Petrobras dá posse ao novo gerente geral da Refinaria Presidente Bernardes

Petrobras dá posse ao novo gerente geral da Refinaria Presidente Bernardes.

A Petrobras realizou em 5 de setembro, em Cubatão (SP), a cerimônia de posse do novo gerente geral da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), Fernando Tadeu de Castilho

Participaram do evento o diretor de Processos Industriais e Produtos, Wiliam França, representantes dos poderes Executivo e Legislativo municipal; autoridades civis e militares; representantes de empresas prestadoras de serviço e de sindicatos, além de representantes dos projetos patrocinados pela Petrobras em Cubatão.

O gerente geral da RPBC discorreu sobre projetos na refinaria para o desenvolvimento de uma nova geração de combustíveis sustentáveis e ressaltou a importância de realizar ações em parceria com vários setores da sociedade. “Entendo que para dar conta de todos esses desafios precisamos investir na força do coletivo. Como vocês puderam perceber com os exemplos de alguns projetos que mencionei, iremos investir ainda mais no desenvolvimento de nossa região.”, disse Tadeu.

O diretor de Processos Industriais e Produtos, Wiliam França, salientou a importância da retomada dos investimentos em refino: “Estamos preparando a Petrobras para o agora e para o futuro, para ser uma empresa com forte atuação nacional e diversificada em energia, no caminho de uma transição energética justa. Os investimentos que estamos fazendo em refino preservam a rentabilidade e a sustentabilidade financeira, com segurança, respeito ao meio ambiente e atenção às pessoas.”, afirmou William.

Até 2027, serão investidos na RPBC cerca de R$ 3,99 bilhões em projetos de eficiência energética, rentabilidade, segurança e meio ambiente. A RPBC terá a primeira unidade do país inteiramente dedicada à produção de diesel 100% renovável e de bioquerosene de aviação (BioQAV), um tipo de combustível sustentável.

Fernando Tadeu de Castilho é engenheiro mecânico formado pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá, em Minas Gerais, e ingressou na Petrobras em 1987, na Revap (SP), onde trabalhou em diversas áreas, como Manutenção, Produção e Empreendimentos, exercendo funções gerenciais desde 1993. Atua como gerente geral desde 2010, tendo uma passagem pela diretoria de Gás e Energia.  Exerceu funções de gerente geral nas Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados – Fafens de Sergipe, Mato Grosso do Sul e Bahia, e no Refino nas Refinarias de Capuava (Recap), São josé dos Campos (Revap) e Sede na área de Ativos e Confiabilidade.

Pós-graduado em Gestão de Pessoas (FAAP) e Soldagem (UFRJ), Tadeu ainda tem curso de Extensão de Gerenciamento de Projetos (FGV) e MBA em Administração de Negócios (USP). Atualmente participa do MBA para executivos da Fundação Dom Cabral.

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Seis supercomputadores da Petrobras estão entre os mais ecoeficientes do mundo

Ranking Green 500 destaca equipamentos que aliam eficiência energética e alta potência.

Seis supercomputadores da Petrobras estão entre os mais ecoeficientes do mundo, segundo o ranking global da Green 500 – lista que destaca os equipamentos que combinam alta potência com maior eficiência energética. As supermáquinas da Petrobras aparecem na listagem como as seis primeiras da América Latina. Uma das mais recentes, o Gaia, entrou em operação em agosto no Centro de Pesquisas Desenvolvimento e Inovação da empresa (Cenpes). Com capacidade de processamento de 7,7 Petaflops FP64, equivalente a 1,5 milhão de celulares ou 40 mil laptops, o supercomputador, destinado exclusivamente à pesquisa, tem consumo energético de 574 KW, equivalentes ao de uma cidade de 2.400 habitantes, como Embaúba (SP).

O Gaia é usado para desenvolver e aperfeiçoar tecnologias ligadas à geofísica, que poderão ser aplicadas tanto em campos do pré-sal quanto em novas fronteiras exploratórias. O objetivo é aprimorar ferramentas de processamento de imagens sísmicas – técnica que produz imagens tridimensionais do interior da terra – para obter reproduções em altíssima definição das camadas de rochas em subsuperfície.

“Mais que um reconhecimento, integrar a lista dos supercomputadores mais ecoeficientes do mundo é a comprovação de que estamos no caminho certo da eficiência energética, combinando desempenho operacional com baixo consumo de energia. Estamos orgulhosos desse resultado e focados em avançar cada vez mais nesse trabalho de incorporar tecnologia de alto desempenho aos nossos processos produtivos, gerando dados cada vez mais confiáveis e eficientes”, disse o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Carlos Travassos.

O Gemini, que também entrou em operação em agosto, tem seus 3,9 Petaflops FP64 voltados para processamento geofísico e desenvolvimento de novos algoritmos.

Outro supercomputador que entrou em produção é o Albacora, que recebeu o nome em comemoração aos 35 anos de produção do primeiro campo gigante da Petrobras. Junto com o Cazarin – em memória à geóloga Caroline Cazarin, referência técnica na companhia -, totaliza cerca de 500 servidores, 30 mil cores de processamento e 130 terabytes de memória RAM. Ambos serão utilizados no processamento geofísico e na construção dos modelos de simulação de fluxo e geomecânico dos reservatórios.

Liderança da Petrobras em computação de alto desempenho

Entraram no Green500 ainda os supercomputadores já em operação Pégaso, Dragão, Fênix e Atlas. O Pégaso é considerado o maior da América Latina em capacidade de processamento e em ecoeficiência. O resultado endossa a liderança da companhia em computação de alto desempenho (HPC). A máquina tem poder de processamento equivalente à soma de seis milhões de telefones celulares ou de 150 mil laptops modernos.

O Dragão entrou em operação em 2021 com 200 terabytes de memória RAM (Random Access Memory), rede de 100 gigabits por segundo, e milhões de processadores matemáticos. A capacidade de processamento do supercomputador equivale a quatro milhões de celulares smartphones ou cem mil laptops modernos. A máquina é uma importante aliada da companhia para aumentar ainda mais a performance do processamento de dados geofísicos, reduzindo riscos geológicos e operacionais, além de dar suporte a projetos estratégicos da empresa.

Por fim, Fênix e Atlas, os mais antigos, têm juntos a capacidade de processamento equivalente a de 2,5 milhões de smartphones ou 67 mil laptops novos.  Os dois, que estão em quinto e sexto lugares, respectivamente, na lista de supercomputadores mais ecoeficientes da América Latina, são responsáveis pelo processamento de dados geofísicos gerados durante as atividades de exploração e de desenvolvimento da produção de óleo de gás.

Algoritmos complexos

Tanto poder de processamento é necessário para criar as imagens representativas do fundo do mar, onde estão as camadas geológicas e, é claro, os reservatórios de petróleo. As imagens sísmicas, fundamentais para as descobertas de óleo e gás, cobrem centenas de quilômetros quadrados e chegam a milhares de metros de profundidade.

Por isso os algoritmos que as processam envolvem equações matemáticas complexas, com um volume imenso de dados, gerando imagens que geólogos e geofísicos possam interpretar. O volume de dados referente a um único projeto sísmico pode chegar a ter dezenas de terabytes, mais que a capacidade dos HDs de um computador de mesa atual.

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Petrobras renova medições de vento no mar para gerar energia renovável

Estatal completa uma década de medições eólicas offshore e inicia novas campanhas para definir futuros parques no mar do Nordeste e Sudeste do país.

A Petrobras iniciou a instalação de dispositivos de medição LiDAR (Light Detection and Ranging) em seis plataformas localizadas em águas rasas no litoral dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Espírito Santo. Os equipamentos integram novas campanhas de medição eólica, que serão realizadas ao longo de três anos. Os dados coletados permitirão a elaboração de uma avaliação detalhada em diferentes áreas do país com elevado potencial para desenvolvimento de parques eólicos offshore.  Os sensores LIDAR serão alimentados por placas solares ou pelos sistemas próprios das próprias plataformas.

O sensor óptico LiDAR (Light Detection and Ranging) utiliza feixes de laser para medir a velocidade e direção do vento, de 30 a 200 metros de altura, gerando dados compatíveis ao ambiente de operação das turbinas eólicas. O primeiro equipamento foi instalado e está operando na plataforma fixa PAG-2 no Rio Grande do Norte. O início das novas campanhas de medição se dá 10 anos após a validação da tecnologia na mesma plataforma, com instalação da primeira torre anemométrica no mar do Brasil, o que permitiu a demonstração do potencial de utilização da tecnologia LiDAR para medição do vento em plataformas e a elaboração do primeiro Atlas do Potencial Eólico Offshore na região, que era o objetivo da pesquisa. Os outros cinco sensores serão instalados ao longo dos próximos 12 meses.

“A instalação do LIDAR na PAG-2, há uma década, mostra que a Petrobras é uma empresa inovadora, que sempre buscou superar a barreira do conhecimento. Estamos focados no que há de mais moderno em tecnologias para produção de energias e investimos em pesquisa e desenvolvimento, ligadas à transição energética justa e inclusiva, visando o futuro da companhia. O mundo segue nessa direção e nosso propósito é abrir uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando a expressiva diversidade de fontes energéticas do nosso país”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, explica que além de ser mais ágil, a instalação dos equipamentos em plataformas da companhia reduz custos:

“A campanha de medição é a primeira etapa para o desenvolvimento de projetos de energia eólica e o uso de equipamentos instalados nas plataformas fixas traz maior agilidade e menores custos aos estudos que, nesse caso, dispensam a instalação de torres anemométricas ou boias. Os dados obtidos a partir dessas medições permitirão definir o potencial para implantação de um parque eólico e, uma vez que ocorra um processo para outorga dos direitos sobre a área para geração de energia, o projeto de engenharia e escolha das tecnologias mais adequadas”, afirma Tolmasquim.

Além da nova iniciativa, em seis plataformas em águas rasas, na Plataforma de Rebombeio Autônoma  (PRA-1), na Bacia de Campos, uma campanha de medição por LiDAR está em curso desde 2020. A PRA-1 está instalada em local com cerca de 100 m de profundidade, a 120 km do litoral. As medições na PRA-1 permitirão aprimorar o conhecimento das características de longo prazo do vento, em uma região com muitas sinergias com as atividades de E&P da companhia.

Petrobras avança também em projetos de pesquisa e desenvolvimento relacionados ao potencial eólico offshore

Em 2022 a Petrobras deu início aos testes da tecnologia Bravo (Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore), no Rio Grande do Norte. A medição por boia é uma das alternativas às torres fixas de medição. O projeto vem sendo desenvolvido com recursos do programa de P&D da ANEEL e em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), do Rio Grande do Norte e o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE), de Santa Catarina. Espera-se que o desenvolvimento e uso desta tecnologia, inédita no país, possibilite  redução de custos de até 40% se comparados aos serviços disponíveis no mercado, hoje restritos à contratação no exterior.

Em 2018, a Petrobras desenvolveu estudos para um projeto conceitual de engenharia para um primeiro piloto de energia eólica offshore do Brasil. Foram  firmadas parcerias com o SENAI do Rio Grande do Norte e as Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN), de Juiz de Fora (UFJF) e do Rio de Janeiro (UFRJ), para desenvolvimento de estudos sobre inserção da fonte eólica offshore no Brasil, que permitiram avaliar aspectos da cadeia de valor, dos sistemas elétricos de coleta e conexão à rede, das fundações adequadas às condições brasileiras e do recurso eólico offshore. O projeto utilizou recursos do programa de P&D da ANEEL.

A Petrobras instalou em 2013 a primeira torre anemométrica do país em ambiente offshore. A torre de 85 metros foi instalada inicialmente na Plataforma PAG-02, no Rio Grande do Norte, e posteriormente em três outras plataformas no Rio Grande do Norte e Ceará. Além de avaliar o perfil de velocidade do vento, essencial para a definição da altura de instalação dos aerogeradores, o teste de campo validou a capacidade de medição do LiDAR.

Todas essas pesquisas geraram dados e informações que apoiarão as decisões de negócio da empresa em relação às atividades de eólica offshore.

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Petrobras assina contrato com Porto do Açu (RJ) para impulsionar o descomissionamento sustentável de plataformas

Acordo prevê serviços de apoio às unidades de produção, antes da destinação final.

A Petrobras assinou, contrato com o Porto do Açu (RJ) para apoio ao descomissionamento de plataformas de produção de petróleo e gás. O acordo prevê disponibilização de cais para acostamento temporário das unidades de produção em descomissionamento, até a definição da destinação final da unidade, de acordo com as melhores práticas internacionais de reciclagem verde e sustentabilidade (ASG).

Com duração de três anos, o contrato com o Porto do Açu, localizado na cidade de São João da Barra (RJ), também determina a prestação de serviços de apoio às unidades, disponibilização de energia elétrica, entre outros. O acordo integra a estratégia da Petrobras de descomissionar um total de 26 plataformas até 2030

O descomissionamento consiste em um conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva das operações de uma plataforma. Trata-se de um processo natural dentro do ciclo produtivo da indústria de óleo e gás. A Petrobras destinará U$ 9,8 bilhões para atividades de descomissionamento, de acordo com o seu Planejamento Estratégico 2023-2027.

A companhia prevê descomissionar 26 plataformas nos próximos cinco anos. Dentro das atividades de descomissionamento estão previstas as atividades de tamponamento definitivo de poços, limpeza e destinação dos sistemas submarinos e plataformas.

Destinação sustentável da P-32

A Petrobras concluiu em julho o leilão de venda da plataforma P-32, a primeira plataforma para a qual será adotado o modelo de destinação sustentável, adotado pela companhia.  A empresa vencedora foi a GERDAU S.A, em parceria com o estaleiro ECOVIX.  A P-32, atualmente na Bacia de Campos sairá da locação diretamente para o estaleiro da ECOVIX, onde será realizada a reciclagem da embarcação.

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Petrobras atinge 97,3% de fator de utilização de suas refinarias em agosto

Desempenho de agosto representa o melhor resultado mensal desde dezembro de 2014.

As unidades de Refino da Petrobras atingiram em agosto o patamar de 97,3% de Fator de Utilização Total (FUT), melhor resultado desde dezembro de 2014. A produção de diesel total no mês foi de 3,78 bilhões de litros, a maior em 2023. A produção de diesel S10, produto mais moderno, sustentável e com baixo teor de enxofre, atingiu 2,37 bilhões de litros no mesmo período. Destaque para a produção recorde mensal de S10 alcançado na Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), com 258 milhões de litros; na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), que alcançou 329 milhões de litros; e na Refinaria Paulínia (REPLAN), onde foi atingida a marca de 609 milhões de litros.

Os resultados são importantes para o amortecimento da volatilidade de preços do mercado externo. Segundo o diretor de Comercialização, Logística e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, “a ampliação da produção de diesel S10 em nossas refinarias contribui para a nossa estratégia comercial, que prevê a prática de preços competitivos de maneira rentável e sustentável”, comemora.

Segundo o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, a marca alcançada é resultado da confiabilidade e da qualidade das operações da Petrobras. “A otimização dos nossos processos está permitindo ampliar a produção em nossas unidades e a oferta de derivados no mercado nacional com rentabilidade”, afirma.

As refinarias da Petrobras vêm atingindo recordes sucessivos no FUT desde maio deste ano. O cálculo do fator de utilização do refino leva em consideração o volume de carga de petróleo processado e a capacidade de referência das refinarias, dentro dos limites de projeto dos ativos, dos requisitos de segurança, de meio ambiente e de qualidade dos derivados produzidos.

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Pré-sal avança em direção à descarbonização

Campos de Búzios e Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, registraram emissões abaixo da média mundial.

Em 15 anos de atuação no pré-sal, a Petrobras tem avançado progressivamente em direção à descarbonização de suas operações.  Os campos de Tupi e Búzios, por exemplo, localizados no pré-sal da Bacia de Santos, apresentam resultados de referência para a indústria de O&G. Nesses ativos, que representam cerca de 51% da produção da Petrobras, a companhia atingiu, em 2022, desempenho abaixo de 9,5 kgCO₂e para cada barril de óleo equivalente produzido – volume inferior à média mundial.

A eficiência em carbono da produção de óleo e gás da Petrobras no pré-sal se deve a uma carteira de projetos focados em excelência operacional e, consequentemente, em redução das emissões de gases do efeito estufa. Esses projetos, que incorporam tecnologias de última geração, têm alcançado a eficiência na geração de energia nas plataformas, com resultados em redução de consumo de gás combustível e nas emissões associadas. Também são relevantes as iniciativas que buscam a redução da queima de gás em tocha (flaring), liberação de gases controlada (venting) e vazamentos (emissões fugitivas).

Outro projeto importante que reduz a intensidade em emissões na produção de óleo e gás no pré-sal é a chamada tecnologia de captura, utilização e armazenamento geológico de carbono (CCUS). Essa solução, desenvolvida pela Petrobras, que associa o CCUS à recuperação avançada de petróleo (CCUS-EOR), foi essencial para viabilizar a produção dos campos do pré-sal da Bacia de Santos.

CCUS no pré-sal: maior do mundo em capacidade anual de reinjeção de CO2

O CCUS da Petrobras no pré-sal ganhou corpo e se tornou o maior do mundo em capacidade anual de reinjeção de CO₂. No ano passado, a Petrobras bateu recorde mundial ao reinjetar 10,6 milhões de toneladas de CO₂ nos reservatórios do pré-sal, o equivalente a 25% do total reinjetado pela indústria global em 2022, segundo o Global CCS Institute. O volume reinjetado acumulado, desde que a Petrobras começou a operar essa tecnologia em 2008, atingiu 40,8 milhões de toneladas.

Ao reinjetar o gás no reservatório, aumenta-se a eficiência da produção e reduz-se a intensidade de emissões de GEE, medida em emissões por barril produzido. Com isso, o objetivo é buscar uma operação com baixo custo e baixo carbono, garantindo a competitividade do projeto. Atualmente, as 23 plataformas que operam nos campos do pré-sal são equipadas com CCUS.

O pioneirismo do projeto de CCUS da Petrobras no pré-sal foi reconhecido pela entidade global “Carbon Sequestration Leadership Forum” (CSLF), em junho deste ano. Foi a primeira vez que uma empresa da América Latina obteve essa premiação, que destacou a relevância do projeto de CCUS da Petrobras para a indústria mundial e demonstrou sua segurança no armazenamento geológico de CO₂. No Brasil, o projeto de CCUS da Petrobras recebeu o prêmio Firjan de Sustentabilidade em 2020, na categoria Mudança Climática e Eficiência Energética. A intenção da Petrobras é usar toda essa experiência e conhecimento com o CCUS para desenvolver novas oportunidades no ambiente de transição energética, contribuindo para reduzir as emissões não só da companhia, mas do país como um todo.

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Pré-sal gera legado inédito para ciência brasileira

Estudo de caracterização ambiental da Bacia de Santos é um dos maiores do gênero já realizados pela indústria mundial.

O desenvolvimento do pré-sal da Bacia de Santos deixou um legado de conhecimento científico inédito para o país. Para se ter ideia, o Programa de Caracterização Regional da Bacia de Santos, por exemplo, que avaliou o ecossistema e a biodiversidade da região, é considerado um dos maiores já realizados pela indústria offshore mundial pela dimensão do trabalho de campo e amplitude dos resultados. Conduzido pela Petrobras em parceria com diversas instituições de pesquisa, o programa avaliou uma área de 350 mil km2 do Oceano Atlântico, entre Florianópolis (SC) e Cabo Frio (RJ). Para efeito de comparação, essa extensão territorial é equivalente à da Alemanha.

O projeto catalogou mais de 3.200 espécies que habitam a região (de bactérias e plânctons, até peixes, baleias e golfinhos), bem como contribuiu para caracterizar as condições meteorológicas da área, a qualidade da água do mar, a descrição das correntes e a circulação oceânica, que muitas vezes explicam a distribuição das espécies. A iniciativa envolveu 300 pesquisadores brasileiros, gerou 68 trabalhos científicos e alavancou 30 linhas de pesquisa. Mais ainda: o material coletado foi destinado a museus e coleções científicas, ampliando o patrimônio científico nacional disponível para pesquisadores e estudantes de todo país.

Identificação de espécies raras

Em paralelo, o projeto deixou um legado em biodiversidade para a ciência mundial. Os estudos identificaram a ocorrência inédita de uma espécie microscópica de crustáceo de águas ultraprofundas: o chamado copépoda “Pseudochirella obtusa” (nome científico) – e uma segunda ocorrência no país de outro mini crustáceo, denominado Megacalanus princeps, que só tinha sido observado no Atol das Rocas até então.

Ao mesmo tempo, a pesquisa descreveu um novo gênero e uma nova espécie de Loricifera da bacia de Santos, organismo raríssimo, microscópico e pouco conhecido que vive entre os grãos de sedimentos marinhos. Houve também o primeiro registro de uma ave marinha rara do gênero Pterodroma – um petrel nunca antes registrado em nosso litoral. A expectativa é que novos registros e descrições de organismos ocorram nos próximos anos, com base no material coletado e preservado pelo projeto.

Embarcação exclusiva equipada com laboratórios

O Programa de Caracterização Regional da Bacia de Santos extrapolou os requisitos estabelecidos pelo Ibama. Além do registro de espécies raras e de todo arcabouço de conhecimento científico, o projeto concluiu a atualização das chamadas cartas de sensibilidade ambiental – atribuição até então exclusiva do Ministério do Meio Ambiente. Essas cartas são instrumentos essenciais para o planejamento e implementação de ações de resposta a emergências ambientais.

Para viabilizar os estudos, a Petrobras mobilizou uma embarcação exclusiva para o projeto, equipada com laboratórios de avaliação de amostras químicas, físicas, biológicas e geológicas, além de tecnologia específica para coleta de sedimentos, água do mar e organismos marinhos. As instituições de pesquisa envolvidas foram USP, Unesp/Rio Claro, Unifesp, UFRJ, UFF, UERJ, UFPR, FURG e PUC-RJ, além do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo.

Maior projeto de monitoramento das praias do mundo

Outra contribuição do pré-sal para a ciência brasileira é o chamado Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Bacia de Santos, que abrange o litoral de Laguna (SC) até Saquarema (RJ). Somado aos demais projetos de monitoramento das praias realizados pela Petrobras, em outras regiões litorâneas do país, é considerado o maior do gênero no mundo. Lançado em 2015, o projeto é uma exigência do Ibama para o licenciamento de empreendimentos da Bacia de Santos e tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades offshore sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos.

A exemplo do Projeto de Caracterização Ambiental, também extrapolou as exigências do Ibama. O projeto contribui para disseminação do conhecimento científico, gerando pesquisas, publicações e dados para planos e decisões de órgãos ambientais. O PMP já identificou mais de 140 mil ocorrências de animais encalhados nas praias – incluindo animais ameaçados de extinção no país, como tartarugas marinhas e mamíferos como o boto-cinza. Os animais marinhos encontrados debilitados são avaliados e, quando necessário, encaminhados para o atendimento veterinário. Após a reabilitação, são reintroduzidos na natureza.

Programa de Monitoramento Cetáceos

Desde que foi lançado, há oito anos, o Projeto de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos contribui para a preservação de cetáceos – golfinhos, botos e baleias  – na Bacia de Santos.  A área monitorada cobre desde águas costeiras até oceânicas, atingindo uma distância de 350 km da costa e mais de 2.000 metros de profundidade.

Para monitorar os cetáceos, os especialistas já percorram mais de 176 mil km, equivalente a quase 4,5 voltas ao redor do mundo. A equipe desse projeto também participou do projeto de caracterização regional da Bacia de Santos, descrevendo a biologia das espécies de mamíferos marinhos registradas na região. Das 44 espécies marinhas de cetáceos de todo o Brasil, 27 espécies já foram documentadas pelo Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos.

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Petrobras faz sua primeira compra de créditos de carbono

Companhia adquire créditos de carbono gerados a partir da preservação de 570 hectares da floresta amazônica.

A Petrobras marcou sua entrada no mercado voluntário de créditos de carbono ao adquirir créditos equivalentes a 175 mil toneladas de gases de efeito estufa (GEE) evitadas. A operação corresponde à preservação de uma área de 570 hectares da floresta amazônica, do tamanho de cerca de 800 campos de futebol como o Maracanã.

Os créditos foram adquiridos junto ao Projeto Envira Amazônia – sediado no município de Feijó, no Acre – dedicado à preservação da floresta amazônica e ao desenvolvimento de ações em prol das comunidades da região.  O Plano Estratégico da Petrobras 2023-27 prevê outras operações no mercado de carbono, com previsão de investimentos totais de até US$ 120 milhões em aquisição de créditos até 2027.

Com a compra de créditos de carbono, o propósito da Petrobras é complementar sua estratégia de descarbonização, que contempla várias frentes como, por exemplo, redução de emissões nas operações, projetos de energias renováveis, biorrefino e captura e armazenamento de carbono (CCS). Os direcionadores para o próximo Plano Estratégico 2024-28, atualmente em desenvolvimento, indicam a busca por oportunidades rentáveis para ampliar o investimento em baixo carbono, almejando um patamar entre 6 e 15% do investimento global da empresa.

“Aqui na Petrobras, queremos contribuir de maneira incisiva no processo de transição energética do Brasil. A cada avanço em direção ao uso de fontes de energia limpa, à captura e armazenamento de carbono, e ao investimento em descarbonização, estamos criando um futuro em que a economia prospera em harmonia com o planeta”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. “Nós acreditamos no mercado de carbono como um importante instrumento no combate às mudanças climáticas e sabemos que o Brasil tem um imenso potencial para liderar esse segmento, justamente por ser um dos países com maior biodiversidade do mundo”, complementou.

“Nossa prioridade será adquirir créditos de base natural, gerados no Brasil e de alta qualidade, que contribuam para a conservação e recuperação dos biomas brasileiros. Queremos assegurar que os créditos utilizados gerem benefícios climáticos, sociais e ambientais para o país, de forma transparente e rastreável”, disse o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Maurício Tolmasquim.

“A compensação das emissões por créditos de carbono é complementar à descarbonização intrínseca e permite aumentar a ambição das empresas.  É importante frisar que esta iniciativa da Petrobras não substitui, mas sim complementa os esforços de redução de nossas emissões ao mesmo tempo que contribui para o financiamento da conservação das florestas brasileiras”, afirmou a gerente executiva de Mudanças Climáticas da Petrobras, Viviana Coelho.

Mercado de carbono

O mercado de carbono consiste em um mecanismo de compensação de emissões de gases de efeito estufa, por meio da negociação de créditos de carbono. Esses créditos são gerados por projetos que evitam que esses gases sejam emitidos ou que removam esses gases. Dessa forma, o crédito de carbono funciona como uma espécie de moeda, em que uma empresa pode comprar créditos para compensar suas próprias emissões operacionais ou a de seus produtos. Mercados bem estabelecidos podem acelerar a redução das emissões e reduzir os custos para a sociedade, pois propiciam identificar os melhores custos de oportunidade.

Além disso, o mercado de carbono é dos instrumentos para cumprir as metas do Acordo de Paris assinado em 2015 por quase 200 países – incluindo o Brasil – que se comprometeram a adotar medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Os créditos de carbono podem ser gerados de diversas formas como, por exemplo a partir da captura de metano em aterros sanitários ou a partir de projetos de base natural, conhecidos como Nature Based Solutions (Soluções Baseadas na Natureza).  Elas se destacam por sua contribuição à recuperação ou preservação de ecossistemas naturais e por seus co-benefícios ambientais, como preservação da biodiversidade e recursos hídricos, e pelo impacto positivo que pode levar às comunidades locais.

Certificação internacional dos créditos de carbono

Os créditos de carbono comprados pela Petrobras são de alta integridade e com benefícios socioeconômicos, certificados com rigoroso protocolo global, garantindo transparência, confiabilidade e rastreabilidade na divulgação da origem e uso dos créditos.

A certificação dos créditos segue o padrão VCS (Verified Carbon Standard) da Verra, que é a maior certificadora do mercado voluntário de carbono no mundo. Essa empresa é responsável por validar a quantidade de carbono fixado ou evitado e acompanhar periodicamente a evolução do projeto, além de registrar os créditos de carbono emitidos em sua plataforma eletrônica para que possam ser rastreados.

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Transpetro se torna referência no mercado com guias de orientação para o ambiente de trabalho seguro e diverso

Abordagens do Comitê de Diversidade da companhia são exemplos para o Ministério de Minas e Energia e para o Instituto Brasileiro do Petróleo.

A Transpetro vem se destacando como referência na promoção da diversidade, inclusão e no combate à violência no ambiente de trabalho por meio de suas cartilhas educativas. Desenvolvidas pelo Comitê de Diversidade da companhia, as publicações são usadas como referência pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que quer compartilhar o exemplo com outras estatais para produção de manuais desse tipo, e Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que está levando essa experiência para o setor de óleo e gás.

Recentemente, a Transpetro compartilhou seu Guia de Equidade Racial com o grupo de Equidade Racial do IBP. Além disso, por solicitação do Comitê Permanente para questões de Gênero, Raça e Diversidade do MME, disponibilizou também seu Guia de Combate à Violência no Ambiente de Trabalho.

Todo o conteúdo é resultado de um meticuloso estudo sobre temáticas relevantes relativas ao tema. O material foi elaborado a partir da análise dos dados provenientes da UNESCO e de referências nacionais e internacionais, tanto do âmbito público quanto do privado.

Para Aline Fernandes, coordenadora de Cultura e Clima Organizacional da Transpetro, esse interesse reflete o impacto e a relevância da companhia na promoção de um ambiente de trabalho mais equitativo e seguro.

“É gratificante ter esse reconhecimento do setor e poder participar dessa construção que irá impactar toda a cadeia de óleo, gás e energia. Estamos compartilhando nossas experiências e esperamos que possam ser significativas na construção de empresas cada vez mais diversas e inclusivas. Estamos falando de um conteúdo de relevância que se integra profundamente na sociedade e ajuda na transformação social que precisamos”, enfatiza.

O diferencial da Transpetro está na abordagem mais abrangente, com desdobramento dos temas em vários guias. “Estamos detalhando os tópicos e incorporando orientações linguísticas, bem como diretrizes práticas sobre ações a serem tomadas e evitadas. Um aspecto notável reside no fato de que esses conteúdos têm potencial para se transformar em momentos de integração com a força de trabalho nos Diálogos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, além de reuniões e comunicações diárias”, afirma a coordenadora.

Novo guia será lançado em outubro

Devido à importância na continuidade das iniciativas e ao resultado positivo no avanço das práticas de equidade no ambiente corporativo, a empresa se prepara para lançar uma nova publicação em outubro. O Guia de Diversidade Geracional pretende auxiliar os colaboradores em suas relações entre as diversas gerações no local de trabalho, complementando o quinteto atual formado pelas cartilhas de Equidade Racial, Equidade de Gênero, Deficiência Sem Preconceito, LGBTQIA+ e Combate à Violência no Trabalho.

Conheça o quinteto orientador

Equidade Racial – Dentro deste guia, são tratados conceitos importantes relacionados ao racismo e à discriminação, como a história da escravidão no Brasil, a importância de ensinar a história africana e indígena e os estereótipos prejudiciais associados a esses grupos. O guia enfatiza o compromisso da empresa com a diversidade e a inclusão e fornece dicas práticas para promover a equidade racial no local de trabalho.

Equidade de Gênero  Este material se concentra em orientar sobre a diferença entre igualdade e equidade, a importância de entender o gênero e como a misoginia afeta a equidade de gênero. Além disso, traz alguns termos importantes para entender a equidade de gênero, como “manterrupting” e “mansplaining”, que são comportamentos machistas que prejudicam a participação das mulheres em reuniões e palestras. O guia também apresenta algumas dicas para apoiar a transformação em direção à equidade de gênero, como ouvir atentamente as mulheres, dar crédito às suas conquistas e evitar subestimar sua capacidade.

Deficiência Sem Preconceito – Aqui o foco é abordar informações importantes sobre a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Nele estão inseridos dados históricos, tipos de deficiência e dicas para promover a acessibilidade. Entre as informações apresentadas, destacam-se orientações sobre como lidar com pessoas com deficiência visual, auditiva, cadeirantes, nanismo e intelectual, além de alertas sobre as principais barreiras sociais enfrentadas por essas pessoas e as leis e normas que garantem seus direitos no Brasil.

LGBTQIA+ – Nesta cartilha são apresentados dados sobre identidade de gênero e direitos LGBTQIA+, com o objetivo de promover a inclusão da diversidade sexual e de gênero, elementos fundamentais para o desenvolvimento da organização. As informações buscam incentivar o respeito para que as pessoas desenvolvam melhor seus talentos, trabalhem com motivação e se sintam parte importante da empresa. O conteúdo aborda os termos e conceitos sobre o tema, como orientação sexual, sexo biológico e identidade de gênero. Traz ainda a legislação pertinente e dicas de como ajudar os colaboradores na transformação inclusiva do ambiente de trabalho.

Combate à Violência no Ambiente de Trabalho – O objetivo da Transpetro de criar um ambiente de trabalho ético, seguro, inclusivo, empático e livre de discriminação, violência e qualquer tipo de assédio é explicitado nesta cartilha. O material abrangente não apenas explora a violência física, mas também aborda a violência psicológica. O documento esclarece e exemplifica atitudes que não são compatíveis com o ambiente corporativo, além de alertar para as consequências internas e externas de ações e reações que não contribuem para uma relação respeitosa entre colegas de trabalho. O conteúdo se concentra em questões como assédio sexual e moral, LGBTfobia, racismo, xenofobia e misoginia.

SOBRE A TRANSPETRO

A Transpetro é a maior companhia de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina, com operações em 49 terminais (28 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 36 navios.

A empresa presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 170 clientes.

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