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Petrobras inicia montagem de supercomputador

Petrobras inicia montagem de supercomputador

Capacidade de processamento equivale à soma de quatro milhões de telefones celulares ou de cem mil laptops modernos 

A Petrobras começou a receber os equipamentos que compõem o supercomputador denominado “Dragão”, computador de alto desempenho que proporcionará maior performance no processamento geofísico, reduzindo riscos geológicos e operacionais. A companhia vem reforçando o investimento em computadores de alto desempenho e, em menos de dois anos, colocou em produção nove supercomputadores, inclusive os dois maiores da América Latina (Atlas e Fenix), que também têm como função o processamento de dados geofísicos. O supercomputador Dragão terá capacidade de processamento geofísico superior à do Atlas e do Fenix juntos.

“Estamos aumentando, sucessivamente e significativamente, a capacidade de processamento da Petrobras para dar suporte às atividades e a planos estratégicos da companhia. Com foco na agregação de valor, conferimos mais economicidade, agilidade, segurança e resiliência às nossas operações”, avalia o diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

Para transportar o supercomputador foram usados dez caminhões. Se fosse instalado em uma única fileira, o equipamento teria mais de 34 metros de comprimento. Com 100 terabytes de memória RAM (Random Access Memory), rede de 100 gigabits por segundo, e milhões de processadores matemáticos, o supercomputador Dragão terá capacidade de processamento equivalente a quatro milhões de telefones celulares ou cem mil laptops modernos.

O supercomputador atenderá às necessidades atuais de grande parte do processamento de dados geofísicos da companhia e também daquelas decorrentes dos programas estratégicos da Petrobras, como o EXP100 (ter 100% de sucesso nos projetos exploratórios) e o PROD1000 (iniciar a produção da acumulação em 1000 dias após a descoberta). Serão utilizados algoritmos desenvolvidos pelos geofísicos e analistas de sistemas da companhia, possibilitando a geração de imagens da subsuperfície com maior resolução em áreas de interesse para exploração de petróleo e gás natural e otimização da produção, além de reduzir significativamente os tempos de processamento.

O processo de montagem do supercomputador poderá durar até três meses, passando por ajustes finais, com instalação de softwares e operação assistida. O início de operação com plena produção está previsto para o segundo semestre de 2021.

Agência Petrobras

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