Wood e 4Subsea fortalecem parceria em monitoramento avançado de sistemas de perfuração e completação na indústria offshore usando software integrado

Utilizando sensores de alta precisão e sua capacidade de fornecer dados precisos para garantir segurança e eficiência em operações críticas, o sistema de monitoramento de colunas de perfuração e completação tornou-se uma realidade em operações offshore, garantindo a integridade dos equipamentos e a proteção do meio ambiente. O sistema foi projetado para operar em condições desafiadoras de águas rasas e profundas, onde a coleta de dados precisa ser ininterrupta. Além disso, o sistema de monitoramento oferece redundância de dados para garantir que informações críticas possam ser transmitidas, mesmo em situações adversas.

O sistema completo é composto por uma série de sensores estrategicamente posicionados que monitoram continuamente uma ampla gama de variáveis operacionais críticas. Esses sensores incluem vários elementos, como o Sensor de Movimento da Plataforma, que mede o movimento da plataforma em todas as direções, incluindo heave, pitch, roll, surge e sway. Além disso, o sistema monitora os ângulos das juntas flexíveis superiores e inferiores, a tensão nos tensionadores, os deslocamentos das juntas deslizantes e o momento fletor acima dos conectores do poço.

A comunicação eficiente e a transmissão confiável de dados são essenciais para o bom funcionamento do sistema, portanto, a parceria Wood e 4Subsea levou ao desenvolvimento de um modelo que representa um salto tecnológico significativo na indústria offshore, onde as operações são complexas e exigem vigilância constante. Este sistema vai além da mera recolha de dados, pois, ao funcionar de forma integrada e contínua, fornece informações cruciais para a tomada de decisões em tempo real, essenciais para a segurança das operações e a proteção do ambiente.

Ao monitorar os movimentos da plataforma, ângulos críticos e tensões, o sistema permite que os operadores avaliem a integridade do equipamento e tomem medidas imediatas em caso de desvios de segurança. Além disso, a capacidade de medir o momento fletor no elemento do poço é essencial para evitar vazamentos ou danos às estruturas submarinas, o que pode ter consequências graves. Um papel fundamental neste desenvolvimento é desempenhado pelo software Optima™ da Wood, que transforma uma quantidade impressionante de dados brutos em informações valiosas, permitindo a tomada de decisões em tempo real durante as operações.

Em relação ao arranjo do sistema fornecido pela 4Subsea, ele é composto por sensores de última geração, como o SMS Gateway™ Platform Motion Sensor, que mede os movimentos da plataforma, incluindo heave, pitch, roll, surge e sway. Além disso, o sensor de movimento SMS Ex-Rated é usado para monitorar o ângulo e a direção das juntas flexíveis superiores e inferiores.

Para medir o momento fletor na cabeça do poço, o Optima™ RMS (Riser Management System) da Wood utiliza o kit de sensor SMS Strain™, que é instalado no flange API do BOP (Blowout Preventer). Isto garante que qualquer sobrecarga ou tensão excessiva seja detectada e monitorada em tempo real. O sistema também incorpora um módulo elétrico submarino para conectar os sensores de movimento e tensão ao umbilical MUX (Multi-Plex) fornecido pela empresa. Além disso, um conector submarino é usado para conectar os sensores de tensão na parte inferior à parte superior do BOP, garantindo uma comunicação contínua e confiável. Em casos de falha na transmissão primária de dados, existe um sistema de redundância inteligente, o modem ROV SMS MagicHand™, que permite a recuperação de dados através de um veículo operado remotamente (ROV). Além disso, os sensores possuem baterias eficientes que fornecem armazenamento de dados de backup por até 12 meses em caso de falha de energia ou falha contínua na transmissão de dados.

O sistema permite ainda o armazenamento de dados na nuvem através do 4insight®, permitindo a visualização de todas as informações e dados brutos. Os parâmetros e cargas registrados estão disponíveis para acesso a bordo da unidade e, se necessário, online, permitindo que as equipes em terra monitorem as operações no mar. O sistema é referenciado ao horário global (UTC) para garantir a sincronização de todos os dados registrados. Os dados de carga nos equipamentos do poço são compatíveis, garantindo uma análise de dados precisa e segura.

O software Optima™ é o cérebro por trás do sistema, combinando os dados coletados com um modelo estrutural de última geração do poço e do riser de perfuração para processar e interpretar os dados. Ao fazer isso, a solução estabelece limites operacionais, alertas e alarmes para manter as operações seguras, além de fornecer uma interface para visualização de dados em tempo real.

Recentemente, foi concedido um prêmio durante a Offshore Technology Conference (OTC) pelo uso da combinação de âncoras em Blowout Preventers (BOP) com análise de colunas em tempo real. Este prémio ilustra o interesse do mercado em soluções que acrescentem benefícios económicos e de segurança às operações de perfuração e completação offshore, em particular, de acordo com o comunicado oficial da conferência, esta conquista permitiu a utilização de unidades de perfuração posicionadas dinamicamente, substituindo unidades ancoradas tradicionalmente utilizadas para as operações em baixas profundidades. Nesse sentido, a Wood e a 4Subsea estão trabalhando neste desenvolvimento, tentando eliminar as restrições de profundidade da água associadas às condições ambientais para o uso de unidades operadas em posicionamento dinâmico.

“Os Sensores de Monitoramento Inteligente da 4Subsea tratam de soluções práticas para desafios offshore complexos. Eles fornecem insights importantes que geram economia de custos, aumentam a longevidade dos ativos e apoiam operações sustentáveis. Nosso foco é fornecer benefícios tangíveis aos nossos clientes, garantindo que suas operações sejam lucrativas e seguro.” – Marcio Alencar – Country Chief da 4Subsea.

A aplicação do sistema de monitoramento contínuo não se limita apenas à indústria de petróleo e gás. Com a crescente transição para fontes de energia mais limpas, como a energia eólica offshore, a capacidade de monitorar movimentos e cargas nos equipamentos, compreendendo as condições ambientais das operações, torna-se ainda mais crítica para o caminho para a descarbonização. O sistema pode desempenhar um papel fundamental na avaliação das condições submarinas para projetos de energias renováveis, contribuindo para a expansão deste setor em direção a um futuro mais sustentável.

2ª Edição do Maior evento sobre FPSOs do Brasil

O mercado de FPSOs está aquecido e em expansão, à crescente demanda de projetos no país impulsiona a realização da 2ª edição do evento: Brasil – Epicentro Global de FPSOs, no Rio de Janeiro – que acontece nos dias 17 e 18 de junho de 2024. O evento contará com os principais tomadores de decisão que se reúnem para impulsionar a atividade e apoiar a transformação digital dos FPSOs enquanto reduz a pegada de carbono. À medida que a maré do progresso se eleva, sua organização pode ser a onda que impulsiona a inovação na indústria de FPSOs.

Venha iluminar o caminho conosco e ser uma parte integral de um evento marcante e alinhe sua marca aos líderes e pioneiros do setor.

Prepare-se para discussões aprofundadas, troca de conhecimentos e networking inestimável.

Garanta a sua participação! Será um prazer receber você neste evento memorável.

Seja um Patrocinador ou Expositor: fpsosseminario@revistaoilegasbrasil.com.br

Inscreva-se para os dois dias da conferência: https://lnkd.in/dGGtxxMF

Acesse o site do evento e veja como foi a 1ª edição: https://fpsosexpor.com.br/

Nos vemos no Rio! 🇧🇷

Enauta anuncia a compra dos campos de Uruguá e Tambaú, na Bacia de Santos, do FPSO Cidade de Santos e da infraestrutura de escoamento de gás

Empresa se tornará operadora dos ativos e ampliará sua produção e presença na Bacia de Santos.

A Enauta, uma das principais empresas brasileiras independentes de óleo e gás do país, fechou contrato com a Petrobras para a aquisição de 100% dos campos de petróleo e gás de Uruguá e Tambaú, na Bacia de Santos, por US$ 10 milhões. A transação inclui a infraestrutura de transporte de gás que os conectam até o campo de Mexilhão.

Do valor total, US$3 milhões serão desembolsados na assinatura dos contratos. Outros US$7 milhões, na conclusão da operação.

A aquisição abre uma nova frente de negócios para a Enauta: o desenvolvimento de campos maduros, com a possibilidade de revitalização da produção, que ganhará com a operação focada de uma das principais companhias brasileiras independentes e que possui sinergias operacionais na região.

O negócio representa um marco na diversificação de negócios da companhia. “A Enauta fez a aquisição de um conjunto de ativos aos quais pode agregar valor, ampliando seu portfólio. A sua localização na Bacia de Santos, perto de Atlanta e Oliva, permite a criação de um cluster operacional e a captura de sinergias”, afirma o CEO, Décio Oddone.

Aquisição do FPSO Cidade de Santos – Uruguá e Tambaú produzem petróleo e gás natural por meio do FPSO Cidade de Santos, também adquirido pela Enauta junto à Modec. O valor total da transação é de US$48,5 milhões, sendo US$7,2 milhões desembolsados na assinatura do contrato, com o saldo no momento do fechamento. A operação está diretamente relacionada à aquisição dos campos de Uruguá e Tambaú.

A unidade possui capacidade de produção de 25 mil barris de óleo e 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, além de poder estocar 700 mil barris.

Em relação às aquisições, Décio Oddone afirma que a empresa vem trabalhando com afinco para buscar oportunidades que permitam o aumento da produção e da geração de caixa. Esses negócios estão alinhados com a estratégia de concretizar aquisições a preços competitivos, com disciplina financeira, buscando melhorar a alocação de capital e o retorno para os acionistas.

Os campos estão localizados a cerca de 80 km a oeste da locação do FPSO Atlanta e a cerca de 65 km do campo de Oliva, otimizando o compartilhamento de recursos e logística, trazendo ganhos para a Companhia em estratégia e escala;

Em 2023, os campos registraram produção média diária de 5,4 mil barris de petróleo e 353 mil metros cúbicos de gás natural, com pico de produção de 15 mil barris de petróleo em 2015 e de 2,65 milhões de metros cúbicos de gás natural em 2016. Nos últimos cinco anos, a produção média foi de aproximadamente 7,4 mil barris de óleo equivalente por dia.

Infraestrutura – A infraestrutura de escoamento de gás natural inclui duto de 178 km com capacidade de 10 milhões de metros cúbicos denominado Uruguá-Mexilhão, que conecta o FPSO Cidade de Santos ao ramal de Mexilhão da Rota 1 e à unidade de processamento de gás natural de Caraguatatuba.

As aquisições são fruto também do desempenho da área financeira da Companhia, que buscou maior proximidade com os agentes de mercado, estruturou emissões de debêntures e avançou em medidas para redução de custos.

A conclusão das transações está sujeita à satisfação de condições precedentes, dentre elas a capacidade operacional da plataforma e a aprovação dos órgãos competentes.

2ª Edição do Maior evento sobre FPSOs do Brasil

O mercado de FPSOs está aquecido e em expansão, à crescente demanda de projetos no país impulsiona a realização da 2ª edição do evento: Brasil – Epicentro Global de FPSOs, no Rio de Janeiro – que acontece nos dias 17 e 18 de junho de 2024. O evento contará com os principais tomadores de decisão que se reúnem para impulsionar a atividade e apoiar a transformação digital dos FPSOs enquanto reduz a pegada de carbono. À medida que a maré do progresso se eleva, sua organização pode ser a onda que impulsiona a inovação na indústria de FPSOs.

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Enauta compra participação no Parque das Conchas, na Bacia de Campos

Operação deve incrementar a produção da companhia em 8 mil barris de óleo equivalente por dia

A Enauta, uma das principais empresas independentes de óleo e gás do país, anunciou a compra de 23% dos campos de petróleo e gás de Abalone, Ostra e Argonauta, que integram o Parque das Conchas, na Bacia de Campos. A fatia representa a totalidade da participação detida pela Qatar Energy Brasil. A transação tem um valor total de US$ 150 milhões, sendo US$15 milhões desembolsados na sua assinatura e o saldo, ajustado ao fluxo de caixa do período, pago em três parcelas após a sua aprovação pelas autoridades.

O Parque das Conchas tem participação de 50% da Shell, que é a operadora, e de 27% da indiana ONGC. A produção está distribuída entre 25 poços produtores conectados à plataforma afretada FPSO Espírito Santo. Os campos têm período de concessão previsto atualmente para 2032. A produção atual é de cerca de 35 mil barris de óleo equivalente por dia e média de 28 mil barris de óleo equivalente por dia no primeiro semestre de 2023. A participação da Enauta corresponde a cerca de 8 mil barris de óleo equivalente.

O CEO da empresa, Décio Oddone, ressalta que a Enauta é a única empresa brasileira independente do setor que desenvolve do zero um projeto de grande porte em águas profundas, que é o Sistema Definitivo de Atlanta. “Não tenho dúvidas de que podemos aproveitar a capacitação que temos hoje, neste novo ativo. O Parque das Conchas oferece complementaridade ao Polo de Atlanta na comercialização de petróleo em termos de qualidade e logística, nas tecnologias aplicadas na produção, assim como sinergias nas oportunidades de expansão previstas para os próximos anos”, completa Oddone.

A aquisição faz parte da estratégia da Enauta para expansão de seu portfólio com custos de produção competitivos, ampliando a eficiência de alocação de capital e o retorno sobre o capital empregado ajustado ao risco.

A conclusão da negociação está sujeita a condições precedentes, em especial, a aprovação do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na semana passada, a Enauta já havia anunciado a compra dos campos de Uruguá e Tambaú, na Bacia de Santos, do FPSO Cidade de Santos e da infraestrutura de escoamento de gás. Segundo Oddone, essas aquisições vão aumentar a escala e diversificar as operações da Companhia, representando passos importantes na ampliação do portfólio da Enauta e na geração de valor para os seus acionistas.

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