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Conhecimento é pilar da transição energética, Farid Shecaira engenheiro de petróleo e Oscar Chamberlain engenheiro químico

Conhecimento é pilar da transição energética, Farid Shecaira engenheiro de petróleo e Oscar Chamberlain engenheiro químico

É com esse entendimento que dois engenheiros com mais de três décadas de atuação no setor de óleo e gás fundaram a WisEnergy na virada do ano, propondo um modelo de educação apoiado no compartilhamento de conhecimento sobre o setor energético. A consultoria foi criada pelo engenheiro de petróleo Farid Shecaira, que tem uma trajetória de mais de 40 anos na exploração e produção de óleo e gás, e o engenheiro químico Oscar Chamberlain, com mais de 35 anos de atuação em pesquisa e desenvolvimento na área de downstream, energias renováveis e sustentabilidade. Egressos da Petrobras, os dois começaram a construir essa parceria há muitos anos, no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello – CENPES/PETROBRAS, no qual atuaram como pesquisadores e gestores em projetos e programas emblemáticos, Como o de Recuperação Avançada de Petróleo(PRAVAP), o de óleos Pesado (PROPES) e o de Tecnologias de Refino (PROTER) Hoje, eles se propõem a compartilhar esse conhecimento por meio da WisEnergy, que nasceu com uma robusta grade de cursos, a serem ministrados por profissionais reconhecidos nas diversas áreas do setor energético.

Oil & Gas Brasil: O que levou vocês a formarem essa parceria?

Oscar Chamberlain: Vivemos várias fases na vida. Estamos, Farid e eu, numa fase na qual seguimos a nossa intuição,
desenvolvida com a experiência, e focamos nos nossos valores e numa nova missão. Nos encontramos frente a um propósito: o de continuarmos ativos e produtivos. Queremos fazer isso compartilhando o conhecimento que obtivemos ao longo de anos de experiência. Farid me convidou para essa jornada e embarquei. A parceria dos últimos anos no Cenpes, onde construímos uma relação colaborativa e de amizade, foi a base para essa partida.

Farid Shecaira: Vou complementar a resposta do Oscar falando na missão que queremos imprimir à nossa empresa. Estamos focados em promover a educação para a transição energética, que é inexorável, sem esquecer que a indústria do petróleo deverá persistir por um bom tempo, devido às suas vantagens logísticas e de custo. Tentamos reproduzir isto no nosso slogan, que é “Aprendendo sobre energia para hoje e para o futuro”

Oil & Gas Brasil: O que diferencia a WisEnergy de outras empresas de ensino a distância?

Oscar Chamberlain: Atualmente o conhecimento teórico está disponível ao alcance da mão ou do teclado. O que nos diferencia, para além de nosso conhecimento robusto, é a vivência dos nossos professores que compartilhamos com nossos alunos, assim como nossa experiência prática no dia a dia que dificilmente estará registrada em livros ou na internet. Além dessa vivência prática, nossos professores apresentam também profunda experiência didática e excelência acadêmica. Quase todos possuem doutorado e mestrado em universidades de primeira linha.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Os cursos visam uma abordagem mais sistêmica, de forma a posicionar e/ou introduzir os alunos nos temas?

Farid Shecaira: Certamente. Através de casos reais e experiências práticas podemos apresentar para os nossos alunos caminhos para a solução de problemas e os desafios que encontrarão na sua vida profissional. Hoje a comunicação é ampla, através das diferentes mídias sociais. Ao participarem de um dos nossos cursos, nossos alunos terão acesso a uma grande rede, que possibilitará a interação profissional e intercâmbio de experiências.

Oil & Gas Brasil: Como vocês detectaram que havia um gap de conhecimento no mercado?

Farid Shecaira: Na verdade, o que identificamos foi a diversificação de empresas na área de energia, em especial de óleo e gás. Com o desinvestimento da Petrobras e outras estatais, novas empresas estão se consolidando no Brasil. A Petrobras mantém sua universidade corporativa que provê e promove a formação dos quadros da empresa. Gostaríamos de atuar como a entidade de ensino para essas novas empresas e ao mesmo tempo ajudar os novos profissionais a acelerarem sua formação para um ambiente de trabalho mais competitivo.

Este ambiente de um mercado demandante na formação profissional pode ser identificado também nas indústrias de energia eólica, solar, na área de sustentabilidade e em negócios novos para a indústria do petróleo, ligados à sustentabilidade, como o sequestro geológico de carbono (CCUS).

Oil & Gas Brasil: Quais os públicos que vocês pretendem atingir? Os profissionais entrantes no mercando? Ou corporações que estão buscando se diversificar com foco na transição energética, como vem fazendo companhias como a TotalEnergies e Equinor?

Oscar Chamberlain: Nossa persona está representada por dois perfis. Primeiro, os profissionais de engenharia, geologia,
administração e outras carreiras associadas ao campo de energia. São recém-formados que buscam aprimorar seus
conhecimentos para acelerar seu ingresso no mercado de trabalho ou pessoas que estão no meio da sua vida profissional e desejam alcançar uma melhor posição no mercado de trabalho. O segundo perfil é o público corporativo de empresas de energia, em especial óleo e gás.

Oil & Gas Brasil: Como vocês estão captando profissionais no mercado para ministrar esses cursos?

Farid Shecaira: Nossos professores são profissionais com décadas de experiência nas áreas de petróleo, energia e sustentabilidade. Iniciamos a estrutura de cursos com esses especialistas, abrangendo temas como exploração e produção de petróleo, refino, energias renováveis e meio ambiente.

Estamos reforçando ainda mais nossa equipe com novos profissionais, seguindo o mesmo padrão de excelência teórica e a vasta experiência profissional. Deixamos a modéstia de lado para dizer que temos os melhores professores do Brasil.


(Foto: Divulgação)

Oil & Gas Brasil: Dentro de uma indústria energética cada vez mais digital, 4.0, quais são os maiores desafios que vocês veem que demandam mais e mais informação, compartilhamento de conhecimento?

Oscar Chamberlain: Hoje para um profissional se manter atualizado e relevante no mercado ele precisa manter uma constante rotina de aprendizado (longlife learning) e aprender a entregar resultados. A era 4.0 significa nos diferenciarmos das máquinas que podem executar uma rotina. Precisamos aprender, desenvolver e prover soluções usando os algoritmos de inteligência artificial e incorporando nossa experiência. Nessa temática temos o curso “Sistemas Inteligentes para a Otimização da Produção de Petróleo e Gás” proferido pelos especialistas Mário Campos e José Perez, além de outros “no forno”.

Oil & Gas Brasil: Vocês acreditam que poderão atuar em sinergia com algumas organizações, como a SPE (Sociedade do Engenheiros de Petróleo) que já debate uma unificação com outras entidades nos EUA e mudança de nome para Sociedade de Profissionais de Energia?

Farid Shecaira: Sem dúvida! Fui durante 14 anos diretor da SPE e presidente, por dois anos, da Seção Brasil. Neste período trabalhamos em estreita colaboração com o IBP, e com Universidades Brasileiras, como a UFRJ, a Unicamp, a UFF, a PUC, a Estácio, a UFPb, só para citar as mais próximas a nós.

Professores destas entidades, sob a coordenação da SPE, publicaram em 2014 a “Proposta Curricular para os Cursos de Bacharelado em Engenharia de Petróleo”, utilizada ainda hoje por várias universidades brasileiras.

Oscar Chamberlain: Complementando a posição do Farid, sem dúvida a interação com organizações como a SPE, a ABGP, e outras entidades de compartilhamento de experiências e conhecimento são fundamentais cumprir nosso lema de aprender sobre energia hoje e para o futuro.

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