Seagems leva expertise do setor de óleo e gás a novas demandas da indústria energética nacional

Operação na usina Porto de Sergipe evidencia potencial de aplicação da engenharia submarina em diferentes contextos da matriz energética

Rio de Janeiro, maio de 2025 – O crescimento da demanda por gás natural no Brasil reforça a importância de soluções técnicas capazes de garantir estabilidade e eficiência em projetos ligados à matriz energética nacional. Em 2024, o consumo diário de gás natural no país chegou a 52,5 milhões de m³, com um aumento de 22,9% no setor elétrico, segundo dados da Abegás.

Esse cenário exige uma infraestrutura cada vez mais preparada. Embora a engenharia submarina seja tradicionalmente associada ao setor de petróleo e gás, o Brasil conta com empresas com expertise consolidada nesse segmento e capacidade para atuar em outras frentes da cadeia energética. Um exemplo disso foi a atuação da Seagems, que, em parceria com a Eneva, conduziu uma operação crítica de manutenção no duto submarino da usina termoelétrica Porto de Sergipe, um dos maiores empreendimentos do país na geração de energia a gás natural.

Manutenção submarina garante retomada de operação da usina

Durante a operação, concluída em dezembro de 2024, foi identificado um vazamento no riser submarino que integra o sistema de abastecimento. A Seagems foi acionada para conduzir uma operação emergencial de substituição do trecho danificado do duto, garantindo a retomada segura e ágil da operação da unidade. A empresa mobilizou embarcações especializadas e equipes técnicas para o reparo, executado com alto grau de precisão e dentro de um prazo reduzido, minimizando os impactos no fornecimento de energia para o sistema nacional.

 

Do óleo e gás para novas possibilidades técnicas no setor energético

A operação em Sergipe representou uma oportunidade pontual para a Seagems aplicar sua experiência em engenharia submarina — desenvolvida em projetos de alta complexidade no offshore — a um novo cenário da matriz energética. A experiência evidencia o potencial de empresas brasileiras para colaborar com eficiência em diferentes demandas do setor.

“Temos uma bagagem robusta adquirida em anos de atuação no setor de óleo e gás. Isso nos permite oferecer soluções seguras e eficazes também para outras frentes da indústria energética”, afirma Marcos Adriano, Superintendente de Projetos Especiais da Seagems.

 

Impactos diretos da operação

A intervenção realizada pela Seagems foi decisiva para a retomada da operação da usina e trouxe benefícios como:

✔ Restauração rápida da infraestrutura, com redução do tempo de paralisação;
✔ Prevenção de riscos operacionais e reforço da integridade do sistema submarino;
✔ Contribuição para a segurança do fornecimento de energia, em um momento de alta demanda;
✔ Demonstração do potencial técnico da engenharia submarina brasileira para atender diferentes contextos da matriz energética.

 

Infraestrutura energética em expansão e novas oportunidades técnicas

De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2032), a demanda por gás natural no país deve crescer até 23% nos próximos anos, ampliando a necessidade de modernização e manutenção da infraestrutura existente.

Esse cenário abre espaço para que empresas com qualificação técnica, como a Seagems, colaborem em diferentes frentes do setor energético nacional, sempre que houver sinergia entre demanda, escopo e experiência.

 

Crescimento da demanda e desafios do setor

Com a elevação no consumo de gás natural, garantir a segurança da infraestrutura tornou-se imprescindível para evitar falhas no abastecimento energético. Além das variações na geração hidrelétrica, políticas de descarbonização têm impulsionado o uso do gás como uma alternativa eficiente em diversos contextos de geração. Para sustentar esse crescimento, serão cada vez mais estratégicos os investimentos em manutenção e modernização das estruturas existentes.

“Cada cenário exige uma solução sob medida, e nosso papel é usar a experiência acumulada para adaptar tecnologias e métodos às necessidades de cada operação. Esse projeto foi uma oportunidade de mostrar como a engenharia submarina nacional pode responder com agilidade e excelência”, finaliza Marcos Adriano.

Sobre a Seagems

Especializada em soluções práticas de engenharia submarina, a Seagems oferece respostas inovadoras às demandas offshore da indústria de energia. A empresa conta uma frota de seis navios PLSV e tem escritórios nas cidades do Rio de Janeiro, Rio das Ostras e Viena. A Seagems é 100% brasileira, resultado de uma joint venture entre duas multinacionais de renome: Sapura Energy Behard e Paratus Energy Services Ltd.  Atualmente a Seagems tem contratos de longo prazo assegurados para toda a frota a serviço da Petrobras.

BRAVA Energia registra produção de 82 mil barris por dia em abril

Média registrada no mês supera a do primeiro trimestre do ano, de 71 mil barris

A BRAVA Energia registrou produção média de 82 mil barris de óleo equivalente por dia em abril – 15% a mais que o mês anterior. A alta é puxada, principalmente, pela evolução da produção do Sistema Definitivo de Atlanta, que teve dois novos poços conectados ao FPSO neste mês. No primeiro trimestre deste ano, a companhia teve média de produção de 71 mil barris por dia.

Dos 82 mil barris produzidos por dia em abril, 47,9 mil são provenientes da operação offshore e 33,9 mil da onshore. A produção em Atlanta e Papa-Terra aumentou cerca de 40% de março para abril. O FPSO Atlanta apresentou a maior média de produção do mês, com 27 mil barris por dia. Em Papa-Terra, a produção registrada foi de 11 mil barris por dia.

Em abril, a BRAVA Energia comunicou que foi iniciada a produção dos poços 4H e 5H no Campo de Atlanta, que se encontram em fase de testes e estabilização. Ambos já produziram por meio do sistema antecipado de produção (FPSO Petrojarl I). Com a conexão, a BRAVA produz, agora, através de quatro poços no campo. Outros dois poços estão previstos para serem conectados até junho deste ano.

Sobre a BRAVA Energia

A BRAVA Energia é uma das principais empresas independentes de petróleo e gás do país, com o portfólio mais diversificado e atuação mais abrangente, em diferentes elos da cadeia de valor do setor. A companhia possui ativos em terra e mar, nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará. A BRAVA Energia opera os campos offshore de Atlanta e Oliva (Bacia de Santos), Papa-Terra (Bacia de Campos) e Peroá (Bacia do Espírito Santo). Na Bacia de Camamu (BA), detém participação majoritária do campo de Manati, na Bacia de Campos, adquiriu 23% do Parque das Conchas e, na Bacia Potiguar, possui 35% de Pescada. No onshore, a companhia é operadora do Complexo Potiguar, onde está o Ativo Industrial BRAVA, em Guamaré, e do Complexo Recôncavo. Listada por meio do ticker BRAV3, a BRAVA Energia atua com foco na maximização dos resultados esperados de seus ativos para seus acionistas e a sociedade em geral, incluindo seu compromisso com a agenda ESG.

 

Subsea7 anuncia novo contrato “super-major” offshore com a Petrobras

Acordo engloba projetos para o desenvolvimento do campo de Búzios 11, na bacia de Santos, Rio de Janeiro

 

Subsea7, líder global na entrega de projetos e tecnologia offshore para o setor de energia, anuncia a assinatura de um novo contrato super-major com a Petrobras, para o desenvolvimento do campo Búzios 11, no valor de US$ 1.25 bilhões. O projeto está localizado aproximadamente a 180 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, a 2 mil metros de profundidade na camada pré-sal da bacia de Santos.

 

“Esse novo acordo destaca a expertise comprovada da Subsea7 em entregar projetos complexos de escala mundial, reforçando nossas fortes capacidades de execução e compromisso com a excelência operacional e segurança. Com um backlog sólido e um portfólio diversificado, continuamos a gerar valor para nossos acionistas enquanto contribuímos ainda mais para o desenvolvimento do Brasil. Agradecemos à Petrobras pela confiança e esperamos, mais uma vez, desempenhar um papel significativo no sucesso do campo Búzios”, afirma Yann Cottart, Vice-Presidente Sênior do Brasil e Centro de Projetos Globais Oeste para a Subsea7.

 

O escopo do contrato inclui engenharia, aquisição, fabricação, instalação e pré-comissionamento de um sistema de risers rígidos e linhas de fluxo de 112 km. O gerenciamento do projeto e a engenharia começarão imediatamente nos escritórios da Subsea7 no Rio de Janeiro e em Paris e Sutton, a fabricação dos dutos ocorrerá na spoolbase da Subsea7 no Brasil e as atividades offshore estão programadas para 2027 e 2028.

 

Subsea e Petrobras

No quarto trimestre de 2024, a Subsea7 anunciou a entrega do “First Oil” na primeira fase do Projeto Mero 3, realizado em parceria com a Petrobras. O marco representa o primeiro projeto de Engenharia, Suprimento, Construção e Instalação (EPCI) da companhia com a Petrobras em uma década, sinalizando um importante avanço para o setor e para o desenvolvimento econômico nacional. O FPSO utilizado na iniciativa foi concebido para produzir 180 mil barris de óleo e comprimir até 12 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. A conquista reforça a relevância do Brasil no cenário global de energia e a retomada de colaborações estratégicas entre as duas empresas.

 

Sobre a Subsea7

Líder global na entrega de projetos e serviços offshore para o setor de energia, a Subsea7 torna possível a transição energética offshore por meio da evolução contínua do petróleo e do gás com baixo teor de carbono, permitindo o crescimento de energias renováveis e emergentes.

Presente no Brasil há mais de 35 anos, a empresa conta hoje com mais de dois mil colaboradores diretos distribuídos em bases operacionais em Ubu, no Espírito Santo, Rio das Ostras (RJ) e Niterói (RJ), além de um escritório na cidade do Rio de Janeiro. As operações no Brasil estão divididas em duas áreas principais:

  • Subsea e convencional: Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI), descomissionamento em profundidades variadas e contratos de PLSVs;
  • Serviços durante a vida útil o campo: Inspeção, reparo e manutenção, gerenciamento de integridade e serviços de suporte.