Fiscalização: ANP divulga resultado de ações em 18 unidades da Federação (14/11 a 24/11)

Entre os dias 14 e 24/11, a ANP realizou ações de fiscalização no mercado de combustíveis em 18 unidades da Federação, em todas as regiões do país.

Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, adequação dos equipamentos e instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, documentações de outorga da empresa e relativas às movimentações dos combustíveis.

Além da fiscalização de rotina, a Agência também atua em parceria com diversos órgãos públicos. Neste período, houve operações conjuntas com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Procon-RJ e Polícia Federal, entre outros.

Veja abaixo os resultados das principais ações nos segmentos de postos e distribuidoras de combustíveis líquidos; revendas e distribuidoras de GLP; entre outros:

Rio Grande do Sul

Houve ações de fiscalização em 31 postos de combustíveis, nove revendas de GLP e um ponto de abastecimento nos municípios de Portão, Capela de Santana, Viamão, Minas do Leão, Pantano Grande, Cachoeira do Sul, Charqueadas, Parobé, Triunfo, Canela, Gramado e São Francisco de Paula.

Dois postos do estado, um em Cachoeira do Sul e outro em Charqueadas, sofreram autuações por não possuírem medida-padrão aferida e lacrada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O equipamento é utilizado para realizar o teste que afere o volume de combustível entregue aos consumidores.

Nas cidades de Capela de Santana e Parobé, três postos foram autuados por não exibir o preço de todos os combustíveis comercializados no painel de preços. Em Minas do Leão, uma revenda de GLP sofreu autuação por não exibir os preços dos botijões, além de não possuir balança decimal para pesagem dos vasilhames, o que pode ser solicitado pelos consumidores.

Em Viamão, um posto de combustíveis foi autuado porque não possuía os equipamentos para realizar o teste de qualidade dos combustíveis, procedimento que pode ser requisitado pelos consumidores.

Santa Catarina

No período de 14 a 24/11, a ANP fiscalizou dois postos de combustíveis e oito revendas de GLP nas cidades de Benedito Novo, Papanduva, Porto Belo, Itapema e Tijucas.

Duas revendas de GLP foram interditadas, em Tijucas e Itapema, por apresentarem problemas de segurança em suas instalações.

Em Benedito Novo, um posto de combustíveis foi autuado por não possuir os equipamentos para análise dos combustíveis, que pode ser solicitada pelos consumidores, além de não exibir o adesivo com CNPJ nas bombas, não exibir quadro de avisos, painel de preços dos combustíveis comercializados e não informar os preços dos combustíveis conforme o Decreto nº 11.121/2022, que tornou obrigatória a exibição dos preços dos combustíveis líquidos na data de 22/06/2022. Na mesma cidade, uma revenda de GLP sofreu autuação por não exibir os preços dos vasilhames, além de não possuir balança decimal para a pesagem dos botijões, que pode ser pedida pelos consumidores.

Outra revenda de GLP, esta em Porto Belo, foi autuada por irregularidades administrativas.

Paraná

No estado, a ANP esteve em 29 postos de combustíveis, quatro revendas e três distribuidoras de GLP, duas revendas de combustível para aviação e um ponto de abastecimento. As ações de fiscalização aconteceram nas cidades de Araucária, Colombo, Curitiba, Floresta, Foz do Iguaçu, Iguaraçu, Itambé, Maringá e Ourizona.

A ANP participou de uma força-tarefa com o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e a Secretaria da Fazenda do Estado do Paraná (Sefa-PR), de 22 a 24/11, nos municípios de Floresta, Iguaraçu, Itambé, Maringá e Ourizona. Nessas ações, foram fiscalizados nove postos de combustíveis e não foram encontradas irregularidades.

Em Maringá, a Agência também atuou em conjunto com o Procon Municipal para verificar o funcionamento de um ponto de abastecimento. Não foram constatadas infrações no local.

Distrito Federal

No Distrito Federal, as ações de fiscalização foram realizadas em 12 postos de combustíveis de Águas Claras, Asa Sul, Ceilândia, Recanto das Emas, Samambaia, SIA, SIG e Taguatinga, incluindo uma operação conjunta com o Procon-DF.

Um posto do SIA foi autuado e teve um bico abastecedor de gasolina aditivada interditado por irregularidade na quantidade dispensada ao consumidor.

Mato Grosso

As ações de fiscalização se concentraram nas cidades de Cuiabá e Sorriso, onde os fiscais inspecionaram quatro revendas de GLP e dois postos de combustíveis.

Em Cuiabá e Sorriso, as fiscalizações foram realizadas em parceria com os Procons municipais no âmbito dos acordos de cooperação técnica firmados com a ANP. Nenhuma irregularidade foi encontrada.

Goiás

Ao todo, os fiscais verificaram o funcionamento de 27 postos, seis distribuidoras de combustíveis e três revendas de GLP nas cidades de Quirinópolis, Cachoeira Alta, Campos Belos, Goiânia, Anápolis e Senador Canedo.

Em Quirinópolis, seis postos foram autuados por infrações como a ausência de equipamentos para realização dos testes de qualidade dos combustíveis, que podem ser solicitados pelos consumidores, e aferição irregular na bomba medidora, que levou à interdição de um bico de etanol, entre outras irregularidades. Na mesma cidade, três revendas de GLP sofreram autuações: uma por não exibir o preço dos recipientes cheios no estabelecimento, outra por não possuir identificação da revenda de GLP e da marca comercializada e a terceira por não possuir extintores de incêndio dentro do prazo de validade (neste caso, foi aplicada a medida de interdição cautelar para reposição de extintores).

Um posto de combustíveis de Cachoeira Alta também foi autuado por não possuir os equipamentos utilizados nos testes de qualidade.

Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, os fiscais estiveram em dez postos de combustíveis e dois produtores de etanol nos municípios de Batayporã e Nova Andradina, onde um posto foi autuado por não possuir os equipamentos para análise de qualidade dos combustíveis, procedimento que pode ser requisitado pelos consumidores.

Tocantins

Houve ações de fiscalização em seis postos de combustíveis nas cidades de Arraias, Combinado e Novo Alegre.

Um dos estabelecimentos, localizado em Combinado, sofreu autuação por aferição irregular na bomba medidora de gasolina comum. O problema foi corrigido no ato da fiscalização.

Minas Gerais

Os agentes da ANP estiveram presentes nos municípios de Betim, Contagem, Belo Horizonte, Alfenas, Divisa Nova, Fama, Lavras, Paraguaçu, Serrânia, Varginha, Bela Vista de Minas, Nova Era, Ponte Nova, Rio Casca e Esmeraldas. Ao todo, foram realizadas 62 fiscalizações de campo em postos de combustíveis, revendas de GLP, distribuidoras de combustíveis e transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs).

Em Varginha, a ANP participou de uma força-tarefa com a Polícia Federal, a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, o Instituto de Metrologia e Qualidade e o Procon Estadual. Um posto que estava atuando como TRR na região foi alvo de autuações pela ANP.

Uma distribuidora de combustíveis de Betim foi autuada por irregularidades no fornecimento de amostras-testemunha aos postos revendedores. Ainda em Betim, foi realizada a apreensão de óleos lubrificantes comercializados com registro irregular junto à ANP.

Na cidade de Alfenas, postos de combustíveis foram autuados por abastecimento em recipientes sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), irregularidades no painel de preços e por exibir marca comercial estando cadastrado na ANP como bandeira branca.

Em Lavras e Varginha, também foram autuados dois postos bandeira branca por exibirem manifestações visuais de marcas comerciais.

No município de Ponte Nova, uma revenda de GLP foi interditada por não apresentar sistema fixo de incêndio.

Na capital, foi realizada a apreensão de óleos lubrificantes com registro irregular junto à ANP.

Espírito Santo

Os fiscais da ANP estiveram nos municípios de Guarapari e Vila Velha no período. Foram inspecionados oito postos de combustíveis e quatro revendas de GLP.

Nas duas cidades, foram realizadas ações conjuntas com a Polícia Civil do estado. Três revendas de GLP foram autuadas e interditadas por fornecerem recipientes cheios de GLP a outras revendas que não possuíam autorização da ANP para funcionar.

Rio de Janeiro

Trinta e três postos de combustíveis foram vistoriados pelos fiscais da ANP nas cidades de Santo Antônio de Pádua, Aperibé, Campos dos Goytacazes, Itaboraí, São Gonçalo e Rio de Janeiro.

Em Santo Antônio de Pádua e Aperibé, houve ações conjuntas com o Procon-RJ, Secretaria Estadual da Fazenda no Rio de Janeiro (Sefaz-RJ) e Operação Foco, coordenada pela Secretaria de Estado da Casa Civil. Um posto foi autuado por comercializar combustíveis fora de especificação e teve bicos e equipamentos interditados (etanol hidratado comum com teor alcoólico de 87,8%, quando o correto é 92,5 a 95,4%, e óleo diesel B S10 com aspecto sujo e turvo, divergindo do aspecto límpido e isento de impurezas).

Na capital fluminense, ocorreu operação conjunta com a Delegacia Especial de Crimes contra o Consumidor (Decon-RJ) e o Procon, e um posto foi autuado e teve equipamentos interditados por comercializar gasolina comum com teor alcoólico fora da especificação.

Nos demais municípios vistoriados não foram registradas irregularidades.

São Paulo

Nas últimas duas semanas, a ANP esteve em 11 municípios do estado de São Paulo: Barueri, Bertioga, Diadema, Osasco, Peruíbe, Piedade, Praia Grande, Santos, São Lourenço da Serra, São Paulo e Taboão da Serra. Ao todo, foram fiscalizados 48 postos de combustíveis, 11 revendas de GLP e dois pontos de abastecimento.

Em Osasco, um posto de combustíveis foi autuado e interditado totalmente (18 bicos e quatro tanques) por: comercializar gasolina aditivada fora de especificação, com 55% de etanol anidro (o determinado pela legislação é 27%); comercializar etanol hidratado comum e aditivado fora de especificação quanto ao teor de metanol (acima de 0,5%); não apresentar a Ficha de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ); não apresentar a planta simplificada das instalações; e desatualização cadastral de equipamentos.

No litoral, em Santos, um posto teve 50 litros de óleo lubrificante acabado apreendidos por falta de registro do produto na ANP. Já em Praia Grande, um posto revendedor de combustíveis foi autuado por não exibir corretamente o preço dos combustíveis e não possuir termodensímetro (equipamento acoplado às bombas de etanol para verificar aspectos de qualidade).

Na capital, um posto foi autuado por: possuir termodensímetro sem operar adequadamente em bomba de etanol hidratado; possuir medida-padrão de 20 litros com vazamento (o equipamento é utilizado para o teste de volume dos combustíveis); não possuir todos equipamentos para testes de qualidade, que podem ser solicitados pelos consumidores; possuir tanque subterrâneo não interligado às bombas de abastecimento; e não comunicar incidente ocorrido à ANP. Outro posto de São Paulo sofreu autuação por não possuir todos os equipamentos para testes de qualidade, manter termodensímetro sem operar adequadamente em bomba de etanol hidratado e não exibir corretamente o preço dos combustíveis.

Ainda em São Paulo, um posto teve 56 litros de óleo lubrificante acabado apreendidos por falta de registro do produto na ANP, e mais dois postos de combustíveis foram autuados por não possuírem todos os equipamentos para testes de qualidade.

Paraíba

Os fiscais estiveram no município de Caiçara, onde um posto de combustíveis foi autuado por não possuir termodensímetro (equipamento acoplado às bombas de etanol para verificar aspectos de qualidade) nem os equipamentos necessários para a realização de testes de qualidade dos combustíveis, procedimento que o consumidor pode demandar.

Rio Grande do Norte

Um posto de combustíveis da cidade de Parnamirim foi autuado porque, no momento da fiscalização, nenhum representante sabia realizar os testes de qualidade dos combustíveis, que pode ser exigido pelos consumidores.

Bahia

As cidades de Sapeaçu, Salvador e Tucano tiveram agentes econômicos inspecionados pelos fiscais da Agência no período. Foi verificado o funcionamento de 24 estabelecimentos, entre postos de combustíveis e revendas de GLP.

Na capital, um posto sofreu autuação por comercializar etanol hidratado fora das especificações previstas na legislação. No local, foram interditados quatro bicos abastecedores e um tanque do produto. Uma revenda de GLP da capital também foi autuada e interditada por sonegar produtos, por falta de segurança das instalações e por apresentar instalações e equipamentos em desacordo com as normas. Outro estabelecimento similar sofreu autuação por não solicitar cancelamento de autorização até 30 dias após a desativação da instalação.

Um posto de Sapeaçu foi autuado por comercializar óleo diesel B S500 e gasolina comum fora das especificações estabelecidas pela legislação vigente.

Alagoas

No estado, houve fiscalização em sete postos de combustíveis, um em São Miguel dos Campos e seis em Maceió.

Todos os estabelecimentos foram autuados. Os fiscais encontraram irregularidades como medida-padrão de 20L (equipamento utilizado para o teste de volume) em desacordo com a legislação e abastecimento em recipientes não certificados, entre outros problemas.

Maranhão

Houve fiscalização nas cidades de São Luís, Paço do Lumiar e Bacabeira. Os fiscais estiveram em 19 agentes econômicos, entre postos de combustíveis e revendas de GLP.

No caso dos postos de combustíveis autuados, os problemas mais comuns foram por procedimentos incorretos no ato de abastecimento e a ausência de dispositivos de segurança para operar as bombas medidoras.

Uma revenda de GLP de Bacabeira também foi autuada por apresentar quantidade de extintores em desacordo com o exigido pela legislação e por não apresentar balança decimal para pesagem dos botijões, o que pode ser pedido pelos consumidores.

Piauí

Aconteceram ações de fiscalização nas cidades de Teresina, Altos, Campo Maior, Demerval Lobão, José de Freitas e União. Ao todo, foram visitados 44 postos de combustíveis, e nenhum apresentou irregularidades.

Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil 

As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como denúncias de consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades.

Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. A base de dados é atualizada mensalmente, com prazo de dois meses entre o mês da fiscalização e o mês da publicação, devido ao atendimento de exigências legais e aspectos operacionais.

Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei.

Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do Fale Conosco ou do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

Vencedora de licitação da Petrobras, Prosafe antecipa adjudicação do contrato até o final do ano

A Prosafe foi selecionada como a licitante vencedora para um contrato de 650 dias para a Petrobras no Brasil.

Este anúncio ocorre depois que a empresa divulgou em outubro de 2022 que havia apresentado a oferta mais competitiva neste processo de licitação. A Prosafe explicou na sexta-feira passada que a adjudicação final do contrato e o início das operações, envolvendo a implantação da plataforma de acomodação semi-submersível Safe Zephyrus para suporte de segurança e manutenção offshore no Brasil, permanecem sujeitos ao contrato.

No entanto, a empresa destacou que espera a adjudicação final do contrato antes do final do ano de 2022. O valor aproximado do negócio associado ao processo de licitação é de
$ 73 milhões – equivalente a $ 112.500 por dia.

Antes de iniciar os preparativos e mobilização para o contrato com a Petrobras, a Prosafe espera que a unidade Safe Zephyrus conclua seu contrato com a BP na ETAP no Mar do Norte do Reino Unido em 21 de dezembro de 2022.

O Safe Zephyrus , construído em 2016 , um navio irmão do Safe Boreas, foi construído no Jurong Shipyard, em Cingapura, com o projeto GVA 3000E e está equipado com um sistema DP3 e um arranjo de amarração de 12 pontos. Esta embarcação possui uma grande área de convés aberto de mais de 1.000 m2 e dois guindastes de 50 toneladas.

Embarcações ativas e paradas da frota da Prosafe
Enquanto isso, a empresa também forneceu uma atualização sobre as outras embarcações de sua frota, explicando que a Safe Caledonia opera para a TotalEnergies na plataforma Elgin no Reino Unido desde 7 de março de 2022. Assim que a embarcação concluir este contrato – programado para terminar em 2 de dezembro 2022 – ficará parado enquanto se aguarda trabalhos futuros.

O Safe Boreas da Prosafe concluiu um contrato para apoiar o desligamento de uma plataforma no Mar do Norte do Reino Unido em 1º de novembro de 2022 e agora está parado na Noruega enquanto aguarda trabalhos futuros.

Além disso, a Safe Eurus recebeu um contrato de quatro anos com a Petrobras em 25 de maio de 2022, com uma partida planejada para o primeiro trimestre de 2023, após o vencimento do contrato atual. Espera-se que a embarcação fique fora de serviço por 30 dias em abril de 2023 para realizar trabalhos de modificação e limpeza do casco para o contrato com a Petrobras. Além disso, a Prosafe pretende avançar e conduzir o SPS para esta embarcação – originalmente prevista para 2024 – durante a mesma janela de folga para evitar a necessidade de um novo período de folga em 2024.

Por outro lado, a Safe Notos iniciou um novo contrato de quatro anos com a Petrobras em 18 de julho de 2022, em continuação direta do contrato anterior . Espera-se que esta embarcação fique fora de serviço por 30 dias em fevereiro ou maio de 2023, para que a modificação e a limpeza do casco possam ser realizadas.

A Prosafe também enfatizou que o Safe Concordia está agora em Curaçao, aguardando o início do próximo projeto no Golfo do México dos EUA. A duração firme deste contrato, começando na janela de julho a outubro de 2023, é de 330 dias com até 6 meses de opções.

O provedor de acomodações offshore também revelou que a Safe Scandinavia está instalada na Noruega e está sendo amplamente comercializada. Embora a Prosafe tenha destacado que atualmente não está participando de nenhuma licitação em andamento no Brasil, a empresa confirmou que está participando de várias licitações no Mar do Norte.

Empresa de engenharia investe em vaso de pressão para testes com bombas de até 20 mil psi

Equipamento replica ambiente profundo ou ultraprofundo dos poços

Com o desenvolvimento da indústria de petróleo e gás, os equipamentos de poços são cada vez mais capazes de suportar temperaturas extremas, fortes pressões, impactos e vibrações. Por serem instalados em áreas críticas e de com acesso reduzido, o equipamento precisa ser confiável, ou seja, não pode em hipótese alguma falhar.

A partir disso, a Multittech – empresa de engenharia com forte atuação no setor – investiu R$ 2 milhões nos últimos 18 meses, em novos equipamentos para diversos tipos de experimentos. Dentre eles, destaca-se o vaso de pressão para testes com bombas de até 20 mil psi – 5 metros x 10 polegadas de diâmetro interno.

“Os testes de pressão interna e externa replicam o ambiente profundo ou ultraprofundo dos poços, com a missão de validar a vedação de componentes e equipamentos de poço como tubulações e linha hidráulica, garantindo seu funcionamento em condições extremas”, informa o engenheiro civil Anselmo Fioranelli, mestre em Engenharia de Estruturas pela USP e responsável pelo desenvolvimento de produtos, projetos e testes da Multittech.

A Multittech tem entre seus clientes importantes players da indústria nacional e internacional de óleo e gás e conta com laboratório próprio para atender diversas demandas para qualificação deste tipo de maquinário. “As avaliações de confiabilidade combinadas – simulação virtual e laboratório real – permitem fazer uma validação antecipada, em espaço de tempo menor, e, então, extrapolar para um período maior de tempo, validando que o equipamento terá bom funcionamento por pelo menos 20 anos, com pouca ou nenhuma manutenção”, garante Fioranelli.

Sobre a Multittech
Com tech center em Holambra (SP), a 40 km de Campinas e 130 km de São Paulo, a Multittech é uma empresa de engenharia, com foco na criação de soluções tecnológicas simples, inovadoras, eficientes e de baixo custo para atender empresas que necessitam melhorar seus processos, fornecendo um caminho menos burocrático e complexo até a implantação. Atende os seguintes setores industriais: aeroespacial e defesa; autopeças e automotivo; embalagens; plástico; óleo e gás; ferroviário; agrícola e implementos; e equipamentos industriais.

Petrobras informa sobre cessão de participação no campo de Búzios

A Petrobras, em continuidade aos comunicados de 29/09/2021, 04/10/2021 e 04/03/2022, informa que recebeu hoje o montante de R$ 10,3 bilhões, equivalente a US$ 1,9 bilhão pela PTAX de 24/11/2022, referente à cessão de 5% de sua participação no Contrato de Partilha de Produção do Volume Excedente da Cessão Onerosa, para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, para a parceira CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (CPBL). O montante já inclui os ajustes previstos no contrato, após o cumprimento de todas as condições precedentes.

A conclusão da transação está sujeita à assinatura do Termo Aditivo ao Contrato de Partilha de Produção pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Após a efetividade da transação, a Petrobras passará a deter 85% de participação no Contrato de Partilha de Produção do Volume Excedente da Cessão Onerosa do campo de Búzios, enquanto a CPBL deterá 10% e a CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda (CNODC), 5%. Já as participações na Jazida Compartilhada de Búzios, incluindo as parcelas do Contrato de Cessão Onerosa e do Contrato de Concessão BS-500 (100% Petrobras), serão de 88,99% da Petrobras, 7,34% da CPBL e 3,67% da CNODC.

FPSO Anna Nery sai do estaleiro BrasFELS rumo ao campo de Marlim

Estratégica para o Plano de Renovação da Bacia de Campos (RJ), nova plataforma entrará em produção no início de 2023

A Petrobras informa que o navio-plataforma Anna Nery deixou o estaleiro BrasFELS, na cidade de Angra dos Reis (RJ), nesta terça-feira (22/11), com destino à Bacia de Campos. Do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo), o novo sistema será instalado no campo de Marlim, na Bacia de Campos (RJ), com início de produção previsto para o primeiro trimestre de 2023.

Com capacidade de produzir até 70 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar até 4 milhões de m3 de gás/dia, o novo FPSO será estratégico para o Plano de Renovação da Bacia de Campos, voltado para a renovação de ativos maduros operados pela companhia na região. A Petrobras está investindo US$ 16 bilhões nesse programa que integra seu Plano Estratégico para o período de 2022 a 2026.

A nova plataforma será ancorada em lâmina d’água de 927 metros e interligada a 32 poços, com pico de produção previsto para 2025. O Projeto de Revitalização de Marlim prevê substituir as nove plataformas que operam hoje nos campos de Marlim e Voador (P-18, P-19, P-20, P-26, P-32, P-33, P-35, P-37 e P-47) pelo novos FPSOs Anna Nery e Anita Garibaldi – sendo este último programado para iniciar produção também em 2023.

Polo internacional de tecnologia offshore e berço da produção em águas profundas no Brasil, a Bacia de Campos foi pioneira em inovação e continuará sendo tanto para os projetos de descomissionamento quanto para a revitalização de concessões maduras.

O FPSO Anna Nery chegou ao estaleiro BrasFELS no início de outubro de 2022 e passou pelo comissionamento final da planta de processo, testes de aceitação e inspeções regulatórias. Logo após zarpar do estaleiro, o Anna Nery passou por testes exigidos pela Marinha do Brasil na área de ancoragem e foi conectado aos rebocadores oceânicos que estão conduzindo até a locação final na Bacia de Campos.

Bureau Veritas inaugura laboratório petroquímico em Fortaleza

Nova unidade do Grupo no polo cearense será responsável por inspecionar e certificar as importações e exportações de combustíveis, metais e minerais para os mercados brasileiro, americano, europeu e asiático

O Bureau Veritas, líder mundial em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), inaugura Laboratório de OPM (do inglês Oil, Petrochemicals and Minerals) em Fortaleza, Ceará. A nova unidade garante a qualidade dos produtos derivados do petróleo, além de inspecionar o volume de cargas importadas e exportadas pelo Brasil e países da América do Norte, Europa e Ásia. Somente no primeiro semestre de 2022, os volumes de gasolina e diesel vendidos pelas distribuidoras de combustíveis do Ceará superaram os níveis de 2019 a 2021, com mais de 576,7 mil metros cúbicos. Apesar da alta nos preços do estado, o consumo de gasolina teve um aumento de 5,8% e o diesel registrou alta de 0,38% em relação ao ano de 2021.

“Há quase 200 anos, o Bureau Veritas contribui para a construção de um mundo de confiança por meio de rigorosos processos de controle de qualidade em diferentes setores. Nossas certificações são reconhecidas internacionalmente, dando maior confiabilidade às transações. O laboratório de Fortaleza vem ao encontro de uma demanda crescente na região por maior eficiência nas análises e inspeções, otimizando o fluxo das cargas que entram e saem pelo Porto de Fortaleza e Porto do Pecem”, afirma Guilherme Cauduro, diretor executivo de Agronegócios & Commodities do Bureau Veritas.

O novo Laboratório de OPM do Bureau Veritas realiza ensaios de alta precisão e testes laboratoriais para garantir que o produto esteja em conformidade com os parâmetros nacionais e internacionais. O Grupo certifica, por amostragem, a qualidade de combustíveis, como diesel, gasolina, etanol, biodiesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) de acordo com as exigências da ANP e de minerais, como ferro, manganês, alumínio, e até metais preciosos como ouro, prata e platina. A unidade de Fortaleza funcionará ininterruptamente no bairro Mucuripe, polo petroquímico da capital cearense, auxiliando empresas nacionais e internacionais do setor de petróleo, petroquímicos, minerais e produtos siderúrgicos no controle de qualidade e volume de carga importado ou exportado.

O Bureau Veritas possui mais oito laboratórios de OPM próximos aos principais portos do Maranhão, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paranaguá, Espírito Santo e Pará. Somente no primeiro semestre de 2022, foram analisadas mais de 6.000 amostras, certificadas e inspecionadas para redução de riscos e aumento da confiabilidade na cadeia produtiva.

Sobre o Grupo Bureau Veritas
Com receita global de 4,9 bilhões de euros, o Bureau Veritas é líder mundial em Teste, Inspeção e Certificação (TIC). Fundado em 1828, o Grupo está presente em 140 países, atendendo mais de 400 mil clientes. São 80 mil colaboradores localizados em mais de 1.600 escritórios e laboratórios pelo mundo, sendo 5 mil profissionais no Brasil. O Bureau Veritas oferece um portfólio completo de serviços e soluções inovadoras para garantir que ativos, produtos, infraestrutura e processos atendam aos padrões e regulamentações de qualidade, saúde e segurança, proteção ambiental e responsabilidade social.

Fluke avança em sua estratégia de pós-venda e anuncia Trescal como nova assistência técnica oficial no Brasil

A Trescal, líder global em serviços de calibração, acaba de concluir o processo de aquisição da Metracal, companhia especializada em manutenção de instrumentos de medição e responsável pelo suporte técnico da Fluke nos últimos 22 anos. Com a aquisição, a Trescal passa a ser a nova assistência técnica autorizada da Fluke no Brasil, mantendo todo conhecimento do corpo técnico e o longo legado em reparos Fluke realizado pela Metracal, aliado a uma estrutura internacional de serviços e alto padrão de qualidade da pela Trescal.

A parceria com a Trescal está alinhada à estratégia da Fluke em aprimorar ainda mais a jornada de seus clientes. Por meio de sua nova área de Customer Total Care, a companhia pretende investir mais de R$ 2,5 milhões nos próximos anos e estima um retorno de mais R$ 15 milhões, somente em pós-venda. Este investimento deve permitir que a Trescal duplique a capacidade de atendimento e a quantidade dos equipamentos Fluke no próximo ano, oferecendo aos clientes uma estrutura ainda mais robusta e abrangente, com novas acreditações em temperatura, pressão e umidade, além de garantir ainda mais qualidade, transparência e agilidade nos orçamentos e tempo de resposta.

De acordo com a head da área de Customer Total Care da Fluke, Carla Murakami, o processo de aquisição da Metracal foi analisado criteriosamente e aprovado pela companhia, inclusive com uma homologação associada à governança da empresa. “A Fluke conta com uma política rígida para a entrada de novos fornecedores e parceiros, a fim de garantir os padrões de qualidade globalmente descritos em seu Código de Conduta. Por conta disso, após a notificação do interesse da aquisição da Metracal por parte da Trescal, também houve um processo de autorização por parte da Fluke e alinhamentos estratégicos por ambas as empresas, de forma que esta aquisição fosse favorável ao cliente final e ao processo de pós-venda”, afirma.

Já o Country Manager da Trescal no Brasil, Mario Francisco Cia, explica que a aquisição da Metracal faz parte da estratégia de negócio da companhia para América Latina. E para o Brasil, a iniciativa reforça o compromisso por parte da Trescal em seguir investindo na área de manutenção preventiva e corretiva. “Atualmente, mais de 90% do trabalho da Trescal é focado em calibração e ensaios. Para ampliar nossa gama de serviços, continuamos a investir em empresas que prestam manutenção preventiva e corretiva”, ressalta. A Trescal fará uma transição suave, continuando a usar a marca Metracal com a adição, por enquanto, de “uma empresa Trescal”. Os canais de comunicação e o site permanecerão os mesmos para que os clientes possam continuar com seus pontos de contato atuais.

Equipe técnica e o serviço permanecem de ponta

A Trescal incorporará integralmente a equipe técnica da Metracal. O diretor técnico da Metracal, Sílvio Rueda Junior, segue liderando a assistência técnica e assume as atividades em Santo André, para apoiar a capacitação e a qualidade do serviço. Segundo Junior, “com a aquisição da Metracal pela Trescal, poderemos expandir nosso escopo de calibração e manutenção em elétrica, temperatura e pressão”.

A Trescal investirá em ferramentas e plataformas digitais para que os clientes possam pré-cadastrar suas ferramentas para diagnosticar suas necessidades e estabelecer o tempo de resposta. Atualmente, a Trescal calibra 90% das ferramentas em sete dias. Para a manutenção da Fluke, a Trescal visa a manutenção das ferramentas em dez dias, incluindo chegada, diagnóstico e entrega ao cliente. Os indicadores serão fornecidos mensalmente à Fluke para monitorar o atendimento ao cliente. Incluindo a Metracal, a Trescal possui 440 funcionários no Brasil, dos quais 120 estão em Santo André. Até o final de 2023, a Trescal pretende ter mais de 500 funcionários no Brasil e continuar seu crescimento de 30% ano a ano.

Fluke e Trescal: Parceria de sucesso para entregar segurança ao mercado

A Trescal, mesmo antes de se tornar um fornecedor de serviços autorizado da Fluke, já era uma importante parceira da companhia, uma vez que todos os laboratórios de pressão, elétrica e temperatura foram equipados com os padrões da Fluke. “A Trescal e Fluke reforçaram sua aliança durante a pandemia de Covid-19, para oferecer maior segurança ao mercado de saúde. Com os equipamentos da Fluke, a Trescal realizou quase R$ 5 milhões em calibrações e ensaios de equipamentos em ventiladores mecânicos e outros instrumentos utilizados em hospitais e clínicas de saúde”, ressalta Carla.

Experiência do cliente otimizada

Carla reforça que, além da novidade da nova assistência técnica, a Fluke vem investindo em capacitação técnica e quantidade a mais de associados para melhorar o atendimento, além de expansão de equipe na área de customer service, automação e tecnologia.A Fluke entende que o pós-venda é um ponto estratégico e prioritário, e a assistência técnica é um pilar importante neste processo. Queremos consolidar ações e relações entre as áreas, para que o cliente tenha experiências positivas com a Fluke em sua jornada de compra. Isto antes da venda, até o pós-venda”, reforça.

Carla ressalta ainda que a diretoria da Fluke acompanhará de perto a conformidade dos serviços prestados pela assistência técnica autorizada e o investimento para monitorar que os requisitos sejam atendidos no prazo. “A Fluke entende que o atendimento pós-venda ao cliente é uma prioridade estratégica e a assistência técnica é um pilar importante nesse processo. Queremos consolidar ações e relações em toda a jornada de compra para que os clientes aproveitem sua experiência desde a pré-venda até o pós-venda”.

A Fluke apoiará a Trescal criando um hall de treinamentos para motivar e imergir os novos profissionais que estão chegando no time, para que eles conheçam profundamente a marca e o portfólio de produtos.”

Sobre a Fluke

Fundada em 1948, a Fluke Corporation é líder mundial em ferramentas de teste e medição profissionais. Os clientes da Fluke são técnicos, engenheiros, eletricistas e meteorologistas que instalam, solucionam problemas e gerenciam equipamentos industriais, elétricos e eletrônicos e processos de calibração.

Fluke é uma marca registrada da Fluke Corporation. Os nomes das empresas e dos produtos reais mencionados neste documento podem ser marcas registradas de seus respectivos proprietários. Para obter mais informações, acesse o site da Fluke.

Sobre a Trescal

A Trescal é líder global em serviços de calibração. Ele oferece a uma single source solution para calibração, ensaio, manutenção, qualificação, validação e gerenciamento de ativos em todo o mundo. Seus técnicos e especialistas realizam serviços acreditados e rastreados para todas as variáveis medidas e instrumentos de medição em todos os domínios técnicos. Cerca de 4.300 pessoas trabalham na Trescal em todo o mundo para realizar 3,3 milhões de operações por ano, incluindo 27.000 manutenções em 150.000 tipos de instrumentos e 20.000 marcas.

Atualmente, a Trescal Brasil está sediada em Santo André e conta com 15 laboratórios acreditados e 12 laboratórios móveis espalhados por 10 estados, atuando nas indústrias automotiva, aeroespacial, energia, eletrônica, life sciences, alimentos e bebidas, atendendo a mais de 300.000 operações anualmente.

Para saber mais acesse www.trescal.com.br

Petrobras conclui com sucesso testes em frota de ônibus do diesel R com conteúdo renovável

Teste realizado em Curitiba (PR) comprovou que novo combustível está apto a ser vendido em larga escala: assegura desempenho, confiabilidade e menor emissão

Diesel R faz parte do programa de BioRefino da Petrobras e é o primeiro combustível da nova geração de produtos mais sustentáveis que a companhia começa a ofertar ao mercado consumidor

A Petrobras concluiu com êxito o primeiro teste no Brasil do novo Diesel R (na configuração R5), combustível com 5% de conteúdo renovável (de origem vegetal) em sua composição, que integra o programa de BioRefino da companhia, voltado para o desenvolvimento de uma nova geração de produtos de menor intensidade de carbono. A cerimônia de conclusão dos testes foi realizada nesta quarta-feira (23/11), na Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar, em Araucária (PR), e contou com representantes das empresas e órgãos envolvidos na iniciativa.

Durante seis meses, quatro ônibus da Autoviação Redentor circularam com o Diesel R5 na cidade de Curitiba (PR). O teste foi conduzido pela Petrobras, Vibra Energia, Mercedes-Benz, URBS (órgão que gerencia o transporte coletivo e comercial em Curitiba), além da Autoviação Redentor.

De março a setembro deste ano, os quatro ônibus testados foram abastecidos com aproximadamente 100 mil litros de Diesel R5, distribuídos em três rotas distintas.  Os resultados dos testes corroboraram a característica in do diesel renovável, ou seja, é um produto que pode ser usado nos sistemas projetados para óleo diesel sem necessidade de qualquer modificação nos motores e na infraestrutura logística.

“Este foi o primeiro teste de diesel com conteúdo renovável realizado no Brasil em condições reais de uso. Ficamos muito satisfeitos com os resultados que comprovam a viabilidade do Diesel R5 como uma alternativa de combustível de qualidade e com menores emissões de gases do efeito estufa”, comenta o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Claudio Mastella.

O Diesel R5 rodou com confiabilidade e bom desempenho. Não foram observados problemas como entupimento de filtros, depósitos no sistema de injeção ou perda de potência dos motores. Em relação ao consumo, o novo combustível não apresentou diferenças quando comparado com o óleo diesel mineral.

Foi possível avaliar também aspectos de produção, logística, comercialização e distribuição do produto.

Menores emissões de gases de efeito estufa

O grande diferencial do Diesel R5 está na sua capacidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, sem necessidade de alteração nos motores ou nos sistemas logísticos. Em toda a cadeia, o Diesel R5 produzido para o teste evitou a emissão de uma tonelada de CO2 equivalente a cada 9,5 mil litros consumidos, aproximadamente, quando comparado com o óleo diesel mineral.

Para essa avaliação, foram consideradas as emissões da parcela relativa ao combustível fóssil durante as etapas de extração, produção e uso; assim como as emissões do conteúdo renovável, incluindo a produção da matéria-prima, a extração do óleo vegetal, o coprocessamento na refinaria e o uso final. Também são considerados nos cálculos as emissões devidas aos transportes intermediários entre todas essas etapas.

Viabilidade do Diesel R5

O teste de frota despertou o interesse do mercado pelo produto. Na primeira quinzena de setembro, a produção de 1.500 m³ foi comercializada com distribuidoras. A previsão é que, no ano de 2023, novos lotes de diesel com conteúdo renovável estejam sendo oferecidos para empresas interessadas.

Para a produção do novo combustível na Refinaria Presidente Getúlio Vargas – Repar (Araucária – PR), foram necessários investimentos no recebimento e transferência da matéria prima renovável. A produção ocorre a partir do coprocessamento (processamento conjunto) de matérias primas renováveis, neste caso, óleo de soja refinado, com óleo diesel mineral, utilizando unidade operacional já existente.

“A Repar já tem capacidade para produzir diesel com conteúdo renovável, a partir de coprocessamento de matéria prima vegetal. E planejamos expandir a produção do diesel com conteúdo renovável para outras refinarias no Sudeste e, futuramente, ter uma unidade dedicada para o processamento da matéria prima vegetal. Até 2026, serão investidos US$ 600 milhões com esse objetivo, através do Programa BioRefino”, destaca o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa.

A tecnologia de coprocessamento é amplamente utilizada na Europa e nos Estados Unidos, por se tratar da forma mais rápida e de baixo investimento para se introduzir combustíveis de baixo carbono no mercado.

Na última segunda-feira (21/11), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu que qualquer rota tecnológica de produção poderá ser utilizada na adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel comercializado ao consumidor final. Com esta medida, o diesel renovável, produzido em unidades dedicadas ou por coprocessamento com óleos vegetais, poderá ser admitido, após a ANP regular a decisão, para cumprimento do teor obrigatório de biodiesel no óleo diesel comercializado nos postos de combustíveis. A introdução do novo combustível poderá viabilizar a utilização de teores mais elevados de renováveis nos novos motores a diesel; possibilitando, também, o aumento da competitividade na oferta de biocombustíveis no país.

Vantagens adicionais do diesel com conteúdo renovável

– Permite o crescimento do mercado de uso de óleos vegetais para combustíveis;
– Estimula a evolução tecnológica dos processos de produção;
– Amplia a oferta de produtos de baixo carbono aos consumidores;
– Tem as mesmas características do diesel fóssil em termos de desempenho e não requer adaptações em motores e instalações;
– Facilita a introdução de tecnologias veiculares mais avançadas, necessárias ao cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo Programa de Controle de Emissões Veiculares (PROCONVE) do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

MODEC abre 400 vagas para Rio de Janeiro, Macaé e Santos

Com posições onshore e offshore, as vagas contemplam mais de 40 cargos

A MODEC, empresa líder em construção e operação de plataformas flutuantes (FPSO) para a indústria offshore de petróleo e gás, está com 400 vagas abertas para as cidades do Rio de Janeiro, Macaé e Santos além de suas unidades em operação na Bacia de Santos e Bacia de Campos. Para conhecer todas as vagas, o candidato deve acessar https://jobs.kenoby.com/modec-br e fazer sua inscrição.

Os postos de trabalho são divididos em mais de 40 cargos diferentes, tanto offshore como onshore. Entre as vagas de destaque, estão: técnicos de carga, operadores de caldeira, marinheiros de convés, engenheiros de manutenção, integridade naval, analista de sistemas, entre outros.

Além de salário compatível com o mercado, os futuros empregados da MODEC contam com diversos benefícios, como Plano de Saúde e Odontológico, Previdência Privada, Seguro de Vida, Vale Alimentação e Refeição (posições onshore), Gympass, Auxílio Creche, Cartão Farmácia, Bônus de Desempenho e Ajuda de Custo para Embarque (posições offshore).

 Sobre a MODEC

A MODEC é líder global no segmento de construção, afretamento e operação de plataformas para produção de óleo e gás. Com mais de 50 anos de história e quase duas décadas em mares brasileiros. Atualmente, a MODEC opera 12 plataformas de Petróleo e Gás e possui outras 3 unidades em construção para o país.

Produção de petróleo e gás foi recorde em outubro

Em outubro de 2022, o país registrou recorde de produção nacional de petróleo e gás natural, com 4,18 milhões de barris de petróleo equivalente por dia em média (boe/d), sendo 3,24 milhões de barris/dia (bbl/d) de petróleo e 148,7 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d) de gás natural. As informações são do Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP.

A produção no Pré-sal aumentou 4,75% em relação a setembro de 2022 e alcançou 3,14 milhões boe/d, representando 75,18% do total nacional.

A produção nos contratos de partilha da produção teve um aumento de 18%, atingindo 995,2 mil boe/d, representando 23,8% do total nacional.

O aumento foi impulsionado pela produção das plataformas P-77, FPSO Guanabara e FPSO Pioneiro de Libra.