O incêndio na unidade de destilação, responsável por cerca de metade da produção de combustíveis da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, no dia 15/06, foi por falta de manutenção adequada na tubulação que explodiu. A informação é de Luciano Leite Santos, técnico de Operação Industrial da Reduc, diretor do Sindipetro Caxias e que participa do Grupo de Trabalho (GT) da refinaria, que está apurando as causas do acidente.
Apesar de grave, o incêndio na refinaria não deixou feridos. A Petrobras está acelerando os trabalhos de reparo das instalações para poder reiniciar a operação da unidade nas próximas semanas. A Reduc está operando com cerca de 50% de sua capacidade.
De acordo com Luciano Santos, além da falta de manutenção adequada na tubulação, a investigação está apontando para um possível erro no material usado na tubulação da unidade até torre de destilação.
– Pela característica do acidente, foi falta de um olhar da inspeção de equipamentos para determinar a troca do trecho da tubulação quando a unidade estava parada para manutenção em 2017. Pelo que se verificou, alguma etapa lá atrás não foi verificada. Quando ocorreu a explosão, o óleo combustível jorrou a uns 30 metros de altura, e tinha trabalhadores próximos, foi sorte não terem sido atingidos. Do jeito que abriu a tubulação, foi realmente negligenciada a inspeção – destacou Luciano Santos.
A Petrobras garantiu, contudo, que o incêndio foi causado por um vazamento na tubulação do bombeio de óleo combustível.
Sobre a manutenção da unidade em 2017, a Petrobras garantiu que “foram realizadas todas as ações de manutenção necessárias, levando em conta a legislação, os resultados das inspeções realizadas e a vida útil remanescente dos equipamentos.”
A companhia acrescentou que para garantir a segurança em suas operações, a refinaria realiza inspeções periódicas para avaliar a integridade de seus equipamentos “e efetua a manutenção preventiva e corretiva sempre que necessário, observando todos os requisitos legais pertinentes e respeitando os prazos estabelecidos por norma regulatória (NR13).”
Segundo o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FuP) Simão Zanardi, o relato do diretor do Sindipetro mostra que o incêndio não ocorreu pela abertura de um flange (equipamento que une as tubulações) ou vazamento de válvula.
– A linha(tubulação) por falha da inspeção de equipamentos e de manutenção não foi trocada na parada para manutenção em 2017. E, devido à política contenção de custos da empresa, a inspeção de equipamentos que cuida da integralidade dos equipamentos não está atuando. – destacou Zanardi.
O Globo




























































