Dupla brasileira fecha acordo de US$ 65 milhões para compartilhamento de ativos de processamento de gás

A Petrorecôncavo, empresa brasileira de petróleo e gás, assinou um contrato de compra e venda (PSA) com a 3R Potiguar, subsidiária da compatriota Brava Energia, para a aquisição de uma participação em ativos de midstream de gás natural localizados no estado do Rio Grande do Norte, no Brasil.

Pelo acordo anunciado em dezembro de 2024, a PetroReconcavo terá 50% de participação na infraestrutura que inclui duas unidades de processamento de gás natural, cada uma com capacidade de processamento de 1,5 milhão de metros cúbicos (m³) por dia. Uma está em operação (UPNG III) e a outra hibernada (UPNG II).

Além disso, o acordo abrange esferas de gás liquefeito de petróleo (GLP) situadas dentro do Ativo Industrial de Guamaré (IAG), bem como o gasoduto que conecta os campos produtores de Brava ao IAG.

Esses ativos fazem parte do cluster Potiguar – 22 concessões de campos terrestres e de águas rasas, antecessor da Brava Energia, a 3R, adquirida da Petrobras em 2022 .

Um total de US$ 65 milhões para a transação será pago em parcelas: 10% na data de assinatura do acordo (5 de junho de 2025), 25% em até 10 dias úteis a partir da aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e 50% no fechamento, sujeito ao cumprimento de determinadas condições precedentes.

Por fim, os 15% restantes serão pagos em parcelas, assim que forem concluídas determinadas etapas relacionadas ao processo de transferência do imóvel. A Petroreconcavo informou que está analisando a possibilidade de contratar um novo financiamento para cobrir até 100% do valor da transação.

O acordo prevê a criação de um comitê de operações com membros de ambas as empresas, com a Brava atuando como operadora do consórcio. O órgão será responsável por estabelecer princípios orçamentários, de custo e de eficiência para a operação dos ativos.

O processo será regulado por um acordo de operação conjunta (JOA), que entrará em vigor no fechamento da transação. Além disso, as utilidades e serviços do Ativo Industrial de Guamaré, que dão suporte à operação das UPGNs, serão compartilhados.

Além disso, o acordo prevê a execução de um compromisso de compra de gás de longo prazo, segundo o qual a Brava comprará gás natural da PetroReconcavo. Isso implica a compra de 75.000 metros cúbicos (m³) por dia a partir de 1º de julho de 2025, depois 150.000 m³ por dia de 2026 a 2030 e, finalmente, o retorno aos 75.000 m³ iniciais por dia no primeiro semestre de 2031.

O acordo ocorre após um acordo de parceria vinculativo que estabelece as condições para a aquisição, assinado pela dupla brasileira em dezembro de 2024.

O acordo também se baseia no memorando de entendimento (MoU) assinado pela PetroReconcavo com a 3R Petroleum Óleo e Gás, que posteriormente se fundiu com a Enauta para formar a Brava Energia. O acordo envolveu negociações relacionadas ao compartilhamento da infraestrutura de gás natural na Bacia Potiguar.

Petrobras firma parceria para avaliar transformação de resíduos de pesca em biocombustíveis na região da Amazônia Legal

Projeto, assinado com FGV Energia, Universidade Federal do Amazonas e Instituto Senai, buscará soluções inovadoras em produtos sustentáveis

 

A Petrobras firmou uma parceria para estudar a transformação de resíduos pesqueiros da região da Amazônia Legal em energia. O Termo de Cooperação foi assinado pela presidente Magda Chambriard na quinta-feira (5), na sede da Petrobras, no Centro do Rio, com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Fundação Getúlio Vargas, por meio da FGV Energia, e o Instituto SENAI de Inovação (ISI Biomassa).

O projeto tem como objetivo propor soluções para a redução de problemas críticos como a poluição hídrica e a emissão de gases de efeito estufa causados pelo descarte inadequado de resíduos da pesca. A iniciativa prevê múltiplas frentes de atuação, incluindo a extração de óleos para produção de biodiesel, biodigestão anaeróbia para geração de biogás e biometano, além do aproveitamento de subprodutos para biofertilizantes e ração animal.

A iniciativa inclui ainda a elaboração de um Atlas detalhado sobre o potencial de produção de biogás, biometano e biodiesel em toda a Amazônia e no Brasil, além de estudos de viabilidade técnica e econômica. O projeto também prevê a possibilidade de obtenção de patentes para os processos desenvolvidos e a criação de novos modelos de negócios, incluindo oportunidades com certificados verdes.

 

​​​​Um dos principais resultados será o esboço do arranjo tecnológico de uma planta piloto modular com potencial instalação no campus da UFAM, servindo como modelo replicável para outras regiões. A estrutura poderá promover a economia circular ao integrar diferentes processos de aproveitamento dos resíduos. Os impactos positivos poderão se estender além da questão ambiental, incluindo aumento da competitividade da indústria local e fortalecimento das comunidades ribeirinhas. Há um foco especial na inclusão social, principalmente das mulheres, que representam parte significativa da força de trabalho no setor pesqueiro da região.

“Entendemos que o esforço em prol de um Brasil mais rico, mais desenvolvido tecnologicamente e mais limpo é o nosso legado para as gerações futuras. Temos sido, ao longo das últimas sete décadas, e queremos continuar sendo, parte atuante das soluções necessárias à construção do nosso país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na cerimônia de assinatura da parceria.

Parceria estratégica

Também nesta quinta-feira (5), a Petrobras assinou, em nome do Centro de Pesquisa da Petrobras (CENPES), um Protocolo de Intenções com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), visando estabelecer uma parceria estratégica na avaliação de oportunidades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em áreas estratégicas como energias renováveis, tecnologias digitais, sustentabilidade e eficiência energética.

A celebração desse novo instrumento justifica-se pela convergência estratégica de ambas as instituições no fomento à inovação tecnológica no Brasil. O Cenpes, como um dos maiores centros de pesquisa de energia do mundo e o maior da América Latina, e a Embrapii, organização dedicada a fomentar a inovação e competitividade na indústria brasileira, compartilham objetivos complementares que podem gerar sinergias significativas.

​​​​Como piloto dessa iniciativa, foi selecionado o tema Economia Circular, que visa integrar parceiros como universidades, instituições de pesquisa e empresas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias e inovações para desafios relacionados a valorização de resíduos industriais e descomissionamento sustentável.

O acordo prevê uma governança para a avaliação conjunta e priorização de projetos de PD&I nas diversas áreas estratégicas. Com essa parceria, Petrobras e Embrapii, buscam contribuir para o enfrentamento das questões globais em sustentabilidade, com foco em otimização do uso de recursos naturais, descarbonização e transição energética justa.

Criada em 2013, a Embrapii fomenta a inovação por meio de parcerias entre empresas e instituições de pesquisa públicas e privadas.

Petrobras apresenta declaração de interesse em blocos exploratórios na Costa do Marfim

A Petrobras informa que apresentou declaração de interesse em blocos exploratórios, localizados em áreas offshore da Costa do Marfim, país da costa oeste da África.

O governo da Costa do Marfim, por meio de seu Conselho de Ministros, aprovou a declaração de interesse da Petrobras em nove blocos. Esta é a primeira etapa no processo de aquisição de áreas exploratórias na Costa do Marfim, sendo seguida pela etapa de negociação dos contratos dos blocos exploratórios. A declaração tem como propósito garantir exclusividade na negociação dos contratos.

“A localização geográfica da Costa do Marfim, na porção atlântica africana, é de grande interesse para a Petrobras. Temos muita experiência nessa região, do lado de cá do Atlântico, onde estão as bacias de Campos e de Santos, e acredito que podemos alcançar importantes resultados também do outro lado do oceano. Estamos focados na reposição das reservas de petróleo e na recomposição de nosso portfolio exploratório e vemos a Costa do Marfim como uma região de grande potencial”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A Petrobras destaca que a decisão de enviar a declaração de interesse ao governo da Costa do Marfim observou todos os trâmites internos de governança da companhia, em linha com sua estratégia de longo prazo, que visa à recomposição das reservas de óleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior. A avaliação de novas áreas tem como objetivo diversificar o portfólio exploratório da companhia com geração de valor.

Petrobras, BNDES e Finep lançam edital para FIP em transição energética e descarbonização

    Fundo de Investimentos e Participações pode alcançar R$ 500 milhões; objetivo é investir em startups e MPMEs com soluções inovadoras em energias renováveis e de baixo carbono

 

A Petrobras, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançam, na quarta-feira (04/06), edital de chamada pública para a seleção de gestor e estruturação de Fundo de Investimento em Participações (FIP), na modalidade Corporate Venture Capital (CVC). O fundo será dedicado aos negócios de transição energética e de descarbonização e tem como objetivo investir em participações minoritárias em startups e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) de base tecnológica que possuam soluções inovadoras nas áreas de energias renováveis e de baixo carbono no Brasil.

Dentre as áreas-alvo dos investimentos estão a Geração de Energia Renovável, Armazenamento de Energia e Eletromobilidade, Combustíveis Sustentáveis, Captura de Carbono Utilização e Estocagem (CCUS) e Descarbonização de Operações. O investimento se dará no Brasil. As startups alvo devem possuir ao menos soluções validadas e início de receitas recorrentes (de Seed a Series B).

A Petrobras prevê investir até R$ 250 milhões, limitado a 49% do fundo, o BNDES até R$ 125 milhões, limitado a 25% do fundo, e a Finep, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), R$ 60 milhões. Além dos cotistas-âncora, o fundo tem potencial para receber aportes de outros investidores, podendo alcançar investimento total de até R$ 500 milhões. O gestor do fundo selecionado por meio do edital terá independência para as decisões de investimentos, além de autoridade para agir em nome do fundo.  A expectativa é que o processo de seleção seja concluído em outubro e as operações sejam iniciadas no primeiro semestre de 2026. O prazo total do FIP será de até 12 anos.

Corporate Venture Capital (CVC) é um modelo de investimento em que empresas, geralmente de grande porte, aportam recursos em soluções emergentes, com potencial de crescimento e que atuem em atividades estratégicas.

A criação deste fundo está alinhada às estratégias dos cotistas-âncora. A iniciativa é uma das ações do Acordo de Cooperação Técnica, assinado em junho de 2023, para formação da Comissão Mista BNDES-Petrobras, voltada para as áreas de óleo e gás, com focos em pesquisa científica, transição energética e descarbonização e desenvolvimento produtivo e governança.

“Acreditamos que por meio do programa de CVC será possível fomentar ideias e modelos de negócios inovadores, aproximando ainda mais a Petrobras do ecossistema de inovação e reforçando nossa liderança na transição energética justa. Ter parceiros experientes nesta construção, como BNDES e Finep, traz mais solidez para esta ação”, afirma a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“Esse novo Fundo é convergente com a estratégia de atuação do Sistema BNDES e com a missão da Nova Indústria Brasil, que busca impulsionar a bioeconomia, a descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as futuras gerações. Investir na transição climática, por meio de inovação, é investir no futuro. É a chave para impulsionar uma economia sustentável e resiliente diante dos desafios globais”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Via Nova Indústria Brasil, damos mais um salto na integração à política de aumento do protagonismo da indústria na composição do PIB nacional. Estamos seguros de que é o melhor caminho, o setor produtivo está carente de fundos desse tipo e a parceria de fomento vem solucionar uma demanda do mercado”, diz o diretor financeiro da Finep, Marcio Stefanni.

Petrobras Innovation Ventures

O FIP anunciado dia 04/06  fará parte do Petrobras Innovation Ventures, um novo módulo do Conexões para Inovação, programa gerido pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes). O Conexões para Inovação promove uma série de iniciativas para intensificar a integração com o ecossistema de inovação, em especial instituições de ciências e tecnologia, universidades, startups, empresas de diferentes setores e pesquisadores empreendedores. O Petrobras Innovation Ventures tem como objetivo investir, por meio de fundos, em participações minoritárias em startups e micro, pequenas e médias empresas de base tecnológica que possuam soluções inovadoras em áreas estratégicas para a Petrobras, no Brasil e no exterior.

O novo módulo vai incorporar todas as atividades da Petrobras em CVC, o que inclui os investimentos no Catalyst Fund I, gerido pela Climate Investment (CI), braço de venture capital da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI). Este fundo já investiu em mais de 40 empresas com atuação global voltadas à descarbonização, trazendo soluções inovadoras que podem ser aplicadas ao setor de óleo e gás.

Atuação da BNDESPAR em Fundos de Investimento

O Sistema BNDES foi um dos pioneiros no apoio a programas de estruturação de fundos de capital de risco e sua participação nessa indústria remonta ao surgimento dos primeiros fundos de participação no Brasil, em meados da década de 1990. Desde 1995, por intermédio da BNDESPAR, o Sistema BNDES vem contribuindo para o fortalecimento do setor de forma sistemática e investindo em companhias de diversos setores e estágios de desenvolvimento por meio de uma carteira diversificada.

A BNDESPAR possui capital comprometido de, aproximadamente, R$ 5 bilhões em 40 fundos de investimento em participação que, juntos aos demais investidores, perfazem um capital comprometido total de quase R$ 28 bilhões. Os investimentos em FIPs também proporcionam um expressivo grau de capilaridade à carteira da BNDESPAR, que possui mais de 220 empresas investidas por meio de FIPs.

Finep e fundos de investimento

A Finep tem longa trajetória em Fundos de Investimentos, tendo contribuído para sua consolidação no Brasil. Atualmente conta com 22 Fundos ativos.

Sua participação neste FIP é parte de sua retomada no uso deste instrumento como forma de apoiar a inovação de empresas brasileiras, alinhadas ao Plano Nova Industria Brasil e às diretrizes do Governo Federal.

Clique aqui para ter acesso ao edital para a seleção de gestor e estruturação do FIP

Moody’s altera perspectiva de nota de crédito global da Petrobras

A agência de classificação de risco Moody’s alterou a perspectiva de nota de crédito global da Petrobras de positiva para estável. Segundo a agência, a decisão segue a alteração da perspectiva do rating soberano do Brasil, ocorrida no dia 30/05/2025.

A Moody’s manteve a nota de crédito da Petrobras em “Ba1”, refletindo as sólidas métricas de crédito da empresa e o histórico positivo de melhoria operacional e financeira da companhia.