Petrobras inicia processo para venda de participação em petroquímica

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser) referente à venda da totalidade da sua participação acionária, correspondente a 50% do capital votante e 34,54% do capital total, na empresa METANOR S/A – Metanol do Nordeste (Metanor), com sede em Camaçari, no estado da Bahia.

teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras:
https://investidorpetrobras.com.br/pt/resultados‐e‐comunicados/teasers.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre a METANOR

A Metanor é uma sociedade anônima, constituída em 1969, controlada em conjunto pela Petrobras e pela Dexxos Participações S.A. Atua, através de sua subsidiária COPENOR – Companhia Petroquímica do Nordeste S.A, nos segmentos de comercialização de metanol e produção de seus derivados, notadamente formaldeído e hexamina.

ABPIP e ONIP organizam missão de aprimoramento técnico em exploração de campos não convencionais à Argentina

De 1º a 05 de novembro, grupo composto por integrantes de 12 empresas e organizações brasileiras vai conhecer detalhes da expertise argentina na produção de shale gas

Com o objetivo de aprimorar o conhecimento técnico sobre a exploração de gás não convencional, a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) organizam uma missão empresarial à Argentina, de 1º a 5 de novembro.

A técnica aplicada para a exploração é inédita no Brasil. Com isso, a publicação recente do edital para o Poço Transparente apresenta requisitos para selecionar Operadores dos Contratos de Concessão firmados com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que sejam aptos a gerar, por meio da perfuração do Poço Transparente, conhecimento sobre a viabilidade técnica e ambiental da exploração e produção em reservatórios de baixa permeabilidade em bacias sedimentares terrestres no Brasil.

Estima-se que o Brasil é o 10º país com maior volume potencial de produção de shale gas no mundo. A efetiva execução do Projeto Poço Transparente permitirá avanços para o conhecimento do potencial de recursos petrolíferos não convencionais no Brasil, a exemplo do que ocorreu em países como Estados Unidos, Argentina, Canadá e China, que produzem quantidades expressivas de petróleo e gás natural a partir de reservatórios não convencionais.

Segundo Anabal Santos Jr., secretário executivo da ABPIP, o Projeto de Poço Transparente pretende fomentar a execução de poços piloto que permitirão o acompanhamento, pela sociedade brasileira, das operações relacionadas à perfuração e ao faturamento hidráulico em reservatório não convencional, além de monitorar as práticas operacionais, para que ocorram de forma ambientalmente segura e sustentável, sendo assim, um primeiro passo que o Brasil dará no sentido de adotar as práticas de exploração não convencional em reservatórios fechados. “Os resultados do Projeto Poço Transparente contribuirão para o desenvolvimento, em bases ambientalmente seguras, desse novo segmento da indústria do petróleo no Brasil, trazendo novas tecnologias, ampliando conhecimento científico e, com a participação de toda a sociedade, gerando renda, novos empregos e desenvolvimento socioeconômico, principalmente no interior do país”, disse o executivo.

Dentro da programação da missão está a participação do grupo no Congresso “Argentina Shale Production 2022”, que abordará de forma multidisciplinar o mercado de não convencionais, apresentando cases de sucesso e atualizações técnicas. Além do congresso, haverá um workshop exclusivo para os membros da missão, com empresas locais que operam projetos de não convencionais para tratar das “lições aprendidas” na exploração desses ativos, no qual os participantes terão a oportunidade de trocar experiências com representantes da indústria argentina. No dia 04, está prevista uma visita técnica às operações na Província de Neuquén.

ANP debate propostas de alterações no edital e nos modelos de contrato da Oferta Permanente de Concessão

A ANP realizou, a Audiência Pública nº 21/2022 sobre a atualização das minutas do edital e dos modelos de contratos para a Oferta Permanente sob o regime de Concessão. O objetivo é fomentar o desenvolvimento do setor, ampliando as áreas em oferta e promovendo a simplificação regulatória e o acesso a informações.

Na audiência, foram feitas apresentações sobre as diretrizes ambientais das áreas em oferta, sobre o edital de licitações e os contratos de concessão. A íntegra da gravação da audiência está disponível no canal da ANP no YouTube.

Nesta nova versão do edital estão contemplados um total de 1096 blocos exploratórios, tendo sido excluídos 59 blocos arrematados no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão e incluídos 87 blocos remanescentes da 17ª Rodada de Licitações. Os 1096 blocos estão localizados em 17 bacias sedimentares, sendo 471 terrestres e 625 marítimos.

Além disso, o novo edital proposto introduz o conceito de qualificação simplificada, amplia o período máximo de realização de um ciclo de 90 para 120 dias e abre a possibilidade de abertura de um novo ciclo logo após o encerramento da sessão pública de um ciclo em curso, sem necessidade de aguardar por sua homologação.

Durante o período de Consulta Pública, com duração de 45 dias e encerrado no dia 17/10, foram recebidos 199 comentários e sugestões às minutas do edital e dos modelos de contratos de concessão da Oferta Permanente.

As contribuições recebidas durante a audiência pública serão discutidas pela área técnica da Agência e o edital será submetida à aprovação pela Diretoria Colegiada da ANP antes de ser publicado.

O que é a Oferta Permanente

A Oferta Permanente é, no momento, a principal modalidade de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Nesse formato, há a oferta contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas.

Desse modo, as empresas não precisam esperar uma rodada de licitações “tradicional” para ter oportunidade de arrematar um bloco ou área com acumulação marginal, que passam a estar permanentemente em oferta. Além disso, as companhias contam com o tempo que julgarem necessário para estudar os dados técnicos dessas áreas antes de fazer uma oferta, sem o prazo limitado do edital de uma rodada.

Atualmente, há duas modalidades de Oferta Permanente: Oferta Permanente de Concessão (OPC) e Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP), de acordo com o regime de contratação (concessão e partilha). Já foram realizados três ciclos da OPC e a OPP encontra-se com seu 1º Ciclo aberto, cuja sessão pública ocorrerá em 16/12.

Oferta Permanente de Partilha (OPP): mais cinco empresas qualificadas

A Comissão Especial de Licitação (CEL) qualificou mais cinco empresas inscritas na OPP para participação no 1º Ciclo, que será realizado em 16/12/2022: BP Energy do Brasil Ltda, Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda, Petronas do Brasil Ltda, Qatar Energy do Brasil Ltda e Total Energy EP do Brasil Ltda. A Petrobras, a Shell Brasil Petróleo Ltda e a Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda já haviam se qualificado, totalizando oito empresas até o momento, já que outros pedidos ainda serão analisados pela CEL. A informação consta de comunicado publicado no último dia (24/10) do Diário Oficial da União e tem como base a última reunião realizada pela CEL em 21/10.  

Além da inscrição na OPP, para apresentarem ofertas em um ciclo, as empresas precisam passar por um processo de qualificação, que determina a forma de participação na licitação. Na OPP, as empresas podem ser qualificadas operadora A+ e não operadora (investidora), conforme estabelecido no edital da licitação.

A operadora A+ é a qualificada para operar em blocos situados em áreas localizadas dentro do polígono do pré-sal e nas estratégicas, assim definidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), para contratos firmados sob o regime de partilha de produção. Deve atender a critérios como experiência em atividades de exploração e produção, volume de produção nos último cinco anos, investimentos em exploração nos últimos cinco anos, aspectos ligados à segurança operacional e ao meio ambiente, além de comprovar, obrigatoriamente, experiência em atividades de exploração e/ou produção em águas rasas, profundas ou ultraprofundas na condição de operadora. A empresa não operadora é a qualificada para atuar somente em consórcio e deverá comprovar, nos termos do edital, aspectos como regularidade jurídica, fiscal, trabalhista e suas atividades no setor.

A relação de empresas qualificadas até o momento está disponível aqui

O comunicado publicado hoje também informa que a CEL alterou, de 25/10 para 1/11, a data de divulgação dos blocos do 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP) que receberam manifestação de interesse das empresas e serão oferecidos na sessão pública de 16/12/2022. Os blocos são divulgados somente depois da conclusão do processo de qualificação para participação na licitação e a CEL está concluindo a análise dos documentos recebidos das empresas até 17/10.

A Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP)

O Sistema de Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP) tem por objeto contratar, sob o regime de partilha de produção, as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural em blocos localizados no Polígono do Pré-Sal e de áreas estratégicas, assim determinados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).    

Nesse sistema, blocos ficam permanentemente à disposição de agentes regulados interessados. Os ciclos se iniciam por provocação dos agentes inscritos, por meio da submissão à ANP de declaração de interesse, acompanhada de garantia de oferta, para um ou mais blocos disponíveis.  

ANP publica estudos e relatórios de impacto ambiental de campos produtores

Estão disponíveis no site da ANP os Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do Sistema Definitivo do Campo de Atlanta e da Etapa 4 do Polo do Pré-sal da Bacia de Campos. O objetivo é ampliar a transparência e a participação da sociedade no licenciamento ambiental desses campos e atender a solicitação do IBAMA, órgão responsável por essa etapa do projeto.  

Os interessados em enviar comentários ou sugestões podem encaminhá-los para COPROD/IBAMA, por meio do e-mail Para o Polo 4 do Pré-sal, a data limite é 30/10/2022 e, para o campo de Atlanta, 28/12/2022.  

O licenciamento ambiental é uma etapa necessária para implantação desses empreendimentos, que também estão sujeitos à aprovação da ANP, a partir dos planos de desenvolvimento submetidos pela Petrobras à Agência.  

O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental são documentos que visam avaliar e precisar o impacto do projeto no meio ambiente. O EIA apresenta os levantamentos técnicos e a avaliação das consequências para o ambiente resultante da instalação, operação e descomissionamento de um empreendimento. Já o RIMA é um relatório que apresenta um resumo das principais informações sobre a atividade em licenciamento ambiental e seus impactos ambientais previstos no EIA. 

ANP amplia prazo do atendimento à meta de contratação para fornecimento de biodiesel por produtores a distribuidores de combustíveis líquidos no 6º bimestre de 2022

A ANP informa que os produtores de biodiesel poderão protocolar os extratos de contratos de comercialização firmados junto aos distribuidores de combustíveis líquidos até 3 de novembro de 2022, para atendimento às metas de contratação do bimestre novembro-dezembro de 2022, nos termos da Resolução ANP nº 857 de 28 de outubro de 2021.

Com a extensão de prazo, os produtores passam a dispor de 15 (quinze) dias, contados a partir do Comunicado de retomada da verificação de metas, publicado em 19 de outubro de 2022, para protocolar os extratos de contratos e prestar as informações pertinentes, em atendimento ao art. 2º, VI, da Resolução ANP nº 888 de 05/10/2022.

A ANP verificará o atendimento à meta de contratação até 10 de novembro de 2022, dando publicidade em seu sítio eletrônico na Internet.

Ficam mantidos os demais procedimentos que constam no Comunicado publicado em 19 de outubro de 2022, disponíveis aqui.

Petróleo do pré-sal representa 73% da produção total da Petrobras no 3º trimestre de 2022

Companhia mantém sólida performance operacional: produção média foi de 2,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia e fator de utilização das refinarias ficou em 88%

A Petrobras manteve uma sólida performance operacional no 3º trimestre de 2022, com uma produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras de 2,64 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), em linha com o 2T22. A produção total operada pela companhia atingiu 3,65 MMboed no período, 2,6% acima do 2º trimestre de 2022. O fator de utilização total (FUT) do parque de refino foi de 88% no 3º trimestre, mesmo patamar dos resultados do período anterior. Os dados são destaques do Relatório de Produção e Vendas, divulgado na última segunda-feira (24/10) pela companhia.

A produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras alcançou 2,64 MMboed, em linha com o 2T22. A manutenção desse patamar é positiva, tendo em vista que os resultados do 3º trimestre de 2022 já contemplam os impactos de redução da produção provenientes da parada para descomissionamento e desmobilização do FPSO Capixaba e da efetividade dos Contratos de Partilha de Produção dos Volumes do Excedente da Cessão Onerosa de Atapu e Sépia.

O impacto desses eventos, já previstos, foi compensado positivamente pelo bom desempenho da P-68 e o aumento de produção (ramp-up) do FPSO Guanabara. A P-68, que opera nos campos de Berbigão e Sururu (Bacia de Santos), atingiu a capacidade plena de produção em 21 de junho, o que permitiu à unidade alcançar neste trimestre a sua maior média de produção, de 148 mil barris de petróleo por dia (bpd), confirmando o bom desempenho dos poços e da plataforma. Além disso, em 8 de outubro, a plataforma atingiu o recorde de produção diária de 161 mil barris, acima da capacidade nominal por conta das otimizações alcançadas na planta de produção.

Assim como a P-68, às unidades próprias P-70, do Campo de Atapu, e unidades P-74, P-75, P-76 e P-77, do Campo de Búzios, têm conseguido, em função das condições operacionais, produzir acima da sua capacidade nominal e têm sido importantes para a performance de produção do ano de 2022. No FPSO Guanabara (Campo de Mero), que está em ramp-up de produção, a Petrobras realizou a interligação e início de operação de dois novos poços de produção de óleo e gás natural, e dois novos poços de injeção de gás no 3T22. Com isso, a plataforma atingiu produção média de 65 mil bpd no trimestre.

A produção total no pré-sal foi de 1,94 milhão de barris de óleo equivalente, em linha com o 2T22, representando 73% da produção total da Petrobras. A companhia seguiu o trabalho de desenvolvimento de mercado para os petróleos do pré sal, com foco em Atapu e Sépia, que foram os últimos óleos adicionados à cesta de exportação da Petrobras. Neste trimestre, foram incluídos quatro novos clientes distribuídos entre Ásia, Europa e América do Sul.

No refino, o fator de utilização total (88%) e o rendimento de diesel, gasolina e QAV (66%) se mantiveram em patamares elevados, em linha com o 2º trimestre de 2022. Os resultados deste trimestre aconteceram mesmo com as paradas programadas de 43 dias de destilação e coque da REPLAN, em Paulínia, São Paulo, maior refinaria do país, e de 33 dias nas unidades de hidrotratamento da REGAP, em Betim, Minas Gerais. Destaca-se ainda que oito refinarias da companhia possuem disponibilidade operacional acumulada nos nove primeiros meses de 2022 no patamar dos melhores refinadores americanos.

Com demanda ainda aquecida, no 3º trimestre de 2022, a Petrobras vendeu 700,7 mil toneladas de asfaltos no mercado interno, maior volume em um trimestre desde 2014. Também obteve recorde trimestral na produção de asfalto desde 2014, com o total de 697,5 mil toneladas.

Em setembro foi concluída a primeira venda de Diesel R5 composto de 95% de diesel derivado do petróleo e 5% de diesel renovável com tecnologia desenvolvida pela Centro de Pesquisa da Petrobras, que consiste no coprocessamento em unidades de hidrotratamento. A produção foi realizada na REPAR, no Paraná, onde o Diesel R5 já havia sido produzido para testes na frota de ônibus urbano de Curitiba.

A Intensidade de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IGEE) das refinarias seguiu em queda no 3T22, com um resultado de 37,8 kgCO2e/CWT, contra um realizado de 38,9 kgCO2e/CWT no 3T21.

Confira aqui o Relatório de Produção e Vendas do 3T22 na íntegra

Petrobras inicia fase não vinculante para venda da rede de fibra óptica onshore

A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 30/09/2022, informa o início da fase não vinculante referente à venda de sua rede de fibra óptica onshore.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase, com início na data de hoje, receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre o ativo em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.

A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre o Ativo

O ativo consiste na rede de fibra óptica onshore que possui a extensão de aproximadamente 8.000 km, abrangendo todas as regiões do país, conectando diversas capitais e regiões metropolitanas. A rede de fibra ótica é composta por cabos enterrados que possuem, em sua grande maioria, capacidade de 36 fibras ópticas cada, acondicionados em tubos de polietileno de alta densidade PEAD (bi tubo) para maior proteção e versatilidade de manutenção.

Projeto patrocinado pela Petrobras recupera 600 mil m² da vegetação em torno da Lagoa do Piató

Reflorestamento ao redor do maior reservatório de água do Rio Grande do Norte busca reverter impactos negativos do desmatamento à caatinga

O projeto Vale Sustentável, patrocinado pela Petrobras, recuperou cerca de 60 hectares (600 mil m²) de vegetação em torno da Lagoa do Piató, no Rio Grande do Norte. A ação busca reverter impactos negativos à caatinga decorrentes do desmatamento da área. Durante o reflorestamento, agentes ambientais descobriram um sítio arqueológico, de modo que a lagoa e seu entorno passam a ter agora maior potencial turístico e econômico.

Maior reservatório de água doce do Rio Grande do Norte, a Lagoa do Piató é margeada pela reserva legal da comunidade rural Professor Maurício de Oliveira. A área de proteção não impediu, no entanto, o desmatamento da vegetação do entorno, principalmente nas décadas de 1970 e 1980, para uso como lenha e pastagem.

Ao perder a proteção da cobertura vegetal, o bioma caatinga passou a sofrer erosão, degradação de mananciais e mesmo desertificação, com consequentes prejuízos à fauna e flora. A natureza não é capaz por si só de restaurar a vegetação.  “Sem intervenção humana o ambiente não consegue se regenerar e a desertificação é um caminho sem volta”, diz o coordenador do projeto Vale Sustentável, Elisângelo Fernandes. Daí a importância do reflorestamento realizado pelo projeto.

De 2021 a 2022, agricultores familiares da comunidade Maurício Oliveira, sob orientação do projeto, plantaram 47 mil mudas nativas da caatinga. Dentre elas, aroeira, umburana e outras espécies ameaçadas de extinção. Toda a área sob plantio foi isolada com cercas, para evitar que animais de grande e médio porte causassem danos às mudas. As plantas devem atingir a maturação entre 15 e 20 anos.

A empreitada foi desafiadora. Devido à seca, o projeto Vale Sustentável teve que buscar novas tecnologias sociais e adaptar outras. Os agricultores utilizaram, por exemplo, esterco como adubo orgânico. Também aplicaram hidrogel, um polímero que absorve entre 400 e 700 litros de água e é utilizado para irrigar a plantas. Para evitar desertificação e proteger o solo, os agricultores usaram palha de carnaúba como cobertura para ajudar a reter a umidade.

Uma vez plantadas, as mudas passaram a ser monitoradas por agentes ambientais. Ao primeiro sinal de falta d´água ou praga, uma equipe de recuperação faz o tratamento adequado e irriga manualmente as plantas com água de carros-pipas. Não é preciso irrigação regular, já que as mudas nativas da caatinga resistem ao clima semiárido.

O reflorestamento da vegetação em torno da Lagoa do Piató pelo projeto Vale Sustentável é um dos exemplos de iniciativas voltadas para a conservação e recuperação de florestas em áreas naturais. Atualmente, o Programa Petrobras Socioambiental apoia quatro projetos de florestas no bioma da caatinga, um investimento de R$ 11, 5 milhões entre 2020 e 2023. “O projeto Vale Sustentável é um bom exemplo que nos mostra como nossos investimentos voluntários impactam positivamente a qualidade de vida das pessoas e tem um ganho ambiental de médio e longo prazos”, avalia Gregório Maciel, gerente de Reflorestamento e Projetos Ambientais da Petrobras.

O projeto Vale Sustentável envolveu as comunidades no reflorestamento, por meio de cursos de conservação de recursos naturais e práticas agrícolas sustentáveis junto a cinco assentamentos.

Durante o reflorestamento, os agricultores descobriram um sítio arqueológico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O local se destaca pela vegetação paisagística e por grutas e cavernas que podem ser usadas para trilhas.  O sítio reforça o potencial de ecoturismo da região. “Em geral Município e Estado organizam atividades do tipo”, diz Elisângelo Fernandes. “Mas a comunidade, tendo interesse, pode implantar ecoturismo.”

Zurich Airport Brasil anuncia construção de nova pista no Aeroporto de Macaé

A Zurich Airport Brasil informa que irá construir uma nova pista de pousos e decolagens no Aeroporto de Macaé e manterá o atual terminal de passageiros em operação.

Desta maneira, o projeto de construção de um novo terminal, neste momento, será descontinuado. A adequação assegurará maior eficiência para as operações da aviação offshore e, por consequência, o alto potencial de desenvolvimento econômico proporcionado pelo setor.

O projeto da nova pista também comporta a elevação do nível de segurança operacional, auxiliando no desenvolvimento da aviação comercial.

O Aeroporto de Macaé é o principal aeroporto para a aviação offshore no país e, mês a mês, as operações têm superado as expectativas. Em dezembro deste ano, Macaé será responsável por 55% de todos os voos que atendem a Bacia de Campos.

A Zurich Airport Brasil reforça o seu compromisso com o Aeroporto de Macaé, entendendo o reflexo da operação aeroportuária no desenvolvimento da cidade e das pessoas, uma premissa que está na Missão da empresa. A concessionária esclarece que a construção da nova pista está de acordo com as obrigações do contrato de concessão com o órgão regulador.