Inscrições para o Prêmio ANP de Inovação Tecnológica são prorrogadas até 3/7

O prazo para realizar a inscrição do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2023 foi estendido até o dia 3/7. A iniciativa tem como objetivo garantir mais competitividade e oportunidades para que os interessados inscrevam seus projetos e realizem indicações.

Nesta edição haverá cinco categorias de projetos de PD&I, duas categorias de personalidades do setor e uma categoria do Programa de Formação de Recursos Humanos da ANP – PRH/ANP. Aos vencedores e finalistas de cada categoria será destinado um troféu e certificado atestando sua condição na premiação.

O Prêmio ANP de Inovação Tecnológica tem como objetivos: reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que representem inovação tecnológica de interesse do setor, desenvolvidos no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP e/ou empresas brasileiras, em colaboração com empresas petrolíferas, com utilização total ou parcial de recursos da Cláusula de PD&I, presente nos contratos de Exploração e Produção (E&P); reconhecer e premiar dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito do Programa de Formação de Recursos Humanos da ANP (PRH/ANP); bem como reconhecer e premiar personalidades que tenham gerado contribuições relevantes de PD&I para o setor.

Acesse o edital e mais informações sobre o Prêmio

Veja também os projetos vencedores de edições anteriores

O que é a Cláusula de PD&I

A Cláusula de PD&I, presente nos contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural no país, determina a aplicação de percentual da receita bruta de campos com grande produção, segundo condições específicas de cada modalidade de contrato. Saiba mais.

Petrobras vai ampliar capacidade de produção de diesel com conteúdo renovável ainda em 2023

Companhia saltará da capacidade atual de 5 milhões de litros/dia para 12,3 milhões de litros/dia de Diesel R na Repar.

A Petrobras prevê aumentar em 146% sua capacidade de produção de diesel com conteúdo renovável (Diesel R), após ter recebido autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar mais uma unidade de produção desse combustível na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). A utilização da capacidade depende de disponibilidade de matéria-prima e das condições de mercado.

Dos atuais 5 milhões de litros por dia, a companhia passará a ter um potencial de processar 12,3 milhões de litros por dia, ainda neste ano. Para efeito de comparação, esse volume total seria suficiente para abastecer cerca de 41 mil ônibus convencionais, gerando redução de emissões de cerca de 1.300 toneladas de gases de efeito estufa.

O diesel com conteúdo renovável é o primeiro produto lançado no âmbito do Programa de BioRefino da Petrobras, que investirá, nos próximos cinco anos, aproximadamente US$ 600 milhões no desenvolvimento de uma nova geração de combustíveis sustentáveis, essenciais para o movimento de transição energética.

O gerente geral da Repar, Felipe Leonardo Gomes, destaca os ganhos da implementação do projeto: “A ampliação da capacidade de processamento de óleo vegetal na Repar agregará maior confiabilidade e flexibilidade para a produção de Diesel R, atendendo às demandas dos clientes e da sociedade por produtos de menor impacto ambiental”.

Para o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, o aumento da capacidade de produção do Diesel R representa um importante marco para o programa BioRefino da Petrobras e reflete o empenho das equipes técnicas da empresa: “Estamos preparando a companhia para o futuro. Na trajetória para a transição energética, o coprocessamento de diesel mineral com matéria-prima de origem renovável tem se mostrado um caminho industrialmente viável e irá contribuir para um mercado ambientalmente mais sustentável”.

Tecnologia e liderança da Petrobras em diesel com conteúdo renovável

O Diesel R é um combustível da Petrobras produzido por coprocessamento de diesel mineral com óleo vegetal, com uma proporção de até 10% de conteúdo renovável.  Além do benefício ambiental, o Diesel R pode ser misturado ao diesel convencional em diferentes proporções, sem a necessidade de adaptações nos motores dos veículos, sem exigir alterações ou mudanças na cadeia logística ou no seu armazenamento.

Segundo Claudio Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, a trajetória de pioneirismo da empresa se reflete na diversificação de produtos mais sustentáveis: “A capacidade técnica dos nossos cientistas do Centro de Pesquisas e Inovação da Petrobras, o Cenpes, e de nossos profissionais de refino, nos possibilitou patentearmos a tecnologia e nos tornarmos referência em coprocessamento”.

Mauricio Tolmasquim, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, ressalta: “A estratégia de coprocessamento de matérias-primas renováveis viabiliza a entrega de produtos sustentáveis que podem ser imediatamente consumidos com a infraestrutura e motores existentes. Permite, ainda, que no futuro possamos processar cargas residuais com menor pegada de carbono e custo”.

Projetos de expansão para o Diesel R

O Programa BioRefino da Petrobras prevê a implantação de projetos de coprocessamento nas refinarias RPBC (Refinaria Presidente Bernardes), Replan (Refinaria de Paulínia) e Reduc (Refinaria Duque de Caxias), além de uma planta dedicada às produções de BioQAv e Diesel R100 na RPBC, com matéria-prima 100% renovável.
O programa da Petrobras também está realizando novos estudos para a expansão da produção de Diesel R, em coprocessamento, nas refinarias Recap (Refinaria de Capuava), Regap (Refinaria Gabriel Passos) e RNEST (Refinaria Abreu e Lima). Além disso, estão sendo avaliadas novas plantas dedicadas para produção de BioQAv e Diesel R100 na RNEST e no Polo Gaslub.