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Petroleira investe em novos projetos de biodiversidade marinha

Petroleira investe em novos projetos de biodiversidade marinha

Franca Austral, Budiões, Boto-Cinza e Aves Migratórias do Nordeste se somam a outras iniciativas de conservação de espécies e ecossistemas brasileiros

Há quase 40 anos financiando pesquisas e iniciativas de proteção ao ambiente marinho, a Petrobras iniciou apoio a quatro novos projetos voltados a esse ecossistema. Escolhidos por meio de seleção pública, no âmbito do Programa Petrobras Socioambiental, os projetos ambientais de conservação da baleia franca austral, dos budiões (peixe-papagaio), do boto-cinza e das aves migratórias do Nordeste se somam a outras 20 iniciativas com foco na conservação de diferentes espécies e ecossistemas brasileiros atualmente apoiados pela companhia.

“Nossa relação com o mar vem de muito tempo. Fomos pioneiros no país ao iniciarmos a parceria com o projeto Tamar, há 39 anos. Hoje, com os quatro novos projetos contratados, a Petrobras passa a atuar na proteção de 52 espécies marinhas, em toda a costa brasileira”, comenta a gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Olinta Cardoso.

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A baleia franca, única a se reproduzir em águas brasileiras, é uma das novas espécies protegidas com o apoio da Petrobras, por meio do patrocínio ao projeto Franca Austral. Sediado no Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Imbituba (SC), o Franca Austral desenvolve atividades de pesquisa e conservação das baleias franca, além de promover atividades de educação e sensibilização nas comunidades costeiras.

O projeto Budiões atua na conservação de cinco espécies, educação ambiental e pesquisa sobre esses animais, considerados importantes para o equilíbrio e conservação dos recifes de corais. O Budiões realiza suas atividades em sete estados: Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Já o projeto Boto-Cinza, com sede em Cananéia, no litoral sul de São Paulo, visa ao conhecimento e à conservação da espécie e do seu habitat. Além da pesquisa científica, a equipe do projeto promove atividades de educação, conscientização ambiental e valorização da cultura local.

Quarta iniciativa a reforçar a carteira de patrocínios da Petrobras, o Projeto Aves Migratórias do Nordeste realiza monitoramento e ações de conservação para proteger 21 espécies marinhas e costeiras de aves migratórias e residentes ao longo da rota Atlântica, contribuindo para o Plano de Ação Nacional para Conservação das Aves Limícolas, que são espécies que dependem de ambientes úmidos para viver e buscam alimentos nas zonas entre marés e margens de corpos aquáticos. As ações de pesquisa, conservação, cooperação local e internacional, e envolvimento das comunidades em todas as etapas do processo têm o objetivo de garantir que importantes áreas de alimentação e descanso das aves não sejam destruídas por conta da ocupação humana. As ações ocorrem em 27 municípios dos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.

“É uma característica comum de nossos projetos patrocinados a produção de conhecimento científico, a geração de informações técnicas para subsidiar políticas públicas e a realização de atividades educativas. Somos uma empresa que sempre apostou no conhecimento científico. Nós incentivamos a pesquisa e a atuação em rede, com parceiros da academia e outras instituições, como forma de incrementar as ações para conservação das espécies”, diz Olinta Cardoso.

Programa Petrobras Socioambiental

O investimento em projetos socioambientais é um dos dez compromissos de sustentabilidade da Petrobras e é realizado de forma estruturada por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Em 2019, foram investidos R$ 52,5 milhões em patrocínios a iniciativas para conservação do meio-ambiente. Os projetos patrocinados visam à proteção e recuperação de quase 60 espécies da fauna ameaçadas de extinção, muitas delas integrantes da biodiversidade marinha e costeira, ambientes relevantes para a Petrobras.

Os projetos patrocinados pela Petrobras atuam também em redes, promovendo ações conjuntas e articuladas. A Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Biomar), criada em 2007, por exemplo, reúne os projetos Tamar, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador, Meros do Brasil e Albatroz. A Rede Biomar atua em 13 estados e 87 municípios, pesquisando e conservando ambientes coralíneos e 24 espécies, a maior parte ameaçada de extinção, sendo 5 espécies de tartarugas marinhas, 6 espécies de albatrozes e petréis, 2 espécies de golfinhos, 10 espécies principais de corais e uma espécie de baleia, a Jubarte.

A atuação da Rede Biomar apresentou as seguintes ações e resultados inovadores:

– Divulgação de novos conhecimentos científicos sobre oceanos e suas espécies (mais de 720 trabalhos científicos, incluindo 10 artigos conjuntos);

– Recuperação da população de baleias-jubarte de cerca de 2.000 indivíduos (2001) para estimados 20.000 (2019);

– Saída da baleia-jubarte e do albatroz-de-sobrancelha da lista nacional de espécies ameaçadas, em 2014;

– Cerca de 40 milhões de tartarugas protegidas;

– Desenvolvimento de tecnologias sociais, como o toriline brasileiro, uma linha com fitas coloridas que funciona como um espantalho para aves, evitando a captura desses animais (Projeto Albatroz);

– Pesquisas sobre as consequências das mudanças climáticas para tartarugas e organismos recifais, como o mesocosmo, um sistema experimental controlado para testar efeitos do clima e acidificação da água (Projetos Coral Vivo e Tamar);

– Subsídios científicos para elaboração de políticas públicas de proteção à biodiversidade marinha;

– Criação da Rede Jovem Mar, promovendo o protagonismo de mais de 120 jovens nas ações de conservação marinha;

– Criação, divulgação e implementação de boas práticas de sustentabilidade na gestão de serviços turísticos à beira-mar (Projetos Baleia Jubarte, Coral Vivo e Golfinho Rotador);

– Mobilização para a causa marinha e redução da pressão sobre as espécies (mais de 9 milhões de participantes em ações de sensibilização; mais de 170 mil beneficiados em ações de capacitação e apoio a grupos produtivos locais para geração de renda, inclusive por meio do uso não letal das espécies);

– Participação ativa em seis Planos de Ação Nacionais para conservação de espécies;

– Representação em encontros/reuniões oficiais de conservação marinha: mais de 2200 nacionais e 117 internacionais (16 países).

Todos esses resultados contribuem, prioritariamente, para o ODS 14 – Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável, dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Agència Petrobras

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