersk também estabeleceu metas tangíveis de curto prazo para 2030 para garantir o alinhamento com o Acordo de Paris e a metodologia da iniciativa Science Based Targets (SBTi). Isso se traduz em uma redução de 50% nas emissões por contêiner transportado na frota da Maersk Ocean em comparação com 2020. Além disso, 25% do volume de contêineres será transportado com combustíveis verdes até 2030.

Projeto para o próximo ano
Substituir peças do motor e, assim, torná-lo capaz de funcionar com metanol é uma tarefa bastante complexa, mas representa apenas uma parte de uma operação de retrofit maior. Por exemplo, novos tanques de combustível, sala de preparação de combustível e sistema de abastecimento de combustível também fazem parte da modernização do navio para que ele possa usar metanol verde.

“Um processo detalhado de engenharia está em curso para o primeiro retrofit e a implementação de fato ocorrerá em meados de 2024. Enquanto isso, as discussões com os estaleiros em potencial estão em andamento”, explica Ole Graa Jakobsen, chefe de tecnologia de frota e responsável pelo projeto de retrofit na Maersk.

Maersk atualmente opera mais de 700 embarcações, das quais cerca de 300 são propriedade da empresa.

*Sobre os combustíveis verdes
Maersk define “combustíveis verdes” como combustíveis com emissões de GEE baixas ou muito baixas durante seu ciclo de vida em comparação com os combustíveis fósseis. Diferentes combustíveis verdes tingem diferentes níveis de redução ao longo do seu ciclo de vida dependendo do seu processo de produção. Por ‘baixo’ nos referimos a combustíveis com reduções de GEE de 65-80% em seu ciclo de vida em comparação com os combustíveis fósseis. Isso abrange, por exemplo, alguns modelos de biodiesel. ‘Muito baixo’ se refiere a combustíveis com taxa de redução de GEE de 80-95% em seu ciclo de vida em comparação com combustíveis fósseis. Para os biocombustíveis básicos como, por exemplo, o biodiesel para o transporte rodoviário, a economia mínima de GEE geralmente é medida por padrões como a Diretiva de Energia Renovável da União Europeia (RED, na sigla em inglês), e alinhamos nossos limites mínimos de redução para combustíveis de acordo com o RED. Para futuros combustíveis como o metanol, onde a Maersk está envolvida na concepção e desenvolvimento do projeto, nos esforçamos para alcançar reduções de GEE superiores aos limites legislativos.

Sobre A.P. Moller – Maersk

A.P. Moller – Maersk é uma empresa de logística integrada que trabalha para conectar e simplificar as cadeias de suprimentos de seus clientes. Como líder global na indústria naval, a empresa opera em mais de 130 países e emprega mais de 110.000 pessoas em todo o mundo. A Maersk pretende alcançar emissões líquidas zero até 2040 em todas suas atividades com novas tecnologias, novos navios e combustíveis verdes.

DP World dá início a projeto de eletrificação no terminal

Adoção de energia renovável faz parte de meta global para criação de um futuro mais sustentável das operações portuárias.

A DP World Santos, um dos maiores e mais modernos terminais privados multipropósito do país, está ampliando o uso de energia renovável em seus equipamentos, como parte de uma estratégia global para neutralizar as emissões de carbono até 2040. A primeira grande mudança, que já começou a ser implementada, é a substituição do combustível utilizado nos RTGs (guindaste utilizado para movimentação de contêineres), que passam a ser movidos por energia elétrica. A primeira máquina da frota foi adaptada e já está em funcionamento de forma 100% sustentável.

O projeto prevê a adaptação de um total de 22 equipamentos, que atualmente funcionam à base de diesel. A expectativa é que outras quatro máquinas sejam eletrificadas até o final de 2023 e o restante em 2024.

A tecnologia para a eletrificação do maquinário, proveniente da Alemanha, é uma das mais modernas do mundo, e já é usada em portos de países europeus e asiáticos. Ela funciona por meio de um conjunto com “braço elétrico”, alimentado por cabos e interligado a duas hastes. No terminal, oito eletrocentros serão instalados na retroárea para fornecer energia aos RTGs. Cada eletrocentro será capaz de alimentar quatro blocos da quadra de contêineres, com uma linha de rolagem de até 300 metros. O investimento total no projeto é de mais de 80 milhões de reais.

Com ela, o consumo de diesel do terminal será reduzido em até 60%. “A conversão dos RTGs vem para potencializar nossas práticas ESG, com destaque para a sustentabilidade. Além do cuidado com o meio ambiente e fatores climáticos, com esta mudança também esperamos benefícios para a operação, pois a tecnologia oferece baixo custo de manutenção, aumento de produtividade nos RTGs e melhoria na confiabilidade dos equipamentos”, explica Fábio Siccherino, Diretor-Presidente da DP World.

A eletrificação dos RTGs é parte de uma estratégia global de sustentabilidade, chamada “Nosso Mundo, Nosso Futuro”, que almeja um fluxo de comércio inteligente para criar um futuro melhor para todos. O projeto para a adoção de energia de fontes renováveis em todos os equipamentos portuários está em vigor nos 75 países em que o Grupo DP World atua. Atualmente, novos equipamentos adquiridos pelo Grupo já são alimentados por energia renovável. No ano passado, a DP World cortou as emissões diretas de carbono de suas operações globais em 5%, de acordo com seu último relatório ESG. O presidente e CEO do Grupo, Sultan Ahmed Bin Sulayem, anunciou que a empresa pretende investir até US$ 500 milhões para reduzir as emissões de CO² de suas operações em quase 700 mil toneladas nos próximos cinco anos.

Ações em prol do meio ambiente no Brasil

A estratégia “Nosso Mundo, Nosso Futuro” orienta e direciona a atuação responsável da DP World globalmente, reduzindo o impacto das atividades nas pessoas, nas comunidades e no meio ambiente. Ela está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

No país, a DP World Santos vem realizando esforços para a sustentabilidade ambiental de suas atividades desde a fase de obras do terminal.

A empresa investiu mais de R$ 12 milhões em mais de 30 projetos voltados à fauna e flora da região e realizou o salvamento de mais de 35 mil plantas e sementes, com reaproveitamento da biomassa e resíduos vegetais e monitoramento de restingas e manguezais. Além disso, promoveu o monitoramento e o manejo da fauna terrestre presente na região onde o terminal foi construído, visando preservar as espécies em locais autorizados pelo Ibama e a conservação de mais de 50 hectares manguezal e restinga no entorno.

Em 2022, tornou-se o primeiro terminal portuário do Brasil a não destinar resíduos para aterros sanitários após a implementação do projeto Aterro Zero, que tem como objetivo reaproveitar todos os resíduos gerados no local, com destaque para os não-recicláveis, que se transformam em energia sustentável para atividades já existentes da indústria. Desde o início do projeto, mais de 479,40 toneladas de resíduos sólidos deixaram de ser enviadas a aterros sanitários.

Sobre a DP World Santos

A DP World Santos é a empresa responsável pela operação de um dos maiores e mais modernos terminais privados multipropósito do Brasil, instalado na margem esquerda do Porto de Santos (SP). Com investimentos de R$ 2,3 bilhões, proporciona mais de 1.400 empregos diretos e 5.000 indiretos.

Instalado em área estratégica com acesso por via marítima, rodoviária e ferroviária, o empreendimento conta com 1.100 metros de cais e uma área total de 845.000 m2 e capacidade de movimentação anual de 1,2 milhão de TEU (unidade equivalente a um container de 20 pés) e 3,6 milhões de toneladas de celulose. Mais informações no site.