Petrobras é tetracampeã: Pégaso é o maior e mais ecoeficiente supercomputador da América Latina

Empresa ocupa o 1º lugar em computadores de alto desempenho e ecoeficiência da América Latina, pelo quarto ano consecutivo. O Pégaso é também o 5º maior da indústria petrolífera mundial

O supercomputador Pégaso, da Petrobras, é o maior da América Latina em capacidade de processamento e o mais ecoeficiente, segundo os rankings TOP500.Org e Green500. O resultado reafirma a liderança da empresa em computação de alto desempenho (HPCs). A máquina supera, nos dois quesitos, o Dragão e o Atlas, que também pertencem à Petrobras e tem poder de processamento equivalente à soma de seis milhões de telefones celulares ou de 150 mil laptops modernos.

Com o resultado do ranking a empresa obtém o tetracampeonato em  HPCs.  Em 2019 a empresa ficou em primeiro lugar com o Fênix; em 2020 com o Atlas e em 2021 com o Dragão. Investir nessas máquinas permite à Petrobras aplicar seu conhecimento técnico no processamento de dados geofísicos e geológicos para reduzir incertezas e riscos de projeto, assim como o tempo entre uma nova descoberta de um campo petrolífero e o início da sua produção.

“É com muita satisfação que recebemos este resultado. Ampliar o processamento de dados permite à Petrobras gerar imagens da subsuperfície cada vez mais nítidas das áreas mapeadas para exploração e produção de petróleo e gás natural, além de reduzir o tempo de processamento dessas informações. Isso contribui para otimizar a produção, aumentar o fator de recuperação das reservas atuais e maximizar a eficiência dos projetos exploratórios da companhia”, explica o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Fernando Borges.

O investimento no Pégaso, de R$300 milhões, assim como em outras máquinas que acelerem o processamento de dados geofísicos, geológicos, treinamentos de algoritmos em projetos de ciência de dados e as simulações de fluxos em reservatórios é essencial para viabilizar programas estratégicos como o EXP100, que visa alcançar 100% de uso dos dados e conhecimento nos projetos exploratórios, CEOS e o PROD1000, que tem por meta reduzir os prazos para início da produção de um campo.

O Pégaso aumentará a capacidade atual de processamento da companhia de 42 para 63 Petaflops (Pico DP). A companhia prevê alcançar uma capacidade total de processamento de 80 Petaflops, com o acréscimo de 4 máquinas menores. Para se ter uma ideia, 1 Petaflop equivale a 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo. Esse potencial é importante para habilitar as iniciativas de tecnologia digital, em benefício da eficiência das operações, tornando a empresa mais resiliente às mudanças de cenários de negócio.

Com processamento de dados de 21 Petaflops (Pico DP), o Pégaso tem quase a soma do Dragão (14 Petaflops) e do Atlas (8,9 Petaflops) juntos. São 678 terabytes de memória RAM e rede de 400 gbps, além de 2016 GPUs – Grafic Process Units, na sigla em inglês.  Pode-se dizer que o Pégaso é um equipamento “de peso”. São 30 toneladas de componentes distribuídas em racks que, enfileirados, somam 35 metros. A máquina estará operando em plena capacidade em dezembro deste ano.

Ecoeficiente

Outra característica do supercomputador Pégaso é a eficiência energética. Quando estiver em plena produção, o Pégaso terá um consumo máximo de 1,5 MW, equivalente ao consumo anual de uma cidade de 6.800 habitantes, como Santo Antonio do Pinhal (SP).

“Na elaboração do projeto deste HPC, foram feitas várias escolhas e exigências técnicas de maneira a reduzir o consumo, como a escolha de aceleradores matemáticos (GPUs), os mais ecoeficientes que existem, e a exigência de fontes de alta eficiência, afirma Paulo Palaia, diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras”.

Ainda que não conte para pontuação no ranking Green500, o lugar onde os supercomputadores são instalados também contribui para o melhor desempenho das máquinas. O Pégaso fica em um Centro de Processamento de Dados (CPD), que só usa energia limpa, com ambiente de refrigeração customizado para o supercomputador, a fim de aumentar a sua eficiência energética.

Com a divulgação do ranking TOP500 o Pégaso se posiciona como o 5º maior da indústria de óleo e gás e 33º  maior supercomputador global.

Projeto que conserva a Amazônia gerando renda para as comunidades locais será apresentado pela Petrobras na COP-27

O Florestas de Valor atua nas regiões do Amazonas e Pará para autonomia e desenvolvimento sustentável das comunidades

Exemplo de bioeconomia para conservação da Amazônia, o projeto socioambiental Florestas de Valor será apresentado, nesta terça-feira, dia 15/11, na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas – COP-27, pela gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras, Rafaela Guedes.

Desenvolvido nos municípios de São Félix do Xingu, Oriximiná e Alenquer, no estado do Pará, e no interior do Amazonas, em Nhamundá, a base do projeto é a conservação da floresta por meio do manejo sustentável de produtos não-madeireiros, como a castanha-do-Brasil, açaí, cacau, cupuaçu, e o óleo de copaíba e andiroba. O projeto trabalha ainda com ações de capacitação e conscientização das comunidades locais para possibilidade de venda e ampliação dos mercados desses produtos.

A Petrobras apoia o Florestas de Valor pelo Programa Petrobras Socioambiental. Neste período, mais de sete mil pessoas foram capacitadas. As comunidades integram um processo de ensino-aprendizagem e práticas de gestão e uso da terra, que aliam a conservação dos recursos da natureza, geração de renda e garantia dos direitos às populações tradicionais e trabalhadores.

“Nosso objetivo neste projeto é valorizar a floresta em pé e empoderar as comunidades locais com a promoção de atividades que geram renda para elas e ao mesmo tempo conservam a floresta. Atuamos com o conceito de sociobioeconomia, da agroecologia e agricultura de baixo carbono, contribuindo para o incremento de estoques de carbono e a redução de emissões de gases do efeito estufa ao mesmo tempo em que estimulamos a crescente autonomia das comunidades ” destaca Rafaela Guedes, gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras.

Na comunidade de Jarauacá, por exemplo, era comum a extração de árvores nativas como Jataí e a Mari-Mari como forma de sustento. Cada árvore era vendida, em média, por R$ 300. Com a atuação do Florestas de Valor na região, a comunidade compreendeu uma nova forma de sustento: manter a árvore em pé e extrair o óleo da copaíba, que hoje é vendido por aproximadamente R$ 30 o litro. Uma árvore chega a produzir, por colheita, até 18 litros. Além da conscientização, os moradores se tornam multiplicadores do conhecimento, muitos deles realizam capacitação em outras comunidades para compartilhar as melhores técnicas de extração sustentável do óleo.

Ganhos de escala com o sistema de garantia de origem

O Florestas de Valor também viabilizou parcerias comerciais entre as comunidades e empresas interessadas nos produtos produzidos. Além disso, possibilitou a inclusão de produtores no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que determina que, no mínimo, 30% dos itens da merenda escolar local sejam adquiridos de agricultores familiares, o que gera uma demanda fixa de diversos gêneros alimentícios, incluindo a polpa de fruta, produzida pelos participantes do projeto. Com isso, o projeto fortalece as comunidades que vivem na região e suas relações com os poderes públicos, empresas e entidades privadas.

O primeiro contrato com o projeto contribuiu para o desenvolvimento e implantação piloto de um sistema de garantia de origem para produtos de Áreas Protegidas no corredor do Xingu, iniciativa denominada Origens Brasil. Esse sistema garante a certificação socioambiental da procedência dos produtos, a rastreabilidade da cadeia produtiva e a possibilidade de aumentar a escala de produção de forma sustentável.

“Com o projeto Floresta de Valor, estamos desenvolvendo mais mercados consumidores que valorizem a garantia de origem e rastreabilidade dos produtos. A partir disso, nossa expectativa é que a renda gerada para as comunidades envolvidas alcance R$ 4 milhões até 2025”, comenta Rafaela Guedes.

Petrobras Socioambiental

A participação da companhia na COP-27 demonstra o compromisso da Petrobras em fazer parte do diálogo global sobre mudança do clima e os desafios da descarbonização.

Por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a Petrobras busca fortalecer e empoderar as comunidades locais, promovendo desenvolvimento econômico e social sustentável. Até o momento, já foram investidos voluntariamente mais de R$ 1 bilhão em projetos socioambientais. São apoiadas iniciativas voltadas para desenvolvimento econômico sustentável; educação; conservação da biodiversidade costeira e marinha; e conservação de florestas e áreas naturais.

Atualmente a Petrobras apoia projetos desenvolvidos nos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e Cerrado. Em 2021, estes projetos atuaram na recuperação ou conservação de cerca de 3% do território doméstico (mais de 175 mil hectares de florestas e áreas naturais, além do fortalecimento de mais de 25 milhões de hectares de áreas protegidas).

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MATÉRIA DE CAPA: Bacia de Santos – Novos Recordes no pré-sal por Julia Vaz;

# ARTIGO: A Gestão da Integridade de ativos realmente importa para as organizações? Qual é a lógica estratégica e fundamentada nos negócios? Por Neumundo Alves e Aridyna Mayra de Aquino;

# ENTREVISTA EXCLUSIVA: Carlos Alberto Pedroso, Presidente da SPE Seção Brasil – Vamos sempre agregar valor à indústria de óleo e gás por Julia Vaz;

# Enauta começa perfuração de três poços no Brasil;

# A Importância da Sinalização Náutica em Manobras e Operações Especiais;

# Diamond Offshore garante acordo de longo prazo no Brasil;

# Aker Solutions garante contrato com a Petrobras;

# Estatal obtém lucro líquido de US$ 8,8 bilhões no 3º trimestre de 2022;

# Petrobras conquista Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, por transparência na publicação de emissões de carbono;

# PRIO optar por vender sua participação para a Gas Bridge;

# Shell Brasil contrata Helix para descomissionamento de poço;

# Descoberta de petróleo em águas profundas no Brasil;

# Petrobras avança em acordo com ANP e SGB-CPRM para instalação dos dois maiores acervos geológicos do país;

# Petrobras informa sobre descoberta no Bloco Aram;

# Petróleo do pré-sal representa 73% da produção total da Petrobras no 3º trimestre de 2022;

# Gulf Marine e YPF Brasil renovam parceria em visita na planta da multinacional em Diadema;

# Petrobras é premiada por inovar com startups;

# Plataforma P-71 deixa estaleiro rumo ao pré-sal da Bacia de Santos;

# Prosafe mira mais um contrato no Brasil;

# Plataforma P-68, no pré-sal, bate recorde de produção diária;

# Equinor produz primeiro óleo de nova plataforma no Brasil;

#  Petrobras escolhe fornecedor de software de engenharia de poços e submarinos;

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Capa

Diamond Offshore garante acordo de longo prazo no Brasil

À medida que os fundamentos do mercado de perfuração offshore continuam a melhorar, a Diamond Offshore recebeu um novo programa de perfuração com a Petrobras para a sonda Ocean Courage.

Em seu relatório do 3T 2022, Diamond disse que a plataforma semi-submersível Ocean Courage recebeu um projeto de quatro anos com uma opção sem preço por mais quatro anos. O valor total estimado do prazo firme do prêmio é de aproximadamente US$ 429 milhões , incluindo uma taxa de mobilização e a prestação de certos serviços adicionais.

Espera-se que o novo contrato seja assinado em breve e comece no final do quarto trimestre de 2023 após a conclusão do contrato atual da sonda e os novos preparativos do contrato. A sonda construída em 2009 está trabalhando para a Petrobras desde junho de 2021.

Bernie Wolford, Jr. , Presidente e CEO, declarou: “Este prêmio é uma prova do desempenho excepcional de nossas equipes e permite que a Diamond continue atendendo a maior operadora do mundo de plataformas de perfuração em águas profundas. Este programa é um acréscimo aos US$ 1,6 bilhão em atraso que reportamos em 1º de outubro de 2022.”

A receita de perfuração contratada da Diamond para o terceiro trimestre totalizou US$ 190 milhões em comparação com US$ 177 milhões no segundo trimestre de 2022. O aumento na receita foi impulsionado principalmente pelo início do trabalho do Ocean BlackHawk para a Woodside no Senegal durante o trimestre, o Ocean Apex e o Ocean Patriot ambos beneficiando-se de um trimestre completo de utilização, e o Ocean Patriot operando sob os termos de uma extensão de contrato com um aumento favorável da taxa diária.

Esses aumentos na receita de perfuração de contrato para a Diamond foram parcialmente compensados ​​pela conclusão do contrato da Ocean Onyx na Austrália e atualmente sendo empilhada na Austrália Ocidental, enquanto a empresa continua buscando prospectos na região. As despesas de perfuração do contrato para o terceiro trimestre aumentaram 9%, refletindo uma estrutura de custos operacionais mais alta para o Ocean BlackHawk no Senegal, bem como o início das atividades de reativação do Ocean GreatWhite .

A Ocean GreatWhite, considerada a maior plataforma do seu tipo no mundo, iniciou sua jornada de Tenerife em direção ao Mar do Norte do Reino Unido em meados de outubro e chegou ao Reino Unido no final do mês.

O lucro líquido da Diamond Offshore no trimestre foi de US$ 5,5 milhões, incluindo um benefício fiscal não monetário de US$ 23 milhões, em comparação com um prejuízo líquido de US$ 22 milhões no trimestre anterior.

Comentando sobre as perspectivas para o mercado de perfuração offshore, Wolford comentou: “Os fundamentos do mercado continuam a melhorar em nosso setor, gerando taxas diárias melhores e visibilidade crescente da demanda futura”.

Vale lembrar que outra empreiteira de perfuração foi recentemente re-aprovada como fornecedora oficial de sondas e será convidada a participar das próximas licitações de sondas da Petrobras no Brasil.

Aker Solutions garante contrato com a Petrobras

A Aker Solutions garantiu um contrato para fornecer sistemas de produção submarinos (SPS) e serviços de ciclo de vida submarinos (SLS) para campos de petróleo e gás operados pela Petrobras.

O escopo abrange a entrega de sistemas completos de produção submarina, incluindo equipamentos como árvores submarinas, Vectus – a última geração de controles submarinos da empresa, unidades de distribuição submarina e peças de reposição.

O acordo também abrange toda a gama de serviços de ciclo de vida submarino, incluindo serviços de intervenção, preservação, manutenção e instalação.

O trabalho de serviço será gerenciado a partir da base de serviços da Aker Solutions em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, Brasil.

O contrato tem um período fixo de cinco anos, do quarto trimestre deste ano ao quarto trimestre de 2027. Ao longo da vigência do contrato, estima-se que o número de árvores submarinas a serem canceladas pode chegar a 33.

“O Brasil é um mercado offshore chave globalmente e esperamos continuar nosso relacionamento de longa data com a Petrobras”, disse Maria Peralta , vice-presidente executiva e chefe de negócios submarinos da Aker Solutions. “Este marco de acordo é um testemunho da qualidade que nossos funcionários qualificados entregaram ao longo do tempo no Brasil e do valor de nossas soluções e serviços submarinos.”

O trabalho no âmbito do contrato será baseado em call-off.

A Aker Solutions espera registrar inicialmente uma entrada de pedidos significativa (entre NOK 1,5 bilhão e NOK 2,5 bilhões) no quarto trimestre de 2022 no segmento Subsea, representando uma estimativa do trabalho inicial esperado a ser cancelado.

O potencial total sob o período fixo de cinco anos do contratodro pode representar uma entrada substancial de pedidos ao longo do tempo (entre NOK 2,5 bilhões e NOK 4 bilhões), disse a empresa.

Estatal obtém lucro líquido de US$ 8,8 bilhões no 3º trimestre de 2022

Companhia apresenta resultado consistente, com forte geração de caixa, dívida controlada e contribuição recorde para a sociedade

A Petrobras manteve, no 3º trimestre de 2022, a alta performance financeira e operacional que vem apresentando nos seus últimos resultados, reportando lucro líquido de US$ 8,8 bilhões, o 4º maior lucro líquido trimestral da história da companhia. Outros destaques do trimestre são a geração de fluxo de caixa operacional e a de fluxo de caixa livre, que totalizaram US$ 12,1 bilhões e US$ 10,1 bilhões, respectivamente; e o EBITDA ajustado, de US$ 17,4 bilhões.

Alinhado aos compromissos de distribuição dos resultados gerados e de sustentabilidade financeira da companhia, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de remuneração aos acionistas (dividendos e Juros sobre o Capital Próprio) referente ao total de R$ 3,35 por ação, a serem pagos em duas parcelas, em 20/12/22 e 19/01/23, respectivamente. Dessa forma, a Petrobras compartilha seus ganhos financeiros com a sociedade brasileira, inclusive com a União, acionista controlador, que receberá um total de R$ 16 bilhões.

“Esses resultados demostram, mais uma vez, o alto nível de desempenho alcançado pela Petrobras. Com disciplina de capital, investindo em ativos resilientes e com taxas de retorno adequadas, a companhia vem conseguindo apresentar performance de maneira sustentável”, destacou o presidente da Petrobras, Caio Mário Paes de Andrade.

O retorno sobre capital empregado (ROCE) atingiu 15% no 3º trimestre de 2022, um crescimento significativo ante os 12,8% do trimestre anterior. A companhia pagou, no período, R$ 73 bilhões em tributos e participações governamentais às esferas federal, estadual e municipal. Esse montante configura um recorde na contribuição para a sociedade na história da companhia.

No 3º trimestre de 2022, os investimentos da Petrobras totalizaram US$ 2,1 bilhões, enquanto nos primeiros nove meses do ano, os investimentos alcançaram US$ 7,0 bilhões, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2021.

A dívida bruta da Petrobras ficou em US$ 54,3 bilhões, patamar saudável para companhias do segmento e porte da Petrobras. A companhia concretizou, no período, a maior emissão de notas comerciais já realizada no Brasil, abrindo, com sucesso, nova alternativa de captação doméstica, no montante de R$ 3 bilhões. A redução da dívida bruta se refletiu na diminuição do número de dias do fluxo de caixa operacional necessários para pagar juros. Atualmente, em 14 dias a companhia gera fluxo de caixa operacional suficiente para pagar os juros; esse número chegou a ser maior que um trimestre, cerca de 102 dias, em 2016.

Entre os resultados por segmento de negócio, convém ressaltar o crescimento de 33% do Ebitda ajustado da área de Gás e Energia. Esse resultado foi obtido, principalmente, devido ao aumento das margens de comercialização do segmento, com a melhora no portfólio de venda de gás natural e menor necessidade de GNL.

A Petrobras apresentou, ainda, resultados expressivos na redução de emissões de gases do efeito estufa. Nos nove primeiros meses de 2022, a intensidade de carbono de E&P foi de 15,1 quilogramas de CO2 equivalente por barril de petróleo equivalente (kgCO2e/boe) produzido, consideravelmente abaixo da meta de 16,5 estipulada para 2022. A intensidade de carbono no refino está em 37,8 kgCO2e/ boe produzido, também abaixo da meta de 39,2 referente ao ano de 2022.

Também foi aprovada pelo Conselho de Administração a primeira carteira de projetos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, com potencial de redução de emissões de 1,05 milhão de tCO2 por ano (equivale às emissões de 2 FPSOs ou 1⁄2 refinaria). O fundo foi criado para financiar ações de mitigação de emissões de gases do efeito estufa e contribuir para a trajetória de neutralidade de carbono da Petrobras.

Petrobras informa sobre revogação de liminar do Polo Bahia Terra

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 10/06/2022, informa que foi proferida decisão pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinando a revogação da medida liminar que paralisava as negociações contratuais com o consórcio de empresas Petrorecôncavo e Eneva referentes ao processo de venda dos campos de produção terrestres localizados na Bacia do Recôncavo e Tucano, no estado da Bahia, denominados conjuntamente de Polo Bahia Terra.

Petrobras reajusta preço de QAV

Após três meses consecutivos de reduções no preço médio do Querosene de Aviação (QAV), que acumularam uma queda de 13,5%, a Petrobras reajustou o preço do produto para as distribuidoras em +7,3%, com início de vigência em 1º de novembro de 2022.

Conforme prática que remonta os últimos 20 anos, os ajustes de preços de QAV são mensais e definidos por meio de fórmulas contratuais negociadas com as distribuidoras. Os preços de venda de QAV da Petrobras buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio. Dessa maneira, em 2022, foram realizados 7 aumentos e 4 reduções que resultaram em uma variação de +48,4% no ano.

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras. As distribuidoras, por sua vez, transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento.

Importante ressaltar que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência, e não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtores ou importadores de QAV.

Petrobras conclui venda da SIX

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 11/11/2021, informa que finalizou hoje a venda das ações da empresa Paraná Xisto S.A (Paraná Xisto) que foi constituída para deter a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), localizada em São Mateus do Sul, no Paraná, para a empresa Forbes Resources Brazil Holding S.A. (F&M Brazil), sociedade detida pela Forbes & Manhattan Resources Inc.

Após o cumprimento de todas as condições precedentes, a operação foi concluída com o pagamento total de US$ 41,6 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato. O valor recebido hoje de US$ 38,6 milhões se soma ao montante de US$ 3 milhões já pagos na assinatura do contrato de compra e venda. O contrato prevê ainda pagamentos contingentes (earn out).

A F&M Brazil assumirá, a partir de hoje, a gestão da Paraná Xisto. A Petrobras continuará apoiando a F&M Brazil nas operações da SIX durante um período de até 15 meses, sob um acordo de prestação de serviços, evitando qualquer interrupção operacional. Foi celebrado também, na data de hoje, um contrato de arrendamento com a Paraná Xisto, permitindo a continuidade das atividades de pesquisa desenvolvidas pela Petrobras em plantas experimentais localizadas na área da SIX.

Esta venda está em consonância com a Resolução nº 9/2019 do Conselho Nacional de Política Energética, que estabeleceu diretrizes para a promoção da livre concorrência na atividade de refino no país, e integra o compromisso firmado pela Petrobras com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para a abertura do setor de refino no Brasil.

A presente divulgação ao mercado está de acordo com normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

A operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre a SIX

A SIX, localizada no município de São Mateus do Sul, no estado do Paraná, possui capacidade de processamento de 5.800 toneladas/dia de xisto, com foco na produção de óleo combustível, nafta, gás combustível, GLP e enxofre.

Sobre a F&M

A F&M é uma companhia constituída e existente sob as leis da Província de Ontário, Canadá. A F&M é uma holding canadense de capital fechado, com foco em recursos naturais, com sede em Toronto, Canadá, com escritórios, operações e ativos em todo o mundo. A F&M emprega recursos e um time técnico, financeiro e de mercado de capitais reconhecido pela indústria, para incubar, financiar, desenvolver e gerenciar empresas de gestão de recursos. A F&M tem um histórico de sucesso na aquisição de ativos de alta qualidade e na gestão e operação destes ativos, ao mesmo tempo em que adere aos mais altos padrões ambientais, sociais e de governança.

PRIO optar por vender sua participação para a Gas Bridge

Após a decisão de manter sua participação em um campo de gás operado pela Petrobras fora do Brasil, a PRIO, anteriormente conhecida como PetroRio, mudou de ideia mais uma vez, decidindo vender sua participação para a Gas Bridge, em uma tentativa de se concentrar em sua ativos operados.

Essa mudança de opinião ocorre vários meses depois que a PRIO decidiu manter sua participação no campo de gás de Manati , operado pela Petrobras , uma vez que as condições previamente estabelecidas para a venda à Gas Bridge não foram cumpridas.

Como lembrete, a PetroRio celebrou um  acordo em novembro de 2020 com a Gas Bridge  para vender sua participação de 10% neste campo por R$ 144,4 milhões (aproximadamente US$ 26,25 milhões). Por outro lado, a Gas Bridge também fechou acordos separados com a  Enauta  e a GeoPark para comprar suas participações no campo de Manati enquanto a Petrobras colocou sua participação  à venda  em maio de 2020.

Após a Enauta ter confirmado a sua intenção de  manter a sua participação no campo de Manati  em janeiro de 2022 – uma vez que as condições exigidas para a conclusão desta venda também não foram cumpridas – a PRIO destacou em abril de 2022 que  “continua confiante no futuro do campo, especialmente tendo em conta a perspectivas recentes do mercado de gás. No entanto, não exclui possíveis outras transações envolvendo Manati.”

Em atualização a PRIO divulgou que assinou um acordo com a Gas Bridge para a venda de sua participação de 10% no campo de Manati pelo valor total de R$ 124 milhões (cerca de US$ 23,43 milhões), dos quais 10% serão pago na assinatura e o restante na conclusão da transação. A empresa revelou que a data efetiva da venda é 1 de dezembro de 2022.

A participação da PRIO no campo de Manati, que foi adquirido em 2017 por R$ 140 milhões, gerou R$ 350 milhões (cerca de US$ 66,13 milhões) de caixa até o momento. Isso significa que terá devolvido 3,4 vezes o capital investido até a conclusão da venda. Esse movimento faz parte da estratégia da PRIO de “gerar valor por meio da gestão dinâmica de seu portfólio de ativos” e reforça o foco da empresa em seus ativos operados, que “compõem o núcleo de seus negócios”.

O jogador brasileiro explicou ainda que a conclusão deste negócio está sujeita às condições precedentes usuais, como aprovação pelo CADE e ANP. Entretanto, diferentemente do negócio anterior, que foi encerrado incompleto, este não depende de nenhuma transação da contraparte com os demais consorciados.

Localizado na Bacia de Camamu-Almada, no estado da Bahia, o  campo de Manati  é um dos maiores campos de gás natural não associado do Brasil. Além do gás, o campo também produz condensado. Os poços do campo são conectados por linhas submarinas à plataforma PMNT-1 e o gás flui por um gasoduto de 36 km até a Planta de Compressão (SCOMP), onde é comprimido e percorre outros 89 km até a Planta de Processamento (EVF).

A Petrobras opera o campo com 35% de participação, enquanto seus parceiros são a Enauta Energia com 45% de participação, GeoPark LTDA e Petro Rio Coral Exploração Petrolífera LTDA, que detêm 10% cada.

No que diz respeito às atividades mais recentes da PRIO, vale destacar que a empresa  celebrou um memorando de entendimento (MOU)  em setembro de 2022 com a Prisma Capital para a potencial combinação de negócios com a Dommo Energia.

A PRIO explicou que a conclusão deste negócio está sujeita às condições precedentes usuais de transações dessa natureza, como a aprovação dos acionistas da Dommo e do CADE, entre outras.