Petrobras inicia compartilhamento de infraestrutura de escoamento e processamento de gás na Bahia

A Petrobras iniciou, no dia 01/03/2023, a operação dos contratos de escoamento e processamento de gás natural celebrados com as empresas Petroreconcavo, SPE Miranga, Origem Energia e 3R Candeias para acesso às infraestruturas de escoamento e de processamento na Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catu – UTG Catu, localizado no município de Pojuca, na Bahia. Também foi iniciada a operação do contrato de processamento de gás natural celebrado com a 3R Rio Ventura.

Esses contratos substituem a solução transitória conhecida como Swap Comercial, vigente desde 01/01/2022, que tornou possível a antecipação do atendimento ao mercado de gás natural por essas empresas, antes do acesso às infraestruturas de escoamento e processamento da Petrobras.

Este é um passo importante na construção de um mercado de gás natural sustentável.

Petrobras investe R$ 720 milhões na maior parada de manutenção da história da RPBC

Serviços acontecem em março e mobilizarão quase 4 mil pessoas durante a parada programada da refinaria de Cubatão/SP

A partir de 10 de março, a Petrobras iniciará a maior parada programada para manutenção da história da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC). Com duração de 60 dias, os serviços mobilizarão aproximadamente quatro mil pessoas no pico dos trabalhos e terão investimentos que totalizam R$ 720 milhões. O objetivo é manter a integridade dos equipamentos e implementar projetos de melhoria operacional e de segurança, melhorando o desempenho global da refinaria em linha com o Plano Estratégico da Petrobras.

Os principais serviços acontecerão nas unidades de Destilação Atmosférica (UC), Destilação a Vácuo (UVC), Hidrotratamento de Diesel (HDT-2), Geradora de Hidrogênio (UGH-2), Coque 2, Hidrodessulfurização (HDS), Craqueamento Catalítico Fluído (UFCC) e Tocha 5 da refinaria. Em razão do grande porte dos trabalhos, a preparação começou há mais de dois anos, com a consolidação do escopo, especificação, licitação e contratação de empresas especializadas para execução. Também não haverá qualquer risco de desabastecimento do mercado.

“Em razão do volume e abrangência dos serviços, foi necessário grande planejamento de materiais, com previsão de quase 11 mil itens, movimentando o mercado fornecedor. Os serviços também serão realizados atendendo todos os requisitos em relação à segurança das pessoas envolvidas e ao meio ambiente”, explica Wagner Felicio de Oliveira, gerente geral da RPBC.
Produtos

A refinaria tem capacidade para processar 28,5 milhões de litros de petróleo por dia. Entre os principais produtos, estão a gasolina, diesel automotivo e marítimo, GLP (gás de cozinha), bunker, gasolina de aviação, entre outros. Dentro deste vasto portfólio, vale destacar o recorde mensal de produção do Diesel S-10 (com menor teor de enxofre) de 296 milhões de litros, produzidos ao longo do mês de dezembro do ano passado, em atendimento ao aumento da demanda do mercado nacional.

Maersk Supply Service contratada pela Petrobras

A Maersk Supply Service ganhou um contrato de três anos com a Petrobras para que três de seus manipuladores de âncoras sejam implantados.

Os manipuladores de âncoras classe L Maersk Leader, Maersk Launcher e Maersk Lancer foram entregues no Brasil e realizarão um escopo de trabalho de atividades de manuseio de ancoragem e movimentação de sondas.

Com este contrato, doze embarcações da frota da Maersk Supply Service atendem atualmente os mercados brasileiro e latino-americano.

“A Maersk Supply Service está empenhada em investir no mercado brasileiro e em fornecer soluções seguras, eficientes e sustentáveis ​​para nossos clientes nesta região estrategicamente importante”, disse Rafael Thome, Diretor Geral da empresa no Brasil.

“Estamos satisfeitos com a confiança que a Petrobras voltou a depositar em nós e esperamos continuar nossa colaboração positiva.”

Segundo a Maersk Supply Service, este último contrato continua consolidando sua presença no Brasil e segue uma série de contratos de soluções para o FPSO Fluminense em nome da Shell, bem como o contrato Mero 2 para a Petrobras.

No final de 2022, a empresa dinamarquesa também fechou contrato com a ExxonMobil Guiana para o navio de apoio submarino (SSV) Maersk Nomad.

Fronius anuncia investimentos na área de soldagem

Seguindo as tendências do mercado, o foco da empresa para 2023 será em soluções para aliviar a escassez de trabalhadores qualificados, bem como em tecnologias sustentáveis, além da digitalização e automação da indústria

Após fechar 2022 com crescimento na casa dos dois dígitos, a Unidade Perfect Welding da Fronius, especializada em soluções de soldagem, reforça os investimentos para ampliar a capacidade produtiva e desenvolver soluções mais competitivas para o mercado. A empresa, que investiu 187 milhões de euros no ano passado, vai destinar mais de 233 milhões de euros em 2023 para a construção de instalações com estrutura sustentável e lançamento de tecnologias voltadas para automação e digitalização da indústria de soldagem.

Ampliação das unidades fabris – A companhia segue com o plano de ampliação das unidades fabris, com a construção de novas instalações da fábrica de Sattledt, Áustria, que teve área útil ampliada de 41 mil m2 para 69 mil m2 no ano passado. “Estamos criando espaço para estações adicionais de trabalho e linhas de produção para sistemas de soldagem, de forma a garantir uma situação estável de produção. Esperamos contratar cerca de 1,3 mil funcionários em todo o mundo até o final de 2023”, afirma Harald Scherleitner, diretor global de vendas e marketing, unidade de negócios Perfect Welding da Fronius International GmbH.

O centro industrial de Pettenbach, também na Áustria, é outro alvo de expansão em 2023. “Lá serão criadas capacidades adicionais para a fabricação de tochas de solda, priorizando alto valor agregado, elevado padrão de qualidade e segurança. Além disso, o autoabastecimento com energia de fontes renováveis vem sendo continuamente aplicado nas instalações”, explica o executivo.

Sistemas inteligentes de soldagem – Além da ampliação das unidades fabris, a aposta da Fronius para este ano são soluções digitais e de automação de soldagem, que ajudem o mercado a suprir a escassez de mão de obra especializada e a tornar o processo de produção mais sustentável.

Os investimentos serão focados no desenvolvimento de equipamentos e sistemas voltados para digitalização completa de todos os processos de soldagem, bem como dispositivos e aplicativos intuitivos e fáceis de usar, que poderão auxiliar os trabalhadores a executar os processos de soldagem exigentes e de alta qualidade com mais rapidez e eficiência.

No geral, a Fronius vê as soluções digitais como a chave para aumentar a eficiência e a qualidade dos processos de soldagem. “A dedicação e motivação da Fronius em oferecer novas tecnologias vem totalmente de encontro à falta de especialistas. A tendência é que cada vez mais os equipamentos ofereçam recursos e comunicação para facilitar a aplicação e a integração com dispositivos mecânicos, automatizados ou robotizados”, observa Claudio Sá, diretor comercial da Perfect Welding, da Fronius do Brasil.

Segundo o executivo, entre as novidades tecnológicas da Fronius que devem chegar ao mercado neste ano está o WeldCube Navigator, software de treinamento e procedimento técnico que, por meio de um guia que traz o passo-a-passo pré-definido no visor, orienta o profissional a manusear as ferramentas de soldagem e trabalhar com diferentes técnicas para obter um acabamento de qualidade. “O sistema garante a repetibilidade necessária para o aprendizado, facilitando o treinamento de novos soldadores em peças que tenham diferentes cordões de solda”, explica Claudio Sá.

Complementando o WeldCube, a Fronius deve lançar também o novo simulador de soldagem, composto por hardware com tochas de solda reais e recurso de realidade aumentada (AR), que permite ao profissional praticar as técnicas aprendidas em cenário mais realista. O simulador ainda vem integrado com a plataforma Welducation Campus, que promove treinamento virtual de qualidade e abrangente, com teorias, exercícios práticos e testes de conhecimento.

Na parte de componentes, a novidade será o Dual Wire Feeder, alimentador de arame duplo para a série Fronius TransPuls Synergic/i. Equipado com duas bobinas de arame e duas mangueiras ou jogos de tochas de solda, o Dual Wire Feeder permite que o soldador alterne entre duas espessuras de arame ou materiais de forma rápida e fácil.

Fronius International GmbH

Fundada por Günter Fronius em 1945, a Fronius International é uma empresa austríaca com sede em Pettenbach e unidades em Sattledt, Steinhaus, Thalheim, Wels, Graz, Innsbruck, Salzburg e Viena. O que começou como um empreendimento local de um homem só, cresceu e tornou-se uma empresa global que atua nas áreas de Tecnologia de Soldagem, Energia Solar e Carregamento de Baterias. Por meio de 36 filiais internacionais e parceiros de vendas/representantes em mais de 60 países, a empresa tem uma taxa de exportação de 92%, com 5.660 colaboradores em todo o mundo e 1.321 patentes registradas, que a tornam líder em inovação no mercado mundial.

 Sobre a Fronius do Brasil

Há mais de 20 anos atuando no mercado brasileiro, a Fronius do Brasil é composta de três unidades de negócios: Energia Solar; Tecnologia de Soldagem e Carregadores de Baterias para todos os tipos de veículos e para centros de distribuição. A Fronius foi fundada na Áustria em 1945 e hoje é reconhecida como líder em inovação e tecnologia ao redor do mundo. No Brasil, está localizada em São Bernardo do Campo (SP), onde conta com uma equipe de mais de 100 profissionais, além de mais de 30 representantes comerciais e distribuidores em todo território nacional. Em 2021, a filial brasileira recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o selo da consultoria internacional Great Place to Work (GPTW) e a certificação de excelente empresa para trabalhar no ranking Melhores Empresas para Trabalhar GPTW. Saiba mais no site da empresa.

 Perfect Welding

A unidade de negócios Perfect Welding da Fronius é líder mundial em tecnologia de soldagem por arco voltaico e robótica, dominando a soldagem por eletrodo revestido, TIG, MIG/MAG, plasma e LaserHybrid, com ferramentas poderosas para a melhor soldagem possível. Fontes de solda para aplicação manual, acessórios de solda e uma ampla gama de serviços completam o portfólio. Nosso objetivo é decodificar o “DNA do arco”.

Solstad vende sua frota PSV para a Tidewater por US$ 577 milhões

A empresa de navegação norueguesa Solstad Offshore concordou em vender sua frota de embarcações de abastecimento de plataforma (PSV) para a operadora de embarcações offshore dos EUA, Tidewater, por um valor total em dinheiro de aproximadamente US$ 577 milhões, marcando uma saída do segmento de PSV.

A frota do PSV é composta por 37 embarcações , todas operando atualmente em todo o mundo, principalmente no Mar do Norte, mas também no Brasil, Austrália e África Ocidental. A frota tem uma carteira de pedidos total de aproximadamente $ 620 milhões , incluindo períodos de opção de contrato, e potencial significativo de geração de fluxo de caixa à medida que os contratos em vencimento avançam para taxas diárias de mercado mais altas.

Diz-se que esse movimento estratégico reduz a dívida da Solstad em aproximadamente NOK 6 bilhões (cerca de US$ 574,8 milhões) e fortalece consideravelmente seu balanço, capacidade de serviço da dívida e posição de liquidez. Além disso, espera-se que a saída do segmento PSV reduza significativamente o programa de capex da Solstad em 2023 e 2024.

Após a conclusão da transação, a frota da Solstad em operação será composta por 41 embarcações offshore de alto padrão, além de seis embarcações não operacionais e consideradas para venda.

Solstad disse que suas embarcações continuariam apoiando clientes no setor de energia offshore, já que se prevê que tanto as renováveis ​​offshore quanto o petróleo e o gás recebam investimentos significativos nos próximos anos e que a empresa manteria sua presença global em todas as principais regiões offshore.

“A venda dos PSVs representa uma mudança em nossa estratégia em um mercado em transformação. Os PSVs suportam principalmente a indústria de petróleo e gás, enquanto os AHTSs e CSVs podem atender a todos os setores de energia offshore, incluindo petróleo e gás e renováveis. Este movimento está, portanto, alinhado com nossa estratégia de ser um facilitador chave na transição energética. Além disso, a transação dará à Solstad maior liberdade financeira e uma posição de dívida e caixa significativamente melhorada daqui para frente”, disse Lars Peder Solstad , CEO da Solstad Offshore.

“Após a transação, a competência central da futura Solstad será ainda melhor aplicada para desenvolver ainda mais os segmentos CSV e AHTS, incluindo a construção de nossa divisão de serviços e capitalizando uma posição mais forte no mercado de energia renovável. As margens geralmente mais altas para AHTS e CSVs nos permitirão melhorar nossas finanças, fortalecer nossa presença de energia renovável e nos colocar em posição de, com o tempo, renovar nossa frota”.

O fechamento da transação está sujeito às aprovações regulatórias habituais e inclui uma contingência de financiamento. A transação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Tidewater e deve ser concluída no segundo trimestre de 2023.

Em um comunicado separado divulgado, a Tidewater anunciou que a adição dos 37 PSVs o tornará o maior proprietário e operador de PSVs de alta especificação, que é a classe de embarcação OSV que demonstrou a maior utilização em todos os ciclos de mercado.

A frota da empresa é composta por 228 embarcações, incluindo 199 PSVs e AHTS com idade média de 11,3 anos, 65% das quais são embarcações de alta especificação. A frota combinada incluirá 14 embarcações híbridas a bateria e duas embarcações com capacidade para GNL.

A empresa dos EUA planeja financiar a compra por meio de uma combinação de novas dívidas e dinheiro disponível e recebeu compromissos de um grupo de instituições financeiras, lideradas por seu credor DNB Bank ASA, para uma linha de crédito garantida sênior de três anos de até $ 325 milhões e espera levantar novas dívidas antes do fechamento.

“Este acordo para adquirir 37 PSVs da Solstad Offshore marca mais um marco importante no fortalecimento da posição de liderança da Tidewater, à medida que continuamos a capitalizar no mercado de OSV em rápida melhoria. Esta aquisição solidifica ainda mais a Tidewater como líder em PSVs grandes e de alta especificação e como a nova líder global em PSVs híbridos”, disse Quintin Kneen , presidente e CEO da Tidewater.

“Esta transação é apenas a mais recente de uma série de etapas transformadoras que a Tidewater adotou para gerar ganhos de longo prazo e geração de fluxo de caixa. Estamos focados em reunir as melhores frotas OSV do mundo para criar a frota OSV de alta especificação mais segura, sustentável, confiável e lucrativa do mundo.”

Se a transação for concluída no final do segundo trimestre, a Tidewater atualizará sua orientação de receita para 2023 para aproximadamente US$ 1,03 bilhão, enquanto a margem operacional da embarcação permanecerá a mesma em aproximadamente 50,0%.

No ano passado, a Tidewater adquiriu a Swire Pacific Offshore de Cingapura, acrescentando 50 embarcações à sua frota. A empresa então revelou que o acordo criaria a maior frota de OSVs do setor.

Petrobras e Equinor firmam acordo para avaliar sete projetos de eólica offshore no Brasil

Empresas estudam instalar parques eólicos nos estados do RJ, ES, PI, CE, RN e RS

A Petrobras e a Equinor assinaram carta de intenções que amplia a cooperação entre as empresas para avaliar a viabilidade técnico-econômica e ambiental de sete projetos de geração de energia eólica offshore na costa brasileira, com potencial para gerar até 14,5 GW. Com esses estudos, a expectativa é avançar nos projetos de transição energética do país. “Esse acordo vai abrir caminhos para uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando o expressivo potencial eólico offshore do nosso país e impulsionando nossa trajetória em direção à transição energética”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O acordo é fruto da parceria firmada entre Petrobras e Equinor em 2018 – e teve seu escopo ampliado para além dos dois parques eólicos Aracatu I e II (localizados na fronteira litorânea entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo), previstos inicialmente.  Além desses dois projetos, o novo acordo prevê avaliação da viabilidade de parques eólicos de Mangara (na costa do Piauí); Ibitucatu (costa do Ceará); Colibri (fronteira litorânea entre o Rio Grande do Norte e Ceará), além de Atobá e Ibituassu (ambos na costa do Rio Grande do Sul) – num total de sete projetos, com prazo de vigência até 2028.

“Vamos juntar nossa capacidade de inovação tecnológica offshore, reconhecida mundialmente, e a nossa experiência no mercado de geração de energia elétrica brasileiro com a expertise da Equinor em projetos de eólica offshore em vários países. Vale destacar, porém, que a fase é de estudos e a alocação de investimentos depende de análises aprofundadas para avaliar sua viabilidade, além de avanços regulatórios que permitirão os processos de autorização para as atividades, a ser feita pela União”, complementou Prates.

“A Equinor e a Petrobras têm uma longa história de parceria de sucesso. Estamos felizes em expandir nossa colaboração para renováveis, possibilitando uma ampla oferta de energia no Brasil. Juntos, estamos engajados ativamente para contribuir com a realização da energia eólica offshore e da transição energética do Brasil, criando as condições iniciais necessárias para que a energia renovável se desenvolva de maneira sustentável”, afirma Anders Opedal, CEO da Equinor.

Petrobras ambiciona neutralizar emissões até 2050

A iniciativa de diversificação rentável do portfólio da Petrobras contribuirá para o sucesso da transição energética e se soma ao plano de redução das emissões operacionais de gases de efeito estufa. A companhia reitera seu objetivo de atingir metas de curto prazo e sua ambição de neutralizar as emissões nas atividades sob seu controle até 2050 – assim como influenciar parceiros em ativos não operados. No Plano Estratégico da Petrobras para o período de 2023 a 2027, a eólica offshore é um dos segmentos priorizados para estudos aprofundados.

O potencial brasileiro para geração de energia eólica offshore traz oportunidades promissoras de diversificação da matriz energética do país. A tecnologia associada à geração eólica offshore utiliza a força dos ventos no mar para a produção de energia renovável – e as principais vantagens são a elevada velocidade e estabilidade dos ventos em alto-mar, livres de interferência de barreiras como rugosidade do solo, florestas, montanhas e construções, por exemplo.

A Petrobras segue mapeando oportunidades e desenvolvendo projetos de desenvolvimento tecnológico nesse segmento, como os testes da Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore (conhecida como Bravo), em parceria com os SENAIs do Rio Grande do Norte (RN) e Santa Catarina (SC).

A Equinor está presente no Brasil desde 2001, e o país é considerado uma das áreas centrais da Equinor. A Equinor possui um portfólio sólido e diversificado de petróleo e gás no Brasil, com licenças em desenvolvimento e em produção como Bacalhau, na Bacia de Santos, e Peregrino, na Bacia de Campos. Em renováveis, Apodi (162 MW) é a primeira usina solar do portfólio global da Equinor, operada pela Scatec. A planta iniciou a produção em 2018. Em 2022, foram iniciadas as obras do projeto solar Mendubim (531 MW), realizado em parceria com a Scatec e a Hydro Rein e previsto para entrar em produção em 2024.”

Petrobras dá início à comercialização de Combustível Marítimo (Marine Gasoil – MGO) com menor teor de enxofre em Santos

O Ultra Low Sulphur Marine Gas Oil (ULSMGO) contém teor de enxofre máximo de 0,1 %

A Petrobras, desde 1º de março, passa a oferecer no Porto de Santos produto com baixíssimo teor de enxofre. O Ultra Low Sulphur Marine Gas Oil (ULSMGO) contém teor de enxofre máximo de 0,1 % e é requerido nas Áreas de Controle de Emissão de Enxofre (Emission Control Areas – ECAs), nas quais há limites mais restritivos de emissão de óxidos de enxofre, resultantes da queima do combustível nas embarcações. Navios em viagens de longo curso que têm como destino portos nessas áreas precisam utilizar o ULSMGO em seu motor principal. O novo produto é produzido na refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, São Paulo.

Segundo o Gerente Executivo de Comercialização no Mercado Interno da Petrobras, Sandro Paes Barreto, “entregar este produto com menor teor de enxofre no Porto de Santos se soma às nossas iniciativas para oferecer à sociedade produtos com garantia de menor emissão”.

A Petrobras até então comercializava no Porto de Santos o Marine Gasoil (MGO) Petrobras convencional, para armadores de longo curso e de cabotagem. Ele é utilizado nos sistemas auxiliares de geração de energia ou de emergência dos navios de grande porte e em motores principais de embarcações de médio e pequeno porte, contendo teor de enxofre máximo de 0,5 %. Ambos os produtos são obtidos a partir das frações mais leves do processo de refino (gasóleos atmosféricos, majoritariamente).

Ao introduzir o ULSMGO no porto de Santos, a Petrobras auxilia os armadores na redução das emissões do poluente óxido de enxofre, além de evitar paradas para abastecimentos no trajeto das embarcações que passam pelas Áreas de Controle de Emissão de Enxofre, reduzindo custo e tempo de viagem.

DOF Subsea tem extensão de contrato no valor combinado de mais de US$ 35 milhões

A DOF Subsea garantiu uma extensão de contrato com a Petrobras para sua embarcação de apoio ao mergulho de 106 metros (DSV) Skandi Achiever.

O novo compromisso começou em continuação direta com o atual e será executado até fevereiro de 2024. Incluirá veículo operado remotamente (ROV) e serviços de mergulho.

Além do contrato recém-anunciado sobre o navio de pesquisa e pesquisa (RSV) Geoholm, a DOF anunciou que acaba de assinar outro contrato para realizar serviços de pesquisa pelo mesmo período.

Os contratos têm um valor combinado de mais de $ 35 milhões para o período.

O CEO da DOF Subsea, Mons S. Aase , disse: “Estou muito feliz com os contratos concedidos garantindo a utilização de nosso pessoal no Brasil e um de nossos principais ativos no Grupo, o Skandi Achiever. A adjudicação do contrato também confirma nossa forte posição e histórico no Brasil e fortalece nosso longo relacionamento com a Petrobras.”

Para lembrar, a Petrobras concedeu à DOF Subsea um contrato firme de três anos com uma opção de extensão de dois anos para o Skandi Achiever em abril de 2018.

A embarcação construída em 2007, com design AKER DSV 06, possui motores principais de 4 x 1665 kW e 2 x 1980 kW, um hangar de ROV de 137 m² e sistema de mergulho saturado para 18 homens. Pode acomodar até 100 pessoas.

Com receita líquida de US$ 1,2 bilhões, PRIO atinge novo recorde em 2022

A PRIO, maior empresa independente de óleo e gás do Brasil e especialista em recuperação de campos maduros, encerrou 2022 com receita líquida recorde de US$ 1,2 bilhões, aumento de 54% na comparação com o ano anterior, e EBITDA ajustado também recorde de US$ 900 milhões, alta de 73%. O lucro líquido (ex-IFRS 16) do ano atingiu US$ 711 milhões, um aumento de 193% versus o registrado em 2021, impulsionado pela maior quantidade de produção, vendas e preço do brent.

Contribuíram significativamente para o aumento de receita da companhia o fato da produção ter atingido a média de 40,4 kbpd ao longo do ano, sendo 47,6 kbpd no último trimestre, 47,4% e 28% maiores em comparação a 2021, respectivamente; e, a redução de 18% no lifting cost em comparação com o ano anterior, batendo, mais uma vez, o menor patamar já registrado.

No último trimestre de 2022, a PRIO vendeu 2,3 milhões de barris, totalizando 12,3 milhões de barris comercializados no ano, com preço médio bruto de venda de US$ 100,12, 35% acima do registrado em 2021. No total, a companhia produziu 14,8 milhões de barris.

No âmbito dos novos negócios, a PRIO concluiu a aquisição de Albacora Leste no primeiro trimestre de 2023, agregando uma produção de cerca de 30 mil barris de óleo por dia e mais de 240 milhões de barris de reserva provada, levando a companhia a um novo patamar. Ao todo, a empresa aumentou sua produção (considerando já a participação em Albacora Leste) em mais de 2 vezes entre os primeiros meses de 2022 e os primeiros meses de 2023.

“Ainda em 2022, adquirimos os 40% restantes do campo de Itaipu e a Hunter Queen, uma sonda semissubmersível de sexta geração, que vai nos trazer flexibilidade e um ainda maior controle de custos nas futuras campanhas de perfuração”, complementa Milton Rangel, CFO da PRIO.

Para financiar todas estas iniciativas, além da forte geração de caixa, a PRIO realizou uma emissão de aproximadamente US$ 400 milhões em debêntures locais (emissão original em Reais, com swap de moeda), em condições melhores do que eram encontradas no mercado internacional na época e em um movimento inédito no setor no país. Assim, alonga-se o perfil de dívida da PRIO a custos competitivos, uma meta que continua para o futuro.

Meio Ambiente

Em 2022, a PRIO deu um importante passo em sua jornada de sustentabilidade e iniciou uma estruturação em prol da agenda ESG. Com total envolvimento da alta liderança, a PRIO realizou um diagnóstico das suas práticas ESG e um estudo de percepção com diferentes stakeholders que levaram a um profundo entendimento do momento ESG atual da companhia, do posicionamento de seus pares, tendências, riscos e oportunidades de mercado.

A empresa também definiu uma matriz de materialidade, de acordo com frameworks reconhecidos, como o GRI e SASB, e passou por uma avaliação de maturidade nesses temas materiais, o que permitiu a definição de um plano de ação para continuar no aprimoramento contínuo da sua jornada ESG. Algumas das ações desse plano já foram executadas, como o inventário de emissões de carbono elaborado em 2022, um programa de treinamentos em temas ESG no setor de atuação da PRIO dirigido a todos os níveis da organização e a produção de seu primeiro Relatório de Sustentabilidade.

“Respeitando a sociedade e o meio ambiente, demos início a um robusto trabalho de mensuração e certificação das nossas emissões de CO2, que apresentaram redução de 31,4 kgCO2/bbl em 2021 para 26,8 kgCO2/bbl em 2022, um decréscimo de aproximadamente 15%. Junto a esse trabalho, esperamos divulgar em breve o nosso primeiro Relatório de Sustentabilidade, apresentando ainda mais informações sobre emissões, uso de água, tratamento de resíduos e apresentando nossos projetos focados em meio ambiente e biodiversidade”, finaliza.

Projetos Incentivados

A PRIO procura transformar a sociedade por meio do incentivo ao esporte, à cultura e à preservação do meio ambiente. A empresa acredita que tão importante quanto olhar para dentro, é olhar para fora e devolver à sociedade. Em 2022, as iniciativas apoiadas por meio de lei de incentivo fiscal tiveram escopos maiores e mais abrangentes. Um grande exemplo, foi o Reação Offshore, uma iniciativa voltada para a formação técnica criada pelos Institutos Reação e Todos na Luta, que capacitou 240 pessoas para o trabalho na indústria offshore. Desses, 80 foram contratados pela PRIO após a conclusão do curso.

Além disso, a empresa também apoiou a Orquestra Sinfônica Brasileira, o Teatro Casa Grande, a Casa de Cultura Laura Alvim, o Favela Brass, a Orquestra Neojibá, além de diversas iniciativas socioambientais junto às comunidades da Bacia de Campos.

Próximos passos

O ano de 2023 já começou com novidades, concluímos a aquisição de Albacora Leste e assumimos a operação do campo, agregando uma produção de cerca de 30 mil barris de óleo por dia e mais de 240 milhões de barris de reserva provada, levando a PRIO a um novo patamar.

Com o sucesso da primeira fase da campanha de revitalização de Frade, a PRIO adiantou a segunda fase e tem trabalhado para entregar mais dois poços produtores e um poço injetor ainda no primeiro trimestre de 2023. Após a finalização dessa segunda fase, a companhia avaliará uma terceira fase. Já em Wahoo, o subsea tieback dessa unidade com Frade, deve ser iniciado no meio do ano, e a expectativa para o primeiro óleo é 2024.

Sobre a PRIO

A PRIO (www.prio3.com.br) é a maior empresa independente de óleo e gás do Brasil, pioneira na recuperação e aumento da vida útil de campos em produção. Criada em 2015 e com seus ativos localizados na Bacia de Campos, a companhia tem foco na excelência e na busca por eficiência operacional, priorizando a segurança das operações e o zelo com a preservação do meio ambiente.

Carioca, a PRIO tem um propósito que supera o O&G, a empresa extrai o melhor da sua energia para transformar o mundo em um lugar mais eficiente. Além disso, busca transformar a sociedade por meio do incentivo ao esporte, à cultura e à preservação do meio ambiente. A companhia acabou de lançar um portal que recebe propostas de quem busca por apoio às suas iniciativas https://investidor.bussolasocial.com.br/prio/editais/portaldeprojetos_prio.

LinkedIn https://www.linkedin.com/company/petrorio/mycompany/

Instagram https://www.instagram.com/prio3_/

OMNI Táxi Aéreo fecha contrato com a Saipem

A Omni Táxi Aéreo acaba de fechar contrato com a italiana Saipem para o transporte de passageiros offshore para o campo de Búzios V, no Subsea Development Project, na Bacia de Santos.

As operações deverão ter início em março de 2023, com uma aeronave modelo AW139 dedicada à SAIPEM e operando a partir da base de Jacarepaguá.

De acordo com o Diretor Comercial da Omni Táxi Aéreo, Renato Clark, o contrato com a SAIPEM “é resultado do trabalho integrado e coordenado entre diversos departamentos da OMNI, de modo prover o cliente com uma solução customizada às suas necessidades e sempre buscando a melhor relação custo-benefício”.