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Regime de exploração de gasodutos divide opiniões na votação da nova lei do gás

Regime de exploração de gasodutos divide opiniões na votação da nova lei do gás

Novo marco regulatório do gás foi aprovado pela Câmara dos Deputados e seguirá para o Senado

Carlos Zarattini criticou o projeto por facilitar a entrada de investidores privados no setor

A mudança de regime de exploração para novos gasodutos no Brasil foi um dos pontos de maior debate durante a votação da nova lei do gás (PL 6407/13). O projeto estabelece a exploração por autorização, sistema mais simplificado que o atual.

Em vez de licitação, o processo será feito por meio de chamada pública a ser realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Se houver mais de um interessado para a construção de um gasoduto, a agência deverá realizar processo seletivo público.

Para a oposição, trata-se de facilitar a entrada do investidor privado em detrimento da Petrobras. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que a estatal será impedida de reinvestir no setor de gás natural a partir da aprovação da proposta. “Empresas que extraem petróleo e gás não poderão participar do transporte e da distribuição de gás. A Petrobras saiu do setor de gás; vendeu a Gaspetro; vendeu os seus dutos e hoje não participa mais do mercado de gás”, disse.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), no entanto, afirmou que o modelo de fortalecer a Petrobras não deu certo e que é preciso alterar a legislação para a exploração do gás natural. “Nós propomos mais gasodutos, mais agentes, mais competição”, disse. Ele destacou que o regime de autorização vai ampliar o número de gasodutos.

A mudança de sistema de exploração, no entanto, foi criticada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Para ela, acabar com a licitação para os gasodutos vai favorecer a atuação de grandes empresas distribuidoras e transportadoras.

O líder do PSB, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), também criticou o sistema simplificado para novos gasodutos. “Para se melhorar a concorrência, para se melhorar a regulação do mercado, a transição da concessão para a autorização não é a melhor saída”, defendeu. Ele destacou que o mercado de energia concentra grande volume de recursos.

Menos burocracia
Relator da proposta, o deputado Laércio Oliveira (PP-SE) destacou que a mudança no regime de exploração se aplica apenas ao transporte do gás natural. A concessão, segundo ele, cria “burocracia desnecessária” e impede a expansão da rede de transportes de gás natural.

Laércio Oliveira ressaltou que a proposta foi negociada com diversos atores do setor, vai trazer competitividade e baratear o produto.

“A nova lei do gás vai reindustrializar o Brasil, aumentar a receita dos governos e reduzir o custo do gás nas empresas, nos comércios e até nas residências. Daqui a alguns anos, quando o brasileiro estiver em casa cozinhando com seu botijão, que ele conseguiu comprar mais barato, saberemos que este foi o resultado de uma escolha importante que fizemos neste dia”, disse.

Desenvolvimento industrial
Deputados favoráveis às mudanças no mercado de gás natural afirmaram que a competitividade vai baixar o preço para a indústria e gerar crescimento da economia.

Para o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), é preciso viabilizar energia mais barata para os setores da economia. “Esse projeto permite que algumas indústrias que hoje não têm como competir no mercado internacional possam vir a competir com energia mais barata”, disse.

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Luis Miranda: o projeto vai permitir crescimento às indústrias e gerar empregos
O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) destacou que parte do gás utilizado no Brasil é importado e tem preço elevado. “Hoje, além de termos o gás natural mais caro do mundo, falta o produto. É fundamental modernizar a legislação do Brasil”, declarou.

O líder do Novo, deputado Paulo Ganime (Novo-RJ), também afirmou que o projeto vai viabilizar novos investimentos e, com isso, gerar empregos. “Podemos reindustrializar o Brasil, fora todos os investimentos que podemos atrair com esse marco regulatório importantíssimo. Vai ser gerado emprego, trabalho, e isso vai nos ajudar a superar essa crise”, disse.

Para o deputado Luis Miranda (DEM-DF), a proposta vai “revolucionar” a indústria e a geração de empregos. “Além do desperdício, não temos uma política voltada para o mercado de gás natural. Esse projeto vai permitir crescimento econômico às indústrias e, com isso, gerar empregos”, afirmou.

Agência Câmara de Notícias

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