Vallourec e Evonik assinam Memorando de Entendimento para inovar na área de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono

A Vallourec e a Evonik Industries AG, empresa líder em especialidades químicas, assinaram recentemente um Memorando de Entendimento (MoU) para o desenvolvimento de soluções tubulares para Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS)…

Como parte da colaboração, as empresas trabalharão para desenvolver uma tecnologia de transporte de CO2 inovadora e resistente à corrosão para a indústria de CCUS e, assim, abordar um dos principais desafios do transporte e armazenamento de CO2.

O MOU permitirá que a Vallourec desenvolva uma tecnologia de revestimento para seus tubos sem costura para transporte de CO2 usando o amplo portfólio de polímeros de alto desempenho da Evonik.

Isso reforça a colaboração da Vallourec e da Evonik, que está em andamento desde 2020. As empresas continuarão a combinar seus conhecimentos em tecnologias de materiais metálicos e não metálicos para desenvolver soluções híbridas para reduzir custos e aumentar a confiabilidade da infraestrutura CCUS.

“Estamos muito entusiasmados em assinar este MoU com a Evonik. Esperamos alavancar a experiência de ambas as empresas e facilitar o desenvolvimento confiável e econômico da infraestrutura CCUS. As décadas de experiência da Vallourec no fornecimento de soluções para aplicações de energia altamente desafiadoras tornam uma clara fornecedor de escolha para CCUS.” Ulrika Wising, Vice-presidente Sênior de Transição Energética.

Jasmin Berger, diretora global industrial e de energia da Evonik, acrescentou: ” A infraestrutura de transição energética precisa ser segura, econômica e pronta para instalação rápida. Não podemos esperar. “

Emerson fortalece as ferramentas de gestão de dados e integra análises com software de gestão de ativos

O AMS Device Manager adiciona a tecnologia Data Server para melhorar os resultados da transformação digital, expandir a acessibilidade de dados de dispositivos de campo inteligentes e a integração para análise.

O AMS Device Manager Data Server estende com segurança os dados do dispositivo de campo inteligente para sistemas externos para tornar mais fácil para as equipes de confiabilidade e manutenção capitalizar ainda mais o software moderno de análise avançada, proporcionando uma mudança radical na eficiência operacional e na fabricação inteligente.

Durante décadas, os fabricantes de processo confiaram no software de gestão de ativos para implantar e monitorar cuidadosamente os ativos de produção da planta, como medição e instrumentação de análise, controladores de válvulas digitais, gateways wireless e outros , tanto em uma única planta quanto em toda a empresa. À medida que as fábricas evoluíram, elas aumentaram sua pilha de tecnologia para adotar uma ampla gama de análises, historiadores, machine learning e modelagem avançada para explorar e se beneficiar de conjuntos de dados historicamente subutilizados ou inacessíveis em toda a fábrica. O AMS Device Manager Data Server publica dados de dispositivos de campo inteligentes quase instantaneamente para soluções de análise de software industrial já em uso pelos clientes, eliminando a necessidade de integração de dados personalizados complexos e soluções manuais que geralmente causam atrasos nos resultados e dados isolados. Esses dados são retransmitidos por meio de protocolos seguros do setor.

“Para acelerar a sustentabilidade e a lucratividade, os fabricantes de hoje estão se transformando por meio de análises: buscando agregar dados díspares e subutilizados e explorá-los ainda mais para obter um impacto comercial positivo em toda a organização”, disse Erik Lindhjem, vice-presidente de negócios de soluções de confiabilidade da Emerson. “O AMS Device Manager Data Server disponibiliza informações de dispositivos de campo inteligentes, como parâmetros de configuração, alertas, dados de calibração e outros, quase em tempo real, para uso avançado em outros softwares e aplicativos que nossos clientes já utilizam.”

O AMS Device Manager Data Server facilita a importação de dados críticos de instrumentos e válvulas para ferramentas e aplicativos comuns de painel, como Microsoft PowerBI, ferramentas de software Emerson, como a plataforma Plantweb™ Optics, Plantweb Insight, Aspen MTell® e AspenTech Inmation™, historiadores e outros.

Sobre a Emerson

Emerson (NYSE: EMR) é uma empresa global de tecnologia e software que fornece soluções inovadoras para os clientes dos mercados industrial, comercial e de consumo. Por meio de seu portfólio de automação que é líder de mercado, além da sua participação majoritária na AspenTech, a Emerson ajuda fabricantes híbridos, de processo e discretos na otimização de suas operações, na proteção de seus funcionários, na redução de emissões e na realização de metas de sustentabilidade. Para mais informações, visite Emerson.com.

Petrobras testa combustível marítimo com 24% de conteúdo renovável

Novo combustível tem potencial de reduzir cerca de 17% das emissões de gases causadores do efeito estufa.

A Petrobras iniciou o teste de desempenho do combustível marítimo com 24% em volume de conteúdo renovável – o chamado bunker com conteúdo renovável – ao abastecer navio afretado pela companhia, posicionado no Terminal do Rio Grande (RS), da Transpetro. Em uma análise preliminar, o percentual estimado de redução de emissões de gases de efeito estufa é de cerca de 17% em volume, em comparação ao bunker 100% mineral, considerando o ciclo de vida completo do produto.

É o segundo teste do tipo promovido pela companhia. Desta vez, no entanto, o teor de biodiesel é maior em relação ao primeiro teste, quando o percentual foi de 10% em volume. Além disso, na matéria-prima da parcela renovável foi incluído o percentual de 30% em volume de gordura animal (sebo) somados aos 70% de óleo de soja.

Segundo o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, o avanço nos testes de bunker com conteúdo renovável representa um claro posicionamento da companhia: “Estamos investindo no desenvolvimento de produtos que geram ganhos ambientais para a sociedade. No primeiro teste, com 10% de conteúdo renovável misturado no bunker, os resultados indicaram que podíamos avançar. Agora, com 24% de biodiesel nesse combustível, demonstramos que, para a Petrobras, a transição energética está na ordem do dia”.

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Maurício Tolmasquim, acrescenta: “Com este teste, avançamos nas opções que temos a oferecer para viabilizar a descarbonização de nossos clientes e diversificar nosso portfólio de produtos. O setor de combustíveis marítimos busca soluções no curto prazo que nós desejamos ser capazes de atender”.

Para o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, no segmento de transporte marítimo, em especial de longo curso, os biocombustíveis avançados despontam como um dos principais candidatos à substituição dos combustíveis fósseis, uma vez que esse segmento apresenta mais desafios para a eletrificação: “Nas próximas décadas, esses biocombustíveis podem representar uma vantagem competitiva importante para o Brasil, não somente pela disponibilidade da terra e dos rendimentos agropecuários favoráveis, mas também pela capacidade da Petrobras, através do seu Centro de Pesquisas, em desenvolver tecnologia, capturando as vocações regionais e o aproveitamento de infraestruturas existentes”.

Novo teste terá dois meses de duração

A embarcação foi abastecida com cerca de 573 mil litros de combustível. O procedimento, no terminal da Transpetro (Terig), na cidade de Rio Grande (RS), aconteceu em navio afretado à Petrobras pela empresa Maersk Tankers, usado em rotas de cabotagem no litoral brasileiro. Durante os próximos meses, serão acompanhados dados do navio, como consumo, potência desenvolvida, distância percorrida, além do desempenho do combustível em filtros e sistemas de purificação.

De acordo com o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, a empresa apoia a Petrobras no desenvolvimento de uma geração de produtos mais sustentáveis: “A Transpetro é parceira da Petrobras nos testes de bunker com conteúdo renovável. Viabilizamos as operações inéditas no Brasil porque estamos empenhados em construir, juntos com nossa holding, a transição energética que planejamos para o futuro. A Transpetro tem excelência em inovação e é a única empresa de logística de petróleo e derivados com capacidade de apresentar soluções sustentáveis como essa em toda América Latina”.

A formulação foi feita a partir de um bunker de origem mineral (com especificações conforme resolução da ANP) e de um biodiesel produzido pela Petrobras Biocombustível (PBio) na Usina de Montes Claros (MG). Para o presidente da PBio, Rodrigo Pimentel Leão, “o teste em andamento revela a capacidade de integração de nossas diferentes áreas. A PBio, ao produzir o biodiesel para a embarcação, demonstra o compromisso que tem com o desenvolvimento de produtos com menores intensidades de carbono”.

Primeiro teste, no início do ano, demonstrou viabilidade do combustível

No primeiro teste realizado pela Petrobras, ao longo de 40 dias, entre dezembro de 2022 e fevereiro de 2023, foram consumidos cerca de 303 mil litros de uma mistura de bunker com 10% em volume de biodiesel na embarcação Darcy Ribeiro, da Transpetro. Os resultados indicaram que não houve ocorrência atípica no funcionamento do motor do navio, tampouco nos sistemas de tratamento do combustível (centrífugas e filtros).

Os parâmetros operacionais, as avaliações da qualidade na combustão e da estabilidade da mistura indicaram a viabilidade do produto para o aprofundamento dos testes de bunker com conteúdo renovável.

Investimentos em baixo carbono

Recentemente, a Petrobras aprovou os direcionadores para o Plano Estratégico 2024-28, que deve ser anunciado em novembro deste ano. Os elementos estratégicos do novo plano visam preparar a Petrobras para um futuro mais sustentável, na busca por uma transição energética justa e segura no país, conciliando o foco atual em óleo e gás com a busca pela diversificação de portfólio em negócios de baixo carbono.