Prosafe mira mais um contrato no Brasil

A Prosafe apresentou a oferta mais competitiva em um processo de licitação para um contrato de período firme de 650 dias pela Petrobras no Brasil.

A Prosafe informou no sábado que o valor do contrato é de aproximadamente US$ 73 milhões (equivalente a US$ 112.500 por dia).

Conforme explicado pela Prosafe, a adjudicação e o prazo do contrato estão sujeitos a um processo de esclarecimento formal durante o qual a Petrobras não tem obrigação formal de celebrar um contrato e outros licitantes podem recorrer.

Um contrato, se concedido, implantaria a plataforma de acomodação semissubmersível Safe Zephyrus para suporte de segurança e manutenção no exterior do Brasil em 2023.

Há menos de um mês, o Safe Zephyrus garantiu uma extensão de contrato com a BP no Mar do Norte do Reino Unido. A carta foi prorrogada até 21 de dezembro de 2022.

Safe Zephyrus é um ASV semi-submersível DP3 com camas para 450 pessoas. Foi construído no estaleiro Jurong, Cingapura, com o projeto GVA 3000E e é capaz de operar em todo o mundo nos ambientes offshore mais severos.

A Prosafe ganhou algumas outras licitações com a Petrobras este ano. Em maio, a empresa obteve um contrato de quatro anos para o fornecimento do Safe Notos e um contrato de quatro anos para o fornecimento da unidade Safe Eurus .

Em outros lugares, a Prosafe na semana passada firmou um acordo para o fornecimento do Safe Concordia no Golfo do México dos EUA. O valor da duração da empresa contratada é de aproximadamente US$ 33 milhões.

Plataforma P-71 deixa estaleiro rumo ao pré-sal da Bacia de Santos

Unidade produzirá até 150 mil barris de óleo no campo de Itapu

O navio-plataforma P-71 saiu no último sábado (15/10) do estaleiro Jurong Aracruz, no Espírito Santo, rumo ao campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos. A unidade produzirá diariamente até 150 mil barris de óleo e até 6 milhões de metros cúbicos de gás. A capacidade de armazenamento da P-71 é de 1,6 milhão de barris de óleo.

A P-71 é uma plataforma do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) e navegará até a Bacia de Santos para cumprir a próxima etapa do projeto, a sua ancoragem no campo, seguida da interligação aos dutos de produção da unidade (risers).

A P-71 entrará em operação em dezembro de 2022 e deve atingir o seu pico de produção até o final de 2023. A unidade pertence à Petrobras e será a última da série de Replicantes, também composta por P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70. Essas unidades apresentam alta capacidade de produção, tecnologias avançadas de operação e redução de emissões, com o mesmo projeto de engenharia replicado.

Um exemplo da tecnologia para redução de emissões dos Replicantes é o sistema de FGRU (Flare Gas Recovery Unity), usado para aproveitar o gás gerado no processo de produção e diminuir a sua queima e liberação na atmosfera.

Plataforma P-68, no pré-sal, bate recorde de produção diária

Unidade alcança produção de mais de 161 mil barris de petróleo por dia

O navio-plataforma P-68, que opera nos campos de Berbigão e Sururu, no pré-sal da Bacia de Santos, bateu recorde de produção diária no último dia 8/10, com volume de 161.756 barris de petróleo por dia (bpd). Essa marca foi alcançada com a entrada em produção do nono poço produtor (7-SRR-6D-RJS), superando o recorde anterior, atingido em junho deste ano, de 157 mil bpd. Esse novo recorde foi suportado por estudos de aumento de capacidade da plataforma, dentro das mais rigorosas condições de segurança, com autorização dos órgãos externos competentes.

Para alcançar esse volume, a plataforma está operando com nove poços produtores, sendo que quatro deles utilizam o gás lift como método de elevação artificial para aumento de produtividade do reservatório. Do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenagem e transferência de petróleo), a P-68 entrou em operação em 2019, com capacidade de produzir até 150 mil bpd e processar 6 milhões de m3 de gás por dia. A plataforma opera a cerca de 230 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade d´água de 2.280 metros.

A P-68 foi a quarta unidade da série de replicantes (sistemas com projetos padronizados) a entrar em operação no pré-sal. Os campos de Berbigão e Sururu estão localizados na concessão BM-S-11A, operada pela Petrobras (42,5%), em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. (25%), Total E&P do Brasil Ltda. (22,5%) e a Petrogal Brasil S.A. (10%).

Petrobras irá receber mais de 700 novos jovens aprendizes em novembro

Companhia formou mais de 500 jovens. Programa promove a inclusão social por meio de qualificação profissional

A Petrobras irá receber, a partir de 07 de novembro, 734 novos jovens aprendizes, em 14 estados e no Distrito Federal, oriundos do processo seletivo realizado no primeiro semestre de 2022. O programa tem como objetivo promover a inclusão social de jovens por meio de qualificação profissional, contribuindo para a inserção no mercado de trabalho. Além das oportunidades destinadas à ampla concorrência, também há vagas exclusivas para pessoas com deficiência (10%), adolescentes egressos de trabalho infantil (10%) e em situação de acolhimento institucional (15%).

Os jovens têm entre 14 anos e 22 anos e três meses completos e, caso ainda não tenham concluído o Ensino Médio, devem comprovar matrícula e frequência à escola para participar do programa. Os aprendizes recebem aulas de capacitação e desenvolvem atividades de prática profissional no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Também são programadas visitas técnicas às instalações da Petrobras. Os cursos profissionalizantes são para diversas áreas, como Logística, Elétrica, Tecnologia da Informação, Linha de Produção, Programação Web, Hidráulica, Tubulação predial, Mecânica, entre outras.

A jornada de aprendizagem é de 4 horas diárias, de segunda a sexta-feira, durante o período de 20 meses. Os jovens têm direito a um salário-mínimo e outros benefícios, como 13º salário, férias, vale-transporte e plano de previdência complementar opcional. O registro do contrato especial de aprendizagem na Carteira de Trabalho e Previdência Social é realizado diretamente pela Petrobras.

Cerimônia de formatura de mais de 500 jovens

Na terça-feira (11/10) foi realizada a formatura de outros 514 jovens, que realizaram ciclos anteriores (2021/2022) do programa. A cerimônia foi realizada no Serviço Social da Indústria (SESI), no Rio de Janeiro, com transmissão simultânea para diversas unidades do Senai no país.

Ao longo do período de formação, além das aulas teóricas e práticas os aprendizes participaram de um desafio de inovação (Saga Senai de Inovação), no qual puderam interagir com profissionais da Petrobras e desenvolver propostas de soluções para problemas reais da companhia. Também houve visitas a unidades da Companhia, com experiências vivenciais a exemplo do EXPAMD Lab – Laboratório de Experiências de Aprendizagem com Metodologias Disruptivas da Petrobras, que concentra formas modernas de aprendizado voltadas para o ambiente corporativo.  Além disso, participaram de visitas virtuais, onde puderam conhecer os supercomputadores da empresa.

Estatal informa sobre venda da Petrobras Operaciones S.A.

A Petrobras informa que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser) referente à venda de 100% de sua participação acionária na Petrobras Operaciones S.A. (POSA), subsidiária integral da Petrobras na Argentina e detentora de participação de 33,6% no Campo de Rio Neuquén.

O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios de elegibilidade para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras: https://www.investidorpetrobras.com.br/resultados-e-comunicados/teasers/.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação ao mercado está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade.

Sobre a POSA

A POSA é uma empresa constituída na Argentina, onde detêm 33,6% de participação no campo de Rio Neuquén, localizado nas províncias de Rio Neuquén e Rio Negro, sendo este seu único ativo. A Petrobras possui participação na POSA por meio de suas subsidiárias PIB BV (Petrobras International Braspetro B.V.), com 95%, e PVIE (Petrobras Valores Internacionais de España), com 5%.

Junto com a POSA, no ativo de Rio Neuquén, também são sócios a YPF S.A (YPF), operadora do campo, com 33,3% de participação, e a Pampa Energia (Pampa), com 33,1%. A produção de Rio Neuquén é majoritariamente oriunda de reservatórios não convencionais (tight gas) das formações Punta Rosada e Lajas. Em setembro de 2022, a produção da POSA foi de 1,52 MM m³/d de gás natural e 0,7 mil bpd de óleo, condensado e gasolina.

Equinor produz primeiro óleo de nova plataforma no Brasil

A nova plataforma da Equinor no Brasil, Peregrino C, produziu seu primeiro óleo em 10 de outubro às 20:00, horário local. Peregrino é o maior campo operado da Equinor fora da Noruega.

A fase 2 de Peregrino prolongará a vida útil do campo de Peregrino até 2040. A fase 2 adiciona 250-300 milhões de barris de petróleo , ao mesmo tempo em que reduz pela metade as emissões de CO2 esperadas por barril durante a vida útil restante do campo, disse a Equinor em comunicado na quinta-feira.

Em operação, a nova plataforma proporcionará 350 empregos de longo prazo offshore e onshore no Brasil.

A fase 2 do Peregrino consiste em uma nova plataforma com instalações de perfuração e alojamentos vinculados ao FPSO Peregrino existente , bem como um novo gasoduto importando gás para a plataforma de geração de energia.

Localizado na Bacia de Campos, o campo de Peregrino iniciou a produção em 2011. No entanto, a produção foi suspensa em abril de 2020 quando um riser de injeção de água rompido foi detectado durante um teste de vazamento. O player norueguês executou um “grande” programa de manutenção, atualizações e reparos no navio FPSO que opera no campo e instalou uma nova plataforma, Peregrino C . A produção foi retomada em julho de 2022 .

O projeto estava dentro do cronograma para o início planejado no final de 2020, quando o Covid-19 o atingiu com força, levando a cortes na força de trabalho várias vezes na fase crucial e normalmente trabalhosa de conexão. Ainda assim, a fase 2 do Peregrino é entregue dentro da estimativa de custo original de US$ 3 bilhões, disse a Equinor.

Geir Tungesvik , vice-presidente executivo de Projetos, Perfuração e Aquisição da Equinor, disse: “O Covid-19 tornou a fase 2 do Peregrino um projeto desafiador e quero agradecer a todos os envolvidos por entregar o projeto com excelentes resultados de SMS”.

Em linha com a estratégia de baixo carbono da Equinor, foram tomadas medidas para reduzir as emissões de CO2 do campo de Peregrino . Ao mudar de diesel para gás para geração de energia em Peregrino C, a fase 2 evitará 100.000 toneladas de emissões de CO2 do campo de Peregrino por ano.

Isso também reduzirá custos e simplificará a logística na fase operacional.

A nova plataforma também está equipada com as mais recentes ferramentas digitais, como um modelo 3D de toda a plataforma que os operadores podem usar em um iPad em campo. Isso melhora a cooperação offshore e entre a plataforma e a equipe de suporte operacional onshore no Rio de Janeiro.

Al Cook , vice-presidente executivo da Equinor para Exploração e Produção Internacional, disse: “O start-up da Peregrino Fase 2 é um marco importante na estratégia de crescimento da Equinor no Brasil. Este projeto mostra como podemos trazer novos recursos valiosos para a produção ao mesmo tempo que investimos em tecnologia para reduzir as emissões de carbono. Estou orgulhoso de que Peregrino Fase 2 aumentará a produção de campo para 110.000 barris por dia no platô, reduzindo pela metade nossa intensidade de emissões.”

Cook deixará a Equinor no próximo ano após sua nomeação como CEO de uma empresa de diamantes.

Brasil produz 3,967 MMboe/d de petróleo e gás em agosto

A ANP divulgou em seu Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural os dados preliminares de produção do mês de agosto. Ao todo, foram produzidos 3,967 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboe/d), sendo 3,087 milhões de barris diários (MMbbl/d) de petróleo e 139,96 milhões de metros cúbicos diários (MMm3/d) de gás natural.

No pré-sal, a produção foi de 2,966 MMboe/d, correspondendo a 74,8% do total nacional. O campo de Tupi produziu 1,046 MMboe/d, o equivalente a 26,4% do total nacional enquanto Búzios produziu 719,63 Mboe/d, que correspondem a 18,1% do total nacional.

O Estado do Rio de Janeiro produziu 3,214 MMboe/d, representando 84,7% da produção nacional de petróleo e 81% da produção total brasileira. A produção no estado teve origem em 45 campos com 383 poços produtores.

O Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural apresenta dados mensais e anuais consolidados, permitindo visualizar a evolução histórica da produção no país e também filtrá-la por campo, bacia, instalação, poço, estado, período de tempo, operador, entre outros. É possível também observar os principais parâmetros de movimentação de gás, como queima e injeção. Essas informações têm como fonte os dados declaratórios pelas operadoras.

´Novo pré-sal` vai turbinar plano de investimento da Petrobras até 2027

O Plano Estratégico 2023-2027 da Petrobras virá mais forte que o anterior, turbinado pela a incorporação dos investimentos necessários à exploração da Margem Equatorial, fronteira tratada como um possível “novo pré-sal”. Essa é a principal aposta da estatal para aumentar suas reservas de petróleo.

Além da nova fronteira, o plano deve contemplar a modernização de refinarias e ter um olhar mais atento para energia limpa. Com isso, a estatal planeja adaptar suas refinarias à produção de biocombustíveis de alto valor agregado, tipo o bioqueresene de aviação, e também reforçar investimentos na descarbonização da produção e em estudos para projetos em energia eólica offshore destinada à produção de hidrogênio verde.

“Do ponto de vista de transição energética, a gente pretende prosseguir consistente com aquilo que já fizemos: olhar projetos de descarbonização com o objetivo de desenvolver produtos renováveis e obviamente buscando a transição por meio da diversificação rentável, ou seja, quais novos negócios ou atividades a Petrobras pretende priorizar com vistas a um universo de longo prazo”, afirmou recentemente o diretor de Governança e Conformidade da estatal, Salvador Dahan, sobre o novo plano.

Para o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e professor da UFRRJ, Maurício Tolmasquim, uma maior atenção da Petrobras a fontes renováveis é bem-vinda, sobretudo se direcionada à eólica offshore, já que a companhia domina boa parte da infraestrutura logística para atuar em alto mar.

“Mas não adianta ser uma previsão simbólica, tem de ser um montante que permita à Petrobras recuperar o tempo perdido. Ela já está atrás na corrida pela energia renovável no Brasil, sendo a grande ausência na notificação de interesse por áreas (no mar) para eólica offshore ao Ibama”, observa Tolmasquin. O especialista lembra que, motivadas pela transição energética, grandes petroleiras como Shell, Total e Equinor têm feito esforços para se converter em empresas de energia limpa no longo prazo, meta que a Petrobras já teve fortemente associada a biocombustíveis, mas que ficou em segundo plano nos últimos anos.

Foi por causa do pré-sal que os investimentos da estatal deram um salto na década passada, para mais de US$ 200 bilhões, encolhendo posteriormente para menos da metade deste valor no plano formulado em 2016, devido ao alto endividamento da companhia. Nos últimos sete anos, o total investido nunca ultrapassou os US$ 100 bilhões. As projeções indicam que os aportes devem continuar abaixo desse patamar, apesar de tenderem a ser maiores em comparação com o plano anterior, avaliam especialistas.

No plano anterior (2022-2026) a previsão era de investimentos de US$ 68 bilhões. Desse montante, U$ 57,3 bilhões estavam previstos para exploração e produção (E&P), dos quais menos de 10%, US$ 5,5 bilhões para exploração, a maior parte nas bacias do Sudeste (58%), mas também da Margem Equatorial (38%). Essa frente deve ser reforçada este ano, puxando o investimento total para cima.

O Estadão/Broadcast apurou que o plano 2023-2027 da estatal também deve deixar para trás a previsão de apenas uma nova plataforma de exploração e produção em 2022 (FPSO Guanabara), para inserir mais unidades até 2027, o que vai elevar o valor dos investimentos. O número final, no entanto, ainda não foi finalizado, e continua em discussões técnicas antes de ser apresentado ao Conselho de Administração da companhia.

Fontes da companhia confirmaram que a exploração da Margem Equatorial vai receber atenção especial. A licença para perfuração do primeiro poço é esperada para novembro, após teste de simulação para provar ao Ibama que a empresa tem condições de conter eventual derramamento de petróleo. Hoje o investimento reservado para a nova conquista até 2026 é de US$ 2 bilhões, volume que tende a ser incrementado no próximo plano.

Plano Estratégico 2023-2027 da Petrobras virá mais forte que o anterior, turbinado pela a incorporação dos investimentos necessários à exploração da Margem Equatorial, fronteira tratada como um possível “novo pré-sal”. Essa é a principal aposta da estatal para aumentar suas reservas de petróleo.

Além da nova fronteira, o plano deve contemplar a modernização de refinarias e ter um olhar mais atento para energia limpa. Com isso, a estatal planeja adaptar suas refinarias à produção de biocombustíveis de alto valor agregado, tipo o bioqueresene de aviação, e também reforçar investimentos na descarbonização da produção e em estudos para projetos em energia eólica offshore destinada à produção de hidrogênio verde.

“Do ponto de vista de transição energética, a gente pretende prosseguir consistente com aquilo que já fizemos: olhar projetos de descarbonização com o objetivo de desenvolver produtos renováveis e obviamente buscando a transição por meio da diversificação rentável, ou seja, quais novos negócios ou atividades a Petrobras pretende priorizar com vistas a um universo de longo prazo”, afirmou recentemente o diretor de Governança e Conformidade da estatal, Salvador Dahan, sobre o novo plano.

Para o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e professor da UFRRJ, Maurício Tolmasquim, uma maior atenção da Petrobras a fontes renováveis é bem-vinda, sobretudo se direcionada à eólica offshore, já que a companhia domina boa parte da infraestrutura logística para atuar em alto mar.

“Mas não adianta ser uma previsão simbólica, tem de ser um montante que permita à Petrobras recuperar o tempo perdido. Ela já está atrás na corrida pela energia renovável no Brasil, sendo a grande ausência na notificação de interesse por áreas (no mar) para eólica offshore ao Ibama”, observa Tolmasquin. O especialista lembra que, motivadas pela transição energética, grandes petroleiras como Shell, Total e Equinor têm feito esforços para se converter em empresas de energia limpa no longo prazo, meta que a Petrobras já teve fortemente associada a biocombustíveis, mas que ficou em segundo plano nos últimos anos.

Foi por causa do pré-sal que os investimentos da estatal deram um salto na década passada, para mais de US$ 200 bilhões, encolhendo posteriormente para menos da metade deste valor no plano formulado em 2016, devido ao alto endividamento da companhia. Nos últimos sete anos, o total investido nunca ultrapassou os US$ 100 bilhões. As projeções indicam que os aportes devem continuar abaixo desse patamar, apesar de tenderem a ser maiores em comparação com o plano anterior, avaliam especialistas.

No plano anterior (2022-2026) a previsão era de investimentos de US$ 68 bilhões. Desse montante, U$ 57,3 bilhões estavam previstos para exploração e produção (E&P), dos quais menos de 10%, US$ 5,5 bilhões para exploração, a maior parte nas bacias do Sudeste (58%), mas também da Margem Equatorial (38%). Essa frente deve ser reforçada este ano, puxando o investimento total para cima.

O Estadão/Broadcast apurou que o plano 2023-2027 da estatal também deve deixar para trás a previsão de apenas uma nova plataforma de exploração e produção em 2022 (FPSO Guanabara), para inserir mais unidades até 2027, o que vai elevar o valor dos investimentos. O número final, no entanto, ainda não foi finalizado, e continua em discussões técnicas antes de ser apresentado ao Conselho de Administração da companhia.

Fontes da companhia confirmaram que a exploração da Margem Equatorial vai receber atenção especial. A licença para perfuração do primeiro poço é esperada para novembro, após teste de simulação para provar ao Ibama que a empresa tem condições de conter eventual derramamento de petróleo. Hoje o investimento reservado para a nova conquista até 2026 é de US$ 2 bilhões, volume que tende a ser incrementado no próximo plano.
A empresa planeja, assim como em outros locais nos quais atua, desenvolver projetos sócio-ambientais na região, que também deverão constar no plano, como informou ao Broadcast o gerente executivo responsável pela área, Mario Carminatti.

Na exploração e produção da nova fronteira serão adotadas tecnologias que utilizam algoritmos de última geração; inteligência de dados e computadores de alto desempenho (HPC); ampliação da operação remota, que prometem reduzir riscos ambientais, o que pode elevar os investimentos da estatal nos próximos anos.

Iniciativas de baixo carbono
Os esforços de descarbonização devem ser reforçados, mas sem grandes mudanças na ordem de prioridade. No plano divulgado no fim do ano passado, essa “frente de baixo carbono” teria investimento de US$ 2,8 bilhões em cinco anos, sendo pouco mais de R$ 2 bilhões, para a descarbonização das operações atuais, e apenas R$ 730 milhões para desenvolvimento de biocombustíveis e pesquisa e desenvolvimento em energias renováveis com vistas à “diversificação rentável” em novos negócios. Fontes da companhia e agentes de mercado esperam que essa última frente seja reforçada, ainda que não a ponto de ocupar papel de destaque nas finanças da Petrobras.

Segundo um consultor que presta serviço à Petrobras, a companhia deve preparar um plano “resiliente e flexível” ao resultado das eleições. A estratégia da companhia, diz ele, deve sofrer ajustes finos a depender do próximo presidente, mas não mudará no essencial, que é o enfoque crescente em exploração e produção, negócio principal da estatal.

A fonte confirma o aumento de investimento para fazer frente à campanha na Margem Equatorial, mas, também, para aumentar o rendimento do pré-sal. Em paralelo, diz o consultor, a companhia deve perseguir papel relevante na transição energética, mais centrada na descarbonização da cadeia que já domina, em vez de investimentos decisivos em energia renovável. Estes projetos devem aparecer no plano, mas ainda na condição de estudos.

“Não vamos ver a Petrobras investindo em (energia) solar e eólica como faz a Shell. O core vai continuar a ser petróleo e gás e seu processamento. Então a política ESG (governança ambiental, social e corporativa, em inglês) ainda deve observar mais esse universo”, afirma uma fonte. A empresa, porém, deve indicar no PE 2023-2027 os primeiros passos para uma possível parceria com a norueguesa Equinor para gerar energia eólica offshore, avaliou.

De fato, segundo o diretor Relacionamento Institucional e de Sustentabilidade, Rafael Chaves, os pilares do novo plano estratégico já têm norteado anúncios recentes da companhia.

“O anúncio (de comercialização) do diesel R5 (5% renovável) mostra que o biorrefino é estratégico para a Petrobras, área em que a gente vai continuar investindo”, disse. “A gente já tem declarado que vai fazer uma planta dedicada para explorar o mercado de querosene de aviação baseado em conteúdo renovável.”

Segundo Chaves, não há hierarquia na frente de sustentabilidade do plano, mas “três dimensões diferentes” que se equivalem: descarbonização do barril, o biorrefino, e a preservação de florestas e reflorestamento como apoio à essa agenda. “O biorrefino está mais maduro, mas todas (essas dimensões) são promissoras, seria prematuro dizer que uma virá em detrimento da outra”, afirmou.

Um ponto de estresse da preparação do plano é a estratégia para o tamanho e nem tanto a natureza do parque de refino. Isso porque há clara polarização entre os dois candidatos à presidência: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tende à manutenção e até recompra de refinarias, enquanto o atual presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) indica preferência pela venda desses ativos.

Fonte: Estadão

Petrobras escolhe fornecedor de software de engenharia de poços e submarinos

A Radix fechou um contrato com a Petrobras para desenvolver e manter software científico focado em engenharia de poços e engenharia submarina.

Sob o contrato de aproximadamente US$ 9,5 milhões, a Radix desenvolverá software para dois lotes de poços submarinos e um lote de poços. A parceria terá duração de três anos, com opções de extensão por mais dois anos.

A empresa será responsável por desenvolver novos sistemas, melhorar os existentes e apoiar aqueles que a Petrobras está usando atualmente para engenharia de poços e engenharia submarina. Diz-se que o esforço inclui várias tecnologias de software, linguagens e estruturas.

Segundo Radix, o contrato vai gerar 50 novos empregos.

“O crescimento dos investimentos na área também exige uma governança mais robusta e próxima da execução, principalmente pelo número de empresas envolvidas nessas operações. Espera-se que os serviços da Radix contribuam para aumentar a governança de processos, eficiência das atividades, assertividade das decisões técnicas e continuidade das operações”, disse Carlos Loyola , gerente geral de Upstream da Radix.

Em relação às suas atividades recentes, a Petrobras concluiu a venda de toda a sua participação na produção de campos de águas rasas na Bacia do Espírito Santo, offshore no Brasil, em agosto.

Pouco depois, a gigante estatal brasileira de petróleo e gás iniciou o processo de venda de participação parcial nos ativos exploratórios da Bacia Potiguar, incluindo as concessões exploratórias BM-POT-17 – Blocos POT-M-853 e POT-M -855 – e a concessão POT-M-762_R15 – Bloco POT-M-762.

Por outro lado, a Petrobras decidiu recentemente encerrar o processo de desinvestimento para a venda da concessão de Albacora para a PRIO, antiga PetroRio.