Actemium assina contrato com a Petrobras em Macaé

Actemium assinou mais um contrato com a Petrobras para a construção e montagem da nova Subestação CCM-520, localizada no Terminal de Cabiúnas, em Macaé/RJ.

O contrato contempla a execução do projeto executivo, fornecimento de materiais e equipamentos, construção, montagem e comissionamento da nova CCM-520, que substituirá a antiga subestação CCM-520.

A nova subestação será responsável pelo fornecimento de energia das principais bombas de óleo que atendem ao Pré-Sal e unidades auxiliares de serviço a níveis de tensão de 4,16kV e 0,48kV. A substituição da antiga subestação será executada com o Terminal de Cabiúnas em funcionamento. A migração de todas as cargas será planejada, de forma a minimizar as paradas de produção durante a execução dos serviços.

Ao final do contrato, a Actemium fornecerá um sistema elétrico mais moderno e proporcionará uma maior confiabilidade operacional para o Ativo de Produção de Cabiúnas (APCAB).

Este projeto confirma a participação da Actemium nos principais contratos vinculados à área Elétrica da Petrobras, dos quais destacamos as Subestações da RNEST, Subestações do GasLub (COMPERJ), Subestação de Entrada e modernização da Casa de Força (CAFOR) na Replan e modernização da CAFOR na Reduc.

Sapura muda de visual olhando para o futuro

Rebranding da empresa brasileira de serviços submarinos surge como uma consequência à diversificação de negócios e otimismo do mercado.

Com o objetivo de ressaltar a visão da empresa para um futuro energético diversificado, e afirmando sua experiência como uma das maiores empresas de soluções práticas em engenharia submarina do país, a Sapura apresenta sua nova identidade visual, incluindo o redesign da marca.

Com traços baseados em força, movimento e modernidade, o novo símbolo traz a letra S em um grafismo que lembra as estruturas do solo marinho, e novos tons de verde e azul. Ele acompanha o momento de transformação, conquistas e crescimento da companhia, o que caminha junto com a boa perspectiva do mercado nacional.

O novo posicionamento foi fruto de um processo de cocriação e colaboração entre diferentes áreas da Sapura, em parceria com a agência niteroiense Orla Comunicação Integrada.  No processo, foram realizadas imersões com diretores e empregados da Sapura para definir o ritmo e a energia com os quais a companhia pretende contagiar o mercado daqui em diante.

“A Sapura é uma empresa brasileira de pouco mais de uma década. Acaba de chegar à sua maturidade e precisamos entender esse momento, trabalhar com ele. Com essas mudanças, marcamos uma nova etapa de desenvolvimento e nos mantemos como uma empresa sempre atual e inovadora, além de gerar cada vez mais identificação com os nossos valores e propósitos”, explica Rogerio Salbego, presidente da Sapura. “O objetivo é mostrar que estamos constantemente avançando, fortalecendo nossa cultura e nossa alma. A nova marca busca refletir o DNA de inovação que sempre representou a Sapura.”

A nova marca e cultura visual da companhia aparece em um momento de respiro social e mercadológico após dois anos de intensa adaptação provocada pela pandemia de Covid-19, que acompanhou um desempenho morno no mercado mundial de óleo e gás. A Sapura aproveita o momento de retomada para navegar à toda velocidade.

O reposicionamento de marca materializa o trabalho de rebranding e inclui em seu plano de comunicação ações voltadas para o ambiente digital e redes sociais, além de uma estratégia de endomarketing a colaboradores. O movimento da empresa não se limita ao visual, visto que recentemente a Sapura apresentou novos valores, um novo Código de Ética e também um novo acionista, a Paratus Energy, que em novembro de 2022 adquiriu as ações da empresa que cabiam à Seadrill. Também em 2022 a Sapura inaugurou seu novo escritório em Rio das Ostras, RJ, totalmente desenhado e construído pela companhia.

Sobre o Novo Código de Ética

Com o compromisso de conduzir seus negócios com ética, integridade e transparência, buscar a melhoria contínua de seus processos, a Sapura atualizou o Código de Ética da empresa ainda em abril de 2022. O documento é mais enxuto e dinâmico que o anterior, e está em conformidade com as mais recentes políticas e os procedimentos que vão guiar a companhia pelos próximos anos.

“Nosso Código é um guia que nos dá diretrizes para fazermos a coisa certa, tanto na condução de nossos negócios e atividades, como no relacionamento com os nossos colaboradores, clientes e parceiros, nos orientando a tomar decisões éticas e corretas no nosso dia a dia”, ressalta Flavio Alves, Diretor de Contratos, Jurídico e Compliance.

Em um projeto robusto de reafirmação dos valores da empresa, todos os empregados da companhia passam agora por uma trilha de cursos baseados no novo Código de Ética.

Sobre a Sapura

A trajetória da Sapura começou a ser escrita no Brasil em 2011, quando a empresa nasceu e fechou seu primeiro contrato com a Petrobras. Em 2014, a companhia iniciou as operações com o PLSV – Pipe Laying Support Vessels (embarcação de suporte e lançamento de dutos submarinos) Sapura Diamante e Topázio e, no ano seguinte, com o Sapura Ônix. Já em 2016 completou a frota atual de seus embarcações com Sapura Jade, Rubi e Esmeralda.

Em 2018, a Sapura recebeu o primeiro Prêmio Melhores Fornecedores da Petrobras e, no ano seguinte, seu primeiro selo Great Place to Work (GPTW). Em 2021, após enfrentar o desafio da pandemia com seriedade e determinação, a companhia fechou novos contratos de longo prazo para a frota. Atualmente a empresa responde por 36% do mercado de PLSVs do Brasil.

Especializada em soluções práticas em engenharia submarina, a Sapura atua sobre e sob os mares, trazendo soluções às mais diversas demandas offshore das indústrias de energia. Cada um de seus seis navios é equipado com dois veículos submarinos controlados remotamente.  A empresa marca presença nas cidades do Rio de Janeiro, Rio das Ostras, Duque de Caxias, Macaé, Vitória e Viena. É 100% brasileira e viabilizada a partir de uma Joint venture entre duas fortes multinacionais: a Sapura Energy Behard e a Paratus Energy Services Ltd.

Siemens apoia programa de aceleração de startups em desafio de inovação

Programa Startups Connected é promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo)

Inscrições estão abertas até 31 de dezembro e programa de aceleração ocorre no primeiro semestre de 2023.

A Siemens, empresa de tecnologia com propósito, participa do Startups Connected, programa de aceleração mão na massa, realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo). Neste programa empresas e startups selecionadas trabalham em um projeto de inovação concreto, baseado em um desafio empresarial,  Nesta edição, a Siemens busca soluções na área de IA (Inteligência Artificial) e as inscrições estão abertas até 31 de dezembro aqui

De acordo com a IDC – International Data Corporation, empresa líder em inteligência de mercado, até 2025 serão mais de 41 bilhões de dispositivos conectados via IoT na indústria mundial. O portfólio de Industrial Edge da Siemens está pronto para receber aplicativos para acelerar a implantação de modelos de IA no chão de fábrica, desde a coleta de dados até a implantação do modelo. A companhia busca algoritmo para interpretar os dados sendo gerados digitalmente na computação de borda com modelos de inteligência artificial, a partir do data mining, para predições de variáveis e monitoramento do processo. A solução deverá ser na forma de algoritmos desenvolvidos em Python na plataforma MindSphere, e as especificações e a validação serão realizadas em conjunto entre a startup e a Siemens.

Espera-se que ao final do programa, um Mínimo Produto Viável (MPV) da solução seja testado no processo fabril piloto da Siemens, apresentando um roadmap de digitalização com possíveis próximos passos e expansões a partir do MPV. Durante a execução do projeto, a Siemens oferece acesso às instalações e processo fabril já com datapoints conectados à plataforma MindSphere, bem como ao time interno de especialistas no tema e as licenças necessárias para o desenvolvimento na plataforma.

“A transformação digital envolve tempo e esforço e muitas empresas aprenderam da maneira mais difícil esta jornada. A forma de acelerar o processo é por meio de ecossistemas de inovação e as startups têm tido um papel fundamental nesse sentido”, afirma José Borges Frias Júnior, Head de Inovação da Siemens.

Por sete anos, o programa da AHK São Paulo alavancou 70 projetos entre startups e empresas, gerando 1.500 oportunidades de negócios com 80 desafios de inovação. A Siemens participa desde 2016, tendo aprovado oito projetos no período. Tradicionalmente, a startup melhor avaliada em cada desafio é selecionada para participar do programa de aceleração, no qual deverá desenvolver um projeto-piloto em conjunto com a empresa.

As inscrições para participar do desafio seguem até 31 de dezembro de 2022 e os projetos serão avaliados entre 4 e 31 de janeiro de 2023. As startups vencedoras serão anunciadas no dia 1º de fevereiro, com aceleração entre 2 de fevereiro e 28 maio de 2023.

Cronograma Startups Connected

  • Período de inscrições:  até 31 de dezembro 2022 (aqui)
  • Período de avaliações: de 4 de janeiro a 31 de janeiro de 2023
  • Anúncio e kick off: 1º de fevereiro de 2023
  • Início da aceleração e desenvolvimento do projeto: entre 2 de fevereiro e 28 maio de 2023

Revap realiza testes com o “robô Anymal”, novo aliado da Petrobras para inspeções em áreas industriais

A Refinaria Henrique Lage, a Revap, em São José dos Campos, recebeu para testes o “robô Anymal D”, desenvolvido para inspeção em áreas industriais de refinarias e plataformas marítimas.

O formato do equipamento é uma atração à parte. Semelhante a um cachorro, seu design lhe permite subir e descer escadas, movimentando-se com desenvoltura – inclusive com capacidade para desviar de obstáculos e parar caso detecte algo se movimentando em suas proximidades. Este é o primeiro robô quadrúpede do mercado e foi apresentado no estande da Petrobras na recente edição da feira Rio, Oil & Gas, realizada em outubro, no Rio de Janeiro.

O “robô Anymal D” conta com tecnologia embarcada que lhe permite ler informações de instrumentos (analógicos e digitais), gerando relatórios. Equipado com câmera zoom e termográfica, laser scan e gravador de som, o robô pode atuar de forma autônoma em inspeções pré-programadas.

O robô é fabricado pela empresa suíça ANYBOTICS, com a qual a Petrobras assinou contrato para participar do programa de early adopters do Anymal X, versão do robô direcionada a ambientes sujeitos à presença de atmosferas explosivas, com lançamento comercial previsto para 2023.

Na Revap, os testes foram realizados na primeira semana de dezembro como parte do primeiro treinamento com colaboradores da Petrobras. Ministrado por técnicos da ANYBOTICS e da PUR, representante exclusivo no Brasil da empresa suíça, o treinamento permitiu capacitar cerca de 20 empregados de diferentes unidades da companhia. Com os conhecimentos obtidos, as equipes da Petrobras planejam fazer mais testes para explorar as oportunidades que o equipamento traz para as operações, inclusive em ambiente offshore a partir de janeiro de 2023.

FPSO Cidade de Anchieta retoma produção após paralisação em janeiro

A SBM Offshore retomou a produção do navio flutuante, de produção, armazenamento e descarga (FPSO) Cidade de Anchieta, após uma paralisação ocorrida no início do ano.

A produção do FPSO foi interrompida em janeiro, quando foi observado óleo próximo à embarcação, que trabalha para a Petrobras desde setembro de 2012.

A SBM Offshore informou em 20 de dezembro que a Cidade de Anchieta havia retomado a produção com segurança após a inspeção, reparo e certificação de quatro tanques de acordo com o cliente e aprovados pelas autoridades de classe e locais.

As obras de reparação dos restantes tanques vão continuar “pelo menos até ao final do próximo ano” .

Prevê-se que a estimativa finalizada para o custo futuro total dos reparos exija uma cobrança única de deterioração na faixa de US$ 75 a US$ 100 milhões, impactando o lucro líquido do ano, de acordo com a SBM Offshore.

O FPSO Cidade de Anchieta tem capacidade para processar 100 mil barris de óleo e 3,5 milhões de m3 de gás por dia. A embarcação foi projetada para a produção do pré-sal dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, na área conhecida como Parque das Baleias, no litoral do Espírito Santo, na Bacia de Campos.

A expertise de quem ‘aprendeu fazendo’

O Brasil sediou o primeiro evento internacional sobre uma disciplina da indústria de óleo e gás que ‘nasceu’ no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello – Cenpes/Petrobras:  o que reuniu cerca de 250 especialistas de 20 países, representando mais de 30m organizações, entre operadoras e empresas da cadeia produtiva de óleo e gás,  universidades e institutos de pesquisa, além de órgãos reguladores.

O termo Flow Assurance, como ficou reconhecida mundialmente a disciplina referente à garantia do escoamento dos hidrocarbonetos na exploração e produção, principalmente no ambiente marinho, foi cunhado nos anos 1980 pelo time de profissionais da indústria de petróleo no Brasil que buscavam viabilizar as primeiras produções em águas profundas e ultraprofundas na bacia de Campos.

Quanto mais a indústria offshore brasileira avançou em novas fronteiras nesse ambiente, o que resultou na descoberta do pré-sal na primeira década de 2000, a questão da garantia de escoamento da produção de óleo e gás em cenários cada vez mais complexos tornou-se  crucial para o setor, em todo o mundo.


(Foto: Divulgação)

O que explica a participação massiva de todos os elos da cadeia produtiva dessa etapa da indústria petrolífera, a exploração e  produção de petróleo no evento promovido pela Seção Brasil da Society o Petroleum Engineers (SPE), a maior entidade profissional desse setor no mundo, que tem entre seus afiliados os ‘criadores’ do flow assurance.

“A gente viveu muitos problemas à frente dos demais, porque tínhamos de produzir em um cenário pouco conhecido para os demais e não tínhamos de quem ‘copiar’ soluções. Tivemos que buscar respostas e desenvolver nossas próprias soluções”, pontuou Orlando Ribeiro, Energy Advisor da Norwep, que participou da plenária de abertura das sessões técnicas, no dia 16 de novembro, ao lado de Carlos Mastrangelo, COO da Enauta.

Evento inédito com esse tema específico, o mobilizou especialistas com distintas formações, que atuam nessa área multidisciplinar, para uma imersão de três dias nos quais foram debatidos os desafios e avanços consolidados nas últimas décadas, muitos deles detalhados nos mais de 100 trabalhos técnicos inscritos nesse primeiro congresso, cujo último dia foi realizado no berço do flow assurance, o Cenpes.

“Foi uma grande satisfação receber especialistas de diversas partes do mundo para discutir os grandes desafios e compartilhar conhecimento sobre os avanços consolidados na garantia do escoamento em águas profundas e ultraprofundas, cenário no qual o Brasil vem se destacando nas últimas décadas”, afirmou a Technical Chair do FATC, Marcia Khalil, consultora técnica da Petrobras.

A relevância dos assuntos tratados nos três dias do evento, em 14 sessões (sete técnicas e sete especiais), cinco palestras e cerca de 70 sessões posters, além de atividades complementares, ficou mais do que clara pelo nível técnico dos participantes do congresso, que teve nada menos que 13 patrocinadores (Petrobras, Schlumberger, ESSS O&G, Kongsberg, ChampionX, Italmatch Chemicals, PRIO, AspenTech, Enauta, Dorf Ketal, Arkema, Halliburton e Subsea7.

“O nosso principal objetivo foi reunir as principais cabeças que se dedicam a estudar todos os aspectos que impactam a garantia do escoamento. Ainda que estejamos conectados com a comunidade internacional, nada substitui a interação presencial e a imersão no tema”, explicou o chair do comitê organizador do FATC, João Carneiro, do Instituto ISDB FlowTech

“Ter acesso a mais de 100 trabalhos técnicos, que retratam desafios e avanços em projetos complexos, no qual foram utilizadas distintas tecnologias, é uma oportunidade rara. Mais ainda quando temos a oportunidade de discutir o que vimos com os autores e ouvir palestras dos principais especialistas da área”, pontua co-chair do comitê técnico do FATC2022, Adriana Teixeira, da Petrobras, única brasileira no Flow Assurance Technical Section da SPE International.

O evento também contou com o apoio institucional da SPE Seção Brasil, Comunidade Flow Assurance, Associação Brasileira de Engenharia Química (ABEQ), CTDUT – Centro de Tecnologia em Dutos e do  PRH-ANP – Programa de Formação de Recursos Humanos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

P-71 inicia produção

A Petrobras colocou em operação sua nova embarcação flutuante, de produção, armazenamento e descarga (FPSO) P-71, antes do início da produção previsto para 2023.

A P-71 iniciou a produção nesta quarta-feira, 21 de dezembro. Está instalada no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

Segundo a Petrobras, a P-71 tem capacidade para processar até 150 mil barris de óleo e 6 milhões de m³ de gás por dia. Com 316 metros de comprimento, a embarcação tem capacidade para armazenar 1,6 milhão de barris e acomodar 166 pessoas.

Posicionado em lâmina d’água de 2.010 metros, o FPSO será o único a produzir no campo de Itapu, totalmente operado pela Petrobras.

A unidade deverá atingir sua capacidade máxima de produção em 2023.

“Conseguimos antecipar a produção da plataforma P-71, originalmente prevista para 2023. Também poderemos antecipar o ramp-up (evolução da produção), o que é uma excelente notícia não só para a Petrobras, mas também para o país, que receberá os royalties dessa produção mais cedo”, disse o Diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen .

A Sembcorp Marine de Cingapura, por meio de sua subsidiária brasileira Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), concluiu a P-71 em outubro.

Projetado originalmente para o campo de Tupi, o FPSO passou por modificações e integração na EJA para implantação no campo de Itapu após a decisão da Petrobras de focar em águas profundas e ultraprofundas.

A unidade é a última da série de seis replicantes operados pela Petrobras, também composta pelas P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70. Essas unidades apresentam alta capacidade de produção, tecnologias avançadas de operação e redução de emissões, com o mesmo projeto de engenharia replicado.

QatarEnergy, TotalEnergies e Petronas conquistam bloco exploratório offshore no Brasil

Um consórcio de três gigantes de petróleo e gás – QatarEenergy do Catar, TotalEnergies da França e Petronas da Malásia – foi premiado com um bloco de exploração offshore durante o primeiro ciclo de área aberta do Brasil sob uma oferta de regime de compartilhamento de produção realizada no Rio de Janeiro.

A QatarEnergy divulgou que juntamente com a TotalEnergies e a Petronas, conquistou o Contrato de Partilha de Produção (PSC) Água-Marinha , no primeiro ciclo da rodada de oferta permanente, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Cobrindo uma área de 1.300 quilômetros quadrados, o bloco Água-Marinha está localizado em profundidades de água de cerca de 2.000 metros ao largo da costa do Rio de Janeiro, na prolífica Bacia de Campos . A conclusão desta aquisição está prevista para o primeiro semestre de 2023.

Após a conclusão, a gigante estatal de petróleo e gás do Catar deterá uma participação de 20% neste bloco, juntamente com a operadora do bloco Petrobras (30%), TotalEnergies (30%) e Petronas Petroleo Brasil (20%).

Comentando sobre isso, Saad Sherida Al-Kaabi , Ministro de Estado para Assuntos de Energia, Presidente e CEO da QatarEnergy, comentou: “Temos o prazer de alcançar esta última licitação conjunta bem-sucedida, que adiciona mais áreas altamente prospectivas ao nosso portfólio upstream em Brasil, e particularmente na prolífica Bacia de Campos.”

De acordo com a QatarEnergy, esta aquisição fortalece ainda mais seu papel como um dos principais players de upstream no Brasil, onde já detém participações em dois campos produtores e vários blocos de exploração.

“Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer à ANP e às autoridades brasileiras por esta oportunidade e pelo apoio contínuo”, acrescentou Al-Kaabi.

Em relação às outras atividades recentes da QatarEnergies, vale ressaltar que a empresa divulgou uma oferta bem-sucedida no mês passado para a Parcela 8 da Orphan Basin, na costa da província de Newfoundland and Labrador, no Canadá.

Em comunicado separado, a TotalEnergies confirmou a adjudicação do bloco Água Marinha, adiantando que a entrada neste bloco segue-se à entrada em dois blocos, SM-1815 e SM-1711, na bacia do Sul de Santos durante o terceiro ciclo da oferta permanente que ocorreu em 13 de abril de 2022.

Kevin McLachlan , vice-presidente sênior de exploração da TotalEnergies, declarou: “A TotalEnergies tem o prazer de expandir sua presença na Bacia de Campos com este novo bloco de exploração, ao lado de três parceiros estratégicos. Isso está de acordo com nossa estratégia de focar a exploração em bacias selecionadas de alto potencial, que podem fornecer recursos materiais de baixo custo e baixa intensidade de carbono”.

O portfólio brasileiro de exploração e produção da petrolífera francesa abrange dez ativos, dos quais quatro são operados. Em 2021, a produção da empresa no Brasil foi em média de 49.000 barris de óleo equivalente por dia e esse número deve ultrapassar 100.000 em 2022.

Em dezembro de 2021, a TotalEnergies, licitante na rodada da cessão onerosa, conquistou duas novas UAs não operadas nas unidades Atapu Surplus (22,5%) e Sépia Surplus (28%), que foram assinadas no final de abril de 2022.

Enquanto isso, a Petronas também corroborou que sua subsidiária Petronas Petróleo Brasil (PPBL) ganhou uma participação no bloco exploratório de Água Marinha, destacando que o resultado da licitação para a área do pré-sal foi anunciado pela ANP em uma cerimônia ao vivo em 16 de dezembro.

Mohd Redhani Abdul Rahman , vice-presidente de exploração da Petronas, disse: “Estamos realmente entusiasmados com o resultado favorável da rodada de licitações. Este sucesso demonstra nossa vantagem competitiva no desenvolvimento sustentável e monetização de ativos na Bacia de Campos. A Petronas continua focada em extrair mais valor dos ativos com seus parceiros junto com as autoridades anfitriãs”.

Além disso, a empresa detém participações nos campos Tartaruga Verde – Concessão BM-C-36 – e Módulo III da Concessão Espadarte – Espadarte – em águas profundas, bem como em três blocos exploratórios em águas profundas, CM-541, CM-661 e CM -715, na Bacia de Campos.

Recentemente, foi anunciada a descoberta de petróleo no poço 4-BRSA-1386D-RJS, no pré-sal do campo de Sépia, na Bacia de Santos, onde QatarEnergy, TotalEnergies e Petronas detêm participação não operada e a Petrobras atua como operadora.

Petrobras informa sobre resultado de leilão da ANP

A Petrobras informa que adquiriu os blocos Sudoeste de Sagitário, Água Marinha e Norte de Brava no 1º Ciclo de Oferta Permanente de Partilha da Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Petrobras adquiriu o bloco Sudoeste de Sagitário em parceria com a Shell Brasil. O consórcio terá a Petrobras como operadora, com participação de 60%, e a Shell Brasil com 40%.

A Petrobras exerceu o direito de preferência na aquisição do bloco Água Marinha, aderindo à proposta do consórcio vencedor. O consórcio terá a Petrobras como operadora, com participação de 30%, em parceria com a TotalEnergies EP (30%), Petronas (20%), e QatarEnergy (20%).

Além disso, a Petrobras adquiriu integralmente o bloco Norte de Brava.

A oferta do percentual do excedente em óleo a ser disponibilizado para a União foi o único critério adotado pela ANP para definir a proposta vencedora, já constando previamente no edital o valor fixo do bônus de assinatura.

O valor total do bônus de assinatura a ser pago pela Petrobras é de R$ 729 milhões. O quadro abaixo resume o resultado da participação da Petrobras no 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção:

A participação no 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção está alinhada à estratégia de longo prazo da Companhia e fortalece o perfil da Petrobras de principal operadora de campos de petróleo localizados em águas profundas e ultraprofundas, potencializando a recomposição de reservas para o futuro da Companhia.

DNV emitiu recertificação do FPSO Petrojarl I

A sociedade classificadora DNV (Det Norske Veritas) emitiu uma recertificação para uma embarcação flutuante, de produção, armazenamento e descarga (FPSO) trabalhando em um campo operado pela Enauta offshore no Brasil.

A Enauta divulgou que a recertificação do FPSO Petrojarl I possibilitará a prorrogação do atual contrato de afretamento com a Altera Infrastructure por até dois anos, até maio de 2025.

Carlos Mastrangelo , COO da Enauta, comentou: “A recertificação é uma etapa relevante no processo de transição do Sistema de Produção Antecipada (EPS) de Atlanta para o Sistema de Desenvolvimento Integral (FDS), pois elimina o principal risco para a operação e produção da empresa no curto prazo e abre caminho para a geração contínua de caixa até o início das operações do FDS, previsto para meados de 2024.”

Graças a uma extensão de contrato a partir de janeiro de 2022 , este FPSO continuará operando no campo até a entrada do FDS , que está prevista para meados de 2024, inicialmente com seis poços , chegando a dez poços em 2029 .

Para tanto, a Enauta fechou contrato de compra com a malaia Yinson – com base na Carta de Intenções (LoI) de dezembro de 2021 – do FPSO OSX-2 , que foi encerrado em fevereiro . Atualmente, a embarcação está sendo convertida no Dubai Drydocks World .

Concluída a conversão, a embarcação – FPSO Atlanta – será implantada no campo de Atlanta e operada na Classe ABS .

Com reservas estimadas em 106 MMbbl, o campo de Atlanta , localizado no bloco BS-4, na Bacia de Santos, em lâmina d’água de 1.500 metros, é operado pela Enauta Energia, subsidiária integral da empresa, que também possui 100 por cento de juros neste ativo.